Questões de Concurso Sobre políticas sociais em serviço social

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Q3907998 Serviço Social
A Reforma Psiquiátrica brasileira, fundamentada na Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001, deslocou o eixo do tratamento do modelo hospitalocêntrico para os serviços de base territorial e comunitária. Esse processo exige que o assistente social trabalhe a família não como cúmplice da internação, mas como núcleo essencial do cuidado e da reinserção social. No contexto do acompanhamento de usuários com transtornos mentais graves, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3907989 Serviço Social
O desenvolvimento sustentável tornou-se princípio orientador das políticas públicas municipais, especialmente em cidades com histórico de intensa atividade industrial, como Contagem. Esse conceito envolve a adoção de práticas que busquem equilíbrio entre crescimento econômico, preservação ambiental e justiça social. No âmbito municipal, tais ações dependem de planejamento e atuação integrada do Poder Público. Considerando esse entendimento, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3907988 Serviço Social
A cultura, as artes e a preservação da memória histórica contribuem para a identidade de um município e para o fortalecimento do sentimento de pertencimento da população. Em Contagem, iniciativas culturais e ações de valorização da história local colaboram para a formação cidadã e para o desenvolvimento social. Essas políticas integram o conjunto de responsabilidades do Poder Público municipal. Diante desse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q3907987 Serviço Social
O Município de Contagem integra a Região Metropolitana de Belo Horizonte e desempenha papel relevante na dinâmica econômica e social do estado de Minas Gerais. Ao longo de sua história, o município consolidou-se como polo industrial, ao mesmo tempo em que precisou enfrentar desafios relacionados ao crescimento urbano, à oferta de serviços públicos e à qualidade de vida da população. Nos debates contemporâneos sobre políticas públicas, destaca-se a necessidade de planejamento integrado e gestão eficiente. Diante desse contexto, assinale a alternativa CORRETA.
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Q3907977 Serviço Social
A Seção II da Constituição Federal de 1988 detalha as atribuições do Sistema Único de Saúde (SUS), indo além da assistência curativa direta. O Artigo 200 define competências que integram o sistema de saúde a outras esferas da administração pública e do setor produtivo nacional. Registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:

(__)Ao Sistema Único de Saúde (SUS) compete colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho, visando a mitigação de riscos ocupacionais.
(__)É atribuição do sistema incrementar, em sua área de atuação, o desenvolvimento científico e tecnológico e a inovação para a produção de medicamentos e vacinas.
(__)O controle e a fiscalização de procedimentos, produtos e substâncias de interesse para a saúde são funções exclusivas do Ministério da Justiça e da Polícia Federal.
(__)A participação no controle e fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substâncias e produtos psicoativos é uma competência constitucional do SUS.

Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3905537 Serviço Social
Nos termos da Lei nº 11.343/2006, as políticas públicas sobre drogas devem articular ações de prevenção, atenção e:
Alternativas
Q3905044 Serviço Social
De acordo com as políticas para mulheres, relacione as colunas e assinale a alternativa com a sequência correta.

1. Autonomia das mulheres. 2. Laicidade do estado. 3. Universalidade das políticas. 4. Justiça social. 5. Participação e controle social.

( ) O debate e a participação das mulheres na formulação, implementação, avaliação e controle social das políticas públicas devem ser garantidos e ratificados pelo Estado brasileiro, como medida de proteção aos direitos humanos das mulheres e meninas.

( ) A redistribuição dos recursos e riquezas produzidas pela sociedade e a busca de superação da desigualdade social, que atinge de maneira significativa as mulheres, devem ser assegurados.

( ) As políticas públicas devem garantir, em sua implementação, o acesso aos direitos sociais, políticos, econômicos, culturais e ambientais para todas as mulheres.

( ) O poder de decisão sobre suas vidas e corpos deve ser assegurado às mulheres, assim como as condições de influenciar os acontecimentos em sua comunidade e seu país.

