O poema de Machado de Assis articula uma narrativa que ofer...
Texto 1
No alto
O poeta chegara ao alto da montanha,
E quando ia a descer a vertente do oeste,
Viu uma cousa estranha,
Uma figura má.
Então, volvendo o olhar ao subtil, ao celeste,
Ao gracioso Ariel, que de baixo o acompanha,
Num tom medroso e agreste
Pergunta o que será.
Como se perde no ar um som festivo e doce,
Ou bem como se fosse
Um pensamento vão,
Ariel se desfez sem lhe dar mais resposta.
Para descer a encosta
O outro lhe deu a mão.
Machado de Assis
O poema de Machado de Assis articula uma narrativa que oferece duas possibilidades simbólicas ao protagonista. Com isso em mente, analise as assertivas e assinale a alternativa que aponta a(s) correta(s).
I. Ariel forma uma espécie de antítese simbólica com a “cousa estranha”.
II. “subtil”, “celeste” e “gracioso” são termos ligados a uma mesma possibilidade simbólica.
III. A descida da “encosta” representa a possibilidade menos agradável, das que pareciam se oferecer ao poeta.
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Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O critério decisivo é articular a caracterização contrastante das figuras com o desfecho: “Viu uma cousa estranha,
Uma figura má.
Então, volvendo o olhar ao subtil, ao celeste,
Ao gracioso Ariel, que de baixo o acompanha,
Num tom medroso e agreste
Pergunta o que será.” e “Ariel se desfez sem lhe dar mais resposta.
Para descer a encosta
O outro lhe deu a mão.” Essa organização sustenta a leitura das três assertivas e conduz ao gabarito D.
Para descer a encosta
O outro lhe deu a mão.”, o desaparecimento de Ariel e o auxílio da figura má associam a descida à presença negativamente caracterizada, sustentando seu valor simbólico menos agradável.
Ao gracioso Ariel, que de baixo o acompanha,”, os três qualificadores referem-se a Ariel. Seus sentidos distintos não os transformam em possibilidades simbólicas separadas.
- Identifique a qual figura cada qualificador se refere antes de separar as possibilidades simbólicas.
- Verifique as retomadas: neste poema, “O outro” recupera a figura má, não Ariel.
- Articule a caracterização inicial ao desfecho para sustentar inferências simbólicas, sem transformar essas inferências em afirmações literais.
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Comentários
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MACHADO DE ASSIS é bichão nas palavras
Todas certas
I. Ariel forma uma espécie de antítese simbólica com a “cousa estranha”.
Ariel representa o bem, e a "cousa estranha", o mal, definindo a antítese.
II. “subtil”, “celeste” e “gracioso” são termos ligados a uma mesma possibilidade simbólica.
Referem-se a Ariel.
III. A descida da “encosta” representa a possibilidade menos agradável, das que pareciam se oferecer ao poeta.
O trecho "O outro lhe deu a mão." evidencia que o poeta desceu a encosta pelo lado oeste, com o auxílio da cousa estranha, do outro, sendo essa a possibilidade menos agradável.
Desceu a encosta com o "Demo"!
O sangue de Jesus tem poder... credo!
Concurso de Prefeitura é fraude até o talo... Muito estranho uma questão dessa para um cargo de Agente de obras
Machado de Assis estava era na droga quando fez esse poema
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