A responsabilidade da Administração Pública quando da contra...

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Q2796070 Direito Administrativo

A responsabilidade da Administração Pública quando da contratação de trabalhadores mediante empresa interposta será:

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Comentário do Gabarito – Responsabilidade Civil do Estado na Terceirização

Tema central: A questão trata da responsabilidade da Administração Pública no caso de inadimplemento de encargos trabalhistas por empresa contratada (terceirização de mão de obra).

Legislação Aplicável:
Lei nº 8.666/1993, art. 71, §1º: “A inadimplência do contratado, com referência aos encargos trabalhistas (...) não transfere à Administração Pública a responsabilidade por seu pagamento (...).”
Constituição Federal, art. 37, §6º: Responsabilidade objetiva do Estado – mas não alcança automaticamente encargos de terceiros, como os trabalhistas em terceirização.

Jurisprudência Relevante:
STF, ADC 16/DF: A Administração só responde subsidiariamente se houver culpa comprovada na fiscalização do contrato.
TST, Súmula 331: Admite responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços, inclusive Administração Pública, desde que comprovada culpa in vigilando.

Exemplo prático: Imagine um órgão público que terceiriza o serviço de limpeza. Se a Administração deixa de fiscalizar se os trabalhadores estão recebendo salários e verbas legais, pode ser responsabilizada subsidiariamente, caso a empresa terceirizada inadimplente.

Análise das alternativas:

Alternativa B (Correta): Reconhece a responsabilidade subsidiária da Administração Pública apenas se houver conduta culposa, conforme jurisprudência e art. 71, §1º, da Lei nº 8.666/1993. Ou seja, há necessidade de comprovação de culpa pela ausência de fiscalização efetiva.

Alternativa A: Incorre ao afirmar a subsidiariedade independente de culpa, o que contraria o entendimento do STF e do TST.

Alternativa C: Utiliza o termo “solidária”, mas a responsabilidade da Administração é subsidiária, nunca solidária.

Alternativa D: Erra ao dizer que a responsabilidade decorre do “mero inadimplemento”; é imprescindível a culpa administrativa (culpa in vigilando).

Pegadinhas: Atenção às expressões “independente de culpa”, “solidária” e “mero inadimplemento”. Elas afastam a responsabilização subsidiária correta, que exige culpa comprovada.

Doutrina: Maurício Godinho Delgado e Diogo Palau reforçam a exigência de culpa (falta de fiscalização) para a responsabilidade subsidiária estatal.

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SÚMULA 331 DO TST

CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. LEGALIDADE

I - A contratação de trabalhadores por empresa interposta é ilegal, formando-se o vínculo diretamente com o tomador dos serviços, salvo no caso de trabalho temporário (Lei nº 6.019, de 03.01.1974).   II - A contratação irregular de trabalhador, mediante empresa interposta, não gera vínculo de emprego com os órgãos da Administração Pública direta, indireta ou fundacional (art. 37, II, da CF/1988).   III - Não forma vínculo de emprego com o tomador a contratação de serviços de vigilância (Lei nº 7.102, de 20.06.1983) e de conservação e limpeza, bem como a de serviços especializados ligados à atividade-meio do tomador, desde que inexistente a pessoalidade e a subordinação direta.   IV - O inadimplemento das obrigações trabalhistas, por parte do empregador, implica a responsabilidade subsidiária do tomador dos serviços quanto àquelas obrigações, desde que haja participado da relação processual e conste também do título executivo judicial.   V - Os entes integrantes da Administração Pública direta e indireta respondem subsidiariamente, nas mesmas condições do item IV, caso evidenciada a sua conduta culposa no cumprimento das obrigações da Lei n.º 8.666, de 21.06.1993, especialmente na fiscalização do cumprimento das obrigações contratuais e legais da prestadora de serviço como empregadora. A aludida responsabilidade não decorre de mero inadimplemento das obrigações trabalhistas assumidas pela empresa regularmente contratada.   VI – A responsabilidade subsidiária do tomador de serviços abrange todas as verbas decorrentes da condenação referentes ao período da prestação laboral.

Ser procurador nao é moleza nao. Rsrs...

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