Questões de Concurso Para administrativa

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Q4312428 Não definido
Durante o período de atendimento ao público na Câmara Municipal de Domingos Martins, 8 servidores conseguem organizar e protocolar 240 documentos em 6 dias, trabalhando 5 horas por dia. Mantendo o mesmo ritmo de trabalho, quantos documentos poderão ser organizados e protocolados por 12 servidores, trabalhando 7 horas por dia, durante 10 dias?
Alternativas
Q4312427 Não definido
Durante uma atividade educativa promovida pelo Poder Legislativo do município de Domingos Martins, foi utilizada a palavra PROCESSO em um painel sobre Administração Pública. Considerando todas as letras da palavra “PROCESSO”, quantos anagramas distintos podem ser formados?
Alternativas
Q4312426 Não definido
Durante uma atividade de capacitação promovida pela prefeitura de determinado município, foi proposto o estudo do polinômio  P(x)= x³ +mx² +nx -12 . Sabe-se que esse polinômio é divisível por x - 2 e que: m+n = 5 . Considerando as informações, é correto afirmar que os valores de m e n são, respectivamente:
Alternativas
Q4312425 Não definido
Durante um programa de modernização administrativa do Poder Legislativo do município de Domingos Martins, a quantidade de processos analisados semanalmente passou a seguir uma progressão geométrica crescente. Sabe-se que o terceiro termo dessa progressão é 24 e que o sexto termo é 192. Com base nessas informações, é correto afirmar que a soma dos sete primeiros termos dessa progressão geométrica é igual a: 
Alternativas
Q4312424 Não definido

Cidades inteligentes: tecnologia para o cotidiano das pessoas

    Quando pensamos em “cidades inteligentes”, a imagem que costuma vir à cabeça é a de drones drones sobrevoando avenidas, sensores por todos os lados e grandes centros de controle repletos de telas. Essa visão existe, mas diz pouco sobre o que realmente faz diferença no dia a dia de quem vive nas cidades brasileiras. Para a maior parte da população, uma cidade inteligente é aquela em que o ônibus chega na hora, a luz não falta, as enchentes diminuem, a unidade de saúde atende com previsibilidade, a rua é segura e os serviços públicos são simples de usar, inclusive pelo celular. A tecnologia é, portanto, um meio para alcançar esse resultado e não um fim em si mesma.

    O Brasil é um dos países mais urbanos do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais conectados digitalmente. A maioria da população vive em cidades e utiliza diariamente smartphones, redes sociais e meios de pagamento digitais. Em paralelo, muitos municípios ainda lidam com desafios históricos em áreas como saneamento, mobilidade, energia, habitação e adaptação climática. Esse contraste não é um obstáculo à inovação; ele é justamente o ponto de partida para que a tecnologia seja aplicada onde gera maior impacto social.

    Nesse cenário, uma cidade fica mais inteligente quando conhece melhor o seu território, entende onde estão as áreas mais vulneráveis, antecipa riscos, identifica padrões e direciona os recursos públicos de forma mais precisa. Ela ganha eficiência quando encurta o caminho entre o problema e a solução: da reclamação sobre um buraco na rua à sua correção, de um pico de demanda no pronto atendimento à reorganização das equipes, de uma mudança de padrão de consumo de energia à redistribuição preventiva de cargas.

    Dados, nesse cenário, tornam-se infraestrutura tão importante quanto as redes físicas. As cidades já produzem um grande volume de informações. O passo seguinte é integrar essas bases, garantir qualidade, segurança e governança dos dados, e criar rotinas para que eles não fiquem restritos a relatórios, mas alimentem decisões cotidianas.

    Outro pilar fundamental é a inclusão digital. Não existe cidade verdadeiramente inteligente se uma parte da população fica de fora da transformação. Quando um serviço público migra para o digital, é preciso assegurar que ele seja acessível a todos, independentemente da renda, da escolaridade ou do bairro em que a pessoa mora. Isso passa por conectividade em escolas, unidades de saúde, centros comunitários e outros equipamentos públicos, por interfaces simples e linguagem clara nos aplicativos e portais, por ações de letramento digital e, ao mesmo tempo, pela manutenção de canais presenciais para quem ainda precisa deles. Inclusão digital, nesse sentido, é ao mesmo tempo uma política de equidade e de eficiência.

    Mas nada disso se constrói de um dia para o outro. Em um país marcado pela diversidade e por desigualdades, o critério central para qualquer iniciativa de cidade inteligente deveria ser simples: essa tecnologia contribui para melhorar a vida de quem mais depende dos serviços públicos? Quando a resposta é positiva, vemos a inovação acelerar o acesso a benefícios, dar visibilidade a territórios antes pouco vistos, ampliar a transparência, fortalecer a participação social e aproximar cidadão e governo.

    O futuro urbano brasileiro não será definido pelo número de dispositivos conectados, mas pela capacidade de usar a tecnologia para resolver problemas concretos com foco nas pessoas. Cidades inteligentes, no nosso contexto, são aquelas que conhecem profundamente sua realidade, planejam com base em evidências, atuam de forma integrada e garantem que a transformação digital seja também um instrumento de cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. Esse é o caminho para construir cidades mais resilientes, eficientes e humanas, e o Brasil reúne condições tecnológicas e capital humano para avançar com rapidez nessa direção.


(Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)

Com base na estrutura sintática e na pontuação do título do texto – “Cidades inteligentes: tecnologia para o cotidiano das pessoas”, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4312423 Não definido

Cidades inteligentes: tecnologia para o cotidiano das pessoas

    Quando pensamos em “cidades inteligentes”, a imagem que costuma vir à cabeça é a de drones drones sobrevoando avenidas, sensores por todos os lados e grandes centros de controle repletos de telas. Essa visão existe, mas diz pouco sobre o que realmente faz diferença no dia a dia de quem vive nas cidades brasileiras. Para a maior parte da população, uma cidade inteligente é aquela em que o ônibus chega na hora, a luz não falta, as enchentes diminuem, a unidade de saúde atende com previsibilidade, a rua é segura e os serviços públicos são simples de usar, inclusive pelo celular. A tecnologia é, portanto, um meio para alcançar esse resultado e não um fim em si mesma.

    O Brasil é um dos países mais urbanos do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais conectados digitalmente. A maioria da população vive em cidades e utiliza diariamente smartphones, redes sociais e meios de pagamento digitais. Em paralelo, muitos municípios ainda lidam com desafios históricos em áreas como saneamento, mobilidade, energia, habitação e adaptação climática. Esse contraste não é um obstáculo à inovação; ele é justamente o ponto de partida para que a tecnologia seja aplicada onde gera maior impacto social.

    Nesse cenário, uma cidade fica mais inteligente quando conhece melhor o seu território, entende onde estão as áreas mais vulneráveis, antecipa riscos, identifica padrões e direciona os recursos públicos de forma mais precisa. Ela ganha eficiência quando encurta o caminho entre o problema e a solução: da reclamação sobre um buraco na rua à sua correção, de um pico de demanda no pronto atendimento à reorganização das equipes, de uma mudança de padrão de consumo de energia à redistribuição preventiva de cargas.

    Dados, nesse cenário, tornam-se infraestrutura tão importante quanto as redes físicas. As cidades já produzem um grande volume de informações. O passo seguinte é integrar essas bases, garantir qualidade, segurança e governança dos dados, e criar rotinas para que eles não fiquem restritos a relatórios, mas alimentem decisões cotidianas.

    Outro pilar fundamental é a inclusão digital. Não existe cidade verdadeiramente inteligente se uma parte da população fica de fora da transformação. Quando um serviço público migra para o digital, é preciso assegurar que ele seja acessível a todos, independentemente da renda, da escolaridade ou do bairro em que a pessoa mora. Isso passa por conectividade em escolas, unidades de saúde, centros comunitários e outros equipamentos públicos, por interfaces simples e linguagem clara nos aplicativos e portais, por ações de letramento digital e, ao mesmo tempo, pela manutenção de canais presenciais para quem ainda precisa deles. Inclusão digital, nesse sentido, é ao mesmo tempo uma política de equidade e de eficiência.

    Mas nada disso se constrói de um dia para o outro. Em um país marcado pela diversidade e por desigualdades, o critério central para qualquer iniciativa de cidade inteligente deveria ser simples: essa tecnologia contribui para melhorar a vida de quem mais depende dos serviços públicos? Quando a resposta é positiva, vemos a inovação acelerar o acesso a benefícios, dar visibilidade a territórios antes pouco vistos, ampliar a transparência, fortalecer a participação social e aproximar cidadão e governo.

    O futuro urbano brasileiro não será definido pelo número de dispositivos conectados, mas pela capacidade de usar a tecnologia para resolver problemas concretos com foco nas pessoas. Cidades inteligentes, no nosso contexto, são aquelas que conhecem profundamente sua realidade, planejam com base em evidências, atuam de forma integrada e garantem que a transformação digital seja também um instrumento de cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. Esse é o caminho para construir cidades mais resilientes, eficientes e humanas, e o Brasil reúne condições tecnológicas e capital humano para avançar com rapidez nessa direção.


(Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)

Dentre as alternativas a seguir, assinale aquela cujo emprego do sinal indicativo de crase é facultativo. 
Alternativas
Q4312422 Não definido

Cidades inteligentes: tecnologia para o cotidiano das pessoas

    Quando pensamos em “cidades inteligentes”, a imagem que costuma vir à cabeça é a de drones drones sobrevoando avenidas, sensores por todos os lados e grandes centros de controle repletos de telas. Essa visão existe, mas diz pouco sobre o que realmente faz diferença no dia a dia de quem vive nas cidades brasileiras. Para a maior parte da população, uma cidade inteligente é aquela em que o ônibus chega na hora, a luz não falta, as enchentes diminuem, a unidade de saúde atende com previsibilidade, a rua é segura e os serviços públicos são simples de usar, inclusive pelo celular. A tecnologia é, portanto, um meio para alcançar esse resultado e não um fim em si mesma.

    O Brasil é um dos países mais urbanos do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais conectados digitalmente. A maioria da população vive em cidades e utiliza diariamente smartphones, redes sociais e meios de pagamento digitais. Em paralelo, muitos municípios ainda lidam com desafios históricos em áreas como saneamento, mobilidade, energia, habitação e adaptação climática. Esse contraste não é um obstáculo à inovação; ele é justamente o ponto de partida para que a tecnologia seja aplicada onde gera maior impacto social.

