O Agente Comunitário de Saúde (ACS) desenvolve suas atribui...

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Q4275152 Direito Sanitário
O Agente Comunitário de Saúde (ACS) desenvolve suas atribuições na microárea sob sua responsabilidade, integrado à equipe de Atenção Primária à Saúde (APS) e sob supervisão do profissional de enfermagem, articulando ações de promoção da saúde, prevenção de doenças e vigilância em saúde. Considerando esse contexto, analise as sentenças abaixo:
I. O Agente Comunitário de Saúde desenvolve ações de prevenção de doenças e promoção da saúde, por meio de atividades domiciliares e comunitárias, em conformidade com as diretrizes do SUS, com o objetivo de ampliar o acesso da população aos serviços de saúde.
II. No desenvolvimento de atividades de assistência em ambiente domiciliar, o ACS pode aferir a pressão arterial e medir a glicemia capilar, em caráter excepcional, desde que tenha recebido capacitação específica e atue sob supervisão da equipe.
III. A definição do diagnóstico das doenças identificadas na visita domiciliar integra as atribuições do ACS, a quem cabe registrar a hipótese e orientar o tratamento correspondente.

É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O art. 3º, § 4º, da Lei nº 11.350/2006 permite excepcionalmente os procedimentos descritos em II, entre outras condições, “desde que o Agente Comunitário de Saúde tenha concluído curso técnico e tenha disponíveis os equipamentos adequados”. Como III atribui ao ACS competência para diagnóstico clínico e definição de tratamento, além do limite legal de busca e encaminhamento, mantém-se o gabarito B.

Tema central: Atribuições e limites do ACS
Análise das alternativas
A
Errada
Inclui III indevidamente. O art. 3º, § 2º, da Lei nº 11.350/2006 prevê busca de pessoas com sinais ou sintomas e encaminhamento à unidade de referência, não competência do ACS para estabelecer diagnóstico clínico e definir tratamento.
B
Certa
A alternativa B reúne as duas afirmações compatíveis com as atribuições legais. I encontra fundamento no art. 3º, caput, da Lei nº 11.350/2006, que prevê prevenção e promoção da saúde “mediante ações domiciliares ou comunitárias, individuais ou coletivas, desenvolvidas em conformidade com as diretrizes do SUS”. II corresponde à autorização expressa do art. 3º, § 4º, I e II, mas sua descrição é incompleta: devem ser preservados o curso técnico concluído, os equipamentos adequados, a assistência por profissional de saúde de nível superior integrante da equipe, a atuação na área geográfica do ACS e o encaminhamento à unidade de referência. Capacitação específica e supervisão genérica não substituem essas exigências. O gabarito considera II uma afirmação da possibilidade dos procedimentos, e não uma enumeração suficiente de suas condições. Já o § 2º prevê atuação “para a busca de pessoas com sinais ou sintomas de doenças agudas ou crônicas, de agravos ou de eventos de importância para a saúde pública e consequente encaminhamento para a unidade de saúde de referência.” Essa atribuição não confere competência para estabelecer diagnóstico clínico e definir tratamento, razão pela qual III é falsa.
C
Errada
Inclui III, que ultrapassa as atribuições legais de identificação e encaminhamento, e exclui I, embora a prevenção de doenças e a promoção da saúde por ações domiciliares ou comunitárias estejam expressamente previstas no art. 3º, caput.
D
Errada
Inclui a competência indevida descrita em III e exclui II. O art. 3º, § 4º, I e II, autoriza expressamente aferição de pressão arterial e medição de glicemia capilar em visita domiciliar, excepcionalmente e sob os requisitos legais; essa autorização não se estende ao diagnóstico clínico e à definição de tratamento.
E
Errada
Seleciona apenas III, justamente a afirmação que extrapola as atribuições do ACS. Além disso, exclui tanto a atuação ordinária de promoção e prevenção prevista no art. 3º, caput, quanto os procedimentos excepcionalmente autorizados pelo § 4º, I e II.
Pegadinha da questão
Confundir identificação de sinais e sintomas com competência para diagnosticar e definir tratamento, ou considerar absolutamente proibidos procedimentos que a lei permite excepcionalmente. Há ainda uma ressalva real em II: sua redação resumida não torna capacitação específica e supervisão genérica suficientes para cumprir todos os requisitos legais.
Dica para questões semelhantes
  • Separe promoção e prevenção, procedimentos excepcionalmente autorizados e diagnóstico clínico: são categorias com limites jurídicos distintos.
  • Nos procedimentos excepcionais, confira curso técnico concluído, equipamentos adequados, assistência por profissional de saúde de nível superior da equipe e encaminhamento à unidade de referência.
  • Não equipare busca, registro e encaminhamento de casos suspeitos à competência para estabelecer diagnóstico e determinar tratamento.

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