Questões de Concurso Público Prefeitura de Brejo dos Santos - PB 2025 para Médico Plantonista - 12H
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Durante uma visita domiciliar, um médico de uma equipe de Saúde da Família atende um paciente idoso, lúcido, com doença pulmonar crônica avançada. O paciente manifesta claramente que não deseja ser submetido a internações futuras, preferindo cuidados exclusivamente paliativos no domicílio. No entanto, um dos filhos, muito ansioso, insiste que o médico “não registre isso em lugar nenhum” e mantenha a opção de internação, caso ele ache necessário, mesmo contra a vontade do pai. O médico percebe que há conflito familiar e pressão emocional.
De acordo com o Código de Ética Médica, assinale qual deve ser a conduta eticamente mais adequada.
Durante uma consulta ambulatorial, um paciente de 62 anos, portador de insuficiência cardíaca, chega visivelmente ansioso. Ele relata ter dificuldade de compreender as decisões terapêuticas propostas e afirma sentir que “não participa das escolhas sobre o próprio tratamento”. O médico, percebendo a insegurança, interrompe a rotina habitual, aproxima-se, pergunta sobre seus receios, explora suas expectativas e revisa, de forma acessível, as opções disponíveis, apresentando riscos e benefícios de cada uma. Ao final, o profissional certifica-se de que o paciente entendeu as informações e o convida a decidir conjuntamente qual conduta será adotada.
De acordo com a situação descrita, assinale a alternativa que representa de forma mais clara qual princípio fundamental da relação médico-paciente.
Durante uma visita domiciliar em área endêmica, a equipe de saúde avalia um paciente de 32 anos que apresenta quadro de diarreia intermitente há três semanas, dor abdominal em cólica e perda ponderal não intencional. Ele relata que consome água de poço sem tratamento e que sua família já apresentou quadros semelhantes. O exame físico revela desidratação leve e distensão abdominal discreta. A análise preliminar do laboratório local mostra presença de cistos ovais e elípticos, com paredes espessas e quatro núcleos no interior.
Assinale, com base no quadro clínico e epidemiológico, qual é o parasita mais provavelmente associado a esse achado.
Numa consulta de rotina, um homem de 41 anos, previamente normotenso, apresenta pressão arterial de 176/112 mmHg em duas medidas, sem uso de medicações. Refere cefaleia pulsátil, sudorese intensa e palpitações episódicas, geralmente de início súbito e duração variável. Nega uso de drogas ilícitas, mas relata perda ponderal nas últimas semanas. O exame físico é normal entre as crises. Os exames laboratoriais iniciais mostram glicemia normal, potássio normal e creatinina sem alterações. O médico suspeita de hipertensão secundária e decide investigar doenças endócrinas.
Com base no quadro clínico descrito, a causa de hipertensão secundária mais provável é:
Chega ao seu consultório um homem de 58 anos, portador de insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (FEVE 30%), em seguimento irregular. Ele relata piora progressiva da dispneia aos esforços, ortopneia e edema de membros inferiores. Está em uso de carvedilol, enalapril e espironolactona. Nos últimos dias, refere náuseas e sensação de fraqueza. O exame físico mostra estertores bibasais, turgência jugular e edema +2/4. Os exames laboratoriais revelam: K⁺ = 5,8 mEq/L, Ur = 89 mg/dL, Cr = 2,1 mg/dL (valor prévio 1,3), BNP elevado e eletrólitos sem outras alterações. O ECG mostra ritmo sinusal sem alterações isquêmicas.
Diante do quadro clínico e laboratorial, a melhor adequação terapêutica imediata para otimizar o tratamento da insuficiência cardíaca desse paciente é:
Um homem de 66 anos, ex-tabagista (45 maços/ano), com diagnóstico de DPOC GOLD 3, grupo B, procura o ambulatório por piora progressiva da dispneia aos esforços nos últimos meses. Nega exacerbações no último ano. Está em uso regular de tiotrópio. Oximetria em repouso mostra SpO₂ = 94%, e o exame físico revela tórax hiperinsuflado e murmúrio vesicular globalmente diminuído, sem sibilos importantes. Realiza espirometria recente: VEF₁ = 42% do previsto, sem melhora significativa pós-broncodilatador.
LAMA (Long-Acting Muscarinic Antagonist) - Antagonista Muscarínico de Longa Ação.
LABA (Long-Acting Beta-2 Agonist) - Agonista Beta-2 de Longa Ação.
Diante da persistência de sintomas apesar de broncodilatador de longa ação em monoterapia, a melhor conduta farmacológica a ser adotada neste momento é: