No tocante à responsabilidade civil do Estado por conduta om...

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Q4277600 Direito Administrativo
No tocante à responsabilidade civil do Estado por conduta omissiva e à jurisprudência pacificada pelo STF em repercussão geral (Tema 592), o Estado responde objetivamente pelos danos causados em virtude da morte de detento sob custódia estatal quando: 
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O art. 5º, XLIX, da Constituição assegura a integridade física e moral dos presos, e o art. 37, § 6º, prevê a responsabilidade objetiva estatal. Para a morte de detento sob custódia, o Tema 592 condiciona a responsabilização à omissão causalmente relevante no dever de proteção; por isso, a alternativa C corresponde ao critério aplicável.

Tema central: Responsabilidade estatal por morte de detento
Análise das alternativas
A
Errada
Uma excludente efetivamente configurada, que rompa o nexo causal entre a omissão estatal e a morte, afasta a responsabilidade, em vez de fundamentá-la. A simples denominação do evento como caso fortuito ou força maior não basta: é necessário verificar seu efeito sobre a causalidade e a possibilidade de atuação estatal.
B
Errada
A comprovação do suicídio não basta para responsabilizar o Estado: é necessário demonstrar que a falha no dever de proteção contribuiu causalmente para a morte. Há, porém, ambiguidade relevante: ao mencionar a inobservância dos deveres de proteção e custódia, a alternativa admite leitura compatível com a responsabilização, se essa falha tiver relevância causal. Sua rejeição, conforme o gabarito oficial, sustenta-se na ausência de explicitação desse vínculo, e não em uma suposta exclusão automática da responsabilidade por suicídio.
C
Certa
A alternativa C identifica o dever constitucional de proteção da integridade do preso e exige que sua violação tenha causado o dano. Essa é a condição estabelecida pelo entendimento do STF no Tema 592: havendo efetiva possibilidade de atuação estatal para impedir o resultado, a omissão causalmente relevante fundamenta a responsabilidade objetiva. Dispensa-se a prova de culpa individualizada do agente, mas não a demonstração do nexo causal.
D
Errada
A ausência de prova de culpa individualizada do vigilante não gera, por si só, responsabilidade estatal. A responsabilidade objetiva dispensa essa prova, mas continua exigindo descumprimento do dever específico de proteção e nexo causal com o óbito.
E
Errada
A morte natural acompanhada de atendimento médico prévio e integral, na hipótese descrita, não demonstra omissão estatal causalmente relevante. A mera ocorrência do óbito sob custódia não basta para responsabilizar o Estado. Isso não significa que a origem natural da morte, isoladamente, exclua a responsabilidade quando houver falha de proteção vinculada ao resultado.
Pegadinha da questão
Confundir responsabilidade objetiva com responsabilidade automática por qualquer morte sob custódia. A alternativa B também exige cautela: suicídio não é excludente automática, e sua redação é ambígua por admitir falha estatal de proteção sem explicitar o nexo causal.
Dica para questões semelhantes
  • Verifique conjuntamente o dever específico de proteção, seu descumprimento e o nexo causal com a morte.
  • Diferencie dispensa de prova de culpa individualizada de dispensa dos demais pressupostos da responsabilidade.
  • Em casos de suicídio, examine se houve falha de proteção causalmente relevante; não trate o suicídio como excludente automática.
  • Ao analisar caso fortuito ou força maior, verifique se o evento efetivamente rompeu o nexo causal e impediu a atuação estatal capaz de evitar o dano.

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Comentários

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a alternativa C está correta, conforme o entendimento do STF no Tema 592 da repercussão geral.

A regra é que a responsabilidade civil do Estado é objetiva, com fundamento na teoria do risco administrativo (art. 37, §6º, CF). Porém, nas condutas omissivas, é necessário demonstrar a inobservância de um dever específico de agir e o nexo de causalidade entre a omissão estatal e o dano.

No caso de morte de detento, o Estado possui dever específico de proteção e custódia, devendo garantir a integridade física do preso. Assim, comprovada a omissão específica e o nexo causal com a morte, surge a responsabilidade objetiva do Estado.

Larga de preguiça, anota isso aqui no seu caderno do Ben 10:

Risco administrativo = responsabilidade objetiva → dano + nexo causal.

Omissão estatal = atenção! → dever específico de agir + dano + nexo causal.

Morte de detento → Estado tem dever específico de proteção/custódia → responsabilidade objetiva.

Outra exceção importante: a teoria do risco integral também gera responsabilidade objetiva, mas não admite excludentes de responsabilidade. É aplicada, por exemplo, em hipóteses de dano ambiental e acidentes nucleares.

Excelenteee

Letra C correta

omissão genérica: subjetiva. Ex, ponte mal feita desaba, ruas esburacadas encheu de água devido a chuva, fazendo motociclista cair.. Estado responde subjetivamente, devendo ser comprovada a omissao do estado.

omissão específica: Objetiva. Estado tem o dever de evitar o dano, prever o mal, anteceder-se. (Caso da questão).

Tema 592 STF - Em caso de inobservância do seu dever específico de proteção previsto no art. 5º, inciso XLIX, da Constituição Federal, o Estado é responsável pela morte de detento.

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