    Nesse cenário, uma cidade fica mais inteligente quando conhece melhor o seu território, entende onde estão as áreas mais vulneráveis, antecipa riscos, identifica padrões e direciona os recursos públicos de forma mais precisa. Ela ganha eficiência quando encurta o caminho entre o problema e a solução: da reclamação sobre um buraco na rua à sua correção, de um pico de demanda no pronto atendimento à reorganização das equipes, de uma mudança de padrão de consumo de energia à redistribuição preventiva de cargas.

    Dados, nesse cenário, tornam-se infraestrutura tão importante quanto as redes físicas. As cidades já produzem um grande volume de informações. O passo seguinte é integrar essas bases, garantir qualidade, segurança e governança dos dados, e criar rotinas para que eles não fiquem restritos a relatórios, mas alimentem decisões cotidianas.

    Outro pilar fundamental é a inclusão digital. Não existe cidade verdadeiramente inteligente se uma parte da população fica de fora da transformação. Quando um serviço público migra para o digital, é preciso assegurar que ele seja acessível a todos, independentemente da renda, da escolaridade ou do bairro em que a pessoa mora. Isso passa por conectividade em escolas, unidades de saúde, centros comunitários e outros equipamentos públicos, por interfaces simples e linguagem clara nos aplicativos e portais, por ações de letramento digital e, ao mesmo tempo, pela manutenção de canais presenciais para quem ainda precisa deles. Inclusão digital, nesse sentido, é ao mesmo tempo uma política de equidade e de eficiência.

    Mas nada disso se constrói de um dia para o outro. Em um país marcado pela diversidade e por desigualdades, o critério central para qualquer iniciativa de cidade inteligente deveria ser simples: essa tecnologia contribui para melhorar a vida de quem mais depende dos serviços públicos? Quando a resposta é positiva, vemos a inovação acelerar o acesso a benefícios, dar visibilidade a territórios antes pouco vistos, ampliar a transparência, fortalecer a participação social e aproximar cidadão e governo.

    O futuro urbano brasileiro não será definido pelo número de dispositivos conectados, mas pela capacidade de usar a tecnologia para resolver problemas concretos com foco nas pessoas. Cidades inteligentes, no nosso contexto, são aquelas que conhecem profundamente sua realidade, planejam com base em evidências, atuam de forma integrada e garantem que a transformação digital seja também um instrumento de cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. Esse é o caminho para construir cidades mais resilientes, eficientes e humanas, e o Brasil reúne condições tecnológicas e capital humano para avançar com rapidez nessa direção.


(Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)

Com base na leitura integral do texto, sobre a visão de “cidade inteligente” defendida pelo autor, analise as afirmativas a seguir.

I. O conceito de inteligência urbana está mais atrelado à eficácia na resolução de demandas sociais do que à mera sofisticação do aparato tecnológico.

II. O Brasil, apesar de ser um dos países mais conectados do mundo, enfrenta um paradoxo onde o excesso de tecnologia nos grandes centros impede a inovação em áreas periféricas.

III. A inclusão digital é apresentada não apenas como um direito social, mas como um pré-requisito para a viabilidade do próprio modelo de gestão digital.


Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q4312421 Não definido

Cidades inteligentes: tecnologia para o cotidiano das pessoas

    Quando pensamos em “cidades inteligentes”, a imagem que costuma vir à cabeça é a de drones drones sobrevoando avenidas, sensores por todos os lados e grandes centros de controle repletos de telas. Essa visão existe, mas diz pouco sobre o que realmente faz diferença no dia a dia de quem vive nas cidades brasileiras. Para a maior parte da população, uma cidade inteligente é aquela em que o ônibus chega na hora, a luz não falta, as enchentes diminuem, a unidade de saúde atende com previsibilidade, a rua é segura e os serviços públicos são simples de usar, inclusive pelo celular. A tecnologia é, portanto, um meio para alcançar esse resultado e não um fim em si mesma.

    O Brasil é um dos países mais urbanos do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais conectados digitalmente. A maioria da população vive em cidades e utiliza diariamente smartphones, redes sociais e meios de pagamento digitais. Em paralelo, muitos municípios ainda lidam com desafios históricos em áreas como saneamento, mobilidade, energia, habitação e adaptação climática. Esse contraste não é um obstáculo à inovação; ele é justamente o ponto de partida para que a tecnologia seja aplicada onde gera maior impacto social.

    Nesse cenário, uma cidade fica mais inteligente quando conhece melhor o seu território, entende onde estão as áreas mais vulneráveis, antecipa riscos, identifica padrões e direciona os recursos públicos de forma mais precisa. Ela ganha eficiência quando encurta o caminho entre o problema e a solução: da reclamação sobre um buraco na rua à sua correção, de um pico de demanda no pronto atendimento à reorganização das equipes, de uma mudança de padrão de consumo de energia à redistribuição preventiva de cargas.

    Dados, nesse cenário, tornam-se infraestrutura tão importante quanto as redes físicas. As cidades já produzem um grande volume de informações. O passo seguinte é integrar essas bases, garantir qualidade, segurança e governança dos dados, e criar rotinas para que eles não fiquem restritos a relatórios, mas alimentem decisões cotidianas.

