Questões de Concurso Público UNICAMP 2025 para Médico Cirurgião do Aparelho Digestivo

Questões Discursivas

Foram encontradas 40 questões

Q4214598 Medicina
Uma paciente de 40 anos de idade, IMC 42 kg/m², com diabetes tipo 2, hipertensão, apneia obstrutiva do sono grave e osteoartrite, está em avaliação para cirurgia bariátrica. Ela expressa preocupação com complicações pós-operatórias.
Qual das complicações a seguir é de risco particularmente elevado em cirurgia bariátrica na obesidade mórbida, e qual é a medida profilática mais eficaz?
Alternativas
Q4214599 Medicina
Um paciente de 65 anos de idade, em uso crônico de corticosteroides por doença autoimune, apresenta dor abdominal difusa e progressiva há 48h, distensão, náuseas e ausência de flatos. Está febril (38,8 °C), taquicárdico (115 bpm), hipotenso (90/50 mmHg), com abdome doloroso à palpação, discreta defesa voluntária e ruídos hidroaéreos diminuídos. A TC de abdome e pelve com contraste iodado mostra dilatação acentuada do cólon sigmoide, espessamento parietal de 8 mm, pequena quantidade de líquido livre e múltiplas bolhas de ar extraluminal adjacentes à parede do cólon sigmoide.
Qual é o diagnóstico mais provável e a conduta inicial mais adequada após estabilização hemodinâmica?
Alternativas
Q4214600 Medicina
Um paciente de 60 anos de idade, com câncer de esôfago avançado e disfagia completa há 4 semanas, apresenta desnutrição grave (perda de 20% de peso em 3 meses, albumina 2,5 g/dL, linfócitos totais 900/mm³). Ele está programado para quimiorradioterapia neoadjuvante em 2 semanas e não tolera alimentação oral ou por sonda nasogástrica, devido ao óbvio risco de aspiração.
Qual estratégia de suporte nutricional deve ser instituída inicialmente e qual complicação metabólica requer monitoramento rigoroso nas primeiras 72 horas?
Alternativas
Q4214601 Medicina
Um paciente de 72 anos de idade, com insuficiência renal crônica em hemodiálise e história de cardiopatia isquêmica, foi admitido com hemorragia digestiva alta maciça (hematêmese e melena). A endoscopia digestiva alta de urgência identificou uma úlcera duodenal sangrante com vaso visível (Forrest IIa). Após tentativa de hemostasia endoscópica com injeção de adrenalina e clipagem, houve ressangramento imediato. O paciente permanece instável, mesmo com reposição volêmica agressiva e múltiplas transfusões.
Diante de hemorragia recorrente e instabilidade hemodinâmica nesse contexto de alto risco, qual conduta é a mais apropriada nesse momento?
Alternativas
Q4214602 Medicina
Um paciente de 48 anos de idade com acalasia esofágica tipo II, confirmada por manometria de alta resolução, tem recebido dilatações pneumáticas seriadas com alívio apenas parcial e transitório dos sintomas. Está em avaliação para miotomia de Heller laparoscópica com fundoplicatura parcial.
Qual exame de imagem complementar é mais importante antes do procedimento e para quê?
Alternativas
Q4214603 Medicina
Paciente de 75 anos de idade, portador de fibrilação atrial em uso de anticoagulante oral e DPOC grave, diagnosticado com carcinoma espinocelular de esôfago no terço médio, estágio cT3N1M0. Após discussão multidisciplinar, considera-se que o paciente não é candidato ideal à esofagectomia radical devido às suas comorbidades e fragilidade.
Qual a estratégia terapêutica com intenção curativa mais adequada para esse paciente, levando em conta sua inaptidão cirúrgica? 
Alternativas
Q4214604 Medicina
Um paciente de 55 anos de idade, em pós-operatório imediato de pancreatectomia total por neoplasia maligna, encontra-se em Nutrição Parenteral Total (NPT) há 7 dias devido à impossibilidade de iniciar dieta enteral. Evolui com febre de 38,9 °C, calafrios e taquicardia. O sítio de inserção do cateter venoso central (CVC) não apresenta sinais flogísticos locais. Coletam-se hemoculturas periféricas e do lúmen do CVC, e a infusão da NPT está suspensa temporariamente.
Qual é a conduta inicial mais apropriada para o manejo da suspeita de infecção relacionada ao CVC nesse cenário, levando em conta tanto o risco de complicações da NPT quanto às recomendações de antibioterapia e de nutrição parenteral?
