Questões de Concurso Público Prefeitura de Orlândia - SP 2022 para Professor Educação Especial
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(Libâneo, 1994.)
Considerando as informações e, ainda, que os métodos se classificam em individualizados, socioindividualizados e socializados e, por sua vez, cada método tem técnicas que lhes são mais ajustadas, uma técnica no método socioindividualizado se refere a:
(Zeichner, 1998.)
Sobre a formação continuada do professor com enfoque prático-reflexivo e do ensino reflexivo, pode ser considerado como; analise as afirmativas a seguir.
I. A constatação da riqueza da experiência que reside na prática dos bons profissionais.
II. A aprovação de que o processo de aprender a ensinar se prolonga por toda a vida.
III. O reconhecimento de que a produção de conhecimentos depende tão somente dos conhecimentos produzidos pelas universidades.
IV. Uma reação contra o fato de os professores serem vistos como técnicos que se limitam a cumprir o que os outros determinam fora da sala de aula.
Está correto o que se afirma apenas em
(Delizoicov; Angotti; Pernambuco, 2004.)
[...] Contrariando o ensino descontextualizado, a contextualização expressa-se no conhecimento presente na vida do aluno, que possibilita a resolução de problemas e a construção de uma visão de mundo mais complexa.
(Morin, 2000; 2005.)
Considerando as informações, a necessidade do ensino contextualizado em relação à construção de momentos na prática pedagógica favorece a:
I. Expressão do saber prévio dos participantes do processo educativo.
II. Constante busca pela dissociabilidade entre o fenômeno e seu contexto.
III. Organização das situações que proporcionem um ambiente democrático, em que todos ensinem e aprendam.
IV. Abordagem de objetos ou temas de situações em relação com o meio em que estão inseridos.
Está correto o que se afirma em
(Lourenço; Mori, 2014.)
Considerando o exposto, são vertentes da educação progressista no Brasil as pedagogias, EXCETO:
O termo deficiência múltipla tem sido utilizado, com frequência, para caracterizar o conjunto de duas ou mais deficiências associadas, de ordem física, sensorial, mental, emocional ou de comportamento social. No entanto, não é o somatório dessas alterações que caracterizam a múltipla deficiência; mas, sim, o nível de desenvolvimento, as possibilidades funcionais, de comunicação, interação social e de aprendizagem que determinam as necessidades educacionais dessas pessoas. O desempenho e as competências dessas crianças são heterogêneos e variáveis. Alunos, com níveis funcionais básicos e possibilidades de adaptação ao meio podem e devem ser educados em classe comum, mediante a necessária adaptação e suplementação curricular. Outros, entretanto, com mais dificuldades, poderão necessitar de processos especiais de ensino, apoios intensos, contínuos e currículo alternativo, que correspondam às suas necessidades na classe comum. O enfoque da proposta inclusiva é sociológico e relacional. O eixo teórico-metodológico da abordagem sociológica em educação é explicitado por Becker: “quando você pensa na sociedade como ação coletiva sabe que qualquer conversa sobre estruturas ou fatores acaba por se referir a alguma noção de pessoas que fazem coisas juntas, que é o que a sociologia estuda”.
(Becker, 1977, p. 10. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/ arquivos/pdf/deficienciamultipla.pdf.)
Analise as afirmativas a seguir.
I. Observa-se maior resistência à inclusão em escolas e instituições que ainda se apoiam no modelo médico da deficiência, em técnicas de reeducação, educação compensatória ou de prontidão para inclusão.
II. O conceito de necessidade educacional especial vem romper com a visão reducionista de educação especial centrada no deficit, na limitação, na impossibilidade do sujeito de interagir, agir e aprender com os demais alunos em ambientes o menos restritivos possíveis.
Assinale a alternativa correta.
1. Transtorno do espectro autista.
2. Síndrome de Rett.
3. Psicose infantil.
4. Síndrome de Asperger.
5. Síndrome de Kanner.
( ) Transtorno de personalidade dependente do transtorno da organização do eu e da relação da criança com o meio ambiente, comprometedora do desenvolvimento da criança em termos de linguagem, interação social, brincar, dentre outros.
( ) Condição genética que atinge as funções neurológicas e motoras. Inicialmente, nos primeiros 6-18 meses, o desenvolvimento da criança é adequado, mas há tendência de perder habilidades aprendidas.
( ) Trata-se de um dos perfis do espectro autista; seus portadores apresentam maior adaptação funcional e extrema curiosidade ou interesse em tópicos específicos.
( ) Distúrbio do neurodesenvolvimento caracterizando manifestações de condutas atípicas; deficits de comunicação e interação social; padrões comportamentais estereotipados e repetitivos; interesses e atividades restritas.
( ) Considerado autismo clássico e forma mais severa de TEA, registrando ausência de habilidades sociais, como contato afetivo com seus interlocutores, incluindo os próprios pais.
A sequência está correta em
(Disponível em: https://br.pinterest.com. Adaptado.)
Assinale alternativa que corresponde com exatidão à sequência das imagens anteriores.
(Disponível em: http://portal.mec.gov.br.)
Em relação à Libras, assinale a afirmativa correta.
