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Q2933346 Português

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no texto apresentado abaixo.


Quem caminha pelos mais de 70 quilômetros de praia da Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, pode perceber uma paisagem peculiar. Em meio às dunas da restinga, onde deveria existir apenas vegetação rasteira, grandes pinheiros brotam por toda parte. A sombra das árvores é um bem-vindo refresco para os moradores da região, mas a verdade ecológica é que elas não deveriam estar ali - assim como os pombos não deveriam estar nas praças das cidades, nem as tilápias nas águas dos rios, nem o mosquito da dengue picando pessoas dentro de casa ou as moscas varejeiras rondando raspas de frutas nas feiras.

São todas espécies exóticas invasoras, originárias de outros países e de outros ambientes, mas que chegaram ao Brasil e aqui encontraram espaço para proliferar. Algumas são exóticas também no sentido de "diferentes" ou "esquisitas'; mas muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da paisagem nacional tanto quanto um pau-brasil ou um tucano. Outros exemplos, apontados pelo Programa Global de Espécies Invasoras e por cientistas brasileiros, incluem o pinus, o dendezeiro, as acácias, a mamona, a abelha-africana, o pardal, o barbeiro, a carpa, o búfalo, o javali e várias espécies de gramíneas usadas em pastos, além de bactérias e vírus responsáveis por doenças importantes como leptospirose e cólera.

Nenhuma delas é nativa do Brasil. Dependendo das circunstâncias, podem ser meras "imigrantes" inofensivas ou invasoras altamente nocivas. Dentro do sistema produtivo, por exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas. Quando escapam para a natureza, entretanto, muitas vezes tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas "naturais". Espécies invasoras não têm predadores naturais e se multiplicam rapidamente. São fortes, tipicamente agressivas e controlam o ambiente que ocupam, roubando espaço das espécies silvestres e competindo com elas por alimento - ou se alimentando delas diretamente.

Por sua capacidade de sobrepujar espécies nativas, as espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça à biodiversidade no mundo - atrás apenas da destruição dos hábitats. Ao assumirem o papel de pragas e vetores de doenças, elas também causam impactos significativos na agricultura e na saúde humana.


(Adaptado de Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, 23 de julho de 2006 , A25)

... mas muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da paisagem nacional... (2º parágrafo)


A mesma seqüência de tempos e modos dos verbos grifados acima está reproduzida nos verbos, também grifados, da frase:

Alternativas
Q2933338 Português

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no texto apresentado abaixo.


Quem caminha pelos mais de 70 quilômetros de praia da Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, pode perceber uma paisagem peculiar. Em meio às dunas da restinga, onde deveria existir apenas vegetação rasteira, grandes pinheiros brotam por toda parte. A sombra das árvores é um bem-vindo refresco para os moradores da região, mas a verdade ecológica é que elas não deveriam estar ali - assim como os pombos não deveriam estar nas praças das cidades, nem as tilápias nas águas dos rios, nem o mosquito da dengue picando pessoas dentro de casa ou as moscas varejeiras rondando raspas de frutas nas feiras.

São todas espécies exóticas invasoras, originárias de outros países e de outros ambientes, mas que chegaram ao Brasil e aqui encontraram espaço para proliferar. Algumas são exóticas também no sentido de "diferentes" ou "esquisitas'; mas muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da paisagem nacional tanto quanto um pau-brasil ou um tucano. Outros exemplos, apontados pelo Programa Global de Espécies Invasoras e por cientistas brasileiros, incluem o pinus, o dendezeiro, as acácias, a mamona, a abelha-africana, o pardal, o barbeiro, a carpa, o búfalo, o javali e várias espécies de gramíneas usadas em pastos, além de bactérias e vírus responsáveis por doenças importantes como leptospirose e cólera.

