Questões de Concurso Público HU Brasil 2026 para Ano Adicional - Neurologia

Foram encontradas 80 questões

Q4313160 Não definido
Paciente feminina de 20 anos, busca atendimento no ambulatório de neurologia por apresentar episódios de cefaleia de forte intensidade desde os 16 anos de idade. A dor tem localização temporoparietal de um dos lados da cabeça, pulsátil, acompanhada de náusea, foto e fonofobia e pode persistir até 3 dias. A frequência das crises é de aproximadamente seis episódios ao mês. A dor piora ao realizar atividade física rotineira com o subir escadas. O exame neurológico é normal. Realizou uma tomografia computadorizada de crânio durante uma crise forte, que foi normal.
A classificação da cefaleia e o esquema terapêutico indicado para o caso são:
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Q4313161 Patologia
Paciente de 16 anos, com alterações menstruais e obesidade, desenvolve quadro de cefaleia holocraniana, persistente e progressiva associada a vômitos. A fundoscopia revela borramento das bordas da papila óptica bilateralmente, sem outras alterações ao exame neurológico.
A conduta a seguir, diante dessa paciente, é
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Q4313162 Medicina
Num posto de saúde da família dá entrada mulher de 50 anos, após ter apresentado em casa um quadro compatível com uma crise epiléptica generalizada tônico-clônica, com recuperação da consciência após alguns minutos. O exame neurológico é normal e a paciente fica em observação. Evoluiu no setor de internação com perda súbita de consciência seguindo-se abalos tônicoclônicos nos 4 membros que não cessam espontaneamente. É então administrado Diazepam 10 mg venoso por 2 vezes, sem resposta.
A próxima conduta nesse caso é
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Q4313163 Medicina
Paciente de 6 anos é levado ao pronto-atendimento com quadro de febre alta, cefaleia e prostração. Ao examina-lo em decúbito dorsal, observa que os membros inferiores flexionam ao realizar a mobilização passiva da nuca.
O sinal semiótico descrito é o
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Q4313164 Medicina
Paciente masculino, 32 anos, procura ambulatório de neurologia com queixa de cefaléia orbital e temporal a direita há 3 semanas. Relata que a dor ocorre 1x ao dia, sempre no mesmo horário por volta das 11 h da manhã, de forte intensidade, dura 60 minutos e não melhora com dipirona ou anti-inflamatórios. Observa entupimento nasal e inquietação no momento da dor. Relata que do mesmo jeito que a dor aparece ela vai embora e não tem sintomas entre as crises. Nega foto e fonofobia. Nega náuseas e vômitos. Relata que há 3 anos apresentou quadro semelhante que durou 30 dias e permaneceu assintomático até o quadro atual. Traz uma tomografia computadorizada de crânio normal. Não tem comorbidades.
Com base no quadro clínico, a principal hipótese diagnóstica é
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Q4313165 Medicina
Paciente feminina de 22 anos apresentou quadro de dormência nos pés que ascendeu para os membros inferiores até a região da cicatriz umbilical em 7 dias e persistiu por 15 dias sem modificação, quando começou a melhorar. No momento da consulta estava assintomática. O exame neurológico evidenciou leve hipoestesia tátil e dolorosa em membros inferiores e abdome inferior até o umbigo, hiperreflexia patelar e reflexo cutâneo-plantar em extensão bilateralmente.
Considerando o diagnóstico topográfico, o seguinte exame complementar está indicado: 
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Q4313166 Medicina
Paciente do sexo feminino, 27 anos, previamente hígida, procurou atendimento neurológico com quadro de dor à movimentação do olho direito, seguida de redução progressiva da acuidade visual no mesmo olho ao longo de quatro dias. O oftalmologista confirmou o déficit visual e identificou papilite ao exame de fundoscopia. A paciente foi internada para investigação e tratamento. Realizou ressonância magnética de crânio que evidenciou 2 focos ovalados hiperintensos em T2/FLAIR sem realce periventricular. A ressonância magnética da coluna demonstrou lesão hiperintensa em T2/STIR intramedular no cordão lateral esquerdo em C3-C4, sem efeito expansivo ou realce pelo contraste. A análise do líquor revelou: 3 leucócitos/mm³; proteínas: 38 mg/dL; glicose: 67 mg/dL (glicemia: 98 mg/dL); bandas oligoclonais IgG positivas no líquor.
