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Questões de Concurso Público HCFMUSP 2026 para Anos Adicionais: Neurologia

Questões Discursivas

Foram encontradas 40 questões

Q4238886 Medicina
Mulher, 42 anos de idade, apresentou primeiro episódio de vertigem durante aula de Pilates e agora tem vertigem desencadeada por alguns movimentos, como virar na cama, pegar objetos em armário alto da cozinha, amarrar os sapatos. Quais as características do nistagmo esperado na pr
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Q4238887 Medicina
Mulher, 33 anos de idade, há cerca de 6 meses, apresenta episódios de vertigem aproximadamente 1x por mês, sempre no período menstrual, com duração de várias horas. Durante as crises, faz uso de dimenidrinato, com alguma melhora. Nos episódios, apresenta também fotofobia e fonofobia. Não costuma ter cefaleia, raramente apresenta dor holocraniana, mais ao final do dia, sem foto ou fonofobia, sem náuseas ou vômitos. Avaliada fora da crise, seu exame físico é normal. Em relação ao caso descrito, assinale a alternativa correta. 
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Q4238888 Medicina
São pistas clínicas para o diagnóstico de AME (Atrofia Muscular Espinhal) forma intermediária, ou tipo II: 
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Q4238889 Medicina
Sobre o manejo da ventilação e da deglutição na ELA (Esclerose Lateral Amiotrófica), é correto afirmar: 
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Q4238890 Medicina
Homem, 58 anos de idade, em investigação de Síndrome Parkinsoniana. Há cerca de 1 ano, apresenta sono referido como agitado. Familiares referem que o paciente faz movimentos amplos e violentos em algumas noites, já tendo caído da cama nesse contexto. Há relato de pesadelos pelo paciente, geralmente com conteúdo violento. Negam roncos ou pausas respiratórias observadas por familiares. Nega sonolência excessiva diurna. Ao exame físico, apresenta IMC 24, Mallampati 1, bradicinesia pior à direita com rigidez 1+/4+, tremor de repouso em membros superiores, melhor na postura e ação. Atualmente faz uso de: AAS 100 mg/dia; atorvastatina 20 mg/dia; pramipexol 0.25 mg 8/8h; escitalopram 10 mg/dia; metoprolol 50 mg 12/12h. Qual a principal suspeita diagnóstica frente ao quadro apresentado?  
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Q4238891 Medicina
Homem, 45 anos de idade, com histórico de epilepsia de difícil controle, é admitido no pronto-socorro em estado de mal epiléptico convulsivo, há mais de 30 minutos, sem resposta a duas doses de benzodiazepínicos e uma dose de fenitoína (20 mg/kg). Segundo os protocolos atuais (Guidelines Neurocritical Care Society e ILAE), o próximo passo adequado na conduta neurológica é: 
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Q4238892 Medicina
Homem, superior completo, dominância manual direita. Há 2 anos, iniciou quadro de tremor de repouso em MSD, evoluindo após alguns meses para o MSE. A esposa caracteriza que o mesmo ocorre, preferencialmente, após manter os braços suspensos, sentado no sofá com os braços sobre as coxas e ao deambular. Não apresenta quedas, entretanto encontra-se com raciocínio e movimentação algo lentificados. TC de crânio e exames laboratoriais sem alterações. Há 1 ano, piora significativa da atenção e memória, com episódios eventuais de alucinação visual complexa (visualiza pessoas e bichos, principalmente à noite), sem crítica ou agitação. Não se encontra deprimido, mas está apático. Ao exame neurológico, vigil, desatento, bradicinesia assimétrica pior à direita, sem tremor ou rigidez, marcha lentificada com passos curtos, virada em bloco e pull test com tendência à queda, hipomimia facial, fala monotônica e micrografia. Coordenação, motricidade ocular extrínseca e exame dos outros pares cranianos sem alterações. Realizado MoCA com pontuação de 21/30. Em relação ao caso descrito, assinale a alternativa correta. 
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Q4238893 Medicina
Homem, 30 anos de idade, é admitido com quadro de piscamentos de difícil controle, para o qual nunca buscou atendimento. Relata que, desde por volta dos 6 anos de idade, tem piscamentos que costumavam ser muito piores, lembrando que era frequentemente retirado de sala de aula por não conseguir controlar estalos de língua, movimento de ombros ou sons de garganta. Relata que na infância foi formalizado diagnóstico de ansiedade e de déficit de atenção, com uso de metilfenidato até os 20 anos de idade. Em relação à doença, qual a hipótese mais correta? 