    Outro pilar fundamental é a inclusão digital. Não existe cidade verdadeiramente inteligente se uma parte da população fica de fora da transformação. Quando um serviço público migra para o digital, é preciso assegurar que ele seja acessível a todos, independentemente da renda, da escolaridade ou do bairro em que a pessoa mora. Isso passa por conectividade em escolas, unidades de saúde, centros comunitários e outros equipamentos públicos, por interfaces simples e linguagem clara nos aplicativos e portais, por ações de letramento digital e, ao mesmo tempo, pela manutenção de canais presenciais para quem ainda precisa deles. Inclusão digital, nesse sentido, é ao mesmo tempo uma política de equidade e de eficiência.

    Mas nada disso se constrói de um dia para o outro. Em um país marcado pela diversidade e por desigualdades, o critério central para qualquer iniciativa de cidade inteligente deveria ser simples: essa tecnologia contribui para melhorar a vida de quem mais depende dos serviços públicos? Quando a resposta é positiva, vemos a inovação acelerar o acesso a benefícios, dar visibilidade a territórios antes pouco vistos, ampliar a transparência, fortalecer a participação social e aproximar cidadão e governo.

    O futuro urbano brasileiro não será definido pelo número de dispositivos conectados, mas pela capacidade de usar a tecnologia para resolver problemas concretos com foco nas pessoas. Cidades inteligentes, no nosso contexto, são aquelas que conhecem profundamente sua realidade, planejam com base em evidências, atuam de forma integrada e garantem que a transformação digital seja também um instrumento de cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. Esse é o caminho para construir cidades mais resilientes, eficientes e humanas, e o Brasil reúne condições tecnológicas e capital humano para avançar com rapidez nessa direção.


(Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)

No 5º§, o autor afirma que: “Não existe cidade verdadeiramente inteligente se uma parte da população fica de fora da transformação.” Sobre a oração em destaque e as normas de concordância e regência, assinale a afirmativa correta. 
Alternativas
Q4312420 Não definido

Cidades inteligentes: tecnologia para o cotidiano das pessoas

    Quando pensamos em “cidades inteligentes”, a imagem que costuma vir à cabeça é a de drones drones sobrevoando avenidas, sensores por todos os lados e grandes centros de controle repletos de telas. Essa visão existe, mas diz pouco sobre o que realmente faz diferença no dia a dia de quem vive nas cidades brasileiras. Para a maior parte da população, uma cidade inteligente é aquela em que o ônibus chega na hora, a luz não falta, as enchentes diminuem, a unidade de saúde atende com previsibilidade, a rua é segura e os serviços públicos são simples de usar, inclusive pelo celular. A tecnologia é, portanto, um meio para alcançar esse resultado e não um fim em si mesma.

    O Brasil é um dos países mais urbanos do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais conectados digitalmente. A maioria da população vive em cidades e utiliza diariamente smartphones, redes sociais e meios de pagamento digitais. Em paralelo, muitos municípios ainda lidam com desafios históricos em áreas como saneamento, mobilidade, energia, habitação e adaptação climática. Esse contraste não é um obstáculo à inovação; ele é justamente o ponto de partida para que a tecnologia seja aplicada onde gera maior impacto social.

    Nesse cenário, uma cidade fica mais inteligente quando conhece melhor o seu território, entende onde estão as áreas mais vulneráveis, antecipa riscos, identifica padrões e direciona os recursos públicos de forma mais precisa. Ela ganha eficiência quando encurta o caminho entre o problema e a solução: da reclamação sobre um buraco na rua à sua correção, de um pico de demanda no pronto atendimento à reorganização das equipes, de uma mudança de padrão de consumo de energia à redistribuição preventiva de cargas.

    Dados, nesse cenário, tornam-se infraestrutura tão importante quanto as redes físicas. As cidades já produzem um grande volume de informações. O passo seguinte é integrar essas bases, garantir qualidade, segurança e governança dos dados, e criar rotinas para que eles não fiquem restritos a relatórios, mas alimentem decisões cotidianas.

    Outro pilar fundamental é a inclusão digital. Não existe cidade verdadeiramente inteligente se uma parte da população fica de fora da transformação. Quando um serviço público migra para o digital, é preciso assegurar que ele seja acessível a todos, independentemente da renda, da escolaridade ou do bairro em que a pessoa mora. Isso passa por conectividade em escolas, unidades de saúde, centros comunitários e outros equipamentos públicos, por interfaces simples e linguagem clara nos aplicativos e portais, por ações de letramento digital e, ao mesmo tempo, pela manutenção de canais presenciais para quem ainda precisa deles. Inclusão digital, nesse sentido, é ao mesmo tempo uma política de equidade e de eficiência.

    Mas nada disso se constrói de um dia para o outro. Em um país marcado pela diversidade e por desigualdades, o critério central para qualquer iniciativa de cidade inteligente deveria ser simples: essa tecnologia contribui para melhorar a vida de quem mais depende dos serviços públicos? Quando a resposta é positiva, vemos a inovação acelerar o acesso a benefícios, dar visibilidade a territórios antes pouco vistos, ampliar a transparência, fortalecer a participação social e aproximar cidadão e governo.