Nenhuma delas é nativa do Brasil. Dependendo das circunstâncias, podem ser meras "imigrantes" inofensivas ou invasoras altamente nocivas. Dentro do sistema produtivo, por exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas. Quando escapam para a natureza, entretanto, muitas vezes tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas "naturais". Espécies invasoras não têm predadores naturais e se multiplicam rapidamente. São fortes, tipicamente agressivas e controlam o ambiente que ocupam, roubando espaço das espécies silvestres e competindo com elas por alimento - ou se alimentando delas diretamente.

Por sua capacidade de sobrepujar espécies nativas, as espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça à biodiversidade no mundo - atrás apenas da destruição dos hábitats. Ao assumirem o papel de pragas e vetores de doenças, elas também causam impactos significativos na agricultura e na saúde humana.


(Adaptado de Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, 23 de julho de 2006 , A25)

Os segmentos que representam sentidos opostos entre si são:

Alternativas
Q2933333 Português

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no texto apresentado abaixo.


Quem caminha pelos mais de 70 quilômetros de praia da Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, pode perceber uma paisagem peculiar. Em meio às dunas da restinga, onde deveria existir apenas vegetação rasteira, grandes pinheiros brotam por toda parte. A sombra das árvores é um bem-vindo refresco para os moradores da região, mas a verdade ecológica é que elas não deveriam estar ali - assim como os pombos não deveriam estar nas praças das cidades, nem as tilápias nas águas dos rios, nem o mosquito da dengue picando pessoas dentro de casa ou as moscas varejeiras rondando raspas de frutas nas feiras.

São todas espécies exóticas invasoras, originárias de outros países e de outros ambientes, mas que chegaram ao Brasil e aqui encontraram espaço para proliferar. Algumas são exóticas também no sentido de "diferentes" ou "esquisitas'; mas muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da paisagem nacional tanto quanto um pau-brasil ou um tucano. Outros exemplos, apontados pelo Programa Global de Espécies Invasoras e por cientistas brasileiros, incluem o pinus, o dendezeiro, as acácias, a mamona, a abelha-africana, o pardal, o barbeiro, a carpa, o búfalo, o javali e várias espécies de gramíneas usadas em pastos, além de bactérias e vírus responsáveis por doenças importantes como leptospirose e cólera.

Nenhuma delas é nativa do Brasil. Dependendo das circunstâncias, podem ser meras "imigrantes" inofensivas ou invasoras altamente nocivas. Dentro do sistema produtivo, por exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas. Quando escapam para a natureza, entretanto, muitas vezes tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas "naturais". Espécies invasoras não têm predadores naturais e se multiplicam rapidamente. São fortes, tipicamente agressivas e controlam o ambiente que ocupam, roubando espaço das espécies silvestres e competindo com elas por alimento - ou se alimentando delas diretamente.

Por sua capacidade de sobrepujar espécies nativas, as espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça à biodiversidade no mundo - atrás apenas da destruição dos hábitats. Ao assumirem o papel de pragas e vetores de doenças, elas também causam impactos significativos na agricultura e na saúde humana.


(Adaptado de Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, 23 de julho de 2006 , A25)

Conclui-se corretamente do texto que espécies invasoras

Alternativas
Q2933331 Português

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no texto apresentado abaixo.


Quem caminha pelos mais de 70 quilômetros de praia da Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, pode perceber uma paisagem peculiar. Em meio às dunas da restinga, onde deveria existir apenas vegetação rasteira, grandes pinheiros brotam por toda parte. A sombra das árvores é um bem-vindo refresco para os moradores da região, mas a verdade ecológica é que elas não deveriam estar ali - assim como os pombos não deveriam estar nas praças das cidades, nem as tilápias nas águas dos rios, nem o mosquito da dengue picando pessoas dentro de casa ou as moscas varejeiras rondando raspas de frutas nas feiras.