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Q4238894 Medicina
Analise o laudo de um exoma solicitado para um paciente com forte suspeita de paraplegia espástica hereditária apresentado a seguir. O paciente tem história familiar de consanguinidade parental, é o terceiro filho de uma prole de 5, apenas ele comprometido, iniciado com dificuldade de marcha ao redor dos 8 anos, em caráter progressivo, hoje, aos 19 anos, restrito em cadeira de rodas. Laudo: Encontrado uma Variante de Significado Incerto - VUS (de acordo com a classificação ACMG), em heterozigose, no gene CAPN1, responsável pela SPG76, condição geneticamente determinada autossômica recessiva. Nenhum outro achado relevante. Em relação ao laudo apresentado, é correto afirmar: 
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Q4238895 Medicina
Mulher, 71 anos de idade, nível educacional superior incompleto, destra e sem comorbidades relatadas. Há 14 meses, quadro de dificuldade em deambulação. Apresenta dificuldade em levantar-se da cadeira, assim como iniciar a marcha, que é caracterizada por passos curtos, base ligeiramente alargada, dificuldade em mudança de direção e certa lentificação. Acompanhantes referem raciocínio lentificado, desatenção e memória de curto prazo prejudicada. Paciente diz que quando tem vontade de urinar, tem que ir rápido ao banheiro para “não perder urina nas calças”, fato que já ocorreu algumas poucas vezes. Ao exame neurológico, observa-se marcha semelhante ao descrito pela família. A RM de crânio apresenta uma ventriculomegalia bilateral simétrica e um achatamento dos sulcos corticais em alta convexidade. Em relação ao caso descrito, assinale a alternativa que apresenta o provável diagnóstico. 
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Q4238896 Medicina
Mulher, 60 anos de idade, hipertensa e obesidade grau I, comparece à consulta ambulatorial por cefaleia nova há 6 meses, holocraniana, em aperto de leve à moderada intensidade, que surge apenas durante a madrugada, chegando a despertá-la. Ela nega náuseas, vômitos, fotofobia, fonofobia, fenômenos trigêmino-autonômicos ou agitação psicomotora. Desde o seu início, a dor ocorre quase todos os dias da semana. Devido à dor, a paciente levanta-se da cama e tenta tomar banho ou ler um livro, para se distrair, até que a dor passe. Ela conta alívio modesto com uso de dipirona. A dor tende a resolver-se completamente entre 30 e 60 minutos, e após, a paciente retorna a dormir. Ela nega outros sintomas. O exame neurológico é normal, incluindo o fundo de olho, no qual nota-se pulso venoso presente. A paciente apresenta uma ressonância magnética de crânio com angioressonância magnética venosa intracraniana realizada há 2 meses, sem alterações. Considerando a provável causa dos sintomas da paciente, assinale a alternativa que apresenta o melhor tratamento a ser administrado. 
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Q4238897 Medicina
Mulher, 40 anos de idade, antecedente de rinite alérgica. Desde os 20 anos de idade, tem episódios recorrentes de dores de cabeça. A dor é holocraniana, pulsátil, com irradiação para a região cervical posterior. Os episódios de dor têm duração de 4 a 12 horas, são de moderada a forte intensidade, e vêm associados a intolerância à luz, cheiros e sons, porém não há náuseas ou vômitos. Durante os episódios de dor, a paciente prefere evitar qualquer tipo de atividade e ficar deitada. Inicialmente, as dores ocorriam de 3 a 4 dias por mês, habitualmente próximas ao período menstrual. No entanto, houve aumento progressivo da frequência das mesmas e, há 5 anos, as dores ocorrem cerca de 10 a 14 dias por mês. A paciente faz uso de dispositivo intrauterino e não tem pretensão de gestação. Ela nega uso prévio de medicações de uso contínuo para o tratamento de suas dores de cabeça. De acordo com as diretrizes atuais da Sociedade Internacional de Cefaleia para tratamento farmacológico da doença que provavelmente justifica os sintomas da paciente, publicadas em 2025, assinale a alternativa que descreve corretamente um tratamento farmacológico com recomendação forte para esta paciente. 
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Q4238898 Medicina
Em investigação de um paciente com AVCi foi detectado um shunt direita-esquerda no ECOTT com microbolhas. Em qual das seguintes situações haveria indicação de fechamento percutâneo de um FOP? 
