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Q4380008 Direito Administrativo

Em relação aos agentes que atuam nas licitações e contratos administrativos, nos termos da Lei nº 14.133/2021, analise as afirmativas a seguir.

I. Em licitação na modalidade pregão, o agente responsável pela condução do certame será designado pregoeiro.

II. O agente de contratação será auxiliado por equipe de apoio e responderá, como regra, solidariamente com os membros da equipe.

III. Caberá à autoridade máxima do órgão ou da entidade, ou a quem as normas de organização administrativa indicarem, promover gestão por competências e designar agentes públicos para o desempenho das funções essenciais à execução da Lei de Licitações que, entre outros requisitos, tenham atribuições relacionadas a licitações e contratos ou possuam formação compatível ou qualificação atestada por certificação profissional emitida por escola de governo criada e mantida pelo poder público.


Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q4380007 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
Henrique, servidor público efetivo do município de Viana, interpôs recurso administrativo contra o resultado da Avaliação Anual de Desempenho e contra a análise dos documentos apresentados para fins de progressão horizontal e vertical. O recurso foi encaminhado à Comissão de Recursos do Processo de Progressão Horizontal e Vertical, regularmente instituída nos termos da Lei nº 3.372/2024, a qual passou a analisar aspectos procedimentais relacionados ao prazo de interposição, à forma de deliberação, à assessoria jurídica e ao ato formal de sua constituição. À luz das disposições expressas da referida normativa, que dispõe sobre a estruturação e gestão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos Servidores Públicos do Município de Viana, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4380006 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
No município de Viana, Lucas, assistente administrativo lotado na Secretaria Municipal de Administração, foi designado para instruir processos de férias do setor. Constatou-se que, por necessidade do serviço e de maneira formalmente registrada, Bruno, servidor efetivo, acumulou dois períodos completos de férias sem fruição. Ao iniciar o terceiro período aquisitivo, Bruno requereu: (i) manter novamente a não fruição do período vencido, para posterior indenização; e (ii) agendar férias para o mesmo mês em que outros dois servidores do setor já estavam escalados, o que resultaria no afastamento de mais de um terço da equipe. Paralelamente, Carlos, servidor exonerado a pedido após sete meses de efetivo exercício no ano, pleiteou pagamento proporcional de férias. À luz da Lei nº 1.596/2001, que institui o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Viana, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4380005 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo

Considere as definições a seguir.

I. A posição salarial no sentido horizontal na tabela de subsídio, representado por letras.

II. O lapso de tempo estabelecido como o mínimo necessário para que o servidor se habilite à progressão horizontal ou vertical.

III. A passagem de um nível para outro conquistado pelo servidor por meio de nova formação educacional e titulação e atingimento de resultados satisfatórios, mantida a referência que se encontra, nos termos da lei.

IV. O subsídio do cargo, acrescido das vantagens previstas em lei ou na Constituição Federal de 1988.


Com base na Lei nº 3.372/2024, que dispõe sobre a estruturação e gestão do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos Servidores Públicos do Município de Viana, assinale a alternativa que associa corretamente cada definição ao respectivo conceito legal. 

Alternativas
Q4380004 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
Paulo, assistente administrativo da Secretaria Municipal de Obras de Viana, recebeu expediente para instrução de procedimento administrativo destinado à execução de obra pública consistente no reparo estrutural de uma ponte localizada em bairro residencial. O prefeito determinou a adoção de rito célere, sob alegação de interesse público relevante. Durante a instrução, Carlos, presidente da associação de moradores local, protocolou requerimento para que fosse realizada consulta comunitária prévia e para que a obra fosse executada em sistema de mutirão, com participação direta dos moradores. Daniel, engenheiro do município, certificou que a obra atende integralmente às exigências do Código de Obras e está compatibilizada com o plano diretor municipal. Diante do contexto hipotético apresentado, segundo a Lei Orgânica do Município de Viana, é correto afirmar que:
Alternativas
Q4380003 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
A Lei nº 3.372/2024, ao instituir o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos Servidores Públicos do Município de Viana, definiu, de forma expressa e taxativa, os princípios e diretrizes destinados a orientar a organização, a gestão e a evolução das carreiras no âmbito da Administração Pública Municipal. Considerando exclusivamente os princípios e diretrizes expressamente previstos na referida normativa, NÃO corresponde a princípio ou diretriz desse plano:
Alternativas
Q4380002 Direito Urbanístico