São todas espécies exóticas invasoras, originárias de outros países e de outros ambientes, mas que chegaram ao Brasil e aqui encontraram espaço para proliferar. Algumas são exóticas também no sentido de "diferentes" ou "esquisitas'; mas muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da paisagem nacional tanto quanto um pau-brasil ou um tucano. Outros exemplos, apontados pelo Programa Global de Espécies Invasoras e por cientistas brasileiros, incluem o pinus, o dendezeiro, as acácias, a mamona, a abelha-africana, o pardal, o barbeiro, a carpa, o búfalo, o javali e várias espécies de gramíneas usadas em pastos, além de bactérias e vírus responsáveis por doenças importantes como leptospirose e cólera.

Nenhuma delas é nativa do Brasil. Dependendo das circunstâncias, podem ser meras "imigrantes" inofensivas ou invasoras altamente nocivas. Dentro do sistema produtivo, por exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas. Quando escapam para a natureza, entretanto, muitas vezes tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas "naturais". Espécies invasoras não têm predadores naturais e se multiplicam rapidamente. São fortes, tipicamente agressivas e controlam o ambiente que ocupam, roubando espaço das espécies silvestres e competindo com elas por alimento - ou se alimentando delas diretamente.

Por sua capacidade de sobrepujar espécies nativas, as espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça à biodiversidade no mundo - atrás apenas da destruição dos hábitats. Ao assumirem o papel de pragas e vetores de doenças, elas também causam impactos significativos na agricultura e na saúde humana.


(Adaptado de Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, 23 de julho de 2006 , A25)

... mas a verdade ecológica é que elas não deveriam estar ali ... (1º parágrafo)


A expressão grifada acima permite inferir corretamente, considerando-se o contexto, que

Alternativas
Q2933324 Português

Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no texto apresentado abaixo.


Quem caminha pelos mais de 70 quilômetros de praia da Ilha Comprida, no litoral sul de São Paulo, pode perceber uma paisagem peculiar. Em meio às dunas da restinga, onde deveria existir apenas vegetação rasteira, grandes pinheiros brotam por toda parte. A sombra das árvores é um bem-vindo refresco para os moradores da região, mas a verdade ecológica é que elas não deveriam estar ali - assim como os pombos não deveriam estar nas praças das cidades, nem as tilápias nas águas dos rios, nem o mosquito da dengue picando pessoas dentro de casa ou as moscas varejeiras rondando raspas de frutas nas feiras.

São todas espécies exóticas invasoras, originárias de outros países e de outros ambientes, mas que chegaram ao Brasil e aqui encontraram espaço para proliferar. Algumas são exóticas também no sentido de "diferentes" ou "esquisitas'; mas muitas já se tornaram tão comuns que parecem fazer parte da paisagem nacional tanto quanto um pau-brasil ou um tucano. Outros exemplos, apontados pelo Programa Global de Espécies Invasoras e por cientistas brasileiros, incluem o pinus, o dendezeiro, as acácias, a mamona, a abelha-africana, o pardal, o barbeiro, a carpa, o búfalo, o javali e várias espécies de gramíneas usadas em pastos, além de bactérias e vírus responsáveis por doenças importantes como leptospirose e cólera.

Nenhuma delas é nativa do Brasil. Dependendo das circunstâncias, podem ser meras "imigrantes" inofensivas ou invasoras altamente nocivas. Dentro do sistema produtivo, por exemplo, o búfalo e o pinus são apenas espécies exóticas. Quando escapam para a natureza, entretanto, muitas vezes tornam-se organismos nocivos aos ecossistemas "naturais". Espécies invasoras não têm predadores naturais e se multiplicam rapidamente. São fortes, tipicamente agressivas e controlam o ambiente que ocupam, roubando espaço das espécies silvestres e competindo com elas por alimento - ou se alimentando delas diretamente.

Por sua capacidade de sobrepujar espécies nativas, as espécies invasoras são consideradas a segunda maior ameaça à biodiversidade no mundo - atrás apenas da destruição dos hábitats. Ao assumirem o papel de pragas e vetores de doenças, elas também causam impactos significativos na agricultura e na saúde humana.