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Q4238899 Medicina
Mulher, 52 anos de idade, soropositiva para HTLV-1, com diagnóstico confirmado de mielopatia associada ao HTLV-1 (HAM/TSP) há 5 anos. Os sintomas motores evoluíram nos três primeiros anos com fraqueza progressiva e rigidez em membros inferiores, e encontram-se estáveis nos últimos dois anos. Há cerca de 2 anos, deambula com uso de muletas, tem episódios ocasionais de urgência urinária e espasmos dolorosos nos membros inferiores, controlados com baclofeno. Expanded Disability Status Scale (EDSS) de 6,0. Em relação ao caso descrito, assinale a alternativa que apresenta a conduta mais apropriada. 
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Q4238900 Medicina
Mulher, 22 anos de idade, está no segundo mês de tratamento de trombose venosa cerebral de seio sagital superior com uso de varfarina. Comparece no ambulatório com queixa de que não está conseguindo manter o alvo do TP/INR e que tem muita aversão a agulhas. Questiona se não há nenhum tratamento medicamentoso que dispensa a coleta de exames laboratoriais de forma rotineira. Sobre o uso de DOACs no tratamento da trombose venosa cerebral, assinale a alternativa correta. 
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Q4238901 Medicina
Homem, 65 anos de idade, iniciou quadro de afasia súbita e hemiparesia direita há 50 minutos, enquanto realizava um exame diagnóstico no hospital. A tomografia de crânio sem contraste mostra ausência de hemorragia e não há contraindicações conhecidas à trombólise intravenosa. A angiotomografia ainda não foi realizada, pois aguarda a liberação do radiologista. O serviço conta com a equipe e o setor de neurorradiologia intervencionista. Qual é a conduta mais apropriada em relação à administração do trombolítico? 
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Q4238902 Medicina
Homem, 29 anos de idade, é admitido no pronto-socorro com episódio de movimentos tônicos generalizados, com duração de aproximadamente 10 minutos. Médico emergencista responsável pelo transporte ao pronto atendimento relata que, durante o episódio, o paciente mantinha os olhos fechados e resistia à abertura ocular. Não houve cianose, nem perda de controle esfincteriano. O EEG de emergência feito após o episódio não mostra alterações ictais ou pós-ictais. O diagnóstico mais provável é: 
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Q4238903 Medicina
Homem, 38 anos de idade, previamente hígido, é atendido por uma primeira crise epiléptica não provocada, sem déficits neurológicos pós-ictais. Exame clínico está normal, assim como a glicemia capilar e os eletrólitos séricos. Não há febre, nem história de trauma recente. De acordo com recomendações da American Academy of Neurology (AAN) e diretrizes atuais, qual é a conduta mais adequada em relação à neuroimagem na emergência? 
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Q4238904 Medicina
Homem, 22 anos de idade, no pronto-socorro, refere que iniciou com lombalgia, formigamento nos pés e fraqueza nas pernas há 3 dias, com envolvimento dos braços posteriormente. Acha que os sintomas ainda estão piorando. Refere que há 20 dias teve quadro gripal leve, sem necessidade de uso de antibiótico. O exame clínico geral é normal e o exame neurológico mostrou fraqueza muscular leve em braços e, acentuada nas pernas, reflexos profundos vivos, hipoestesia superficial nos pés e hipopalestesia em hálux bilateralmente. Marcha independente, com algum desequilíbrio. Em relação ao caso apresentado, é correto afirmar: 
Alternativas
Q4238905 Medicina
Mulher, 68 anos de idade, com antecedentes de acidente vascular cerebral isquêmico, hipertensão arterial sistêmica, doença renal crônica não dialítica, dislipidemia, tabagismo, artrite reumatoide e diabetes melito. Há cerca de dois anos, apresenta dificuldade para iniciar o sono, caracterizada por sensação de desconforto que tem dificuldade para descrever. Acontece sempre à noite, ao deitar para dormir e seu marido passou a fazer massagens todas as noites em suas pernas para aliviar o sintoma. Após alguns meses de tratamento com um mesmo medicamento e aumento de dose gradual, a paciente apresentou piora dos sintomas, que ficaram mais intensos, acometendo coxas e genitália, e começam mais cedo, logo no início da noite. Qual foi este medicamento e qual a conduta proposta? 
Alternativas
Respostas
21: C
22: D
23: D
24: D
25: A
26: B
27: C
28: A
29: C
30: D
31: A
32: B
33: D
34: B
35: D
36: B
37: C
38: A
39: D
40: C