Alternativas
Q4214605 Medicina
Paciente de 68 anos de idade, portador de gastrectomia parcial com gastrojejunostomia em Billroth II realizada há 30 anos para úlcera péptica, apresenta adenocarcinoma bem diferenciado no coto gástrico, T1b (submucosa), sem linfonodos suspeitos na tomografia. Após Billroth II, o refluxo duodenogástrico crônico provoca inflamação mucosal e exposição a bile e enzimas pancreáticas, favorecendo a carcinogênese por estresse oxidativo e formação de nitrosaminas. A propedêutica incluiu endoscopia com biópsia mapeada, avaliação de profundidade por EUS e TC de abdome/pelve contrastada para estadiamento e exclusão de metástases.
Nesse caso, qual é a abordagem cirúrgica com maior probabilidade de cura, levando em conta a fisiologia do remanescente gástrico, a necessidade de linfadenectomia adequada e os riscos de recorrência no coto?
Alternativas
Q4214606 Medicina
Um paciente de 50 anos de idade, portador de esclerodermia sistêmica, apresenta disfagia progressiva a sólidos e líquidos, pirose atípica, dor torácica e perda ponderal de 6 kg em 3 meses. A manometria esofágica de alta resolução evidencia ausência completa de peristalse no corpo esofágico e hipotensão do esfíncter esofágico inferior (EEI), com episódios frequentes de relaxamento transitório do EEI. A pH-metria de 24h documenta refluxo gastroesofágico ácido severo (Índice de DeMeester > 30).
Tendo em vista a principal preocupação no planejamento de cirurgia antirrefluxo para esse paciente, considerando especificamente sua fisiopatologia esofágica, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4214607 Medicina
Um paciente de 40 anos de idade, transplantado renal há 5 anos em uso crônico de imunossupressores, apresenta dor abdominal há 24h, iniciada na região periumbilical e migrada para o quadrante inferior direito (QID). Ao exame, há dor à palpação profunda em QID, sem sinal de descompressão brusca evidente, e febre branda (37,8 °C). O hemograma revela leucocitose discreta (11 000 /mm³). A ultrassonografia abdominal está inconclusiva devido a ruído gasoso.
Considerando o risco aumentado de apresentação atípica e complicações em pacientes imunossuprimidos, qual é a próxima etapa diagnóstica mais apropriada para confirmar ou afastar o diagnóstico de apendicite aguda?
Alternativas
Q4214608 Medicina
Um paciente de 60 anos de idade, submetido a dilatação endoscópica de estenose cáustica de esôfago, apresenta, imediatamente após o procedimento, dor torácica aguda, taquicardia, dispneia e enfisema subcutâneo cervical. A tomografia torácica com contraste oral hidrossolúvel confirma perfuração cervical de 2 cm, pneumomediastino e pequeno derrame pleural bilateral, sem sinais de sepse.
Qual é a conduta inicial mais apropriada para essa perfuração esofágica cervical em paciente estável e sem sepse franca?
Alternativas
Q4214609 Medicina
Um paciente de 62 anos de idade, com diagnóstico de esôfago de Barrett de segmento longo e displasia de baixo grau (LGD) há 3 anos, em uso crônico de IBP em dose dupla (omeprazol 40 mg 2×/dia) devido à pirose refratária, evolui com progressão para displasia de alto grau (HGD) em endoscopia de vigilância com mapeamento sistemático. A pHmetria de 24h, realizada em uso de IBP, demonstra índice de DeMeester de 22,5, confirmando refluxo ácido patológico persistente. Ele tem IMC 33 kg/m², mas sem outras comorbidades significativas.
Nesse caso, com um paciente com HGD refratário ao controle ácido, qual a conduta mais apropriada, integrando fisiologia do refluxo, diagnóstico anatômico e terapêutica endoscópica ou cirúrgica?
Alternativas
Q4214610 Medicina
Homem de 58 anos de idade, internado por 3 semanas em UTI após sepse abdominal causada por perfuração de diverticulite (lavagem laparoscópica e drenagem, sem ressecção colônica). Reabordagem cirúrgica evidenciou grande coleção purulenta e fibrina densa, sem perfuração ativa ou necrose isquêmica. Já em uso de antibióticos de amplo espectro, mantém quadro séptico persistente.
Em paciente grave com persistência de peritonite após controle cirúrgico inicial, qual conceito e abordagem terapêutica melhor descrevem esse cenário? 