Sobre os instrumentos básicos da política de desenvolvimento municipal, analise os itens a seguir.

I. O plano municipal de desenvolvimento integrado que estabelecerá as exigências necessárias à compatibilização dos investimentos públicos e privados de grande impacto com os objetivos do desenvolvimento.

II. O plano de ordenação territorial que regulamentará as atividades econômicas através do zoneamento industrial, agrícola, ambiental e residencial.

III. O plano diretor, o plano plurianual de investimentos e o orçamento anual.


Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q4380001 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
“Na sua primeira sessão ordinária da legislatura, a câmara municipal elegerá, por __________ de seus membros, para um mandato de __________ anos, o Defensor do Povo, dentre cidadãos de reputação ilibada, com mais de __________ anos de idade, residente no município há mais de __________ anos, não integrante de nenhum dos Poderes locais, com funções de controle da Administração Pública e defesa dos munícipes contra ilegalidades e abuso de poder”. Considerando as disposições da Lei Orgânica do Município de Viana, que disciplina, de forma expressa, o procedimento de eleição e os requisitos para a investidura no cargo de Defensor do Povo, assinale a alternativa que completa correta e respectivamente a afirmativa anterior.
Alternativas
Q4380000 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
Pedro e Bruno são servidores públicos efetivos do município de Viana, ambos regularmente investidos em seus cargos. Pedro foi designado para exercer função de confiança, com atuação vinculada a demandas institucionais variáveis, inclusive fora do horário ordinário de expediente. Bruno, por sua vez, passou a desempenhar suas atribuições funcionais sob regime de trabalho remoto, instituído por ato administrativo fundamentado em critérios de conveniência e oportunidade, sem controle formal de frequência. Em determinado período, ambos alegaram prestação de serviços em horário noturno e além da jornada regular, pleiteando o pagamento de horas extras e adicional noturno. À luz do Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Viana – Lei nº 1.596/2001, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q4379999 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
João, servidor público estável do Poder Executivo do Município de Viana, foi formalmente cedido ao Poder Legislativo municipal para desempenhar atividades administrativas, permanecendo afastado de suas atribuições no órgão de origem durante o período da cessão. Consoante o Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Viana – Lei nº 1.596/2001, quanto ao regime de ônus financeiro aplicável à cessão descrita, é correto afirmar que a cessão de servidor público de um Poder para outro Poder do próprio município: 
Alternativas
Q4379998 Legislação dos Municípios do Estado do Espírito Santo
Antônio, servidor público efetivo do município de Viana, encontra-se em estágio probatório. Por ato formal do prefeito, Antônio foi cedido ao Governo do Estado do Espírito Santo para exercer cargo de provimento em comissão de assessoramento, sem atribuições de direção superior ou chefia máxima, em órgão da Administração direta estadual, permanecendo com vínculo funcional originário com o município de Viana durante o período de exercício. Nos termos do Estatuto dos Servidores Públicos do Município de Viana – Lei nº 1.596/2001, a situação de Antônio é:
Alternativas
Q4379997 Matemática
Considere que um tanque industrial em formato de paralelepípedo retângulo foi completamente preenchido com um produto químico líquido. No primeiro processo de uso, retirou-se exatamente metade da capacidade total do tanque. Em seguida, em um segundo processo, foi retirado metade do volume que, ainda, permanecia no interior do tanque. Ao final dessas duas etapas, a altura do líquido remanescente corresponde a qual fração da altura inicial do tanque?
Alternativas
Q4379996 Matemática
Determinada empresa de logística decidiu reduzir a velocidade máxima permitida para seus veículos em um trecho específico de estrada, passando de 100 km/h para 75 km/h, visando aumentar a segurança dos motoristas. Um dos veículos da empresa percorre esse trajeto sempre na velocidade máxima permitida. Sabendo que esse trecho possui 6 km de extensão, qual será o tempo adicional, em horas, necessário para completar o percurso após a redução da velocidade? 
Alternativas
Q4379995 Raciocínio Lógico
Três analistas – Lucas, Mário e Rafael – atuam em setores distintos de uma empresa: financeiro, marketing e tecnologia, não necessariamente nessa ordem. Cada um deles utiliza um meio diferente para chegar ao trabalho: bicicleta, moto ou ônibus. Sabe-se que o funcionário do setor de marketing utiliza bicicleta; Rafael utiliza ônibus; Lucas atua no setor financeiro. Considerando que cada analista atua em apenas um setor e utiliza apenas um meio de transporte, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4379994 Matemática
Durante o monitoramento do desempenho de determinado servidor, o total acumulado de falhas detectadas até a n-ésima hora forma uma sequência A = (a1, a2, a3, ... an). Isto é, a2 representa o total acumulado de falhas do servidor até a segunda hora. Sabe-se que, na primeira hora, foram registradas 5 falhas e que, na segunda hora, foram registradas 10 falhas, totalizando 15 falhas acumuladas até esse instante. Admitindo que a sequência formada pelo total acumulado de falhas seja uma progressão aritmética, qual é o total de falhas registradas até a quinta hora?
Alternativas
Q4379993 Raciocínio Lógico
Em um processo seletivo, três avaliadores – Adrian, Breno e Cássio – analisaram o currículo de inscritos para determinada vaga. Sabe-se que 6 inscritos não foram aprovados por nenhum avaliador e que 10 inscritos foram aprovados pelos três, simultaneamente. Além disso, 12 inscritos foram aprovados apenas pelos avaliadores Adrian e Breno, 9 apenas por Adrian e Cássio, e 4 apenas por Breno e Cássio. Considerando que nenhum inscrito foi aprovado por apenas um único avaliador, qual foi o número total de inscritos que participaram do processo?
Alternativas
Q4379992 Português

