As ações de defesa civil são classificadas em etapas que vis...
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: Portaria Interministerial nº 424/2016, art. 54, § 4º-D (incluído pela Portaria Interministerial nº 134/2020): "Na hipótese de decretação de calamidade pelos estados, Distrito Federal e municípios, a excepcionalização de que trata o § 2º do art. 42 e o § 4º-A deste artigo, fica condicionada ao reconhecimento da calamidade pelo órgão federal competente." Como o enunciado trata de repasse de recursos para reconstrução/recuperação em defesa civil após situação adversa, a regra aplicável exige formalização oficial com reconhecimento pelo órgão competente, o que torna correta a alternativa D.
- Em defesa civil, se a alternativa falar em recuperação, verifique se o conteúdo é de restabelecimento da normalidade após o desastre; treinamento e atuação preventiva costumam pertencer à preparação/prevenção.
- Em repasse de recursos por desastre, não presuma automaticidade por causa da urgência; procure na alternativa a exigência de formalização e reconhecimento oficial pelo órgão competente.
- Desconfie de alternativas que afirmem destinação exclusiva de verbas sem base normativa expressa.
- Quando a questão mencionar convênios, contratos de repasse ou transferências voluntárias, a regra prática é exigir plano, procedimento e análise técnica, não liberação automática.
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A alternativa correta é a D.
Justificativa:
- Para que um município possa solicitar, habilitar-se e receber recursos financeiros extraordinários dos demais entes federativos (Estados ou União) destinados a ações de socorro, assistência ou recuperação/reconstrução após desastres, o ordenamento jurídico brasileiro exige obrigatoriamente a decretação de situação de anormalidade (Situação de Emergência ou Estado de Calamidade Pública) pelo Município e o respectivo reconhecimento oficial desse decreto pelo Estado ou pelo Governo Federal.
- As demais alternativas estão incorretas: a alternativa A erra ao restringir o uso de verbas de resposta exclusivamente para pagamento de pessoal fixo (o que é vedado por leis de orçamento e de responsabilidade fiscal, além de desvirtuar o foco do socorro imediato); a alternativa B conceitua erroneamente a fase de recuperação (que foca na reconstrução e restabelecimento dos serviços essenciais, e não no treinamento preventivo de voluntários); e a alternativa C está incorreta porque o financiamento para ações preventivas exige projetos técnicos, planos de trabalho e aprovação prévia, não sendo liberado de forma automática e destituída de exigências formais.
Resumo para Estudo Posterior
O Sistema Nacional de Proteção e Defesa Civil (SINPDEC) organiza a gestão de desastres em ciclos integrados que demandam procedimentos burocráticos e legais rígidos para a liberação de verbas públicas:
- Fases da Defesa Civil: Envolve ações de prevenção (mitigação de riscos), mitigação, preparação (treinamento e planos de contingência), resposta (socorro imediato, assistência humanitária) e recuperação (reconstrução de infraestruturas danificadas e retorno à normalidade).
- Reconhecimento de Anormalidade: É o ato administrativo pelo qual o Estado ou a União reconhece a gravidade do desastre decretado pelo Município. Trata-se de requisito legal indispensável para a liberação de ajuda financeira federal ou estadual destinada à reconstrução de áreas destruídas.
- Destinação dos Recursos: As verbas federais ou estaduais repassadas em caráter emergencial possuem vinculação estrita ao plano de trabalho aprovado, devendo ser empregadas na execução de obras ou compra de insumos voltados diretamente à mitigação dos danos do evento crítico, sendo rigorosamente prestadas contas aos órgãos de controle.
Distrator da Banca
O principal distrator desta questão é a alternativa C, que tenta confundir o candidato ao utilizar termos sedutores de facilitação administrativa ("disponibilizado automaticamente a todos os Municípios sem projeto técnico"), o que contraria frontalmente a Lei de Responsabilidade Fiscal e as normas de controle de transferências voluntárias de recursos públicos, que sempre exigem planejamento, apresentação de planos de trabalho e projetos técnicos compatíveis.
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