( ) As políticas públicas voltadas para as mulheres devem ser formuladas e implementadas independentemente de princípios religiosos, de forma a assegurar os direitos consagrados na Constituição Federal e nos instrumentos e acordos internacionais assinados pelo Brasil. 
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Q3905043 Serviço Social
De acordo com as políticas para mulheres, analise a imagem a seguir e assinale a alternativa correta. 

Imagem associada para resolução da questão
Alternativas
Q3905039 Serviço Social
A Assistência Social é um direito de quem dela necessitar, neste sentido, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3904720 Serviço Social
Assinale a alternativa que apresenta um dos objetivos da Política Nacional de Assistência Estudantil PNAES:
Alternativas
Q3904710 Serviço Social
Sobre as Políticas Afirmativas, é correto afirmar:
Alternativas
Q3904344 Serviço Social
A reserva de vagas em universidades para garantir igualdade de oportunidades a grupos socialmente discriminados (cotas) e os programas de inclusão no mercado de trabalho são exemplos de ações:
Alternativas
Q3902298 Serviço Social
Um paciente diagnosticado com tuberculose apresenta sucessivas interrupções no tratamento, motivadas pela insegurança alimentar vivenciada por sua família. Diante dessa situação, a intervenção do assistente social voltada ao acesso a políticas de alimentação configura-se, tecnicamente, como:
Alternativas
Q3902296 Serviço Social
No âmbito das diretrizes organizativas do Sistema Único de Saúde (SUS), a descentralização constitui um pilar fundamental para a democratização da gestão e a municipalização das ações. Sob a perspectiva da prática profissional do assistente social e considerando o projeto ético-político do Serviço Social, a descentralização no SUS deve ser compreendida como:
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Q3900714 Serviço Social
A Seguridade Social brasileira, conforme estabelecido na Constituição Federal de 1988, é organizada em um tripé composto pelas políticas de Saúde, Previdência Social e Assistência Social, sendo a saúde um direito de todos, a previdência de caráter contributivo e a assistência destinada a quem dela necessitar.
Alternativas
Q3899211 Serviço Social
A Política Nacional de Humanização (PNH) propõe a superação de práticas autoritárias e fragmentadas na gestão e na atenção à saúde. Um de seus princípios estruturantes consiste no:
Alternativas
Q3899210 Serviço Social
O controle social no SUS materializa a participação da sociedade na formulação, fiscalização e avaliação das políticas de saúde, sendo exercido, institucionalmente, por meio de: 
Alternativas
Q3899209 Serviço Social
Assinale a alternativa incorreta acerca dos determinantes sociais da saúde, conforme o enfoque adotado pelas políticas públicas contemporâneas:
Alternativas
Q3899202 Serviço Social
Ao analisar o processo histórico de constituição das políticas públicas de saúde no Brasil, especialmente a transição do modelo previdenciário excludente para o modelo universal consagrado na Constituição Federal de 1988, observa-se a influência decisiva de um movimento político-intelectual que questionou a mercantilização da saúde e defendeu a saúde como expressão concreta da cidadania. Esse processo histórico-político ficou conhecido como:
Alternativas
Q3899184 Serviço Social
Texto 01

Brasileiros na Finlândia desabafam sobre viver no país mais feliz do mundo: enfrentam solidão, desemprego, invernos escuros, frios, depressão e pensam até em voltar para casa mesmo com toda segurança, dinheiro e benefícios sociais garantidos

Há oito anos seguidos, a Finlândia ocupa o topo do ranking da ONU que mede a felicidade, combinando distribuição de renda, seguridade social, confiança nas instituições e serviços públicos robustos. Para muitos brasileiros na Finlândia, no entanto, o país mais feliz do mundo é também cenário de silêncio intenso, relações sociais raras, invernos longos e escuros e um tipo de solidão que se instala mesmo quando a conta bancária e a segurança parecem sob controle.