O futuro nasce em Belém, mas só existe com a Amazônia viva


    Agora que a COP30 na Floresta Amazônica passou e deixou claro o quanto ainda temos de trabalho pela frente na adaptação climática, faço um convite: imagine o mundo sem a Amazônia. Para a ciência, esse cenário deixou de ser apenas uma hipótese distante. Pesquisadores alertam que, se cerca de 20% da floresta for destruída, o bioma pode atingir um ponto de não retorno, entrando em colapso e se transformando, de forma irreversível, em uma savana degradada.

    Não se trata apenas da perda de uma floresta, mas do colapso de um sistema que regula chuvas, estabiliza temperaturas, alimenta rios, garante energia e sustenta a agricultura em grande parte do país. A Amazônia é a infraestrutura invisível que sustenta a vida brasileira.

    Sem ela, o Brasil seria mais quente, mais seco, mais caro e muito mais vulnerável, enquanto o mundo enfrentaria eventos extremos ainda mais frequentes, da escassez de alimentos ao agravamento da crise climática global. Pensar nesse vazio também exige imaginar o destino de um território que hoje simboliza a possibilidade de um futuro diferente: Belém.

    Belém tornou-se um dos principais laboratórios vivos de inovação socioambiental do Brasil. A cidade consolidou um ecossistema onde ciência, cultura e saberes tradicionais se encontram para criar novos modelos de desenvolvimento. Sua vocação como porta de entrada da Amazônia se reafirma com iniciativas que integram clima, tecnologia e identidade territorial.

