Questões de Concurso Para jurídica

Foram encontradas 18.356 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4201511 Português

        O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania. Por isso, Gilberto chamou aos livros reparadores da memória; e S. Máximo, medicina do esquecimento. E, como os livros foram inventados para conservadores das coisas passadas, por isso os milagres de Penha de França não hão mister livros, porque são milagres que não passam. Esta é uma excelência com que a Virgem Maria quis singularizar os privilégios desta sua casa, sobre todas as que tem milagrosas no mundo, e sobre todas as que tem nesta cidade (...). Foi milagrosa em Lisboa a casa de Nossa Senhora da Natividade; mas passaram os milagres da Natividade. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Amparo; mas passaram os milagres do Amparo. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Desterro; mas passaram os milagres do Desterro. Foi milagrosa a casa da Senhora da Luz; mas passaram os milagres da Luz. Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam; e as coisas que não passam, nem acabam; as coisas que permanecem sempre, não hão mister livros.


Padre Antonio Vieira. Sermão de Nossa Senhora de Penha de França na sua igreja  

e convento da sagrada religião de Santo Agostinho. In: Sermões do Padre António Vieira.  

Tomo VI. Lisboa: Editores J.M.C. Seabra & T. Q. Antunes, 1855, p. 43-44 (com adaptações)

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos da retórica do texto precedente. 


O autor do texto se vale de uma oposição para explicar a invenção dos livros. 

Alternativas
Q4201510 Comunicação Social

        O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania. Por isso, Gilberto chamou aos livros reparadores da memória; e S. Máximo, medicina do esquecimento. E, como os livros foram inventados para conservadores das coisas passadas, por isso os milagres de Penha de França não hão mister livros, porque são milagres que não passam. Esta é uma excelência com que a Virgem Maria quis singularizar os privilégios desta sua casa, sobre todas as que tem milagrosas no mundo, e sobre todas as que tem nesta cidade (...). Foi milagrosa em Lisboa a casa de Nossa Senhora da Natividade; mas passaram os milagres da Natividade. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Amparo; mas passaram os milagres do Amparo. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Desterro; mas passaram os milagres do Desterro. Foi milagrosa a casa da Senhora da Luz; mas passaram os milagres da Luz. Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam; e as coisas que não passam, nem acabam; as coisas que permanecem sempre, não hão mister livros.


Padre Antonio Vieira. Sermão de Nossa Senhora de Penha de França na sua igreja  

e convento da sagrada religião de Santo Agostinho. In: Sermões do Padre António Vieira.  

Tomo VI. Lisboa: Editores J.M.C. Seabra & T. Q. Antunes, 1855, p. 43-44 (com adaptações)

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos da retórica do texto precedente. 


A credibilidade de Vieira no texto deriva do pathos de um indivíduo religioso e culto, leitor de autores como Gilberto e S. Máximo e conhecedor da realidade de várias igrejas portuguesas. 

Alternativas
Q4201509 Literatura

        O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania. Por isso, Gilberto chamou aos livros reparadores da memória; e S. Máximo, medicina do esquecimento. E, como os livros foram inventados para conservadores das coisas passadas, por isso os milagres de Penha de França não hão mister livros, porque são milagres que não passam. Esta é uma excelência com que a Virgem Maria quis singularizar os privilégios desta sua casa, sobre todas as que tem milagrosas no mundo, e sobre todas as que tem nesta cidade (...). Foi milagrosa em Lisboa a casa de Nossa Senhora da Natividade; mas passaram os milagres da Natividade. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Amparo; mas passaram os milagres do Amparo. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Desterro; mas passaram os milagres do Desterro. Foi milagrosa a casa da Senhora da Luz; mas passaram os milagres da Luz. Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam; e as coisas que não passam, nem acabam; as coisas que permanecem sempre, não hão mister livros.


Padre Antonio Vieira. Sermão de Nossa Senhora de Penha de França na sua igreja  

e convento da sagrada religião de Santo Agostinho. In: Sermões do Padre António Vieira.  

Tomo VI. Lisboa: Editores J.M.C. Seabra & T. Q. Antunes, 1855, p. 43-44 (com adaptações)

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos da retórica do texto precedente.


No texto, Vieira associa o tempo a um tirano e o esquecimento dos homens a uma tirania, para mostrar a natureza desses dois elementos, que, agindo implacavelmente, apagam a memória das coisas passadas.  

Alternativas
Q4201508 Português

        O fim para que os homens inventaram os livros foi para conservar a memória das coisas passadas contra a tirania do tempo e contra o esquecimento dos homens, que ainda é maior tirania. Por isso, Gilberto chamou aos livros reparadores da memória; e S. Máximo, medicina do esquecimento. E, como os livros foram inventados para conservadores das coisas passadas, por isso os milagres de Penha de França não hão mister livros, porque são milagres que não passam. Esta é uma excelência com que a Virgem Maria quis singularizar os privilégios desta sua casa, sobre todas as que tem milagrosas no mundo, e sobre todas as que tem nesta cidade (...). Foi milagrosa em Lisboa a casa de Nossa Senhora da Natividade; mas passaram os milagres da Natividade. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Amparo; mas passaram os milagres do Amparo. Foi milagrosa a casa de Nossa Senhora do Desterro; mas passaram os milagres do Desterro. Foi milagrosa a casa da Senhora da Luz; mas passaram os milagres da Luz. Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam; e as coisas que não passam, nem acabam; as coisas que permanecem sempre, não hão mister livros.


Padre Antonio Vieira. Sermão de Nossa Senhora de Penha de França na sua igreja  

e convento da sagrada religião de Santo Agostinho. In: Sermões do Padre António Vieira.  

Tomo VI. Lisboa: Editores J.M.C. Seabra & T. Q. Antunes, 1855, p. 43-44 (com adaptações)

Julgue o item a seguir, relativo a aspectos da retórica do texto precedente.


No trecho "Só a casa de Nossa Senhora de Penha de França foi milagrosa, e é milagrosa, e há de ser milagrosa, porque os seus milagres nunca passam", é a relação de causa e efeito estabelecida que expressa a atemporalidade da natureza milagrosa da casa de Nossa Senhora de Penha de França, atemporalidade essa que tem como consequência o fato de os milagres operados nessa casa não passarem.  

Alternativas
Q4201507 Português

        A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão. Quando se fala, transmitem-se os sentimentos, e quando se escreve, as ideias. Ao escrever, é-se obrigado a tomar todas as palavras em sua acepção comum, porém aquele que fala varia suas acepções pelos tons, determina as como lhe apraz. Menos preocupado em ser claro, dá maior importância à força; não é possível que uma língua escrita guarde por muito tempo a vivacidade daquela que só é falada. Escrevem se as vozes e não os sons. Ora, numa língua acentuada são os sons, os acentos, as inflexões de toda sorte que constituem a maior energia da linguagem, que tornam uma frase, fora daí comum, adequada unicamente ao caso em que se encontra. Os meios que se utilizam para substituir esse recurso estendem, alongam a língua escrita e, passando dos livros para o discurso, enfraquecem a própria palavra.


Jean-Jacques Rousseau. Ensaio sobre a origem das línguas no qual  

se fala da melodia e da imitação musical. Lourdes Santos Machado (Trad.).  

São Paulo: Editora Abril, 1973, p. 277 (Coleção Os Pensadores – volume XXIV)

Julgue o item seguinte, com base na interpretação e na análise crítica do texto precedente.


No segmento "A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão", é apresentada a tese do texto, a qual se refere às consequências da escrita no gênio de uma língua.

Alternativas
Q4201506 Português

        A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão. Quando se fala, transmitem-se os sentimentos, e quando se escreve, as ideias. Ao escrever, é-se obrigado a tomar todas as palavras em sua acepção comum, porém aquele que fala varia suas acepções pelos tons, determina as como lhe apraz. Menos preocupado em ser claro, dá maior importância à força; não é possível que uma língua escrita guarde por muito tempo a vivacidade daquela que só é falada. Escrevem se as vozes e não os sons. Ora, numa língua acentuada são os sons, os acentos, as inflexões de toda sorte que constituem a maior energia da linguagem, que tornam uma frase, fora daí comum, adequada unicamente ao caso em que se encontra. Os meios que se utilizam para substituir esse recurso estendem, alongam a língua escrita e, passando dos livros para o discurso, enfraquecem a própria palavra.


