Questões de Concurso Público Prefeitura de Morro Redondo - RS 2026 para Professor de Educação Especial

Foram encontradas 40 questões

Q4289655 Pedagogia
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
A literatura sobre a evasão no ensino superior tem avançado na superação de diagnósticos genéricos ao propor tipologias capazes de conferir maior precisão analítica ao fenômeno. Com base na evolução conceitual e nos aspectos metodológicos descritos no texto, analise as partes que seguem:

(1ª parte): A expansão e mercantilização do ensino superior impossibilitam a aplicação de indicadores padronizados de evasão entre diferentes tipos de instituições.
(2ª parte): A limitação no acesso a dados é apontada como uma das razões pelas quais a maioria das pesquisas foca majoritariamente na evasão de curso.
(3ª parte): Tratar a evasão como um evento uniforme é uma limitação de abordagens tradicionais que vem sendo superada pela inclusão de dimensões como granularidade e temporalidade.

Pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4289656 Pedagogia
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
A literatura brasileira sobre a evasão no ensino superior frequentemente emprega o termo de forma genérica, sem delimitar as especificidades do desligamento discente. Segundo o texto, essa imprecisão conceitual acarreta, principalmente, a seguinte consequência teórica e metodológica:
Alternativas
Q4289657 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
A respeito das diferentes dimensões de granularidade do fenômeno da evasão (curso, instituição e sistema), depreende-se da análise do texto que:
Alternativas
Q4289658 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
Com base nas discussões conceituais relativas à caracterização, aos determinantes e às especificidades da evasão no ensino superior apresentadas no texto, analise as assertivas que seguem:

I. A caracterização da evasão enquanto fenômeno multifacetado pressupõe o abandono de abordagens unidimensionais, exigindo a articulação de variáveis individuais, institucionais e contextuais para a formulação de diagnósticos e políticas de permanência eficazes.
II. A evasão no contexto brasileiro apresenta contornos de elevada complexidade em virtude da articulação entre dinâmicas individuaiseasdisparidades socioeconômicas e regionais que estruturam o país.

Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4289659 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
No debate sobre a permanência estudantil no ensino superior brasileiro, a delimitação dos fatores associados ao desligamento discente exige o emprego de categorias analíticas precisas. Segundo o texto, a reflexão acerca dos determinantes da evasão revela-se indispensável porque permite:
Alternativas
Q4289660 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
A adoção de arranjos tipológicos na pesquisa sobre a evasão no ensino superior visa superar a fluidez conceitual que historicamente compromete a precisão dos diagnósticos no setor. Ao exigir a incorporação explícita de diferentes dimensões à matriz analítica, a delimitação do fenômeno passa a contar com um ganho metodológico determinante. De acordo com o texto, o atributo que o objeto empírico investigado adquire no processo de especificação analítica é a:
Alternativas
Q4289661 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
Considere o seguinte trecho do texto: No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes... Com base na norma-padrão da Língua Portuguesa para a análise sintática dos termos da oração, analise as assertivas que seguem:

I. O termo No Brasil cumpre a função de adjunto adverbial, encontrando-se deslocado para o início da oração.
II. Ο verbo assume atua como transitivo indireto, introduzindo um objeto indireto encabeçado pelo vocábulo mais na função de conectivo prepositivo.
III.O núcleo do sujeito da oração é o substantivo problema, sendo o termo esse classificado sintaticamente como adjunto adnominal.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4289662 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
Considere o seguinte trecho extraído do primeiro parágrafo do texto: Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam... Em relação à classe gramatical e ao papel sintático-textual do vocábulo os sublinhado na frase, assinale a alternativa CORRETА.
Alternativas
Q4289663 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
A compreensão adequada de um texto exige a identificação do sentido preciso que determinados verbos assumem na construção dos argumentos. Ao afirmar que A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado..., o vocábulo sublinhado é empregado no sentido de:
Alternativas
Q4289664 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Tipos de evasão no ensino superior


    A evasão no ensino superior é um fenômeno amplamente reconhecido como um dos maiores desafios enfrentados pelas instituições de ensino e pelos sistemas educacionais em todo o mundo. No Brasil, esse problema assume proporções ainda mais preocupantes, dada a complexidade das desigualdades sociais, econômicas e regionais que caracterizam o país. A literatura especializada converge para a ideia de que a evasão é um fenômeno multifacetado, envolvendo interações dinâmicas entre fatores individuais, institucionais e contextuais. Essa complexidade se reflete tanto na diversidade de tipos de evasão quanto nos determinantes que os influenciam, exigindo abordagens teóricas e metodológicas robustas para sua compreensão.