(Adaptado de Herton Escobar. O Estado de S. Paulo, Vida&, 23 de julho de 2006 , A25)

Percebe-se claramente, no texto,

Alternativas
Q2905663 Português

A concordância está totalmente de acordo com a norma padrão da língua em:

Alternativas
Q2905655 Português

Atenção: As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo.


1.------------Os vadios eram um grupo infrator caracterizado,

-------antes de mais nada, por sua forma de vida. Era o fato de

-------não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma

-------sistemática, que os tornava suspeitos ante a parte bem

5.-----organizada da sociedade. Por não terem laços – a família,

-------domicílio certo, vínculo empregatício –, constituíam um

-------grupo fluido e indistinto, difícil de controlar e até mesmo de

-------enquadrar. Passados os primeiros tempos dos descobertos

-------auríferos, quando, como disse o jesuíta Antonil, os arraiais

10.--.--foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”, a

-------itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Em 1766

-------surge contra os vadios das Minas a primeira investida

-------oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22

-------de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva, e incisiva

15.-.---na condenação da itinerância de vadios e da forma peculiar

-------de vida que escolhiam. Tais homens, dizia o documento,

-------vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados

-------nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem

-------residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam

20.---.-passar a viver em povoações que tivessem mais de

-------cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas

-------vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc. Uma vez

-------estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes

-------ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não

25.--.--procedessem seriam presos e tratados como salteadores

-------de caminhos e inimigos comuns.


(Laura de Mello e Souza. “Tensões sociais em Minas na segunda

metade do século XVIII”, In Tempo e história, org. Adauto

Novaes. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da

Cultura, 1992. p. 358-359)

Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

Uma vez estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes ao povoado para que as cultivassem.

Uma outra redação para o segmento destacado acima, que, clara e correta, não prejudica o sentido original é:

Alternativas
Q2905653 Português

Atenção: As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo.


1.------------Os vadios eram um grupo infrator caracterizado,

-------antes de mais nada, por sua forma de vida. Era o fato de

-------não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma

-------sistemática, que os tornava suspeitos ante a parte bem

5.-----organizada da sociedade. Por não terem laços – a família,

-------domicílio certo, vínculo empregatício –, constituíam um

-------grupo fluido e indistinto, difícil de controlar e até mesmo de

-------enquadrar. Passados os primeiros tempos dos descobertos

-------auríferos, quando, como disse o jesuíta Antonil, os arraiais

10.--.--foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”, a

-------itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Em 1766

-------surge contra os vadios das Minas a primeira investida

-------oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22

-------de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva, e incisiva

15.-.---na condenação da itinerância de vadios e da forma peculiar

-------de vida que escolhiam. Tais homens, dizia o documento,

-------vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados

-------nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem

-------residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam

20.---.-passar a viver em povoações que tivessem mais de

-------cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas

-------vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc. Uma vez

-------estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes

-------ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não

25.--.--procedessem seriam presos e tratados como salteadores

-------de caminhos e inimigos comuns.


(Laura de Mello e Souza. “Tensões sociais em Minas na segunda

metade do século XVIII”, In Tempo e história, org. Adauto

Novaes. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da

Cultura, 1992. p. 358-359)

Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

Uma vez estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não procedessem seriam presos e tratados como salteadores de caminhos e inimigos comuns.

Sobre o que se tem no período acima transcrito, é correto afirmar:

Alternativas
Q2905651 Português

Atenção: As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo.


1.------------Os vadios eram um grupo infrator caracterizado,

-------antes de mais nada, por sua forma de vida. Era o fato de

-------não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma

-------sistemática, que os tornava suspeitos ante a parte bem

5.-----organizada da sociedade. Por não terem laços – a família,

-------domicílio certo, vínculo empregatício –, constituíam um

-------grupo fluido e indistinto, difícil de controlar e até mesmo de

-------enquadrar. Passados os primeiros tempos dos descobertos

-------auríferos, quando, como disse o jesuíta Antonil, os arraiais

10.--.--foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”, a

-------itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Em 1766

-------surge contra os vadios das Minas a primeira investida

-------oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22

-------de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva, e incisiva

15.-.---na condenação da itinerância de vadios e da forma peculiar

-------de vida que escolhiam. Tais homens, dizia o documento,

-------vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados

-------nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem

-------residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam

20.---.-passar a viver em povoações que tivessem mais de

-------cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas

-------vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc. Uma vez

-------estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes

-------ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não

25.--.--procedessem seriam presos e tratados como salteadores

-------de caminhos e inimigos comuns.