Em relação aos critérios de diagnóstico de esclerose múltipla, é correto afirmar que 
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Q4313167 Medicina
Homem de 68 anos, morador de Curitiba, durante uma viagem ao Rio de Janeiro, apresenta perda súbita da consciência, com abalos nos quatro membros, após bater a cabeça no chão. Levado ao serviço de emergência, encontrava-se lúcido e orientado, sem déficits neurológicos focais. A pressão arterial, a frequência e o ritmo cardíacos estavam normais. Foi realizada tomografia computadorizada de crânio, que não evidenciou fratura, e mostrou pequenas calcificações intracranianas, arredondadas e dispersas pelo parênquima cerebral.
Considerando a apresentação clínica e o achado radiológico, o diagnóstico mais provável é de 
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Q4313168 Medicina
Homem de 56 anos procura atendimento ambulatorial por apresentar, há cerca de um ano, dificuldade para caminhar, que vem piorando lentamente, acompanhada de sensação de endurecimento dos membros inferiores. Nega episódios agudos de perda de força ou de alterações visuais. Ao exame neurológico, apresenta paraparesia espástica, hiperreflexia patelar e aquileus e sinal de Babinski bilateral. A sensibilidade superficial e a profunda estão preservadas.
Considerando as principais causas dessa síndrome, os seguintes exames devem fazer parte da investigação inicial:
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Q4313169 Medicina
Homem de 62 anos, advogado, procura atendimento por queixa de esquecimento e dificuldade de concentração há cerca de um ano, que vêm interferindo em suas atividades profissionais. O exame neurológico não demonstra déficits motores, sensitivos ou cerebelares. O escore final do Mini-Mental é 21. O paciente não pode realizar ressonância magnética por apresentar um dispositivo metálico incompatível, implantado após cirurgia recente. A tomografia computadorizada de crânio não evidenciou lesões expansivas, hidrocefalia ou alterações estruturais significativas. Para complementar a avaliação, solicitou-se a realização de um biomarcador no líquido cefalorraquidiano (LCR).
A principal alteração bioquímica esperada nesse exame para o diagnóstico de doença de Alzheimer é 
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Q4313170 Patologia
Mulher de 28 anos procura atendimento na emergência por apresentar, há 24 horas, formigamentos e dormência nos membros inferiores, até a cicatriz umbilical, e dificuldade para urinar. Coloca-se uma sonda vesical de alívio. Refere boa saúde, mas recorda que, há dois anos, teve episódio de dor ocular no olho esquerdo, com embaçamento visual, que não impedia a leitura. Procurou oftalmologista, que nada encontrou de anormal no exame, e indicou um colírio, com recuperação da visão após aproximadamente um mês. Durante a investigação, foi realizada tomografia de coerência óptica (OCT) para avaliar possível comprometimento prévio do nervo óptico.
Dos seguintes achados na OCT, assinale o que é compatível com sequela de neurite óptica
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Q4313171 Medicina
Mulher de 88 anos deu entrada numa UPA de cidade do interior às 11 horas. Familiares viram a paciente bem na véspera, às 22 horas, e a encontraram às 8 horas da manhã, na cama, sem conseguir falar nem mover o lado esquerdo do corpo. Ao exame, Glasgow 12. Histórico de diabetes mellitus e hipertensão arterial. Até então era totalmente independente no autocuidado.
Assinale a afirmativa que justifica o diagnóstico e a conduta inicial desse paciente.