    O futuro urbano brasileiro não será definido pelo número de dispositivos conectados, mas pela capacidade de usar a tecnologia para resolver problemas concretos com foco nas pessoas. Cidades inteligentes, no nosso contexto, são aquelas que conhecem profundamente sua realidade, planejam com base em evidências, atuam de forma integrada e garantem que a transformação digital seja também um instrumento de cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. Esse é o caminho para construir cidades mais resilientes, eficientes e humanas, e o Brasil reúne condições tecnológicas e capital humano para avançar com rapidez nessa direção.


(Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)

No trecho “[...] planejam com base em evidências, atuam de forma integrada [...]” (7º§), conforme o contexto inserido, o vocábulo “evidências” pode ser substituído, sem prejuízo no seu sentido original, por:
Alternativas
Q4312419 Não definido

Cidades inteligentes: tecnologia para o cotidiano das pessoas

    Quando pensamos em “cidades inteligentes”, a imagem que costuma vir à cabeça é a de drones drones sobrevoando avenidas, sensores por todos os lados e grandes centros de controle repletos de telas. Essa visão existe, mas diz pouco sobre o que realmente faz diferença no dia a dia de quem vive nas cidades brasileiras. Para a maior parte da população, uma cidade inteligente é aquela em que o ônibus chega na hora, a luz não falta, as enchentes diminuem, a unidade de saúde atende com previsibilidade, a rua é segura e os serviços públicos são simples de usar, inclusive pelo celular. A tecnologia é, portanto, um meio para alcançar esse resultado e não um fim em si mesma.

    O Brasil é um dos países mais urbanos do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais conectados digitalmente. A maioria da população vive em cidades e utiliza diariamente smartphones, redes sociais e meios de pagamento digitais. Em paralelo, muitos municípios ainda lidam com desafios históricos em áreas como saneamento, mobilidade, energia, habitação e adaptação climática. Esse contraste não é um obstáculo à inovação; ele é justamente o ponto de partida para que a tecnologia seja aplicada onde gera maior impacto social.

    Nesse cenário, uma cidade fica mais inteligente quando conhece melhor o seu território, entende onde estão as áreas mais vulneráveis, antecipa riscos, identifica padrões e direciona os recursos públicos de forma mais precisa. Ela ganha eficiência quando encurta o caminho entre o problema e a solução: da reclamação sobre um buraco na rua à sua correção, de um pico de demanda no pronto atendimento à reorganização das equipes, de uma mudança de padrão de consumo de energia à redistribuição preventiva de cargas.

    Dados, nesse cenário, tornam-se infraestrutura tão importante quanto as redes físicas. As cidades já produzem um grande volume de informações. O passo seguinte é integrar essas bases, garantir qualidade, segurança e governança dos dados, e criar rotinas para que eles não fiquem restritos a relatórios, mas alimentem decisões cotidianas.

    Outro pilar fundamental é a inclusão digital. Não existe cidade verdadeiramente inteligente se uma parte da população fica de fora da transformação. Quando um serviço público migra para o digital, é preciso assegurar que ele seja acessível a todos, independentemente da renda, da escolaridade ou do bairro em que a pessoa mora. Isso passa por conectividade em escolas, unidades de saúde, centros comunitários e outros equipamentos públicos, por interfaces simples e linguagem clara nos aplicativos e portais, por ações de letramento digital e, ao mesmo tempo, pela manutenção de canais presenciais para quem ainda precisa deles. Inclusão digital, nesse sentido, é ao mesmo tempo uma política de equidade e de eficiência.

    Mas nada disso se constrói de um dia para o outro. Em um país marcado pela diversidade e por desigualdades, o critério central para qualquer iniciativa de cidade inteligente deveria ser simples: essa tecnologia contribui para melhorar a vida de quem mais depende dos serviços públicos? Quando a resposta é positiva, vemos a inovação acelerar o acesso a benefícios, dar visibilidade a territórios antes pouco vistos, ampliar a transparência, fortalecer a participação social e aproximar cidadão e governo.

    O futuro urbano brasileiro não será definido pelo número de dispositivos conectados, mas pela capacidade de usar a tecnologia para resolver problemas concretos com foco nas pessoas. Cidades inteligentes, no nosso contexto, são aquelas que conhecem profundamente sua realidade, planejam com base em evidências, atuam de forma integrada e garantem que a transformação digital seja também um instrumento de cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. Esse é o caminho para construir cidades mais resilientes, eficientes e humanas, e o Brasil reúne condições tecnológicas e capital humano para avançar com rapidez nessa direção.


(Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)

No período “Esse é o caminho para construir cidades mais resilientes, eficientes e humanas, e o Brasil reúne condições tecnológicas e capital humano para avançar com rapidez nessa direção.” (7º§), as vírgulas foram empregadas, respectivamente, para:
Alternativas
Q4312418 Não definido

Cidades inteligentes: tecnologia para o cotidiano das pessoas

    Quando pensamos em “cidades inteligentes”, a imagem que costuma vir à cabeça é a de drones drones sobrevoando avenidas, sensores por todos os lados e grandes centros de controle repletos de telas. Essa visão existe, mas diz pouco sobre o que realmente faz diferença no dia a dia de quem vive nas cidades brasileiras. Para a maior parte da população, uma cidade inteligente é aquela em que o ônibus chega na hora, a luz não falta, as enchentes diminuem, a unidade de saúde atende com previsibilidade, a rua é segura e os serviços públicos são simples de usar, inclusive pelo celular. A tecnologia é, portanto, um meio para alcançar esse resultado e não um fim em si mesma.