(Laura de Mello e Souza. “Tensões sociais em Minas na segunda

metade do século XVIII”, In Tempo e história, org. Adauto

Novaes. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da

Cultura, 1992. p. 358-359)

Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

Tais homens, dizia o documento, vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam passar a viver em povoações que tivessem mais de cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc.

Observado o contexto, é correto afirmar que, no fragmento acima,

Alternativas
Q2905648 Português

Atenção: As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo.


1.------------Os vadios eram um grupo infrator caracterizado,

-------antes de mais nada, por sua forma de vida. Era o fato de

-------não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma

-------sistemática, que os tornava suspeitos ante a parte bem

5.-----organizada da sociedade. Por não terem laços – a família,

-------domicílio certo, vínculo empregatício –, constituíam um

-------grupo fluido e indistinto, difícil de controlar e até mesmo de

-------enquadrar. Passados os primeiros tempos dos descobertos

-------auríferos, quando, como disse o jesuíta Antonil, os arraiais

10.--.--foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”, a

-------itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Em 1766

-------surge contra os vadios das Minas a primeira investida

-------oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22

-------de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva, e incisiva

15.-.---na condenação da itinerância de vadios e da forma peculiar

-------de vida que escolhiam. Tais homens, dizia o documento,

-------vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados

-------nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem

-------residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam

20.---.-passar a viver em povoações que tivessem mais de

-------cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas

-------vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc. Uma vez

-------estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes

-------ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não

25.--.--procedessem seriam presos e tratados como salteadores

-------de caminhos e inimigos comuns.


(Laura de Mello e Souza. “Tensões sociais em Minas na segunda

metade do século XVIII”, In Tempo e história, org. Adauto

Novaes. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da

Cultura, 1992. p. 358-359)

Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

Considerando as linhas 8 a 16, é correto afirmar:

Alternativas
Q2905646 Português

Atenção: As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo.


1.------------Os vadios eram um grupo infrator caracterizado,

-------antes de mais nada, por sua forma de vida. Era o fato de

-------não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma

-------sistemática, que os tornava suspeitos ante a parte bem

5.-----organizada da sociedade. Por não terem laços – a família,

-------domicílio certo, vínculo empregatício –, constituíam um

-------grupo fluido e indistinto, difícil de controlar e até mesmo de

-------enquadrar. Passados os primeiros tempos dos descobertos

-------auríferos, quando, como disse o jesuíta Antonil, os arraiais

10.--.--foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”, a

-------itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Em 1766

-------surge contra os vadios das Minas a primeira investida

-------oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22

-------de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva, e incisiva

15.-.---na condenação da itinerância de vadios e da forma peculiar

-------de vida que escolhiam. Tais homens, dizia o documento,

-------vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados

-------nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem

-------residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam

20.---.-passar a viver em povoações que tivessem mais de

-------cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas

-------vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc. Uma vez

-------estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes

-------ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não

25.--.--procedessem seriam presos e tratados como salteadores

-------de caminhos e inimigos comuns.


(Laura de Mello e Souza. “Tensões sociais em Minas na segunda

metade do século XVIII”, In Tempo e história, org. Adauto

Novaes. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da

Cultura, 1992. p. 358-359)

Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

Alternativas
Q2905645 Português

Atenção: As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo.