    Um exemplo é o Parque de Bioeconomia, concebido como um hub de pesquisa, negócios sustentáveis e transformação de ativos da floresta em oportunidades econômicas que respeitam o território. Ele mostra que a Amazônia não é sinônimo de atraso, mas de vanguarda, e que a floresta em pé pode gerar valor, renda e inovação.

    Sem a Amazônia, projetos como esse perderiam o sentido. A bioeconomia amazônica depende da floresta viva: dos compostos naturais que alimentam pesquisas, das cadeias produtivas baseadas em manejo sustentável, dos conhecimentos tradicionais que orientam a inovação e de uma biodiversidade que nenhum laboratório no mundo consegue reproduzir. Um país sem Amazônia seria também um país sem sua mais promissora plataforma de desenvolvimento do século 21.

    Estudos reunidos em “Soluções em Clima e Natureza do Brasil”, dos institutos Arapyaú e Itaúsa, mostram que o Brasil está entre os poucos países capazes de gerar soluções climáticas em escala, com agricultura tropical avançada, energia limpa, bioinsumos e restauração florestal. Nada disso se sustenta sem o equilíbrio climático moldado pela floresta, que garante umidade, energia e reduz o risco de eventos extremos. Sua perda eliminaria essas vantagens, elevaria custos e ampliaria prejuízos econômicos.

     A Amazônia também é um dos polos culturais mais vibrantes do país. A economia criativa amazônica, observada pelo mundo, combina arte, música, moda, gastronomia e narrativas profundamente ligadas ao território. Belém é um de seus epicentros. No Amazonas, Parintins expressa de forma clara como floresta, cultura e economia caminham juntas. O festival movimenta milhões, gera empregos e projeta narrativas amazônicas globalmente. Sem a floresta em pé, manifestações como essa deixariam de existir como são hoje.

    O mais contraditório é que as soluções já existem. O Brasil tem capacidade de restaurar áreas degradadas, fortalecer cadeias de baixo carbono, ampliar a bioeconomia e conectar inovação científica a saberes tradicionais. Belém exemplifica esse futuro possível. O que falta não é tecnologia, mas decisão política e continuidade.

    Pensar no que aconteceria sem a Amazônia não é especulação. É dimensionar a perda econômica, climática, cultural e estratégica que o país enfrentaria. A floresta é mais do que um bioma: é a base do presente e do futuro brasileiro. A pergunta, portanto, não é imaginar o mundo sem Amazônia, mas entender que, sem ela, não há futuro possível.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/. Acesso em: janeiro de 2026.)

A respeito da conjunção destacada no trecho “A pergunta, portanto, não é imaginar o mundo sem Amazônia, [...]” (10º§), é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4379991 Português

O futuro nasce em Belém, mas só existe com a Amazônia viva


    Agora que a COP30 na Floresta Amazônica passou e deixou claro o quanto ainda temos de trabalho pela frente na adaptação climática, faço um convite: imagine o mundo sem a Amazônia. Para a ciência, esse cenário deixou de ser apenas uma hipótese distante. Pesquisadores alertam que, se cerca de 20% da floresta for destruída, o bioma pode atingir um ponto de não retorno, entrando em colapso e se transformando, de forma irreversível, em uma savana degradada.

    Não se trata apenas da perda de uma floresta, mas do colapso de um sistema que regula chuvas, estabiliza temperaturas, alimenta rios, garante energia e sustenta a agricultura em grande parte do país. A Amazônia é a infraestrutura invisível que sustenta a vida brasileira.

    Sem ela, o Brasil seria mais quente, mais seco, mais caro e muito mais vulnerável, enquanto o mundo enfrentaria eventos extremos ainda mais frequentes, da escassez de alimentos ao agravamento da crise climática global. Pensar nesse vazio também exige imaginar o destino de um território que hoje simboliza a possibilidade de um futuro diferente: Belém.

