Questões de Concurso Público Prefeitura de Porangatu - GO 2023 para Profissional do Magistério P-III - Letras

Foram encontradas 40 questões

Q3590678 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Sobre as relações entre as unidades escolares e o Conselho Tutelar, nas formas estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), Lei n. 8.069/1990. Está correta a alternativa:
Alternativas
Q3590679 Pedagogia
Tendência teórica do currículo escolar que coloca sob suspeição permanente o conhecimento e o saber, questionando-os como fontes de libertação, esclarecimento e autonomia. Seu principal intelectual de referência é Michel Foucault. Este teórico defendeu que existem micropoderes descentrados com ações não apenas coercitivas, mas também produtivas. Tal tendência denomina-se:
Alternativas
Q3590680 Pedagogia
Dentre os principais programas recentes de escolarização de jovens e adultos do Brasil está o Programa Nacional de Inclusão de Jovens, o PROJOVEM, que contou com uma modalidade específica destinada a atender agricultores familiares: o PROJOVEM Campo – Saberes da Terra. Por meio deste Programa era possível ao público mencionado concluir o ensino fundamental na modalidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) integrado à qualificação social e profissional. No que se refere à organização dos espaços e tempos formativos do PROJOVEM Campo – Saberes da Terra, qual a matriz pedagógica utilizada, coerente com as necessidades de flexibilização do calendário escolar e que é considerada uma das mais adequadas metodologias para atender às peculiaridades das populações do campo? 
Alternativas
Q3591024 Português
Leia o texto e, a seguir, responda à questão.


Machado de Assis e a choradeira dos críticos

Danilo Venticinque


    Lançar versões simplificadas de clássicos da literatura é uma prática comum em qualquer país do mundo. A inexplicável polêmica sobre a adaptação de O alienista para leitores jovens confirmou uma verdade tão antiga quanto a obra de Machado de Assis: a crítica literária brasileira tem o péssimo hábito de só abrir a boca para reclamar.

     Há exceções, é claro. Mas acompanhei o empoeirado "debate" sobre a questão com tanta preguiça que, em vez de apontar os culpados e inocentes, prefiro jogar as carapuças para o alto. Azar de quem decidir vesti-las.

    Para quem não está por dentro da discussão (que inveja!), ofereço aqui uma versão resumida e simplificada dos fatos. Na semana passada, os críticos literários brasileiros despertaram de suas catacumbas ao ler a notícia de que a escritora Patrícia Secco lançaria versões adaptadas de O alienista, de Machado de Assis, e A pata da gazela, de José de Alencar. As duas obras serão distribuídas de graça pelo Instituto Brasil Leitor, com uma tiragem total de 600 mil exemplares. O objetivo é tornar clássicos da literatura brasileira mais acessíveis para quem não tem o hábito de ler.

    Num país em que metade da população não leu uma só página de um livro nos últimos três meses e a média de tempo dedicado à leitura por dia é seis minutos, qualquer iniciativa para divulgar a literatura deveria ser bem-vinda. Mesmo se a qualidade das adaptações de Patrícia se revelar duvidosa, é impossível que a distribuição de centenas de milhares de livros tenha algum impacto negativo.

  Como já era previsto, porém, a iniciativa provocou indignação. Surgiu um abaixo-assinado para impedir o lançamento da edição simplificada. Alguns disseram que ela deturparia a obra original. Outros, que a leitura das obras na versão adaptada tiraria dos leitores a oportunidade de enriquecer seu vocabulário. Houve até quem dissesse que as adaptações em si nem são uma ideia tão ruim, mas que Machado era intocável.