Alternativas
Q4214611 Nutrição
Um paciente, sexo masculino, de 45 anos de idade, analista de sistemas, submetido a Bypass gástrico em Y de Roux (BGYR) há 5 anos, apresenta perda ponderal satisfatória. Contudo, relata episódios recorrentes de sudorese, palpitações, tontura e tremores cerca de 2-3 horas após as refeições, aliviados com ingestão de carboidratos como salgadinhos e doces, principalmente quando trabalha por longas horas. Ele tem sido assintomático para dumping precoce. A glicemia capilar durante um desses episódios foi de 45 mg/dL. A endoscopia e TC são normais.
Qual é a complicação metabólica tardia mais provável nesse paciente e qual é a principal estratégia dietética para seu manejo?
Alternativas
Q4214612 Medicina
Um paciente de 75 anos, com histórico de gastrectomia subtotal por adenocarcinoma gástrico há 5 anos, retorna ao serviço apresentando dor abdominal difusa e ascite. A tomografia computadorizada de abdome e pelve revela sinais de carcinomatose peritoneal e múltiplas lesões hepáticas, compatíveis com metástases. A análise citológica da ascite confirma a presença de células neoplásicas compatíveis com adenocarcinoma. O paciente apresenta performance status ECOG 2. 
Diante do quadro descrito, qual é a melhor conduta terapêutica neste estágio avançado da doença?
Alternativas
Q4214613 Medicina
Homem de 45 anos de idade em nutrição parenteral total (NPT) há 6 meses devido à síndrome do intestino curto pós-isquemia mesentérica. Desenvolve elevação progressiva de AST, ALT, GGT, FA e bilirrubinas, sem história de doença hepática prévia, com exclusão de causas virais, metabólicas e obstrutivas.
Qual é a complicação hepática mais provável da NPT prolongada nesse paciente e qual a principal estratégia para seu manejo e prevenção? 
Alternativas
Q4214614 Patologia
Um paciente de 40 anos de idade, diabético tipo 1 com neuropatia autonômica, apresenta náuseas, vômitos pós-prandiais, saciedade precoce e plenitude gástrica há vários meses. Ele não respondeu a procinéticos em doses máximas. A endoscopia digestiva alta e a TC de abdome superior são normais, excluindo obstrução mecânica.
Qual é o método diagnóstico padrão-ouro para confirmar a gastroparesia nesse paciente e guiar o manejo terapêutico?
Alternativas
Q4214615 Medicina
Um paciente de 65 anos de idade apresenta disfagia severa e dor torácica atípica. A manometria esofágica de alta resolução revela pressões elevadas do Esfíncter Esofágico Inferior (EEI) com relaxamento incompleto (<80% de relaxamento da pressão residual integrada - IRP > 15 mmHg) e, no corpo esofágico, identifica múltiplas deglutições com contrações simultâneas de alta amplitude e de duração prolongada, alternadas com peristalse normal, mas com um padrão predominante de “espaços” entre as ondas de pressão nas deglutições.
De acordo com a Classificação de Chicago v4.0, qual é o diagnóstico manométrico mais provável para esse paciente?
Alternativas
Q4214616 Medicina
Paciente de 35 anos de idade, com acalasia tipo I com diagnóstico no último ano, foi submetida a uma miotomia de Heller laparoscópica há 5 anos, com excelente alívio inicial da disfagia. Nos últimos 6 meses, no entanto, desenvolveu disfagia recorrente e progressiva, associada a regurgitação. A manometria esofágica de alta resolução de controle revela persistência do relaxamento incompleto do EEI (IRP > 15 mmHg) e evidência de cicatrização da miotomia (reestenosamento funcional). A endoscopia descarta tumor, mas mostra esofagite leve.
Qual é a conduta terapêutica mais apropriada para essa recorrência da acalasia pós-miotomia?
Alternativas
Q4214617 Patologia
Um paciente de 55 anos de idade, em uso prolongado de inibidores de bomba de prótons (IBP) para DRGE, realiza endoscopia de vigilância que identifica múltiplos pólipos gástricos sésseis no corpo e fundo do estômago, o maior medindo 1.5 cm. As biópsias revelam pólipos de glândulas fúndicas, sem displasia.
Qual é a conduta mais apropriada para o manejo dos pólipos gástricos nesse paciente?
Alternativas
Respostas
21: B
22: A
23: B
24: B
25: A
26: C
27: C
28: A
29: C
30: D
31: C
32: C
33: B
34: C
35: B
36: B
37: C
38: D
39: C
40: B