    O Brasil é um dos países mais urbanos do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais conectados digitalmente. A maioria da população vive em cidades e utiliza diariamente smartphones, redes sociais e meios de pagamento digitais. Em paralelo, muitos municípios ainda lidam com desafios históricos em áreas como saneamento, mobilidade, energia, habitação e adaptação climática. Esse contraste não é um obstáculo à inovação; ele é justamente o ponto de partida para que a tecnologia seja aplicada onde gera maior impacto social.

    Nesse cenário, uma cidade fica mais inteligente quando conhece melhor o seu território, entende onde estão as áreas mais vulneráveis, antecipa riscos, identifica padrões e direciona os recursos públicos de forma mais precisa. Ela ganha eficiência quando encurta o caminho entre o problema e a solução: da reclamação sobre um buraco na rua à sua correção, de um pico de demanda no pronto atendimento à reorganização das equipes, de uma mudança de padrão de consumo de energia à redistribuição preventiva de cargas.

    Dados, nesse cenário, tornam-se infraestrutura tão importante quanto as redes físicas. As cidades já produzem um grande volume de informações. O passo seguinte é integrar essas bases, garantir qualidade, segurança e governança dos dados, e criar rotinas para que eles não fiquem restritos a relatórios, mas alimentem decisões cotidianas.

    Outro pilar fundamental é a inclusão digital. Não existe cidade verdadeiramente inteligente se uma parte da população fica de fora da transformação. Quando um serviço público migra para o digital, é preciso assegurar que ele seja acessível a todos, independentemente da renda, da escolaridade ou do bairro em que a pessoa mora. Isso passa por conectividade em escolas, unidades de saúde, centros comunitários e outros equipamentos públicos, por interfaces simples e linguagem clara nos aplicativos e portais, por ações de letramento digital e, ao mesmo tempo, pela manutenção de canais presenciais para quem ainda precisa deles. Inclusão digital, nesse sentido, é ao mesmo tempo uma política de equidade e de eficiência.

    Mas nada disso se constrói de um dia para o outro. Em um país marcado pela diversidade e por desigualdades, o critério central para qualquer iniciativa de cidade inteligente deveria ser simples: essa tecnologia contribui para melhorar a vida de quem mais depende dos serviços públicos? Quando a resposta é positiva, vemos a inovação acelerar o acesso a benefícios, dar visibilidade a territórios antes pouco vistos, ampliar a transparência, fortalecer a participação social e aproximar cidadão e governo.

    O futuro urbano brasileiro não será definido pelo número de dispositivos conectados, mas pela capacidade de usar a tecnologia para resolver problemas concretos com foco nas pessoas. Cidades inteligentes, no nosso contexto, são aquelas que conhecem profundamente sua realidade, planejam com base em evidências, atuam de forma integrada e garantem que a transformação digital seja também um instrumento de cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. Esse é o caminho para construir cidades mais resilientes, eficientes e humanas, e o Brasil reúne condições tecnológicas e capital humano para avançar com rapidez nessa direção.


(Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)

A locução conjuntiva “para que”, no seguinte contexto: “[...] ele é justamente o ponto de partida para que a tecnologia seja aplicada onde gera maior impacto social.” (2º§), teria sua relação de sentido preservada, sem prejuízo à correção gramatical do período, ao ser substituída por:
Alternativas
Q4312417 Não definido

Cidades inteligentes: tecnologia para o cotidiano das pessoas

    Quando pensamos em “cidades inteligentes”, a imagem que costuma vir à cabeça é a de drones drones sobrevoando avenidas, sensores por todos os lados e grandes centros de controle repletos de telas. Essa visão existe, mas diz pouco sobre o que realmente faz diferença no dia a dia de quem vive nas cidades brasileiras. Para a maior parte da população, uma cidade inteligente é aquela em que o ônibus chega na hora, a luz não falta, as enchentes diminuem, a unidade de saúde atende com previsibilidade, a rua é segura e os serviços públicos são simples de usar, inclusive pelo celular. A tecnologia é, portanto, um meio para alcançar esse resultado e não um fim em si mesma.

    O Brasil é um dos países mais urbanos do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais conectados digitalmente. A maioria da população vive em cidades e utiliza diariamente smartphones, redes sociais e meios de pagamento digitais. Em paralelo, muitos municípios ainda lidam com desafios históricos em áreas como saneamento, mobilidade, energia, habitação e adaptação climática. Esse contraste não é um obstáculo à inovação; ele é justamente o ponto de partida para que a tecnologia seja aplicada onde gera maior impacto social.

    Nesse cenário, uma cidade fica mais inteligente quando conhece melhor o seu território, entende onde estão as áreas mais vulneráveis, antecipa riscos, identifica padrões e direciona os recursos públicos de forma mais precisa. Ela ganha eficiência quando encurta o caminho entre o problema e a solução: da reclamação sobre um buraco na rua à sua correção, de um pico de demanda no pronto atendimento à reorganização das equipes, de uma mudança de padrão de consumo de energia à redistribuição preventiva de cargas.