  Entre essas justificativas para a revolta, é difícil dizer qual é a mais fraca. Os defensores da "integridade" da obra parecem acreditar que o lançamento da versão adaptada teria algum efeito destrutivo sobre o original. O raciocínio é absurdo. Obras literárias inspiram paródias e adaptações desde sempre. Em vez de destruir a obra, cada nova versão ajuda a divulgá-la e aumentar seu alcance. Os livros de Machado de Assis não serão banidos das livrarias e da internet. Eles sempre estarão disponíveis para quem preferir lê-los no original. Não há motivo para histeria. Acreditar que as versões simplificadas de Machado de Assis emburrecerão a população é igualmente errôneo. Quem defende esse argumento parte do pressuposto de que vivemos num país de leitores ávidos de Machado de Assis que, por pura preguiça, trocarão a versão original pela adaptação e deixarão de enriquecer seu vocabulário. Nada mais distante da realidade. A grande maioria dos alunos foge da leitura obrigatória depois de esbarrar na primeira palavra difícil e recorre a resumos (ou à cola) para acertar a meia dúzia de questões dedicadas a Machado nas provas escolares. Muitos jamais dão outra chance aos clássicos da literatura. Uma versão simplificada poderia diminuir o choque e prepará-los para descobrir a obra original mais tarde, quando estiverem prontos.

   Por fim, não há nenhuma justificativa para a crença de que Machado de Assis é intocável e não deve ser adaptado. As livrarias estão cheias de adaptações de Shakespeare, Homero e outros clássicos indiscutíveis da literatura. Se eles podem ser adaptados, por que não Machado?

   O que mais me chama atenção no discurso de quem critica as adaptações de Machado de Assis é a falta de propostas. Se adaptar Machado de Assis é uma heresia, o que deve ser feito para incentivar a leitura no Brasil? A resposta de todos os defensores da integridade da literatura brasileira aparentemente é a mesma. Devemos obrigar estudantes a ler Machado de Assis na versão original e assistir, orgulhosos, ao surgimento de uma nova geração de leitores cultos e apaixonados pelos clássicos.

  Parece promissor. Mas é isso o que as nossas escolas já fazem há décadas. Não funciona. Aliás, Machado de Assis provavelmente detestaria saber que suas obras-primas são desperdiçadas em adolescentes que, em sua maioria, não têm paciência nem maturidade para entendê-las. 

   As versões originais de Machado de Assis sempre serão melhores do que qualquer adaptação. Disso, não há dúvida. O que os críticos puristas precisam entender é que a questão não é essa. Não existe uma disputa entre a versão original e a simplificada. A versão original já está disponível em inúmeros formatos para estudantes que, por diversos motivos, não passam das primeiras páginas. Para eles, a escolha é entre ler uma versão adaptada e simplesmente não ler. Uma adaptação, por mais rasteira que seja, pode ajudá-los a criar o hábito da leitura. É pouco. Mas é melhor do que nada.


Disponível em: https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/daniloventicinque/noticia/2014/05/machado-de-assis-e-bchoradeira-dos-criticosb.html. Acesso em: 18 ago. 2023. 
Este texto pode ser caracterizado como
Alternativas
Q3591025 Português
Leia o texto e, a seguir, responda à questão.


Machado de Assis e a choradeira dos críticos

Danilo Venticinque


    Lançar versões simplificadas de clássicos da literatura é uma prática comum em qualquer país do mundo. A inexplicável polêmica sobre a adaptação de O alienista para leitores jovens confirmou uma verdade tão antiga quanto a obra de Machado de Assis: a crítica literária brasileira tem o péssimo hábito de só abrir a boca para reclamar.

     Há exceções, é claro. Mas acompanhei o empoeirado "debate" sobre a questão com tanta preguiça que, em vez de apontar os culpados e inocentes, prefiro jogar as carapuças para o alto. Azar de quem decidir vesti-las.

    Para quem não está por dentro da discussão (que inveja!), ofereço aqui uma versão resumida e simplificada dos fatos. Na semana passada, os críticos literários brasileiros despertaram de suas catacumbas ao ler a notícia de que a escritora Patrícia Secco lançaria versões adaptadas de O alienista, de Machado de Assis, e A pata da gazela, de José de Alencar. As duas obras serão distribuídas de graça pelo Instituto Brasil Leitor, com uma tiragem total de 600 mil exemplares. O objetivo é tornar clássicos da literatura brasileira mais acessíveis para quem não tem o hábito de ler.

