Questões de Concurso Sobre português

Foram encontradas 248.609 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4277824 Português
Os estudos sobre letramento e alfabetização têm destacado a importância de compreender a leitura e a escrita não apenas como habilidades de codificação e decodificação, mas como práticas sociais situadas em contextos culturais diversos. Nessa perspectiva, a diversidade textual e os diferentes gêneros discursivos que circulam socialmente desempenham papel central no trabalho pedagógico, pois é por meio do contato com textos autênticos e significativos que as crianças se apropriam das funções e dos usos da Língua Escrita. Concomitantemente, a construção da competência leitora e escritora da criança envolve um processo complexo que integra dimensões cognitivas, linguísticas e sociais, conforme demonstraram pesquisas no campo da psicogênese da língua escrita, que evidenciaram que as crianças constroem hipóteses próprias sobre a escrita antes mesmo de dominar as convenções ortográficas.
A respeito das contribuições dos estudos da Psicogênese da Língua Escrita para a compreensão do processo de apropriação da escrita pela criança, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4277759 Português
Quanto às funções da linguagem, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Função referencial, informativa ou cognitiva.
B- Função emotiva ou expressiva.
C- Função conativa ou apelativa.
Coluna II.
1- O Sol é o centro do nosso sistema planetário.
2- Você acha que o mundo possa um dia viver em paz?
3- Meu maior sonho é ver o mundo viver em paz.
Alternativas
Q4277758 Português
Referindo-se a discurso, defina se as assertivas são (V) verdadeiras ou (F) falsas e aponte a alternativa correta.
( ) Discurso indireto: é o narrador falando pela personagem.
( ) No discurso indireto, o verbo dicendi vem seguido de uma oração subordinada substantiva, iniciada pelo conectivo que ou se.
( ) Discurso indireto livre, (ou semi-indireto): é o narrador reproduzindo o pensamento da personagem.
( ) O pensamento da personagem no discurso indireto livre, se confunde com a própria linguagem do narrador. Não se usa verbo dicendi nem conectivos. Trata-se de um tipo de discurso que aproxima o narrador da personagem.
Alternativas
Q4277757 Português
Reportando-se à Língua, coloque nos parênteses (V) verdadeiro ou (F) falso e indique a alternativa devida.
( ) Norma culta: forma linguística que todo povo civilizado possui, é a que assegura a unidade da língua nacional. É justamente em nome dessa unidade, tão importante do ponto de vista político-cultural, que é ensinada nas escolas e difundida nas gramáticas. Por isso, é a forma linguística utilizada pelo segmento mais culto e influente de uma sociedade. Por consideraremna “elitista”, há hoje uma corrente de professores e linguistas contrários ao ensino da norma culta nas escolas. Esquecem-se de que as escolas buscam formar exatamente a elite da sociedade, segmento que contribui mais (e melhor) para o progresso do país.
( ) Existem basicamente duas modalidades de língua, ou seja, duas línguas funcionais: Língua funcional de modalidade culta, língua culta ou língua padrão e Língua funcional de modalidade popular, língua popular ou língua cotidiana.
( ) Língua funcional de modalidade culta, língua culta ou língua padrão, compreende a língua literária e tem por base a norma culta. É a língua utilizada pelos veículos de comunicação de massa (emissoras de rádio e televisão, jornais, revistas, painéis, anúncios, etc.), cuja função é justamente a de serem aliados da escola, prestando serviço à sociedade, colaborando na educação e não justamente o contrário.
( ) Língua funcional de modalidade popular, língua popular ou língua cotidiana, apresenta gradações as mais diversas e tem o seu limite na gíria e no calão. Sendo mais espontânea e criativa, a língua popular se afigura mais expressiva e dinâmica.
Alternativas
Q4277756 Português
Quanto ao uso de há, (verbo) e a, (preposição), marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4277755 Português
Dadas as orações:
I- Aprendendo um porquê, você pode aprender todos os porquês.
II- Porque você não vai jogar?
III- Você sabe por que rodovia eles viajaram?
IV- Todo mundo ria e ninguém me dizia o por que.
O uso dos porquês está correto: 
Alternativas
Q4277754 Português
Identifique a opção que só traz palavras corretas, quanto ao uso ou omissão do hífen.
Alternativas
Q4277752 Português
Leia o texto para responder à questão.

Crônica, de Martha Medeiros.