Jean-Jacques Rousseau. Ensaio sobre a origem das línguas no qual  

se fala da melodia e da imitação musical. Lourdes Santos Machado (Trad.).  

São Paulo: Editora Abril, 1973, p. 277 (Coleção Os Pensadores – volume XXIV)

Julgue o item seguinte, com base na interpretação e na análise crítica do texto precedente.


O texto apresentado caracteriza-se como um ensaio, organizado em um único parágrafo, no qual o autor expõe, de modo claro e objetivo, um conjunto de informações ao leitor sobre as diferenças entre fala e escrita na estruturação gramatical de uma língua. 

Alternativas
Q4201505 Português

        A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão. Quando se fala, transmitem-se os sentimentos, e quando se escreve, as ideias. Ao escrever, é-se obrigado a tomar todas as palavras em sua acepção comum, porém aquele que fala varia suas acepções pelos tons, determina as como lhe apraz. Menos preocupado em ser claro, dá maior importância à força; não é possível que uma língua escrita guarde por muito tempo a vivacidade daquela que só é falada. Escrevem se as vozes e não os sons. Ora, numa língua acentuada são os sons, os acentos, as inflexões de toda sorte que constituem a maior energia da linguagem, que tornam uma frase, fora daí comum, adequada unicamente ao caso em que se encontra. Os meios que se utilizam para substituir esse recurso estendem, alongam a língua escrita e, passando dos livros para o discurso, enfraquecem a própria palavra.


Jean-Jacques Rousseau. Ensaio sobre a origem das línguas no qual  

se fala da melodia e da imitação musical. Lourdes Santos Machado (Trad.).  

São Paulo: Editora Abril, 1973, p. 277 (Coleção Os Pensadores – volume XXIV)

Julgue o item seguinte, com base na interpretação e na análise crítica do texto precedente.


No que concerne aos seus elementos estruturais, o texto prescinde de conclusão, já que seu objetivo principal é o estabelecimento de contrastes entre fala e escrita e a relação do tipo de linguagem com o gênio de uma língua. 

Alternativas
Q4201504 Comunicação Social

        A escrita, que parece dever fixar a língua, é justamente o que a altera; não lhe muda as palavras, mas o gênio; substitui a expressão pela exatidão. Quando se fala, transmitem-se os sentimentos, e quando se escreve, as ideias. Ao escrever, é-se obrigado a tomar todas as palavras em sua acepção comum, porém aquele que fala varia suas acepções pelos tons, determina as como lhe apraz. Menos preocupado em ser claro, dá maior importância à força; não é possível que uma língua escrita guarde por muito tempo a vivacidade daquela que só é falada. Escrevem se as vozes e não os sons. Ora, numa língua acentuada são os sons, os acentos, as inflexões de toda sorte que constituem a maior energia da linguagem, que tornam uma frase, fora daí comum, adequada unicamente ao caso em que se encontra. Os meios que se utilizam para substituir esse recurso estendem, alongam a língua escrita e, passando dos livros para o discurso, enfraquecem a própria palavra.


Jean-Jacques Rousseau. Ensaio sobre a origem das línguas no qual  

se fala da melodia e da imitação musical. Lourdes Santos Machado (Trad.).  

São Paulo: Editora Abril, 1973, p. 277 (Coleção Os Pensadores – volume XXIV)

Julgue o item seguinte, com base na interpretação e na análise crítica do texto precedente.


Quanto ao estilo, o texto atende às regras da norma padrão da língua, com emprego de estruturas características de textos com considerável grau de formalidade e emprego de itens lexicais pouco frequentes na modalidade oral. 

Alternativas
Q4201503 Relações Públicas

Acerca dos conceitos vinculados à comunicação organizacional e à comunicação de crise, julgue o próximo item. 