    Num país em que metade da população não leu uma só página de um livro nos últimos três meses e a média de tempo dedicado à leitura por dia é seis minutos, qualquer iniciativa para divulgar a literatura deveria ser bem-vinda. Mesmo se a qualidade das adaptações de Patrícia se revelar duvidosa, é impossível que a distribuição de centenas de milhares de livros tenha algum impacto negativo.

  Como já era previsto, porém, a iniciativa provocou indignação. Surgiu um abaixo-assinado para impedir o lançamento da edição simplificada. Alguns disseram que ela deturparia a obra original. Outros, que a leitura das obras na versão adaptada tiraria dos leitores a oportunidade de enriquecer seu vocabulário. Houve até quem dissesse que as adaptações em si nem são uma ideia tão ruim, mas que Machado era intocável.

  Entre essas justificativas para a revolta, é difícil dizer qual é a mais fraca. Os defensores da "integridade" da obra parecem acreditar que o lançamento da versão adaptada teria algum efeito destrutivo sobre o original. O raciocínio é absurdo. Obras literárias inspiram paródias e adaptações desde sempre. Em vez de destruir a obra, cada nova versão ajuda a divulgá-la e aumentar seu alcance. Os livros de Machado de Assis não serão banidos das livrarias e da internet. Eles sempre estarão disponíveis para quem preferir lê-los no original. Não há motivo para histeria. Acreditar que as versões simplificadas de Machado de Assis emburrecerão a população é igualmente errôneo. Quem defende esse argumento parte do pressuposto de que vivemos num país de leitores ávidos de Machado de Assis que, por pura preguiça, trocarão a versão original pela adaptação e deixarão de enriquecer seu vocabulário. Nada mais distante da realidade. A grande maioria dos alunos foge da leitura obrigatória depois de esbarrar na primeira palavra difícil e recorre a resumos (ou à cola) para acertar a meia dúzia de questões dedicadas a Machado nas provas escolares. Muitos jamais dão outra chance aos clássicos da literatura. Uma versão simplificada poderia diminuir o choque e prepará-los para descobrir a obra original mais tarde, quando estiverem prontos.

   Por fim, não há nenhuma justificativa para a crença de que Machado de Assis é intocável e não deve ser adaptado. As livrarias estão cheias de adaptações de Shakespeare, Homero e outros clássicos indiscutíveis da literatura. Se eles podem ser adaptados, por que não Machado?

   O que mais me chama atenção no discurso de quem critica as adaptações de Machado de Assis é a falta de propostas. Se adaptar Machado de Assis é uma heresia, o que deve ser feito para incentivar a leitura no Brasil? A resposta de todos os defensores da integridade da literatura brasileira aparentemente é a mesma. Devemos obrigar estudantes a ler Machado de Assis na versão original e assistir, orgulhosos, ao surgimento de uma nova geração de leitores cultos e apaixonados pelos clássicos.

  Parece promissor. Mas é isso o que as nossas escolas já fazem há décadas. Não funciona. Aliás, Machado de Assis provavelmente detestaria saber que suas obras-primas são desperdiçadas em adolescentes que, em sua maioria, não têm paciência nem maturidade para entendê-las. 

   As versões originais de Machado de Assis sempre serão melhores do que qualquer adaptação. Disso, não há dúvida. O que os críticos puristas precisam entender é que a questão não é essa. Não existe uma disputa entre a versão original e a simplificada. A versão original já está disponível em inúmeros formatos para estudantes que, por diversos motivos, não passam das primeiras páginas. Para eles, a escolha é entre ler uma versão adaptada e simplesmente não ler. Uma adaptação, por mais rasteira que seja, pode ajudá-los a criar o hábito da leitura. É pouco. Mas é melhor do que nada.