1.------------Os vadios eram um grupo infrator caracterizado,

-------antes de mais nada, por sua forma de vida. Era o fato de

-------não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma

-------sistemática, que os tornava suspeitos ante a parte bem

5.-----organizada da sociedade. Por não terem laços – a família,

-------domicílio certo, vínculo empregatício –, constituíam um

-------grupo fluido e indistinto, difícil de controlar e até mesmo de

-------enquadrar. Passados os primeiros tempos dos descobertos

-------auríferos, quando, como disse o jesuíta Antonil, os arraiais

10.--.--foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”, a

-------itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Em 1766

-------surge contra os vadios das Minas a primeira investida

-------oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22

-------de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva, e incisiva

15.-.---na condenação da itinerância de vadios e da forma peculiar

-------de vida que escolhiam. Tais homens, dizia o documento,

-------vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados

-------nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem

-------residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam

20.---.-passar a viver em povoações que tivessem mais de

-------cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas

-------vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc. Uma vez

-------estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes

-------ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não

25.--.--procedessem seriam presos e tratados como salteadores

-------de caminhos e inimigos comuns.


(Laura de Mello e Souza. “Tensões sociais em Minas na segunda

metade do século XVIII”, In Tempo e história, org. Adauto

Novaes. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da

Cultura, 1992. p. 358-359)

Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

Em 1766 surge contra os vadios das Minas a primeira investida oficial de que se tem notícia.

Considerado o contexto, uma outra redação para o segmento destacado acima, que está correta e que não prejudica o sentido original, é:

Alternativas
Q2905643 Português

Atenção: As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo.


1.------------Os vadios eram um grupo infrator caracterizado,

-------antes de mais nada, por sua forma de vida. Era o fato de

-------não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma

-------sistemática, que os tornava suspeitos ante a parte bem

5.-----organizada da sociedade. Por não terem laços – a família,

-------domicílio certo, vínculo empregatício –, constituíam um

-------grupo fluido e indistinto, difícil de controlar e até mesmo de

-------enquadrar. Passados os primeiros tempos dos descobertos

-------auríferos, quando, como disse o jesuíta Antonil, os arraiais

10.--.--foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”, a

-------itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Em 1766

-------surge contra os vadios das Minas a primeira investida

-------oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22

-------de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva, e incisiva

15.-.---na condenação da itinerância de vadios e da forma peculiar

-------de vida que escolhiam. Tais homens, dizia o documento,

-------vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados

-------nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem

-------residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam

20.---.-passar a viver em povoações que tivessem mais de

-------cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas

-------vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc. Uma vez

-------estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes

-------ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não

25.--.--procedessem seriam presos e tratados como salteadores

-------de caminhos e inimigos comuns.


(Laura de Mello e Souza. “Tensões sociais em Minas na segunda

metade do século XVIII”, In Tempo e história, org. Adauto

Novaes. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da

Cultura, 1992. p. 358-359)

Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

Observado o contexto, está corretamente entendida a seguinte expressão do texto:

Alternativas
Q2905641 Português

Atenção: As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo.


1.------------Os vadios eram um grupo infrator caracterizado,

-------antes de mais nada, por sua forma de vida. Era o fato de

-------não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma

-------sistemática, que os tornava suspeitos ante a parte bem

5.-----organizada da sociedade. Por não terem laços – a família,

-------domicílio certo, vínculo empregatício –, constituíam um

-------grupo fluido e indistinto, difícil de controlar e até mesmo de

-------enquadrar. Passados os primeiros tempos dos descobertos

-------auríferos, quando, como disse o jesuíta Antonil, os arraiais

10.--.--foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”, a

-------itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Em 1766

-------surge contra os vadios das Minas a primeira investida

-------oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22

-------de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva, e incisiva

15.-.---na condenação da itinerância de vadios e da forma peculiar

-------de vida que escolhiam. Tais homens, dizia o documento,

-------vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados

-------nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem

-------residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam

20.---.-passar a viver em povoações que tivessem mais de

-------cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas

-------vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc. Uma vez

-------estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes

-------ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não

25.--.--procedessem seriam presos e tratados como salteadores

-------de caminhos e inimigos comuns.