Se eu fosse eu, reagiria. Diria exatamente o que eu penso e sinto quando alguém me agride sem perceber. Deixaria minhas lágrimas rolarem livremente, não regularia o tom de voz, nem pensaria duas vezes antes de bronquear, mesmo que mexicanizasse a cena. Reclamaria em vez de perdoar e esquecer, em vez de deixar o tempo passar a fim de que a amizade resista, em vez de sofrer quieta no meu canto.

Se eu fosse eu, não providenciaria almoço nem jantar, comeria quando tivesse fome, dormiria quando tivesse sono, e isso seria lá pelas nove da noite, quando cai minha chave-geral. Acordaria então às cinco, com toda a energia do mundo, para recepcionar o sol com um sorriso mais iluminado que o dele, e caminharia a cidade inteira, até perder o rumo de casa, até encontrar o rumo de dentro.

Se eu fosse eu, riria abertamente do que acho mais graça: pessoas prepotentes, que pensam saber mais do que os outros, e encorajaria os que pensam que sabem pouco, e sabem tanto. Eu faço isso às vezes, mas não faço sempre, então nem sempre sou eu.

Se eu fosse eu, não evitaria dizer palavrões, não iria em missa de sétimo dia, não fingiria sentir certas emoções que não sinto, nem fingiria não sentir certas raivas que disfarço, certos soluços que engulo. Se eu fosse eu, precisaria ser sozinha.

Se eu fosse eu, agiria como gata no cio, diria muito mais sim.

Se eu fosse eu, falaria muito, muito menos.

E menos mal que sou eu na maior parte do dia e da noite, que sou eu mesma quando escrevo e choro, quando rio e sonho, quando ofendo e peço perdão. Sou eu mesma quando acerto e erro, e faço isso no espaço de poucas horas, mal consigo me acompanhar. Se eu fosse indecentemente eu, aquele eu que refuta a Bíblia e a primeira comunhão, aquele eu que não organiza sua trajetória e se deixa levar pela intuição, aquele eu que prescinde de qualquer um, de qualquer sim e não, enlouqueceria, eu.
Referindo-se a encontros vocálicos, as palavras do texto, (energia, trajetória, intuição), são respectivamente:
Alternativas
Q4277751 Português
Leia o texto para responder à questão.

Crônica, de Martha Medeiros.

Se eu fosse eu, reagiria. Diria exatamente o que eu penso e sinto quando alguém me agride sem perceber. Deixaria minhas lágrimas rolarem livremente, não regularia o tom de voz, nem pensaria duas vezes antes de bronquear, mesmo que mexicanizasse a cena. Reclamaria em vez de perdoar e esquecer, em vez de deixar o tempo passar a fim de que a amizade resista, em vez de sofrer quieta no meu canto.

Se eu fosse eu, não providenciaria almoço nem jantar, comeria quando tivesse fome, dormiria quando tivesse sono, e isso seria lá pelas nove da noite, quando cai minha chave-geral. Acordaria então às cinco, com toda a energia do mundo, para recepcionar o sol com um sorriso mais iluminado que o dele, e caminharia a cidade inteira, até perder o rumo de casa, até encontrar o rumo de dentro.

Se eu fosse eu, riria abertamente do que acho mais graça: pessoas prepotentes, que pensam saber mais do que os outros, e encorajaria os que pensam que sabem pouco, e sabem tanto. Eu faço isso às vezes, mas não faço sempre, então nem sempre sou eu.

Se eu fosse eu, não evitaria dizer palavrões, não iria em missa de sétimo dia, não fingiria sentir certas emoções que não sinto, nem fingiria não sentir certas raivas que disfarço, certos soluços que engulo. Se eu fosse eu, precisaria ser sozinha.

Se eu fosse eu, agiria como gata no cio, diria muito mais sim.

Se eu fosse eu, falaria muito, muito menos.

E menos mal que sou eu na maior parte do dia e da noite, que sou eu mesma quando escrevo e choro, quando rio e sonho, quando ofendo e peço perdão. Sou eu mesma quando acerto e erro, e faço isso no espaço de poucas horas, mal consigo me acompanhar. Se eu fosse indecentemente eu, aquele eu que refuta a Bíblia e a primeira comunhão, aquele eu que não organiza sua trajetória e se deixa levar pela intuição, aquele eu que prescinde de qualquer um, de qualquer sim e não, enlouqueceria, eu.
Analise o texto e marque a alternativa incorreta.
Alternativas
Q4277624 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

O que acontecerá quando um foguete da SpaceX colidir com a Lua na quarta-feira

A Lua suportou inúmeros impactos ao longo de milhões de anos, tendo sua superfície característica e repleta de crateras moldada por asteroides e meteoros, além de sofrer colisões mais recentes de pequenas sondas e módulos de pouso enviados por agências espaciais terrestres. Na quarta-feira, cientistas preveem mais uma colisão no satélite, desta vez provocada por um foguete da SpaceX à deriva, deslocando-se a cerca de dois quilômetros por segundo, ou aproximadamente oito mil quilômetros por hora.