Disponível em: https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/daniloventicinque/noticia/2014/05/machado-de-assis-e-bchoradeira-dos-criticosb.html. Acesso em: 18 ago. 2023. 
No trecho, “As livrarias estão cheias de adaptações de Shakespeare, Homero e outros clássicos indiscutíveis da literatura. Se eles podem ser adaptados, por que não Machado?”, a palavra “Machado” corresponde a uma
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Q3591026 Português
Leia o texto e, a seguir, responda à questão.


Machado de Assis e a choradeira dos críticos

Danilo Venticinque


    Lançar versões simplificadas de clássicos da literatura é uma prática comum em qualquer país do mundo. A inexplicável polêmica sobre a adaptação de O alienista para leitores jovens confirmou uma verdade tão antiga quanto a obra de Machado de Assis: a crítica literária brasileira tem o péssimo hábito de só abrir a boca para reclamar.

     Há exceções, é claro. Mas acompanhei o empoeirado "debate" sobre a questão com tanta preguiça que, em vez de apontar os culpados e inocentes, prefiro jogar as carapuças para o alto. Azar de quem decidir vesti-las.

    Para quem não está por dentro da discussão (que inveja!), ofereço aqui uma versão resumida e simplificada dos fatos. Na semana passada, os críticos literários brasileiros despertaram de suas catacumbas ao ler a notícia de que a escritora Patrícia Secco lançaria versões adaptadas de O alienista, de Machado de Assis, e A pata da gazela, de José de Alencar. As duas obras serão distribuídas de graça pelo Instituto Brasil Leitor, com uma tiragem total de 600 mil exemplares. O objetivo é tornar clássicos da literatura brasileira mais acessíveis para quem não tem o hábito de ler.

    Num país em que metade da população não leu uma só página de um livro nos últimos três meses e a média de tempo dedicado à leitura por dia é seis minutos, qualquer iniciativa para divulgar a literatura deveria ser bem-vinda. Mesmo se a qualidade das adaptações de Patrícia se revelar duvidosa, é impossível que a distribuição de centenas de milhares de livros tenha algum impacto negativo.

  Como já era previsto, porém, a iniciativa provocou indignação. Surgiu um abaixo-assinado para impedir o lançamento da edição simplificada. Alguns disseram que ela deturparia a obra original. Outros, que a leitura das obras na versão adaptada tiraria dos leitores a oportunidade de enriquecer seu vocabulário. Houve até quem dissesse que as adaptações em si nem são uma ideia tão ruim, mas que Machado era intocável.

  Entre essas justificativas para a revolta, é difícil dizer qual é a mais fraca. Os defensores da "integridade" da obra parecem acreditar que o lançamento da versão adaptada teria algum efeito destrutivo sobre o original. O raciocínio é absurdo. Obras literárias inspiram paródias e adaptações desde sempre. Em vez de destruir a obra, cada nova versão ajuda a divulgá-la e aumentar seu alcance. Os livros de Machado de Assis não serão banidos das livrarias e da internet. Eles sempre estarão disponíveis para quem preferir lê-los no original. Não há motivo para histeria. Acreditar que as versões simplificadas de Machado de Assis emburrecerão a população é igualmente errôneo. Quem defende esse argumento parte do pressuposto de que vivemos num país de leitores ávidos de Machado de Assis que, por pura preguiça, trocarão a versão original pela adaptação e deixarão de enriquecer seu vocabulário. Nada mais distante da realidade. A grande maioria dos alunos foge da leitura obrigatória depois de esbarrar na primeira palavra difícil e recorre a resumos (ou à cola) para acertar a meia dúzia de questões dedicadas a Machado nas provas escolares. Muitos jamais dão outra chance aos clássicos da literatura. Uma versão simplificada poderia diminuir o choque e prepará-los para descobrir a obra original mais tarde, quando estiverem prontos.