(Laura de Mello e Souza. “Tensões sociais em Minas na segunda

metade do século XVIII”, In Tempo e história, org. Adauto

Novaes. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da

Cultura, 1992. p. 358-359)

Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

Considere as afirmações que seguem sobre a organização do texto.

I. No processo de argumentação, o autor valeu-se de testemunho autorizado.

II. A fala do jesuíta constitui argumento para a consolidação da idéia de que a itinerância passou a ser cada vez mais tolerada.

III. A data de 1766 foi citada como comprovação explícita de que o rei era realmente signatário da carta.

Está correto o que se afirma SOMENTE em

Alternativas
Q2905639 Português

Atenção: As questões de números 7 a 15 referem-se ao texto apresentado abaixo.


1.------------Os vadios eram um grupo infrator caracterizado,

-------antes de mais nada, por sua forma de vida. Era o fato de

-------não fazerem nada, ou de nada fazerem de forma

-------sistemática, que os tornava suspeitos ante a parte bem

5.-----organizada da sociedade. Por não terem laços – a família,

-------domicílio certo, vínculo empregatício –, constituíam um

-------grupo fluido e indistinto, difícil de controlar e até mesmo de

-------enquadrar. Passados os primeiros tempos dos descobertos

-------auríferos, quando, como disse o jesuíta Antonil, os arraiais

10.--.--foram “móveis como os filhos de Israel no deserto”, a

-------itinerância passou a ser cada vez mais tolerada. Em 1766

-------surge contra os vadios das Minas a primeira investida

-------oficial de que se tem notícia: uma carta régia dirigida em 22

-------de julho ao governador Luís Diogo Lobo da Silva, e incisiva

15.-.---na condenação da itinerância de vadios e da forma peculiar

-------de vida que escolhiam. Tais homens, dizia o documento,

-------vivem separados do convívio da sociedade civil, enfiados

-------nos sertões, em domicílios volantes, ou seja, sem

-------residência fixa. Isto não podia ser tolerado, e deveriam

20.---.-passar a viver em povoações que tivessem mais de

-------cinqüenta casas e o aparelho administrativo de praxe nas

-------vilas coloniais: juiz ordinário, vereadores etc. Uma vez

-------estabelecidos, ser-lhes-iam distribuídas terras adjacentes

-------ao povoado para que as cultivassem, e os que assim não

25.--.--procedessem seriam presos e tratados como salteadores

-------de caminhos e inimigos comuns.


(Laura de Mello e Souza. “Tensões sociais em Minas na segunda

metade do século XVIII”, In Tempo e história, org. Adauto

Novaes. São Paulo: Companhia das Letras/Secretaria Municipal da

Cultura, 1992. p. 358-359)

Observadas as 8 linhas iniciais do texto, é correto afirmar:

No texto, o autor

Alternativas
Q2905636 Português

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto apresentado abaixo.

Imagem associada para resolução da questão


Ernesto Sábato assinala com precisão que todas as vezes que se pretendeu elevar um enunciado científico à condição de dogma, de verdade final e cabal, um pouco mais à frente a própria continuidade da aplicação do método científico invariavelmente acabou por demonstrar que tal dogma não passava senão... de um equívoco.

O adequado entendimento daquilo que assinala Ernesto Sábato está expresso, de forma clara e correta, em:

Alternativas
Q2905633 Português

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto apresentado abaixo.

É correto afirmar que

Alternativas
Q2905632 Português

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto apresentado abaixo.

É correto afirmar:

Alternativas
Q2905629 Português

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto apresentado abaixo.