A seção superior de um dos foguetes Falcon 9 da SpaceX impactará a Lua em cinco de agosto, conforme estimativas do Centro de Estudos de Objetos Próximos à Terra (CNEOS) da Nasa. A agência espacial americana chegou a essa conclusão após astrônomos independentes notarem, por meio de dados públicos, que o componente lançado em janeiro de 2025 estava em rota de colisão acidental com o solo lunar. O porta-voz Jimi Russell declarou que não há perigo para a Terra e que a Nasa rastreará o foguete para fins de treinamento, observando posteriormente o local da colisão com objetivos científicos.

A SpaceX lançou esse foguete Falcon 9 no ano passado como parte de uma missão conjunta entre os Estados Unidos e o Japão para transportar dois módulos de pouso lunar e equipamentos científicos. Embora parte do Falcon 9 seja reutilizável e projetada para retornar à Terra, algumas peças se desprendem no espaço e permanecem presas em órbita até colidirem com outro corpo celeste. O componente envolvido no evento é a seção superior do foguete, que possui dimensões equivalentes a um prédio de cinco andares e peso terrestre de pelo menos quatro toneladas.

O astrônomo Bill Gray, responsável por descobrir a trajetória, afirma que o objeto cairá próximo à Cratera Einstein, situada na parte iluminada da Lua e visível da Terra, prevendo que o impacto formará uma cratera com mais de dezessete metros de diâmetro. A colisão iminente, prevista para ocorrer por volta de quarta-feira no horário de Brasília, promete cativar astrônomos amadores e profissionais.

O astrônomo Matt Bothwell, da Universidade de Cambridge, ressaltou que a colisão de algo tão grande com a Lua não oferece perigo e proporcionará um verdadeiro espetáculo visual. Segundo Bothwell, o impacto lançará uma enorme nuvem de poeira, a qual se espalhará lateralmente com o tempo. Ele detalhou que, devido à ausência de atmosfera na Lua e à sua gravidade reduzida, o momento será mais impressionante do que qualquer explosão similar na Terra, visto que nada desacelerará o objeto e milhões de quilogramas de detritos serão lançados ao espaço. Embora o evento não seja visível a olho nu, pessoas com acesso a telescópios sofisticados poderão observar um clarão irradiando da superfície lunar.

Bothwell destacou também o potencial educativo do impacto como uma oportunidade única para analisar os efeitos da colisão de um objeto na superfície da Lua. Diante disso, cientistas preparam-se para monitorar o evento de perto: grandes telescópios nas Américas, o Lunar Reconnaissance Orbiter da Nasa e a sonda Danuri da Coreia do Sul rastrearão o clarão, a nuvem de poeira e a nova cratera, enquanto um projeto de ciência cidadã recrutará amadores para filmar a cena. Ao registrar a poeira em movimento, os astrônomos esperam transformar o acidente em um experimento útil, aprimorando modelos de impactos lunares e obtendo pistas sobre a composição subterrânea do local, cuja matéria fresca será exposta pela primeira vez.

Além disso, Bothwell advertiu que a colisão serve como um alerta sobre o acúmulo constante de lixo espacial gerado pelo homem. O astrônomo manifestou preocupação com o aumento anual de objetos em órbita, salientando que eventuais colisões entre satélites geram ainda mais fragmentos, o que pode desencadear uma reação em cadeia descontrolada. Segundo a Agência Espacial Europeia (ESA), existem cerca de cinquenta mil objetos com mais de dez centímetros de diâmetro flutuando no espaço, somando cerca de dezessete mil toneladas de artefatos lançados pela humanidade desde o início da Era Espacial, em 1957.