    Belém tornou-se um dos principais laboratórios vivos de inovação socioambiental do Brasil. A cidade consolidou um ecossistema onde ciência, cultura e saberes tradicionais se encontram para criar novos modelos de desenvolvimento. Sua vocação como porta de entrada da Amazônia se reafirma com iniciativas que integram clima, tecnologia e identidade territorial.

    Um exemplo é o Parque de Bioeconomia, concebido como um hub de pesquisa, negócios sustentáveis e transformação de ativos da floresta em oportunidades econômicas que respeitam o território. Ele mostra que a Amazônia não é sinônimo de atraso, mas de vanguarda, e que a floresta em pé pode gerar valor, renda e inovação.

    Sem a Amazônia, projetos como esse perderiam o sentido. A bioeconomia amazônica depende da floresta viva: dos compostos naturais que alimentam pesquisas, das cadeias produtivas baseadas em manejo sustentável, dos conhecimentos tradicionais que orientam a inovação e de uma biodiversidade que nenhum laboratório no mundo consegue reproduzir. Um país sem Amazônia seria também um país sem sua mais promissora plataforma de desenvolvimento do século 21.

    Estudos reunidos em “Soluções em Clima e Natureza do Brasil”, dos institutos Arapyaú e Itaúsa, mostram que o Brasil está entre os poucos países capazes de gerar soluções climáticas em escala, com agricultura tropical avançada, energia limpa, bioinsumos e restauração florestal. Nada disso se sustenta sem o equilíbrio climático moldado pela floresta, que garante umidade, energia e reduz o risco de eventos extremos. Sua perda eliminaria essas vantagens, elevaria custos e ampliaria prejuízos econômicos.

     A Amazônia também é um dos polos culturais mais vibrantes do país. A economia criativa amazônica, observada pelo mundo, combina arte, música, moda, gastronomia e narrativas profundamente ligadas ao território. Belém é um de seus epicentros. No Amazonas, Parintins expressa de forma clara como floresta, cultura e economia caminham juntas. O festival movimenta milhões, gera empregos e projeta narrativas amazônicas globalmente. Sem a floresta em pé, manifestações como essa deixariam de existir como são hoje.

    O mais contraditório é que as soluções já existem. O Brasil tem capacidade de restaurar áreas degradadas, fortalecer cadeias de baixo carbono, ampliar a bioeconomia e conectar inovação científica a saberes tradicionais. Belém exemplifica esse futuro possível. O que falta não é tecnologia, mas decisão política e continuidade.

    Pensar no que aconteceria sem a Amazônia não é especulação. É dimensionar a perda econômica, climática, cultural e estratégica que o país enfrentaria. A floresta é mais do que um bioma: é a base do presente e do futuro brasileiro. A pergunta, portanto, não é imaginar o mundo sem Amazônia, mas entender que, sem ela, não há futuro possível.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/. Acesso em: janeiro de 2026.)

O termo “enquanto”, utilizado no contexto “Sem ela, o Brasil seria mais quente, mais seco, mais caro e muito mais vulnerável, enquanto o mundo enfrentaria eventos extremos ainda mais frequentes, da escassez de alimentos ao agravamento da crise climática global.” (3º§), classifica-se como:
Alternativas
Q4379990 Português

O futuro nasce em Belém, mas só existe com a Amazônia viva


    Agora que a COP30 na Floresta Amazônica passou e deixou claro o quanto ainda temos de trabalho pela frente na adaptação climática, faço um convite: imagine o mundo sem a Amazônia. Para a ciência, esse cenário deixou de ser apenas uma hipótese distante. Pesquisadores alertam que, se cerca de 20% da floresta for destruída, o bioma pode atingir um ponto de não retorno, entrando em colapso e se transformando, de forma irreversível, em uma savana degradada.

    Não se trata apenas da perda de uma floresta, mas do colapso de um sistema que regula chuvas, estabiliza temperaturas, alimenta rios, garante energia e sustenta a agricultura em grande parte do país. A Amazônia é a infraestrutura invisível que sustenta a vida brasileira.