1 Os mitólogos costumam chamar de imagens de

mundo certas estruturas simbólicas pelas quais, em todas

as épocas, as diferentes sociedades humanas fundamen

taram, tanto coletiva quanto individualmente, a experiência

5 do existir. Ao longo da história, essas constelações de

idéias foram geradas quer pelas tradições étnicas, locais,

de cada povo, quer pelos grandes sistemas religiosos. No

Ocidente, contudo, desde os últimos três séculos uma

outra prática de pensamento veio se acrescentar a estes

10 modos tradicionais na função de elaborar as bases de

nossas experiências concretas de vida: a ciência. Com

efeito, a partir da revolução científica do Renascimento as

ciências naturais passaram a contribuir de modo cada vez

mais decisivo para a formulação das categorias que a

15 cultura ocidental empregará para compreender a realidade

e agir sobre ela.

Mas os saberes científicos têm uma característica

inescapável: os enunciados que produzem são necessaria

mente provisórios, estão sempre sujeitos à superação e à

20 renovação. Outros exercícios do espírito humano, como a

cogitação filosófica, a inspiração poética ou a exaltação

mística poderão talvez aspirar a pronunciar verdades

últimas; as ciências só podem pretender formular verdades

transitórias, sempre inacabadas. Ernesto Sábato assinala

25 com precisão que todas as vezes que se pretendeu elevar

um enunciado científico à condição de dogma, de verdade

final e cabal, um pouco mais à frente a própria

continuidade da aplicação do método científico invariavel

mente acabou por demonstrar que tal dogma não passava

30 senão... de um equívoco. Não há exemplo melhor deste

tipo de superstição que o estatuto da noção de raça no

nazismo


(Luiz Alberto Oliveira. “Valores deslizantes: esboço de um ensaio sobre técnica e poder”, In O avesso da liberdade. Adauto Novaes (Org). São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 191)

No parágrafo 2,

Alternativas
Q2905627 Português

Atenção: As questões de números 1 a 6 referem-se ao texto apresentado abaixo.

1 Os mitólogos costumam chamar de imagens de

mundo certas estruturas simbólicas pelas quais, em todas

as épocas, as diferentes sociedades humanas fundamen-

taram, tanto coletiva quanto individualmente, a experiência

5 do existir. Ao longo da história, essas constelações de

idéias foram geradas quer pelas tradições étnicas, locais,

de cada povo, quer pelos grandes sistemas religiosos. No

Ocidente, contudo, desde os últimos três séculos uma

outra prática de pensamento veio se acrescentar a estes

10 modos tradicionais na função de elaborar as bases de

nossas experiências concretas de vida: a ciência. Com

efeito, a partir da revolução científica do Renascimento as

ciências naturais passaram a contribuir de modo cada vez

mais decisivo para a formulação das categorias que a

15 cultura ocidental empregará para compreender a realidade

e agir sobre ela.

Mas os saberes científicos têm uma característica

inescapável: os enunciados que produzem são necessaria-

mente provisórios, estão sempre sujeitos à superação e à

20 renovação. Outros exercícios do espírito humano, como a

cogitação filosófica, a inspiração poética ou a exaltação

mística poderão talvez aspirar a pronunciar verdades

últimas; as ciências só podem pretender formular verdades

transitórias, sempre inacabadas. Ernesto Sábato assinala

25 com precisão que todas as vezes que se pretendeu elevar

um enunciado científico à condição de dogma, de verdade

final e cabal, um pouco mais à frente a própria

continuidade da aplicação do método científico invariavel-

mente acabou por demonstrar que tal dogma não passava

30 senão... de um equívoco. Não há exemplo melhor deste

tipo de superstição que o estatuto da noção de raça no

nazismo.


(Luiz Alberto Oliveira. “Valores deslizantes: esboço de um ensaio

sobre técnica e poder”, In O avesso da liberdade. Adauto

Novaes (Org). São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 191)


Ainda sobre o primeiro parágrafo, é correto afirmar :

Alternativas
Respostas
281: B
282: E
283: A
284: B
285: E
286: B
287: C
288: D
289: B
290: C
291: B
292: A
293: E
294: D
295: A
296: B
297: E
298: D
299: A
300: E