Em situações de desastres naturais, como as enchentes ocorridas no Rio Grande do Sul em maio de 2024, uma comunicação pública eficaz pode fazer a diferença e ajudar a salvar vidas. 

Alternativas
Q4201502 Jornalismo

Acerca dos conceitos vinculados à comunicação organizacional e à comunicação de crise, julgue o próximo item. 


Em situações de desastres naturais, o atendimento à imprensa deve ficar em segundo plano dada a falta de interesse que esse tema desperta no que diz respeito aos critérios de noticiabilidade jornalística. 

Alternativas
Q4201501 Comunicação Social

Acerca dos conceitos vinculados à comunicação organizacional e à comunicação de crise, julgue o próximo item. 


Em situações de crise, é necessário que a comunicação pública atue no enfrentamento à desinformação, desenvolvendo ações de verificação de conteúdos como fotos e vídeos tirados de contexto, conteúdos impostores e outras peças criadas para desinformar disseminados no meio digital. 

Alternativas
Q4201500 Relações Públicas

Acerca dos conceitos vinculados à comunicação organizacional e à comunicação de crise, julgue o próximo item. 


A comunicação de crise em situações de desastres naturais deve considerar as assimetrias sociais, priorizando, por meio de respostas específicas e adaptadas, populações em situação de maior vulnerabilidade. 

Alternativas
Q4201499 Jornalismo

Com base nas teorias da comunicação e em conceitos da comunicação organizacional, julgue o item subsequente. 


De acordo com interacionismo simbólico, a capacidade de compreensão de uma notícia institucional depende exclusivamente da qualidade da mensagem, pois um texto bem redigido será compreendido da mesma forma por diferentes membros da audiência.

Alternativas
Q4201498 Jornalismo

Com base nas teorias da comunicação e em conceitos da comunicação organizacional, julgue o item subsequente. 


O modelo two step flow of communication sugere um fluxo de difusão em dois níveis: da mídia para os líderes de opinião e destes para a comunidade. 

Alternativas
Q4201497 Jornalismo

Com base nas teorias da comunicação e em conceitos da comunicação organizacional, julgue o item subsequente. 


De acordo com os estudos culturais, um texto midiático terá uma leitura hegemônico-dominante sempre que for produzido por um emissor crível.

Alternativas
Q4201496 Comunicação Social

Com base nas teorias da comunicação e em conceitos da comunicação organizacional, julgue o item subsequente. 


A inserção, no debate público, de temas antes invisibilizados pela mídia, como o direito à amamentação em locais de trabalho, mostra que esses temas conseguiram romper a lógica da espiral do silêncio. 

Alternativas
Q4201495 Comunicação Social

Com base nas teorias da comunicação e em conceitos da comunicação organizacional, julgue o item subsequente. 


Do ponto de vista da teoria do agendamento, ou do agenda-setting, a publicação de notícias institucionais tem como objetivo inserir um tema na agenda pública, seja pela leitura direta do conteúdo no site da instituição, seja por sua difusão nos meios de comunicação.

Alternativas
Q4201494 Comunicação Social

Com base nas teorias da comunicação e em conceitos da comunicação organizacional, julgue o item subsequente. 


O conceito de comunicação integrada pressupõe a utilização de ferramentas originárias de diferentes áreas de comunicação para otimizar a difusão de conteúdos. 

Alternativas
Q4201493 Comunicação Social

Em relação ao papel da comunicação pública na sociedade, julgue o item a seguir. 


O principal objetivo da comunicação pública é a persuasão dos públicos de interesse, com vistas à construção de uma opinião pública favorável à instituição.

Alternativas
Q4201492 Comunicação Social

Em relação ao papel da comunicação pública na sociedade, julgue o item a seguir. 


A transparência na comunicação pública restringe-se à apresentação dos dados de natureza contábil das instituições, como execução orçamentária e financeira, com o objetivo de facilitar o controle da administração pública pelos jornalistas. 

Alternativas
Respostas
281: C
282: E
283: C
284: E
285: C
286: E
287: E
288: C
289: C
290: E
291: C
292: C
293: E
294: C
295: E
296: C
297: C
298: C
299: E
300: E