O último impacto de um foguete inativo na Lua ocorreu em 2022, quando a seção superior 3C do foguete chinês Longa Marcha, da missão Chang'e 5-T1 de 2014, atingiu o lado oculto do satélite. Décadas antes desse episódio, a própria Nasa já havia lançado objetos intencionalmente contra a superfície lunar para coletar dados destinados às missões Apollo.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2kdx1y307o.adaptado.
Embora o evento não "seja" visível a olho nu, pessoas com acesso a telescópios sofisticados "poderão" observar um clarão irradiando da superfície lunar.
Assinale a alternativa em que a forma verbal "seja" foi CORRETAMENTE flexionada no pretérito imperfeito do subjuntivo, mantendo a adequação gramatical do período.
Alternativas
Q4277355 Português
O uso do hífen integra o sistema ortográfico da língua portuguesa e segue regras específicas estabelecidas para assegurar a padronização da escrita. Sua aplicação decorre de critérios definidos pela norma ortográfica, relacionados à formação das palavras e a diferentes contextos previstos na língua (BECHARA, 2024).

Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4277354 Português
A organização das palavras em diferentes contextos exige a adoção de critérios uniformes de ordenação, estabelecidos pela sequência convencional das letras do alfabeto e aplicados de forma sistemática para assegurar a padronização da consulta, da classificação e da localização de vocábulos (BECHARA, 2024).

Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4277353 Português
A escrita das palavras na língua portuguesa é orientada por normas ortográficas que estabelecem critérios para a representação gráfica dos vocábulos, assegurando a uniformidade da língua escrita e a padronização de seu uso nos diferentes contextos de comunicação (CUNHA; CINTRA, 2021).

Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4277352 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil


Fortes ventos entre São Paulo e Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. As rajadas ultrapassaram 120 km/h no interior paulista e chegaram a cerca de 100 km/h na capital fluminense, levando à suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont. Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente. O especialista compara o evento às rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,8 °C na cidade do Rio de Janeiro, um dos dias mais quentes para julho desde 2007. No litoral paulista, os termômetros atingiram 34 °C no Guarujá e 35,2 °C em Santos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, atribui a força dos ventos a uma brusca queda de temperatura, de cerca de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora. Ele ressalta que as rajadas se normalizaram na medida em que as massas de ar se equilibraram, enquanto a frente fria se deslocou para o Espírito Santo, gerando ventos mais amenos, em torno de 70 km/h. Seluchi acrescenta que a ocorrência desse tipo de frente é mais comum em períodos chuvosos, com chance de novos episódios a partir de setembro.

Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seluchi explica que a relação ocorre de forma indireta, pois o El Niño mantém as frentes frias estagnadas por mais tempo no Sul, gerando tempestades severas e linhas de instabilidade que se deslocam.

Diniz complementa que o El Niño acelera o aquecimento das temperaturas e intensifica os sistemas meteorológicos. Como o país atravessa o inverno, o encontro das frentes frias com regiões bastante aquecidas gera o forte contraste térmico responsável pelas ventanias. Ele cita os recentes temporais no Sul e no interior de São Paulo como reflexos dessa intensificação, e Seluchi prevê que as chuvas ganhem força na primavera.

No Rio de Janeiro, além do fechamento momentâneo do Aeroporto Santos Dumont, a ventania atingiu 105 km/h no Galeão, causou quedas de energia, afetou o transporte sobre trilhos, fechou a Ponte Rio-Niterói e provocou duas mortes em Santa Teresa após a queda de um muro. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a região metropolitana diante dos riscos de destelhamento e falta de luz. Houve atrasos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o estado registrou pico de 124,9 km/h em Itaporanga.

Enquanto a frente fria avançava para o Sudeste, o Rio Grande do Sul enfrentou severa instabilidade. Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação com ventos que alcançaram 300 km/h, segundo a MetSul Meteorologia. Diferentemente da frente de rajada, o tornado é um fenômeno concentrado de intensa rotação. A tendência para o estado sulista é de gradual normalização do tempo com a chegada de uma massa de ar seco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrjy4jrg13o.adaptado.
Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial.

Com base no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4277351 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil


Fortes ventos entre São Paulo e Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. As rajadas ultrapassaram 120 km/h no interior paulista e chegaram a cerca de 100 km/h na capital fluminense, levando à suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont. Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente. O especialista compara o evento às rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,8 °C na cidade do Rio de Janeiro, um dos dias mais quentes para julho desde 2007. No litoral paulista, os termômetros atingiram 34 °C no Guarujá e 35,2 °C em Santos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, atribui a força dos ventos a uma brusca queda de temperatura, de cerca de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora. Ele ressalta que as rajadas se normalizaram na medida em que as massas de ar se equilibraram, enquanto a frente fria se deslocou para o Espírito Santo, gerando ventos mais amenos, em torno de 70 km/h. Seluchi acrescenta que a ocorrência desse tipo de frente é mais comum em períodos chuvosos, com chance de novos episódios a partir de setembro.

Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seluchi explica que a relação ocorre de forma indireta, pois o El Niño mantém as frentes frias estagnadas por mais tempo no Sul, gerando tempestades severas e linhas de instabilidade que se deslocam.

Diniz complementa que o El Niño acelera o aquecimento das temperaturas e intensifica os sistemas meteorológicos. Como o país atravessa o inverno, o encontro das frentes frias com regiões bastante aquecidas gera o forte contraste térmico responsável pelas ventanias. Ele cita os recentes temporais no Sul e no interior de São Paulo como reflexos dessa intensificação, e Seluchi prevê que as chuvas ganhem força na primavera.

No Rio de Janeiro, além do fechamento momentâneo do Aeroporto Santos Dumont, a ventania atingiu 105 km/h no Galeão, causou quedas de energia, afetou o transporte sobre trilhos, fechou a Ponte Rio-Niterói e provocou duas mortes em Santa Teresa após a queda de um muro. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a região metropolitana diante dos riscos de destelhamento e falta de luz. Houve atrasos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o estado registrou pico de 124,9 km/h em Itaporanga.

Enquanto a frente fria avançava para o Sudeste, o Rio Grande do Sul enfrentou severa instabilidade. Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação com ventos que alcançaram 300 km/h, segundo a MetSul Meteorologia. Diferentemente da frente de rajada, o tornado é um fenômeno concentrado de intensa rotação. A tendência para o estado sulista é de gradual normalização do tempo com a chegada de uma massa de ar seco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrjy4jrg13o.adaptado.
A compreensão de fenômenos naturais exige a análise integrada de causas, condições atmosféricas e consequências observadas. Em textos de divulgação científica, é comum que diferentes informações sejam articuladas para explicar a dinâmica de eventos meteorológicos e seus impactos.

Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4277350 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil


Fortes ventos entre São Paulo e Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. As rajadas ultrapassaram 120 km/h no interior paulista e chegaram a cerca de 100 km/h na capital fluminense, levando à suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont. Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente. O especialista compara o evento às rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,8 °C na cidade do Rio de Janeiro, um dos dias mais quentes para julho desde 2007. No litoral paulista, os termômetros atingiram 34 °C no Guarujá e 35,2 °C em Santos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, atribui a força dos ventos a uma brusca queda de temperatura, de cerca de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora. Ele ressalta que as rajadas se normalizaram na medida em que as massas de ar se equilibraram, enquanto a frente fria se deslocou para o Espírito Santo, gerando ventos mais amenos, em torno de 70 km/h. Seluchi acrescenta que a ocorrência desse tipo de frente é mais comum em períodos chuvosos, com chance de novos episódios a partir de setembro.

Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seluchi explica que a relação ocorre de forma indireta, pois o El Niño mantém as frentes frias estagnadas por mais tempo no Sul, gerando tempestades severas e linhas de instabilidade que se deslocam.

Diniz complementa que o El Niño acelera o aquecimento das temperaturas e intensifica os sistemas meteorológicos. Como o país atravessa o inverno, o encontro das frentes frias com regiões bastante aquecidas gera o forte contraste térmico responsável pelas ventanias. Ele cita os recentes temporais no Sul e no interior de São Paulo como reflexos dessa intensificação, e Seluchi prevê que as chuvas ganhem força na primavera.

No Rio de Janeiro, além do fechamento momentâneo do Aeroporto Santos Dumont, a ventania atingiu 105 km/h no Galeão, causou quedas de energia, afetou o transporte sobre trilhos, fechou a Ponte Rio-Niterói e provocou duas mortes em Santa Teresa após a queda de um muro. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a região metropolitana diante dos riscos de destelhamento e falta de luz. Houve atrasos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o estado registrou pico de 124,9 km/h em Itaporanga.

Enquanto a frente fria avançava para o Sudeste, o Rio Grande do Sul enfrentou severa instabilidade. Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação com ventos que alcançaram 300 km/h, segundo a MetSul Meteorologia. Diferentemente da frente de rajada, o tornado é um fenômeno concentrado de intensa rotação. A tendência para o estado sulista é de gradual normalização do tempo com a chegada de uma massa de ar seco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrjy4jrg13o.adaptado.
Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

Analise se as afirmativas a seguir são falsas (F) ou verdadeiras (V), considerando o trecho.