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Q4313172 Medicina
Uma mulher acorda e vê sua filha de 21 anos em crise convulsiva. O início não foi presenciado, mas observou-se endurecimento dos quatro membros, seguido de abalos musculares bilaterais. Ao acordar, a filha não se lembra de nada. Dias depois, levada ao neurologista, o exame neurológico foi normal. A mãe nega casos de epilepsia na família. Parto normal, desenvolvimento psicomotor normal, escolaridade adequada. A paciente nega uso de drogas ou medicamentos. O EEG, a TCC e a RM são normais.
De acordo com esses dados, a principal hipótese diagnóstica é
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Q4313173 Medicina
Paciente de 58 anos, do sexo masculino, dentista, procura consultório de neurologia por apresentar tremor nas mãos que interfere em suas atividades da vida diária e profissional. Notou o início desses sintomas há um ano. Lembra-se de pelo menos três quedas ao chão com vários tipos de lesão óssea. No exame físico, há rigidez plástica nos MMSS, fácies cérea e lentificação dos movimentos sacádicos oculares, e oftalmoplegia do olhar conjugado vertical, para baixo. O paciente é hipertenso há 10 anos e usa dois anti-hipertensivos
Para esse caso clínico, a principal hipótese diagnóstica é
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Q4313174 Medicina
Paciente 78 anos, sexo masculino, vem ao ambulatório com diagnóstico de doença de Parkinson Idiopático há 4 anos. Está em uso de medicação regular. Ao exame físico, o paciente apresenta tremor pior à direita em repouso. Tem necessidade de bengala para a marcha. Há rigidez dos membros superiores que interfere na vestimenta; bradicinesia; necessidade de auxílio para se levantar da cadeira; hipomimia facial; queixa de quedas eventuais e de pouca recuperação no teste do “puxão”; dificuldade para manter o sono durante a noite; e engasgos frequentes durante as refeições.
Considerando esses dados clínicos e os instrumentos de avaliação na Doença de Parkinson, é correto afirmar que 
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Q4313175 Medicina
Um homem de 47 anos foi admitido na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) após uma parada cardiorrespiratória prolongada. Decorridas 72 horas de tratamento intensivo, sob estabilidade térmica (36,5°C) e hemodinâmica, e sem efeito de sedativos, o paciente apresenta-se em coma profundo, com ausência total de reflexos de tronco encefálico. A equipe multiprofissional planeja iniciar o protocolo de determinação de morte encefálica.
Conforme a Resolução CFM nº 2.173/2017, para que o protocolo possa ser formalmente aberto, o seguinte procedimento é necessário:
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Q4313176 Medicina
Paciente de 17 anos, masculino, foi encaminhada ao neurologista após apresentar duas crises convulsivas tônico-clônicas generalizadas nos últimos quatro meses. Ambas ocorreram nas primeiras horas da manhã, poucos minutos após despertar, após noites de sono reduzido devido aos estudos para provas. Durante a anamnese dirigida, relatou que, desde os 15 anos, apresenta episódios frequentes de "trancos" nos membros superiores logo após acordar, especialmente ao segurar objetos como escova de dentes, xícara ou celular, ocasionando quedas desses objetos. Os episódios duram poucos segundos, ocorrem com preservação da consciência e tornam-se mais frequentes após privação de sono ou ingestão de bebidas alcoólicas em festas. Ao exame neurológico, a paciente encontrava-se alerta, orientada, com linguagem, força, sensibilidade, coordenação, marcha e reflexos dentro da normalidade. A ressonância magnética de encéfalo não evidenciou alterações estruturais. O eletroencefalograma demonstrou descargas generalizadas de complexos ponta-onda e poliponta-onda de 4–6 Hz, predominando nas regiões frontocentrais, desencadeadas durante a estimulação luminosa intermitente.