   Por fim, não há nenhuma justificativa para a crença de que Machado de Assis é intocável e não deve ser adaptado. As livrarias estão cheias de adaptações de Shakespeare, Homero e outros clássicos indiscutíveis da literatura. Se eles podem ser adaptados, por que não Machado?

   O que mais me chama atenção no discurso de quem critica as adaptações de Machado de Assis é a falta de propostas. Se adaptar Machado de Assis é uma heresia, o que deve ser feito para incentivar a leitura no Brasil? A resposta de todos os defensores da integridade da literatura brasileira aparentemente é a mesma. Devemos obrigar estudantes a ler Machado de Assis na versão original e assistir, orgulhosos, ao surgimento de uma nova geração de leitores cultos e apaixonados pelos clássicos.

  Parece promissor. Mas é isso o que as nossas escolas já fazem há décadas. Não funciona. Aliás, Machado de Assis provavelmente detestaria saber que suas obras-primas são desperdiçadas em adolescentes que, em sua maioria, não têm paciência nem maturidade para entendê-las. 

   As versões originais de Machado de Assis sempre serão melhores do que qualquer adaptação. Disso, não há dúvida. O que os críticos puristas precisam entender é que a questão não é essa. Não existe uma disputa entre a versão original e a simplificada. A versão original já está disponível em inúmeros formatos para estudantes que, por diversos motivos, não passam das primeiras páginas. Para eles, a escolha é entre ler uma versão adaptada e simplesmente não ler. Uma adaptação, por mais rasteira que seja, pode ajudá-los a criar o hábito da leitura. É pouco. Mas é melhor do que nada.


Disponível em: https://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/daniloventicinque/noticia/2014/05/machado-de-assis-e-bchoradeira-dos-criticosb.html. Acesso em: 18 ago. 2023. 
O autor do texto defende a opinião de que 
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Q3591027 Português

Leia o texto e, a seguir responda a questão.




Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2021/10/tirinha-hagarhamburguer-coesao-dik.html. Acesso em: 19 ago. 2023.

Neste texto é correto afirmar que
Alternativas
Q3591028 Português

Leia o texto e, a seguir responda a questão.




Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2021/10/tirinha-hagarhamburguer-coesao-dik.html. Acesso em: 19 ago. 2023.

No trecho “Quero completo, mas suspenda o pepino”, a palavra “pepino” considerando o contexto do texto pode ser substituída sem prejuízo de sentido por
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Q3591029 Literatura

Leia o texto e, a seguir, responda a questão.



LEMBRANÇA DE MORRER


Álvares de Azevedo


Quando em meu peito rebentar-se a fibra,


Que o espírito enlaça à dor vivente,


Não derramem por mim nenhuma lágrima


Em pálpebra demente.



E nem desfolhem na matéria impura


A flor do vale que adormece ao vento:


Não quero que uma nota de alegria


Se cale por meu triste passamento.



Eu deixo a vida como deixa o tédio


Do deserto, o poento caminheiro,


... Como as horas de um longo pesadelo


Que se desfaz ao dobre de um sineiro;



Como o desterro de minh’alma errante,


Onde fogo insensato a consumia:


Só levo uma saudade... é desses tempos


Que amorosa ilusão embelecia.



Só levo uma saudade... é dessas sombras


Que eu sentia velar nas noites minhas...


De ti, ó minha mãe, pobre coitada,


Que por minha tristeza te definhas!



De meu pai... de meus únicos amigos,


Pouco - bem poucos... e que não zombavam


Quando, em noites de febre endoudecido,


Minhas pálidas crenças duvidavam.


Se uma lágrima as pálpebras me inunda,


Se um suspiro nos seios treme ainda,


É pela virgem que sonhei... que nunca


Aos lábios me encostou a face linda!



Só tu à mocidade sonhadora


Do pálido poeta deste flores...