    Sem ela, o Brasil seria mais quente, mais seco, mais caro e muito mais vulnerável, enquanto o mundo enfrentaria eventos extremos ainda mais frequentes, da escassez de alimentos ao agravamento da crise climática global. Pensar nesse vazio também exige imaginar o destino de um território que hoje simboliza a possibilidade de um futuro diferente: Belém.

    Belém tornou-se um dos principais laboratórios vivos de inovação socioambiental do Brasil. A cidade consolidou um ecossistema onde ciência, cultura e saberes tradicionais se encontram para criar novos modelos de desenvolvimento. Sua vocação como porta de entrada da Amazônia se reafirma com iniciativas que integram clima, tecnologia e identidade territorial.

    Um exemplo é o Parque de Bioeconomia, concebido como um hub de pesquisa, negócios sustentáveis e transformação de ativos da floresta em oportunidades econômicas que respeitam o território. Ele mostra que a Amazônia não é sinônimo de atraso, mas de vanguarda, e que a floresta em pé pode gerar valor, renda e inovação.

    Sem a Amazônia, projetos como esse perderiam o sentido. A bioeconomia amazônica depende da floresta viva: dos compostos naturais que alimentam pesquisas, das cadeias produtivas baseadas em manejo sustentável, dos conhecimentos tradicionais que orientam a inovação e de uma biodiversidade que nenhum laboratório no mundo consegue reproduzir. Um país sem Amazônia seria também um país sem sua mais promissora plataforma de desenvolvimento do século 21.

    Estudos reunidos em “Soluções em Clima e Natureza do Brasil”, dos institutos Arapyaú e Itaúsa, mostram que o Brasil está entre os poucos países capazes de gerar soluções climáticas em escala, com agricultura tropical avançada, energia limpa, bioinsumos e restauração florestal. Nada disso se sustenta sem o equilíbrio climático moldado pela floresta, que garante umidade, energia e reduz o risco de eventos extremos. Sua perda eliminaria essas vantagens, elevaria custos e ampliaria prejuízos econômicos.

     A Amazônia também é um dos polos culturais mais vibrantes do país. A economia criativa amazônica, observada pelo mundo, combina arte, música, moda, gastronomia e narrativas profundamente ligadas ao território. Belém é um de seus epicentros. No Amazonas, Parintins expressa de forma clara como floresta, cultura e economia caminham juntas. O festival movimenta milhões, gera empregos e projeta narrativas amazônicas globalmente. Sem a floresta em pé, manifestações como essa deixariam de existir como são hoje.

    O mais contraditório é que as soluções já existem. O Brasil tem capacidade de restaurar áreas degradadas, fortalecer cadeias de baixo carbono, ampliar a bioeconomia e conectar inovação científica a saberes tradicionais. Belém exemplifica esse futuro possível. O que falta não é tecnologia, mas decisão política e continuidade.

    Pensar no que aconteceria sem a Amazônia não é especulação. É dimensionar a perda econômica, climática, cultural e estratégica que o país enfrentaria. A floresta é mais do que um bioma: é a base do presente e do futuro brasileiro. A pergunta, portanto, não é imaginar o mundo sem Amazônia, mas entender que, sem ela, não há futuro possível.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/. Acesso em: janeiro de 2026.)

Dentre os trechos transcritos a seguir, assinale aquele cuja construção possui predicado verbal.
Alternativas
Q4379989 Português

O futuro nasce em Belém, mas só existe com a Amazônia viva


    Agora que a COP30 na Floresta Amazônica passou e deixou claro o quanto ainda temos de trabalho pela frente na adaptação climática, faço um convite: imagine o mundo sem a Amazônia. Para a ciência, esse cenário deixou de ser apenas uma hipótese distante. Pesquisadores alertam que, se cerca de 20% da floresta for destruída, o bioma pode atingir um ponto de não retorno, entrando em colapso e se transformando, de forma irreversível, em uma savana degradada.