    A análise dos tipos de evasão revela que diferentes formas de abandono ou migração no ensino superior estão associadas a causas específicas, que demandam intervenções igualmente específicas. A evasão de curso pode estar relacionada a questões vocacionais ou acadêmicas, enquanto a evasão institucional pode refletir insatisfações com a infraestrutura ou a busca por melhores oportunidades em outras instituíções. Já a evasão sistêmica, considerada a mais grave, indica uma desistência completa do sistema educacional superior e está frequentemente associada a barreiras socioeconômicas ou falta de suporte.

    Diante desse cenário, torna-se essencial compreender como o conceito de evasão tem evoluído ao longo do tempo, incorporando dimensões analíticas como granularidade (curso, instituição e sistema) e temporalidade (imediata, temporária e definitiva), juntamente a novos qualificadores para o fenômeno. Essas dimensões permitem uma caracterização mais precisa do fenômeno, superando as limitações das abordagens tradicionais que tratam a evasão como um evento uniforme. Além disso, discutir os determinantes da evasão no contexto brasileiro é fundamental para identificar os fatores estruturais e conjunturais que perpetuam as altas taxas de abandono no ensino superior.

    Uma dificuldade recorrente na literatura sobre evasão no ensino superior no Brasil é o uso do termo de forma genérica, sem explicitar com precisão a qual fenômeno específico está se referindo. A esmagadora maioria das pesquisas trata apenas da evasão de curso (e, em alguns casos, da evasão de instituição) devido à restrição de acesso a dados, ainda que essa distinção seja raramente explicitada de forma sistemática. Como resultado, fenômenos distintos acabam sendo tratados sob a mesma denominação, dificultando a comparação entre estudos e a acumulação de conhecimento no campo.

    Nesse contexto, a construção de uma tipologia de evasão constitui uma contribuição relevante ao propor uma linguagem analítica mais precisa para a literatura. Ao distinguir diferentes níveis do fenômeno, a tipologia permite que pesquisas empíricas explicitem com maior clareza qual dimensão da evasão está sendo analisada, aumentando a comparabilidade entre estudos que investigam fenômenos equivalentes e, ao mesmo tempo, evitando a comparação indevida entre resultados que se referem a processos distintos. Trata-se, portanto, de um esforço de uniformização conceitual que contribui para maior coerência teórica e empírica na análise da evasão no ensino superior.

    Além disso, a estrutura tipológica proposta cria um arcabouço capaz de dialogar com diferentes bases empíricas e acomodar outras dimensões e recortes analíticos relevantes, como forma de ingresso; participação em programas específicos; recortes de raça, gênero e origem geográfica; bem como a crescente diferenciação institucional associada à expansão e à mercantilização da oferta de ensino superior, já que é possível calcular indicadores para cada uma dessas perspectivas de análise. Ao permitir que essas dimensões sejam incorporadas de forma explícita à análise, a tipologia entrega maior transparência na especificação do objeto empírico investigado e facilita tanto a comparação entre instituições quanto a realização de sínteses e meta-avaliações no campo.


Fonte: FERREIRA, G. V.; CABELLO, A. F. Tipos de evasão no ensino superior: conceituação e proposta de estrutura taxonômica. Educ. Soc., Campinas, v. 47, e302043, 202 6 (com adaptações).
A análise morfológica e a correta identificação dos processos de formação de palavras são fundamentais para o domínio da norma-padrão da língua e a interpretação de estruturas lexicais. No texto, a seleção vocabular reflete escolhas estruturais precisas quanto ao uso de prefixos e radicais. Com base nesses conceitos, analise as assertivas que seguem, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:

( ) A palavra infraestrutura é formada pelo processo de composição por aglutinação, visto que houve a fusão de dois radicais sem perda de elementos mórficos.
( ) No vocábulo ingresso, o elemento in- atua como prefixo de valor negativo ou privativo, indicando а negação do ato de progredir na instituição.
() O elemento mórfico estud- constitui o radical do vocábulo estudos, mantendo-se invariável em termos cognatos da mesma família.

Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
Alternativas
Q4289665 Direito Constitucional
A Lei Orgânica pode ser emendada mediante proposta de um terço dos Vereadores, do Prefeito Municipal e de iniciativa popular de cinco por cento dos eleitores atuais. A partir disso, analise as alternativas que seguem e assinale a que apresenta informação que pode ser considerada INCORRETA. 
Alternativas
Q4289666 Não definido
Sabe-se que, conforme a Lei Orgânica, o projeto de lei, se aprovado, deve ser enviado ao Prefeito que, concordando, o sancionará. Se o Prefeito considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrário ao interesse público, deve vetá-lo total ou parcialmente, no prazo de quantos dias úteis, contados da data de recebimento, devendo comunicar, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente da Câmara Municipal, os motivos do veto?
Alternativas
Q4289667 Não definido
É obrigatória a concessão e gozo das férias, em um só período, nos doze meses subsequentes à data em que o servidor tiver adquirido o direito. A partir desse regramento apresentado no Regime Jurídico dos Servidores Públicos, analise as alternativas abaixo е assinale a que apresenta informação considerada como INCORRETA.
Alternativas
Q4289668 Direito Administrativo
Atender com presteza ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas as protegidas por sigilo, à expedição de certidões requeridas para defesa de direito ou esclarecimento de situações de interesse pessoal e às requisições para a Defesa da Fazenda Pública é um dos deveres do servidor, assim como o que consta em quantos dos seguintes itens? I. Cumprimento às ordens superiores, exceto quando manifestamente legais; II. Levar ao conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo; III. Guardar sigilo sobre assuntos da repartição. 
Alternativas
Q4289669 Não definido
A Lei Orgânica traz que as deliberações da Câmara Municipal, salvo disposição em contrário na própria lei citada, assim como no Regimento Interno, serão tomadas por maioria de votos individuais e intransferíveis, presentes a ____________ de seus membros.

Preenche CORRETAMENTE a lacuna:
Alternativas
Q4289670 Direito Constitucional
Legislar em caráter suplementar à legislação federal e à estadual, no que couber, é uma das atribuições que são consideradas como sendo de competência da Câmara Municipal, com sanção do Prefeito Municipal. A partir disso, conforme a Lei Orgânica, quantos dos seguintes itens apresentam outras dessas atribuições? I. Dispor sobre o Plano Plurianual; II. Criar, transformar e extinguir cargos, empregos e funções públicas; III. Autorizar a aquisição de bens imóveis, salvo quando se tratar de doação sem encargos.
Alternativas
Q4289671 Direito Administrativo
O Regime Jurídico dos Servidores Públicos traz que o servidor pode se ausentar do serviço sem prejuízo da remuneração por _______________ para alistamento eleitoral, bem como por ______________ para doação de sangue, e até _______________ consecutivos para casamento civil ou união estável, entre outros.

Preenche, CORRETA e respectivamente, as lacunas:
Alternativas
Q4289672 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
Analise as assertivas que seguem acerca do direito de petição, conforme o Regime Jurídico dos Servidores Públicos:

I. É assegurado ao servidor o direito de requerer, pedir reconsideração, recorrer e representar, em defesa de direito ou de interesse legítimo.
II. As petições, salvo determinação expressa em lei ou regulamento, serão dirigidas ao Prefeito Municipal e terão decisão final no prazo de trinta dias.

Acerca das assertivas, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4289673 Direito Administrativo
Analise as partes que seguem, conforme o Regime Jurídico dos Servidores Públicos: Na aplicação das penalidades serão consideradas a natureza, a gravidade da infração cometida, os danos que nela provierem para o serviço público (1ª parte), as circunstâncias agravantes ou atenuantes e os antecedentes (2ª parte).

Acerca das partes, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q4289674 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul
Analise o texto que segue, com base no Regime Jurídico dos Servidores Públicos:

Poderá ser concedida licença ao servidor, efetivo ou comissionado, por motivo de doença do cônjuge ou companheiro, pai, mãe, filho, ou pessoa que viva às suas expensas, mediante comprovação médica do profissional responsável pelo paciente.

Acerca do texto, pode-se afirmar que ele está:
Alternativas
Respostas
1: B
2: B
3: C
4: A
5: D
6: B
7: C
8: B
9: B
10: A
11: C
12: B
13: D
14: C
15: A
16: D
17: A
18: B
19: A
20: B