Se viveu, foi por ti! e de esperança


De na vida gozar de teus amores.



Beijarei a verdade santa e nua,


Verei cristalizar-se o sonho amigo...


Ó minha virgem dos errantes sonhos,


Filha do céu, eu vou amar contigo!



Descansem o meu leito solitário


Na floresta dos homens esquecida,


À sombra de uma cruz, e escrevam nela:


Foi poeta - sonhou - e amou na vida.



Sombras do vale, noites da montanha


Que minha alma cantou e amava tanto,


Protegei o meu corpo abandonado,


E no silêncio derramai-lhe canto!



Mas quando preludia ave d’aurora


E quando à meia-noite o céu repousa,


Arvoredos do bosque, abri os ramos...


Deixai a lua pratear-me a lousa!



Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/a-segundageracao-romantismo.htm1- Acesso em 10 ago. 2023. 













O poema “Lembrança de Morrer”, do livro Lira dos 20 anos, de Álvares de Azevedo, pertence ao romantismo da segunda geração porque
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Q3591030 Literatura

Leia o texto e, a seguir, responda a questão.



LEMBRANÇA DE MORRER


Álvares de Azevedo


Quando em meu peito rebentar-se a fibra,


Que o espírito enlaça à dor vivente,


Não derramem por mim nenhuma lágrima


Em pálpebra demente.



E nem desfolhem na matéria impura


A flor do vale que adormece ao vento:


Não quero que uma nota de alegria


Se cale por meu triste passamento.



Eu deixo a vida como deixa o tédio


Do deserto, o poento caminheiro,


... Como as horas de um longo pesadelo


Que se desfaz ao dobre de um sineiro;



Como o desterro de minh’alma errante,


Onde fogo insensato a consumia:


Só levo uma saudade... é desses tempos


Que amorosa ilusão embelecia.



Só levo uma saudade... é dessas sombras


Que eu sentia velar nas noites minhas...


De ti, ó minha mãe, pobre coitada,


Que por minha tristeza te definhas!



De meu pai... de meus únicos amigos,


Pouco - bem poucos... e que não zombavam


Quando, em noites de febre endoudecido,


Minhas pálidas crenças duvidavam.


Se uma lágrima as pálpebras me inunda,


Se um suspiro nos seios treme ainda,


É pela virgem que sonhei... que nunca


Aos lábios me encostou a face linda!



Só tu à mocidade sonhadora


Do pálido poeta deste flores...


Se viveu, foi por ti! e de esperança


De na vida gozar de teus amores.



Beijarei a verdade santa e nua,


Verei cristalizar-se o sonho amigo...


Ó minha virgem dos errantes sonhos,


Filha do céu, eu vou amar contigo!



Descansem o meu leito solitário


Na floresta dos homens esquecida,


À sombra de uma cruz, e escrevam nela:


Foi poeta - sonhou - e amou na vida.



Sombras do vale, noites da montanha


Que minha alma cantou e amava tanto,


Protegei o meu corpo abandonado,


E no silêncio derramai-lhe canto!



Mas quando preludia ave d’aurora


E quando à meia-noite o céu repousa,


Arvoredos do bosque, abri os ramos...


Deixai a lua pratear-me a lousa!



Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/literatura/a-segundageracao-romantismo.htm1- Acesso em 10 ago. 2023. 













O tema deste poema é 
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Q3591031 Português
Leia o texto e, a seguir, responda à questão.


Pneu furado

Luís Fernando Veríssimo


   O carro estava encostado no meio-fio, com um pneu furado. De pé ao lado do carro, olhando desconsoladamente para o pneu, uma moça muito bonitinha.

   Tão bonitinha que atrás parou outro carro e dele desceu um homem dizendo “Pode deixar”. Ele trocaria o pneu.

     ─ Você tem macaco? ─ perguntou o homem.

     ─ Não ─ respondeu a moça.

     ─ Tudo bem, eu tenho ─ disse o homem ─ Você tem estepe?