A formação inicial e a continuada de nossos professores e gestores não os instrumentalizou para a compreensão das informações resultantes da aplicação dos testes psicológicos (não só os de inteligência, mas os de personalidade, dentre outros); o mesmo aplica-se à formação dos psicólogos que, quando não têm o curso de formação de professores, também se sentem constrangidos em fornecer orientações de natureza pedagógica, pois sua formação é, predominantemente, voltada para práticas terapêuticas. De modo geral, na tradição da educação especial, a avaliação diagnóstica, geralmente realizada em equipe multiprofissional, com médico, psicólogo e assistente social, tem servido para a triagem, isto é, para informar se o aluno deverá ser ou não encaminhado para atendimento educacional especializado, em classes e escolas especiais, e mesmo com os avanços quanto à composição das referidas equipes, nela inserindo-se pedagogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais e psicopedagogos, a problemática permanece. Além da dificuldade de dispor desses profissionais em todas as redes (mesmo nas não-governamentais), as queixas quanto à utilização dos resultados, sem serem para triagem, ainda perduram. Apesar de todos os esforços para modernizar as práticas avaliativas no ensino regular, os professores continuam a organizar listas de alunos que não aprendem, para avaliação diagnóstica, em busca de uma patologia que explique e justifique o fracasso do aluno; essas listas representam um enorme desafio às equipes, elas pois não conseguem avaliar todos os alunos, no tempo desejado pela escola. E, quando os educandos são de outras cidades, onde não há equipes, estas precisam deslocar-se do município onde residem para, em poucos dias, avaliar alunos, que acabamrotulados e inseridos em classificações, no mínimo, perversas. Conscientes das “consequências” de seus “laudos” e inspiradas no ideário da inclusão, muitas equipes de educação especial têm optado por manter os alunos no ensino regular, recomendando que sejam atendidos nas salas de recursos.
(Disponível em: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ avaliacao. Adaptado.)
A partir das considerações expostas no texto, é possível afirmar que:
Devido à diversidade presente nas escolas, o professor tem que realizar vários planejamentos de aula com estratégias potencializadoras da aprendizagem. Afinal, nem todos os estudantes seguem os mesmos caminhos para a construção do conhecimento. Com as crianças com deficiência intelectual não é diferente. Afinal, como já visto, cada uma apresenta limitações e potencialidades específicas (devido às experiências pessoais vividas), tendo, assim, cada uma, um ritmo de aprendizagem diferenciado. Logo, não há estratégia pedagógica que sirva para todos os alunos e é inadmissível que as limitações das crianças com deficiência intelectual sejam justificativas para o conhecimento não adquirido.
As limitações devem sim ser consideradas, mas nunca determinantes. Deve-se conhecer as dificuldades para elaborar atividades que fortaleçam as potencialidades dos deficientes intelectuais, sempre considerando o que o aluno já sabe, o seu conhecimento de mundo, sua forma de interagir com os outros, seu modo particular de aprender. Isto é, o educador deve identificar as possibilidades de aprendizagem dos alunos com deficiência intelectual e contar com recursos que permitam a organização e a concretização de suas estratégias pedagógicas.
Para que o docente tenha um bom planejamento de suas ações é necessário, primeiramente, considerar o aluno e seus saberes. Planejar significa projetar, programar, elaborar roteiros para atingir determinados objetivos, de forma a evitar improvisação. Como a escola é o espaço de concretização do plano escolar é necessário organizar as ações visando à qualidade de formação dos alunos em todos os níveis.
Segundo Hilário (s/d, p. 23), existem quatro áreas distintas em que os indivíduos com deficiência intelectual podem se enquadrar (considerando sempre que cada indivíduo possui características, dificuldades e habilidades próprias):
1. área motora: algumas crianças com deficiência intelectual podem apresentar alterações na motricidade fina;
2. área cognitiva: parcela dos estudantes com deficiência intelectual podem:
a) apresentar dificuldades na aprendizagem de conceitos abstratos;
b) aprender de tudo só que de maneira mais lenta;
c) apresentar dificuldades para focar atenção;
d) demorar a memorizar;
3. área da comunicação: alguns alunos podem apresentar dificuldade de comunicação; e,
4. área socioeducacional: em alguns casos pode ocorrer disparidade entre a idade mental e a idade cronológica.
(OYAFUSO; MAIA, 2004, p. 26. Disponível em: https://fce.edu.br/blog/ desafios-e-estrategias-de-ensino-para-alunos-com-deficienciaintelectual. Adaptado.)
Assinale a alternativa que contempla especificamente a valorização das áreas socioafetiva e de comunicação.
I. Os alunos cegos não vivem em um mundo obscuro e sombrio; eles percebem coisas, ambientes e adquirem informações através de vários canais, bem como dos sentidos cinestésicos e dos sentidos vestibulares.
II. Deve-se falar sempre diretamente ao aluno cego, e nunca por intermédio de colegas ou acompanhante; porém, é necessário evitar as palavras “veja”, “olhe” e “cego” no seu cotidiano.
III. É relevante desenvolver, sistematicamente, a percepção tátil dos alunos com cegueira, pois ela é essencial para que os cegos cheguem a aprimorar a capacidade de organizar, transferir e abstrair conceitos.
IV. A utilização de recursos tecnológicos torna-se essencial para o desenvolvimento das atividades acadêmicas pelos estudantes cegos, como: uso de computador; gravador; arquivos em formato eletrônico; reglete e punção, pois favorecem o processo de aprendizagem.
V. O professor deve avaliar os riscos de o aluno cego participar plenamente das atividades de campo e sociais; procurar relativizar tal participação ou permitir que o aluno, ou sua família, decidam se ele irá participar.
Considerando as orientações, está correto o que se afirma apenas em