(__) Os adjetivos "intenso" e "térmico" caracterizam o substantivo "contraste", atribuindo-lhe características distintas.
(__) Os adjetivos "quente" e "seco" caracterizam o substantivo "Sudeste", indicando propriedades da região mencionada.
(__) Os adjetivos "frio" e "úmido" modificam o substantivo "Sul", especificando características geográficas do local de origem.
(__) O adjetivo "conhecido" caracteriza o substantivo "fenômeno", acrescentando-lhe uma característica no contexto do trecho.

Assinale a alternativa CORRETA, de cima para baixo. 
Alternativas
Q4277349 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil


Fortes ventos entre São Paulo e Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. As rajadas ultrapassaram 120 km/h no interior paulista e chegaram a cerca de 100 km/h na capital fluminense, levando à suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont. Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente. O especialista compara o evento às rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,8 °C na cidade do Rio de Janeiro, um dos dias mais quentes para julho desde 2007. No litoral paulista, os termômetros atingiram 34 °C no Guarujá e 35,2 °C em Santos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, atribui a força dos ventos a uma brusca queda de temperatura, de cerca de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora. Ele ressalta que as rajadas se normalizaram na medida em que as massas de ar se equilibraram, enquanto a frente fria se deslocou para o Espírito Santo, gerando ventos mais amenos, em torno de 70 km/h. Seluchi acrescenta que a ocorrência desse tipo de frente é mais comum em períodos chuvosos, com chance de novos episódios a partir de setembro.

Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seluchi explica que a relação ocorre de forma indireta, pois o El Niño mantém as frentes frias estagnadas por mais tempo no Sul, gerando tempestades severas e linhas de instabilidade que se deslocam.

Diniz complementa que o El Niño acelera o aquecimento das temperaturas e intensifica os sistemas meteorológicos. Como o país atravessa o inverno, o encontro das frentes frias com regiões bastante aquecidas gera o forte contraste térmico responsável pelas ventanias. Ele cita os recentes temporais no Sul e no interior de São Paulo como reflexos dessa intensificação, e Seluchi prevê que as chuvas ganhem força na primavera.

No Rio de Janeiro, além do fechamento momentâneo do Aeroporto Santos Dumont, a ventania atingiu 105 km/h no Galeão, causou quedas de energia, afetou o transporte sobre trilhos, fechou a Ponte Rio-Niterói e provocou duas mortes em Santa Teresa após a queda de um muro. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a região metropolitana diante dos riscos de destelhamento e falta de luz. Houve atrasos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o estado registrou pico de 124,9 km/h em Itaporanga.

Enquanto a frente fria avançava para o Sudeste, o Rio Grande do Sul enfrentou severa instabilidade. Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação com ventos que alcançaram 300 km/h, segundo a MetSul Meteorologia. Diferentemente da frente de rajada, o tornado é um fenômeno concentrado de intensa rotação. A tendência para o estado sulista é de gradual normalização do tempo com a chegada de uma massa de ar seco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrjy4jrg13o.adaptado.
A atuação de fenômenos atmosféricos pode produzir impactos distintos conforme as condições climáticas e a interação entre massas de ar. Em textos de divulgação científica, a explicação desses eventos articula fatores naturais, interpretações de especialistas e consequências observadas em diferentes regiões.

Com base no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4277348 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil


Fortes ventos entre São Paulo e Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. As rajadas ultrapassaram 120 km/h no interior paulista e chegaram a cerca de 100 km/h na capital fluminense, levando à suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont. Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente. O especialista compara o evento às rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,8 °C na cidade do Rio de Janeiro, um dos dias mais quentes para julho desde 2007. No litoral paulista, os termômetros atingiram 34 °C no Guarujá e 35,2 °C em Santos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, atribui a força dos ventos a uma brusca queda de temperatura, de cerca de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora. Ele ressalta que as rajadas se normalizaram na medida em que as massas de ar se equilibraram, enquanto a frente fria se deslocou para o Espírito Santo, gerando ventos mais amenos, em torno de 70 km/h. Seluchi acrescenta que a ocorrência desse tipo de frente é mais comum em períodos chuvosos, com chance de novos episódios a partir de setembro.

Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seluchi explica que a relação ocorre de forma indireta, pois o El Niño mantém as frentes frias estagnadas por mais tempo no Sul, gerando tempestades severas e linhas de instabilidade que se deslocam.