     ─ Não ─ disse a moça.

     ─ Vamos usar o meu ─ disse o homem.

    E pôs-se a trabalhar, trocando o pneu, sob o olhar da moça.

   Terminou no momento em que chegava o ônibus que a moça estava esperando. Ele ficou ali, suando, de boca aberta, vendo o ônibus se afastar.

   Dali a pouco chegou o dono do carro.

    ─ Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.

   ─ É. Eu… Eu não posso ver pneu furado. Tenho que trocar.

   ─ Coisa estranha.

   ─ É uma compulsão. Sei lá.


Disponível em: https://armazemdetexto.blogspot.com/2017/12/texto-pneu-furado-luisfernando.html. Acesso em 15 ago. 2023.
No trecho “─ Puxa, você trocou o pneu pra mim. Muito obrigado.”, pode-se afirmar que o termo “pra” é um exemplo de linguagem
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Q3591032 Legislação dos Municípios do Estado de Goiás
Com base na Lei Orgânica de Porangatu, analise as assertivas e assinale a incorreta:
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Q3591033 Legislação dos Municípios do Estado de Goiás
Sobre o que dispõe a Lei Orgânica de Porangatu a respeito das vedações do município, assinale a afirmativa correta: 
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Q3591034 Direito Administrativo
Segundo o Regimento Jurídico dos Servidores de Porangatu o “aproveitamento” é
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Q3591035 Direito Administrativo
Vacância é a desocupação do cargo público e está prevista no artigo 119 do Regimento Jurídico dos Servidores de Porangatu. Apenas uma das situações abaixo não decorre a vacância, identifique-a:
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Q3591036 Noções de Informática
Em relação ao pacote Office da Microsoft, qual o software criado e próprio para exercer as funções de preencher texto com uma imagem, definir, criar molduras para imagem, inserir vídeos do YouTube na apresentação, habilitar o play automático em vídeos, gerar lorem ipsum em caixas de texto, criar botões clicáveis e combinar formas:
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Q3591037 Noções de Informática
A função CTRL + P no Microsoft Word 
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Q3591038 Português
Porangatu, assim como muitos outros municípios goianos, possui uma forte influência cultural e histórica dos povos indígenas. Seus primeiros habitantes, a tribo dos canoeiros, deixou um forte legado ao município, presentes tanto em seu nome quanto nas tradições folclóricas e orais passadas por gerações como é o caso da narrativa popular que conta o romance entre a indígena Angatu e o bandeirante Antônio. A lenda citada é usa pelos moradores para:
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Q3591039 Administração Pública
“A Prefeitura de Porangatu aderiu [...], que é uma iniciativa do Sebrae para o gestor público que quer direcionar, acelerar e sustentar o processo de desenvolvimento socioeconômico do seu município, tornando o poder público um agente facilitador e fomentador de empreendimentos locais. O programa será lançado no dia 11 de abril, e a expectativa é trazer grandes benefícios para a cidade e para os empreendedores locais.”

Fonte:https://porangatu.go.gov.br/porangatu-implantara-programa-para-acelerar-odesenvolvimento-socioeconomico-da-cidade/

A notícia acima diz respeito a qual programa, aderido esse ano (2023), pela prefeitura de Porangatu? 
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Q3591040 Atualidades
Nos últimos anos, o Brasil tem presenciando um aumento preocupante no número de caos de violência nas escolas. O aumento dos ataques contra estudantes e professores, dentro do ambiente escolar, vem preocupando as autoridades brasileiras e, como forma de combater a violência e o ambiente hostil, o governo brasileiro sancionou uma lei em prol da criação de um sistema de monitoramento. Esse sistema chama-se: 
Alternativas
Respostas
21: B
22: C
23: A
24: B
25: A
26: B
27: D
28: B
29: D
30: D
31: A
32: C
33: A
34: C
35: A
36: B
37: B
38: C
39: A
40: A