    Não se trata apenas da perda de uma floresta, mas do colapso de um sistema que regula chuvas, estabiliza temperaturas, alimenta rios, garante energia e sustenta a agricultura em grande parte do país. A Amazônia é a infraestrutura invisível que sustenta a vida brasileira.

    Sem ela, o Brasil seria mais quente, mais seco, mais caro e muito mais vulnerável, enquanto o mundo enfrentaria eventos extremos ainda mais frequentes, da escassez de alimentos ao agravamento da crise climática global. Pensar nesse vazio também exige imaginar o destino de um território que hoje simboliza a possibilidade de um futuro diferente: Belém.

    Belém tornou-se um dos principais laboratórios vivos de inovação socioambiental do Brasil. A cidade consolidou um ecossistema onde ciência, cultura e saberes tradicionais se encontram para criar novos modelos de desenvolvimento. Sua vocação como porta de entrada da Amazônia se reafirma com iniciativas que integram clima, tecnologia e identidade territorial.

    Um exemplo é o Parque de Bioeconomia, concebido como um hub de pesquisa, negócios sustentáveis e transformação de ativos da floresta em oportunidades econômicas que respeitam o território. Ele mostra que a Amazônia não é sinônimo de atraso, mas de vanguarda, e que a floresta em pé pode gerar valor, renda e inovação.

    Sem a Amazônia, projetos como esse perderiam o sentido. A bioeconomia amazônica depende da floresta viva: dos compostos naturais que alimentam pesquisas, das cadeias produtivas baseadas em manejo sustentável, dos conhecimentos tradicionais que orientam a inovação e de uma biodiversidade que nenhum laboratório no mundo consegue reproduzir. Um país sem Amazônia seria também um país sem sua mais promissora plataforma de desenvolvimento do século 21.

    Estudos reunidos em “Soluções em Clima e Natureza do Brasil”, dos institutos Arapyaú e Itaúsa, mostram que o Brasil está entre os poucos países capazes de gerar soluções climáticas em escala, com agricultura tropical avançada, energia limpa, bioinsumos e restauração florestal. Nada disso se sustenta sem o equilíbrio climático moldado pela floresta, que garante umidade, energia e reduz o risco de eventos extremos. Sua perda eliminaria essas vantagens, elevaria custos e ampliaria prejuízos econômicos.

     A Amazônia também é um dos polos culturais mais vibrantes do país. A economia criativa amazônica, observada pelo mundo, combina arte, música, moda, gastronomia e narrativas profundamente ligadas ao território. Belém é um de seus epicentros. No Amazonas, Parintins expressa de forma clara como floresta, cultura e economia caminham juntas. O festival movimenta milhões, gera empregos e projeta narrativas amazônicas globalmente. Sem a floresta em pé, manifestações como essa deixariam de existir como são hoje.

    O mais contraditório é que as soluções já existem. O Brasil tem capacidade de restaurar áreas degradadas, fortalecer cadeias de baixo carbono, ampliar a bioeconomia e conectar inovação científica a saberes tradicionais. Belém exemplifica esse futuro possível. O que falta não é tecnologia, mas decisão política e continuidade.

    Pensar no que aconteceria sem a Amazônia não é especulação. É dimensionar a perda econômica, climática, cultural e estratégica que o país enfrentaria. A floresta é mais do que um bioma: é a base do presente e do futuro brasileiro. A pergunta, portanto, não é imaginar o mundo sem Amazônia, mas entender que, sem ela, não há futuro possível.


(Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/papo-de-responsa/. Acesso em: janeiro de 2026.)

Os substantivos elencados a seguir são classificados como abstratos, EXCETO: 
Alternativas
Respostas
7381: C
7382: A
7383: D
7384: A
7385: D
7386: B
7387: A
7388: A
7389: A
7390: A
7391: D
7392: B
7393: B
7394: C
7395: A
7396: B
7397: D
7398: C
7399: B
7400: A