Diniz complementa que o El Niño acelera o aquecimento das temperaturas e intensifica os sistemas meteorológicos. Como o país atravessa o inverno, o encontro das frentes frias com regiões bastante aquecidas gera o forte contraste térmico responsável pelas ventanias. Ele cita os recentes temporais no Sul e no interior de São Paulo como reflexos dessa intensificação, e Seluchi prevê que as chuvas ganhem força na primavera.

No Rio de Janeiro, além do fechamento momentâneo do Aeroporto Santos Dumont, a ventania atingiu 105 km/h no Galeão, causou quedas de energia, afetou o transporte sobre trilhos, fechou a Ponte Rio-Niterói e provocou duas mortes em Santa Teresa após a queda de um muro. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a região metropolitana diante dos riscos de destelhamento e falta de luz. Houve atrasos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o estado registrou pico de 124,9 km/h em Itaporanga.

Enquanto a frente fria avançava para o Sudeste, o Rio Grande do Sul enfrentou severa instabilidade. Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação com ventos que alcançaram 300 km/h, segundo a MetSul Meteorologia. Diferentemente da frente de rajada, o tornado é um fenômeno concentrado de intensa rotação. A tendência para o estado sulista é de gradual normalização do tempo com a chegada de uma massa de ar seco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrjy4jrg13o.adaptado.
Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação.

Com base no trecho, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4277347 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil


Fortes ventos entre São Paulo e Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. As rajadas ultrapassaram 120 km/h no interior paulista e chegaram a cerca de 100 km/h na capital fluminense, levando à suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont. Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente. O especialista compara o evento às rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,8 °C na cidade do Rio de Janeiro, um dos dias mais quentes para julho desde 2007. No litoral paulista, os termômetros atingiram 34 °C no Guarujá e 35,2 °C em Santos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, atribui a força dos ventos a uma brusca queda de temperatura, de cerca de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora. Ele ressalta que as rajadas se normalizaram na medida em que as massas de ar se equilibraram, enquanto a frente fria se deslocou para o Espírito Santo, gerando ventos mais amenos, em torno de 70 km/h. Seluchi acrescenta que a ocorrência desse tipo de frente é mais comum em períodos chuvosos, com chance de novos episódios a partir de setembro.

Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seluchi explica que a relação ocorre de forma indireta, pois o El Niño mantém as frentes frias estagnadas por mais tempo no Sul, gerando tempestades severas e linhas de instabilidade que se deslocam.

Diniz complementa que o El Niño acelera o aquecimento das temperaturas e intensifica os sistemas meteorológicos. Como o país atravessa o inverno, o encontro das frentes frias com regiões bastante aquecidas gera o forte contraste térmico responsável pelas ventanias. Ele cita os recentes temporais no Sul e no interior de São Paulo como reflexos dessa intensificação, e Seluchi prevê que as chuvas ganhem força na primavera.

No Rio de Janeiro, além do fechamento momentâneo do Aeroporto Santos Dumont, a ventania atingiu 105 km/h no Galeão, causou quedas de energia, afetou o transporte sobre trilhos, fechou a Ponte Rio-Niterói e provocou duas mortes em Santa Teresa após a queda de um muro. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a região metropolitana diante dos riscos de destelhamento e falta de luz. Houve atrasos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o estado registrou pico de 124,9 km/h em Itaporanga.

Enquanto a frente fria avançava para o Sudeste, o Rio Grande do Sul enfrentou severa instabilidade. Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação com ventos que alcançaram 300 km/h, segundo a MetSul Meteorologia. Diferentemente da frente de rajada, o tornado é um fenômeno concentrado de intensa rotação. A tendência para o estado sulista é de gradual normalização do tempo com a chegada de uma massa de ar seco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrjy4jrg13o.adaptado.
De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, "coordenador-geral" de operações e modelagem, o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente.

Com base no termo destacado, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4277346 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


A relação entre o El Niño e a frente de rajada, fenômeno que causou ventos de mais de 120 km/h no Brasil


Fortes ventos entre São Paulo e Rio de Janeiro provocaram ao menos cinco mortes, apagões, quedas de árvores e interrupções em serviços essenciais. As rajadas ultrapassaram 120 km/h no interior paulista e chegaram a cerca de 100 km/h na capital fluminense, levando à suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont. Trata-se de um fenômeno conhecido na meteorologia como frente de rajada, resultante do intenso contraste térmico entre o ar quente e seco que predominava no Sudeste e uma massa de ar frio e úmido vinda do Sul.