Desde 2022, por exemplo, Aim tenta se adaptar à vida em Tampere, no centro do país, enquanto enfrenta a falta de luz de novembro, o desemprego e a dependência de auxílios do Estado. Outros brasileiros na Finlândia, como Maria em Helsinque e Gabriela, que decidiu voltar ao Brasil após quatro anos e meio, relatam que a estabilidade material não impediu a chegada da tristeza, da depressão e da vontade de ir embora.

A narrativa oficial fala de um país com segurança, igualdade, saúde pública universal, educação gratuita e uma rede de proteção social forte, capaz de garantir uma vida simples, porém digna, em contato permanente com a natureza.

Os índices de felicidade medem essa satisfação média, baseada menos na euforia e mais na estabilidade emocional e social.

Para muitos brasileiros na Finlândia, contudo, essa base segura convive com um cotidiano de paisagens cinzentas, poucas pessoas na rua, silêncio quase absoluto e uma vida social contida, distante da sociabilidade ruidosa e espontânea do Brasil. O artista Rafael traduz esse contraste em telas de cores discretas, onde predominam branco, cinza e um pouco de azul, ao associar a beleza da natureza local à presença constante da solidão e da saudade de outras terras. A experiência do professor Babel, que chegou em 2016 com a família e se tornou referência para famílias brasileiras em Helsinque, ilustra o impacto do silêncio. Ele descreve percursos de um quilômetro encontrando apenas uma pessoa com cachorro, num ambiente frio, escuro e quase sem ruído, até perceber um zumbido interno, resultado de um nível de quietude ao qual não estava acostumado. Ao longo dos anos, Babel percebeu que a sociedade finlandesa parece exigir dos imigrantes uma espécie de versão suavizada de si mesmos, menos expansiva, menos ruidosa, mais contida. 

Muitos brasileiros na Finlândia relatam que passam a falar mais baixo, rir menos, evitar gestos que possam ser vistos como excessivos. Maria, que vive em Helsinque há três anos, teme perder justamente a sociabilidade que sempre considerou parte central de sua identidade, ao se ver rindo menos alto, fazendo menos piadas e calculando cada frase para não cometer gafes culturais. Essa adaptação constante, somada ao idioma difícil e ao clima, cria uma sensação de identidade em suspensão, como se uma parte da vida tivesse ficado congelada do lado de fora, no país de origem, enquanto o corpo tenta se encaixar em novas regras não ditas.

Apesar da boa fama do mercado de trabalho qualificado, o desemprego na Finlândia vive o maior patamar em 15 anos e atinge de forma mais dura os estrangeiros, segundo os relatos. Aim descobriu após a mudança que a ideia de conseguir emprego apenas com inglês não corresponde à realidade: mesmo na capital, Helsinque, encontrar um posto sem falar finlandês é muito difícil. Ela hoje está desempregada, vive com o auxílio estatal em torno de 500 a 600 euros, enquanto aprende o idioma e o marido cursa mestrado com uma bolsa menor que o benefício de desemprego. O casal consegue pagar as contas, mas vive com a perspectiva de que, se a sequência de trabalhos temporários e pedidos de auxílio se mantiver por dois, três ou cinco anos, talvez seja preciso deixar o país, mesmo gostando da segurança e da estrutura local.

Aos 42 anos, Maria também relata ter tido de se reinventar profissionalmente, voltando a estudar para poder trabalhar em outra área. Recomeçar a carreira após os 40, num mercado que valoriza a fluência em finlandês e exige requalificação completa, amplia a sensação de vulnerabilidade e de atraso de vida para alguns brasileiros na Finlândia.

Os relatos convergem em um ponto: o inverno. Meses com pouquíssima luz solar, temperaturas negativas, neve persistente e ruas vazias formam o cenário que muitos brasileiros associam à pior fase do ano. Em cidades pequenas no interior, como Kajaani, a paisagem é composta por florestas, poucos espaços urbanizados e uma sensação permanente de isolamento, com ruas vazias às 10h30 da manhã sob neve e sensação térmica abaixo de zero.