O seguinte medicamento é a primeira escolha para tratamento desse tipo de epilepsia: 
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Q4313177 Medicina
Paciente do sexo masculino, 18 meses de idade, previamente hígido, foi levado ao pronto-socorro após episódio súbito de perda da consciência acompanhada de rigidez seguida de abalos tônico-clônicos generalizados dos quatro membros. A crise teve duração aproximada de dois minutos, cessando espontaneamente, seguida por sonolência por cerca de 20 minutos. Segundo os pais, a criança apresentava febre iniciada há aproximadamente seis horas, com temperatura axilar aferida de 39°C, associada a coriza, congestão nasal e redução do apetite. Negavam episódios prévios de convulsão, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, doenças neurológicas ou uso de medicamentos contínuos. Ao exame físico, encontrava-se acordado, afebril após antitérmico, corado e hidratado. O exame neurológico não evidenciava déficits focais, alterações do tônus, assimetrias motoras ou sinais meníngeos.
A conduta nesse momento é
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Q4313178 Medicina
Paciente do sexo masculino, 58 anos, previamente hígido, procurou atendimento neurológico por fraqueza progressiva na mão direita há aproximadamente 14 meses. Inicialmente percebeu dificuldade para abotoar camisas, escrever e manipular pequenos objetos, evoluindo com atrofia da musculatura tenar e interóssea. Após cerca de oito meses, ele passou a apresentar fraqueza também na mão esquerda e dificuldade para elevar o braço direito acima da cabeça. Nos últimos quatro meses, referiu tropeços frequentes, sensação de rigidez nas pernas e dificuldade para subir escadas. Há 1 mês cursando com disfagia para alimentos secos e água e leve disartria. Negava alterações sensitivas, dor radicular, diplopia, ptose, disfagia, alterações esfincterianas ou déficit cognitivo. Ao exame neurológico, apresentava atrofia da musculatura tenar e dos interósseos da mão direita, miofasciculações em antebraço direito, paresia para extensão dos dedos e abdução dos dedos das mãos, leve hipertonia em membros inferiores, reflexos profundos vivos nos quatro membros, reflexo cutâneo-plantar em extensão bilateral. Sensibilidade superficial e profunda preservadas. Coordenação e nervos cranianos sem alterações. A eletroneuromiografia demonstrou sinais de desnervação ativa (fibrilações e ondas agudas positivas), fasciculações e reinervação crônica em músculos inervados pelos segmentos cervicais, torácicos e lombossacros, com redução do recrutamento motor. Os estudos de condução motora e sensitiva não mostrou alterações. A ressonância magnética de encéfalo e coluna cervical mostrou-se normal.
Diante desse paciente, a proposta terapêutica específica é
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Q4313179 Medicina
Paciente do sexo masculino, 75 anos, hipertenso e diabético, em uso irregular de losartana e metformina, foi levado ao prontosocorro após início súbito de fraqueza no lado esquerdo do corpo e boca torta para a direita. Segundo a esposa, encontrava-se bem até 1 hora e 30 minutos antes da admissão, quando, durante o café da manhã, deixou cair a xícara da mão esquerda e apresentou dificuldade para levantar-se da cadeira. Negava cefaleia, perda da consciência, crise convulsiva, alterações visuais ou distúrbios da linguagem. Não fazia uso de anticoagulantes e não possuía história prévia de AVC, cirurgias recentes ou sangramentos. Na admissão apresentava: Pressão arterial: 168 × 96 mmHg, frequência cardíaca: 82 bpm, saturação de O₂: 97%, glicemia capilar: 124 mg/dL. Ao exame neurológico encontravase alerta e orientado, com linguagem preservada. O exame motor confirmou a queixas e não apresentava outras alterações. NIHSS = 8. A tomografia computadorizada de crânio sem contraste, realizada 2 horas após o início dos sintomas, não evidenciou hemorragia intracraniana com ASPECTS = 10.
A conduta terapêutica é
Alternativas
Respostas
21: E
22: A
23: E
24: B
25: B
26: D
27: C
28: A
29: A
30: C
31: B
32: D
33: E
34: A
35: E
36: A
37: D
38: E
39: B
40: C