De acordo com o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de operações e modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o fenômeno foi provocado por uma linha de instabilidade que se formou sobre a própria frente fria e avançou rapidamente. O especialista compara o evento às rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.

Antes da chegada do sistema, as temperaturas estavam elevadas no Sudeste. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) registrou 35,8 °C na cidade do Rio de Janeiro, um dos dias mais quentes para julho desde 2007. No litoral paulista, os termômetros atingiram 34 °C no Guarujá e 35,2 °C em Santos, segundo a Companhia Ambiental do Estado de São Paulo.

O meteorologista Francisco de Assis Diniz, do Inmet, atribui a força dos ventos a uma brusca queda de temperatura, de cerca de 14 a 15 graus em pouco mais de uma hora. Ele ressalta que as rajadas se normalizaram na medida em que as massas de ar se equilibraram, enquanto a frente fria se deslocou para o Espírito Santo, gerando ventos mais amenos, em torno de 70 km/h. Seluchi acrescenta que a ocorrência desse tipo de frente é mais comum em períodos chuvosos, com chance de novos episódios a partir de setembro.

Sobre a relação com o El Niño, os especialistas esclarecem que é difícil estabelecer um vínculo direto sem estudos mais aprofundados. O fenômeno altera a circulação atmosférica ao aquecer anormalmente as águas do Oceano Pacífico Equatorial. Seluchi explica que a relação ocorre de forma indireta, pois o El Niño mantém as frentes frias estagnadas por mais tempo no Sul, gerando tempestades severas e linhas de instabilidade que se deslocam.

Diniz complementa que o El Niño acelera o aquecimento das temperaturas e intensifica os sistemas meteorológicos. Como o país atravessa o inverno, o encontro das frentes frias com regiões bastante aquecidas gera o forte contraste térmico responsável pelas ventanias. Ele cita os recentes temporais no Sul e no interior de São Paulo como reflexos dessa intensificação, e Seluchi prevê que as chuvas ganhem força na primavera.

No Rio de Janeiro, além do fechamento momentâneo do Aeroporto Santos Dumont, a ventania atingiu 105 km/h no Galeão, causou quedas de energia, afetou o transporte sobre trilhos, fechou a Ponte Rio-Niterói e provocou duas mortes em Santa Teresa após a queda de um muro. Em São Paulo, a Defesa Civil emitiu alerta severo para a região metropolitana diante dos riscos de destelhamento e falta de luz. Houve atrasos nos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, e o estado registrou pico de 124,9 km/h em Itaporanga.

Enquanto a frente fria avançava para o Sudeste, o Rio Grande do Sul enfrentou severa instabilidade. Um tornado provocado por uma supercélula — tempestade com corrente ascendente giratória — atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, deixando quatro feridos, dezenas de casas destruídas e rastro de devastação com ventos que alcançaram 300 km/h, segundo a MetSul Meteorologia. Diferentemente da frente de rajada, o tornado é um fenômeno concentrado de intensa rotação. A tendência para o estado sulista é de gradual normalização do tempo com a chegada de uma massa de ar seco.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czrjy4jrg13o.adaptado.
As rajadas ultrapassaram 120 km/h, levando "à" suspensão temporária de pousos e decolagens no Aeroporto Santos Dumont.
O especialista compara o evento "às" rajadas comuns de verão, porém com nuvens alinhadas.
Analise as assertivas a seguir sobre o emprego do sinal indicativo de crase.

I. A ocorrência da crase em "à suspensão" é facultativa, pois o verbo "levar" admite complemento com ou sem a preposição "a".
II. Em "à suspensão", a crase decorre da fusão da preposição "a" com o artigo definido feminino que antecede o substantivo "suspensão".
III. Em "às rajadas", o emprego da crase decorre apenas da presença do artigo definido feminino antes do substantivo "rajadas".
IV. A retirada do artigo definido antes de "suspensão" preservaria o emprego da crase, pois a preposição, por si só, justifica sua ocorrência.
V. Em "às rajadas", a crase resulta da fusão da preposição "a" com o artigo definido feminino que antecede o substantivo "rajadas", conforme a construção empregada no trecho.

Assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Respostas
41: B
42: D
43: C
44: A
45: A
46: C
47: B
48: C
49: D
50: C
51: A
52: D
53: D
54: C
55: B
56: C
57: E
58: D
59: D
60: E