    Dados, nesse cenário, tornam-se infraestrutura tão importante quanto as redes físicas. As cidades já produzem um grande volume de informações. O passo seguinte é integrar essas bases, garantir qualidade, segurança e governança dos dados, e criar rotinas para que eles não fiquem restritos a relatórios, mas alimentem decisões cotidianas.

    Outro pilar fundamental é a inclusão digital. Não existe cidade verdadeiramente inteligente se uma parte da população fica de fora da transformação. Quando um serviço público migra para o digital, é preciso assegurar que ele seja acessível a todos, independentemente da renda, da escolaridade ou do bairro em que a pessoa mora. Isso passa por conectividade em escolas, unidades de saúde, centros comunitários e outros equipamentos públicos, por interfaces simples e linguagem clara nos aplicativos e portais, por ações de letramento digital e, ao mesmo tempo, pela manutenção de canais presenciais para quem ainda precisa deles. Inclusão digital, nesse sentido, é ao mesmo tempo uma política de equidade e de eficiência.

    Mas nada disso se constrói de um dia para o outro. Em um país marcado pela diversidade e por desigualdades, o critério central para qualquer iniciativa de cidade inteligente deveria ser simples: essa tecnologia contribui para melhorar a vida de quem mais depende dos serviços públicos? Quando a resposta é positiva, vemos a inovação acelerar o acesso a benefícios, dar visibilidade a territórios antes pouco vistos, ampliar a transparência, fortalecer a participação social e aproximar cidadão e governo.

    O futuro urbano brasileiro não será definido pelo número de dispositivos conectados, mas pela capacidade de usar a tecnologia para resolver problemas concretos com foco nas pessoas. Cidades inteligentes, no nosso contexto, são aquelas que conhecem profundamente sua realidade, planejam com base em evidências, atuam de forma integrada e garantem que a transformação digital seja também um instrumento de cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. Esse é o caminho para construir cidades mais resilientes, eficientes e humanas, e o Brasil reúne condições tecnológicas e capital humano para avançar com rapidez nessa direção.


(Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)

Analise os termos destacados no seguinte contexto: “[...] são aquelas que conhecem profundamente sua realidade, [...] garantem que a transformação digital seja também um instrumento de cidadania, [...]” (7º§). Sobre as funções da palavra “que” e a classificação das orações por ela introduzidas, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4312416 Não definido

Cidades inteligentes: tecnologia para o cotidiano das pessoas

    Quando pensamos em “cidades inteligentes”, a imagem que costuma vir à cabeça é a de drones drones sobrevoando avenidas, sensores por todos os lados e grandes centros de controle repletos de telas. Essa visão existe, mas diz pouco sobre o que realmente faz diferença no dia a dia de quem vive nas cidades brasileiras. Para a maior parte da população, uma cidade inteligente é aquela em que o ônibus chega na hora, a luz não falta, as enchentes diminuem, a unidade de saúde atende com previsibilidade, a rua é segura e os serviços públicos são simples de usar, inclusive pelo celular. A tecnologia é, portanto, um meio para alcançar esse resultado e não um fim em si mesma.

    O Brasil é um dos países mais urbanos do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais conectados digitalmente. A maioria da população vive em cidades e utiliza diariamente smartphones, redes sociais e meios de pagamento digitais. Em paralelo, muitos municípios ainda lidam com desafios históricos em áreas como saneamento, mobilidade, energia, habitação e adaptação climática. Esse contraste não é um obstáculo à inovação; ele é justamente o ponto de partida para que a tecnologia seja aplicada onde gera maior impacto social.

    Nesse cenário, uma cidade fica mais inteligente quando conhece melhor o seu território, entende onde estão as áreas mais vulneráveis, antecipa riscos, identifica padrões e direciona os recursos públicos de forma mais precisa. Ela ganha eficiência quando encurta o caminho entre o problema e a solução: da reclamação sobre um buraco na rua à sua correção, de um pico de demanda no pronto atendimento à reorganização das equipes, de uma mudança de padrão de consumo de energia à redistribuição preventiva de cargas.

    Dados, nesse cenário, tornam-se infraestrutura tão importante quanto as redes físicas. As cidades já produzem um grande volume de informações. O passo seguinte é integrar essas bases, garantir qualidade, segurança e governança dos dados, e criar rotinas para que eles não fiquem restritos a relatórios, mas alimentem decisões cotidianas.

    Outro pilar fundamental é a inclusão digital. Não existe cidade verdadeiramente inteligente se uma parte da população fica de fora da transformação. Quando um serviço público migra para o digital, é preciso assegurar que ele seja acessível a todos, independentemente da renda, da escolaridade ou do bairro em que a pessoa mora. Isso passa por conectividade em escolas, unidades de saúde, centros comunitários e outros equipamentos públicos, por interfaces simples e linguagem clara nos aplicativos e portais, por ações de letramento digital e, ao mesmo tempo, pela manutenção de canais presenciais para quem ainda precisa deles. Inclusão digital, nesse sentido, é ao mesmo tempo uma política de equidade e de eficiência.

    Mas nada disso se constrói de um dia para o outro. Em um país marcado pela diversidade e por desigualdades, o critério central para qualquer iniciativa de cidade inteligente deveria ser simples: essa tecnologia contribui para melhorar a vida de quem mais depende dos serviços públicos? Quando a resposta é positiva, vemos a inovação acelerar o acesso a benefícios, dar visibilidade a territórios antes pouco vistos, ampliar a transparência, fortalecer a participação social e aproximar cidadão e governo.

