Leia o depoimento da professora Maria José Lima, do povo Xuk...
As dificuldades que vivemos para construir esta escola diferenciada é que não temos livros diferentes. Os que temos são iguais aos da cidade e não falam de nossos povos indígenas. Este problema pode ser superado através da produção de livros nossos.
(BRASIL. Referenciais para a formação de professores indígenas. Brasília: SECAD/MEC, 2005, p. 59)
De acordo com o texto, os livros didáticos próprios são importantes porque
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Tema central: Interpretação de texto, com foco em coerência e intenção comunicativa. A questão exige analisar o depoimento da professora para identificar o objetivo principal da produção de livros didáticos próprios para escolas indígenas.
Justificativa da alternativa correta (E):
A alternativa E) se relacionam à autonomia da escola indígena é a correta porque, segundo o depoimento, a principal dificuldade é a ausência de livros que expressem a cultura indígena: “Os que temos são iguais aos da cidade e não falam de nossos povos indígenas.” A proposta de produzir “livros nossos” revela o desejo de construir um ensino próprio, autônomo, que reflita a identidade e os valores da comunidade. Este alinhamento entre material didático e realidade cultural é expressão de autonomia pedagógica.
Regra e estratégia de resolução: A coerência textual é central: é preciso analisar o sentido global do depoimento e seu objetivo. O texto não trata de norma-padrão ou universalização, mas reivindica diferenciação e representação cultural. Koch e Travaglia (2001) ensinam que a coerência está em identificar a intenção do enunciador e como suas ideias se articulam.
Análise das alternativas incorretas:
A) Ensinar a norma padrão é importante, porém o texto não discute essa necessidade. A questão central é cultural, não linguística. Cuidado com pegadinhas que sugerem temas recorrentes em provas, mas que estão fora do contexto específico deste texto.
B) Os livros próprios não são resultado de autores não indígenas, mas sim do protagonismo dos indígenas, conforme explicitado pela professora.
C) Não se trata de registrar conhecimentos universais, e sim específicos da realidade indígena — antítese do que se critica no texto.
D) Os livros mencionados atualmente já se assemelham aos de “cidade” (não indígenas), o que é apontado como problema a ser superado.
Orientações para resolução:
Leia sempre com atenção às palavras-chave e aos conectores, buscando o sentido global do texto. Identifique o que é criticado e o que é proposto como solução. Lembre-se: alternativas que apenas repetem o que foi posto como problema não são a resposta correta.
Referências recomendadas: Koch & Travaglia (2001), A Coerência Textual.
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Comentários
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Gabarito: E
Fatie o texto em pedaços e compare com os enunciados:
As dificuldades que vivemos para construir esta escola diferenciada é que não temos livros diferentes. (=matriz universal)
Os que temos são iguais aos da cidade e não falam de nossos povos indígenas (=não indígenas/língua portuguesa)
Este problema pode ser superado através da produção de livros nossos (=povos indígenas)
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