    O futuro urbano brasileiro não será definido pelo número de dispositivos conectados, mas pela capacidade de usar a tecnologia para resolver problemas concretos com foco nas pessoas. Cidades inteligentes, no nosso contexto, são aquelas que conhecem profundamente sua realidade, planejam com base em evidências, atuam de forma integrada e garantem que a transformação digital seja também um instrumento de cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. Esse é o caminho para construir cidades mais resilientes, eficientes e humanas, e o Brasil reúne condições tecnológicas e capital humano para avançar com rapidez nessa direção.


(Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)

Ao mencionar que “Dados, nesse cenário, tornam-se infraestrutura tão importante quanto as redes físicas” (4º§), é correto afirmar que o autor do texto: 
Alternativas
Q4312415 Não definido

Cidades inteligentes: tecnologia para o cotidiano das pessoas

    Quando pensamos em “cidades inteligentes”, a imagem que costuma vir à cabeça é a de drones drones sobrevoando avenidas, sensores por todos os lados e grandes centros de controle repletos de telas. Essa visão existe, mas diz pouco sobre o que realmente faz diferença no dia a dia de quem vive nas cidades brasileiras. Para a maior parte da população, uma cidade inteligente é aquela em que o ônibus chega na hora, a luz não falta, as enchentes diminuem, a unidade de saúde atende com previsibilidade, a rua é segura e os serviços públicos são simples de usar, inclusive pelo celular. A tecnologia é, portanto, um meio para alcançar esse resultado e não um fim em si mesma.

    O Brasil é um dos países mais urbanos do mundo e, ao mesmo tempo, um dos mais conectados digitalmente. A maioria da população vive em cidades e utiliza diariamente smartphones, redes sociais e meios de pagamento digitais. Em paralelo, muitos municípios ainda lidam com desafios históricos em áreas como saneamento, mobilidade, energia, habitação e adaptação climática. Esse contraste não é um obstáculo à inovação; ele é justamente o ponto de partida para que a tecnologia seja aplicada onde gera maior impacto social.

    Nesse cenário, uma cidade fica mais inteligente quando conhece melhor o seu território, entende onde estão as áreas mais vulneráveis, antecipa riscos, identifica padrões e direciona os recursos públicos de forma mais precisa. Ela ganha eficiência quando encurta o caminho entre o problema e a solução: da reclamação sobre um buraco na rua à sua correção, de um pico de demanda no pronto atendimento à reorganização das equipes, de uma mudança de padrão de consumo de energia à redistribuição preventiva de cargas.

    Dados, nesse cenário, tornam-se infraestrutura tão importante quanto as redes físicas. As cidades já produzem um grande volume de informações. O passo seguinte é integrar essas bases, garantir qualidade, segurança e governança dos dados, e criar rotinas para que eles não fiquem restritos a relatórios, mas alimentem decisões cotidianas.

    Outro pilar fundamental é a inclusão digital. Não existe cidade verdadeiramente inteligente se uma parte da população fica de fora da transformação. Quando um serviço público migra para o digital, é preciso assegurar que ele seja acessível a todos, independentemente da renda, da escolaridade ou do bairro em que a pessoa mora. Isso passa por conectividade em escolas, unidades de saúde, centros comunitários e outros equipamentos públicos, por interfaces simples e linguagem clara nos aplicativos e portais, por ações de letramento digital e, ao mesmo tempo, pela manutenção de canais presenciais para quem ainda precisa deles. Inclusão digital, nesse sentido, é ao mesmo tempo uma política de equidade e de eficiência.

    Mas nada disso se constrói de um dia para o outro. Em um país marcado pela diversidade e por desigualdades, o critério central para qualquer iniciativa de cidade inteligente deveria ser simples: essa tecnologia contribui para melhorar a vida de quem mais depende dos serviços públicos? Quando a resposta é positiva, vemos a inovação acelerar o acesso a benefícios, dar visibilidade a territórios antes pouco vistos, ampliar a transparência, fortalecer a participação social e aproximar cidadão e governo.

    O futuro urbano brasileiro não será definido pelo número de dispositivos conectados, mas pela capacidade de usar a tecnologia para resolver problemas concretos com foco nas pessoas. Cidades inteligentes, no nosso contexto, são aquelas que conhecem profundamente sua realidade, planejam com base em evidências, atuam de forma integrada e garantem que a transformação digital seja também um instrumento de cidadania, inclusão e desenvolvimento sustentável. Esse é o caminho para construir cidades mais resilientes, eficientes e humanas, e o Brasil reúne condições tecnológicas e capital humano para avançar com rapidez nessa direção.


(Disponível em: https://www.em.com.br/opiniao/. Acesso em: maio de 2026. Adaptado.)

No trecho “[...] de um pico de demanda no pronto atendimento à reorganização das equipes, [...]” (3º§), o termo destacado é formado pelo processo de:
Alternativas
Respostas
1499: D
1500: E
1501: E
1502: C
1503: D
1504: B
1505: D
1506: E
1507: D
1508: E
1509: C
1510: E
1511: D
1512: B