Gabriela, que viveu quatro anos e meio na Finlândia com o marido e a filha, decidiu voltar ao Brasil antes do Natal. Ela conta que nunca havia tido depressão no Brasil e entrou em um quadro depressivo profundo logo no primeiro inverno, repetido ano após ano com a combinação de frio intenso, escuridão prolongada e sensação de solidão extrema. Ao final, concluiu que insistir em ficar já não fazia sentido, apesar da boa qualidade de vida e da segurança. A mesma lógica aparece na fala de outra brasileira que migrou com duas filhas pequenas para uma cidade de 36 mil habitantes no centro do país. A principal preocupação, diz ela, era como garantir o básico para as crianças, mas a ausência de comunidade pesa: entre uma cidade e outra, na paisagem de floresta, as relações de vizinhança são escassas e muitos moradores evitam até cruzar com o vizinho no corredor para não ter de trocar cumprimentos, o oposto do que o brasileiro aprende desde cedo.

A experiência dos brasileiros na Finlândia se entrelaça a um fenômeno global. A Organização Mundial da Saúde classifica a solidão como um problema de saúde pública, estimando que uma em cada seis pessoas no mundo se considera solitária, com impactos diretos sobre doenças cardiovasculares, acidentes vasculares cerebrais e declínio cognitivo. Calcula-se cerca de 100 mortes por hora associadas ao isolamento, além de prejuízos amplos à saúde mental. Reino Unido e Japão já criaram políticas específicas para enfrentar a solidão. Na Finlândia, quase 60 por cento da população afirma se sentir só, pelo menos de vez em quando, com relatos mais frequentes entre pessoas de menor renda. Quase 47 por cento dos domicílios do país são formados por pessoas que moram sozinhas, proporção muito maior que a do Brasil, onde os lares unipessoais não chegam a 20 por cento. Viver sozinho não é sinônimo automático de solidão, mas indica uma sociedade na qual a vida individualizada se tornou padrão.

Especialistas lembram que os finlandeses, em média, conseguem manter níveis de satisfação altos mesmo morando sozinhos, enquanto brasileiros podem estar habituados a outro patamar de vida social, com mais convivência e proximidade, o que torna a adaptação mais difícil. A solidão, explicam, é um sentimento que vai e vem, como fome ou sono, e pode aparecer até em ambientes cheios de gente, mas se torna mais aguda quando não há rede de apoio local.

Nem todos os brasileiros na Finlândia vivem o país da mesma forma. Alguns, que chegaram ainda no ensino médio ou na faculdade, dizem ter conseguido construir redes de amizade com finlandeses, colegas e famílias locais, sentindo-se acolhidos em bairros mais diversos e em cidades maiores como Helsinque. Para esses, a solidão aparece em momentos específicos, mas não domina o cotidiano.

Outros seguem em dúvida. Há quem, como Aim, aceite a proteção do Estado e o tempo para aprender o idioma, mas projete uma possível saída caso a instabilidade no trabalho persista por mais alguns anos. Há quem, como Gabriela, encerre o ciclo, organize malas e volte ao Brasil com a sensação de que a vida não cabe nos invernos longos e silenciosos. E há ainda quem permaneça, tentando equilibrar o conforto material, a natureza presente e o peso da saudade.

No fim, o país mais feliz do mundo pode ser, para diferentes brasileiros na Finlândia, tanto um laboratório de bem-estar social quanto um espelho ampliado das próprias fragilidades emocionais, expectativas de vida e necessidades de pertencimento, obrigando cada um a medir se a felicidade estatística compensa o custo íntimo da solidão.

(Texto de autoria de Bruno Teles. Coluna Economia do Site Click Petróleo e Gás. Publicado em 16/12/2025).


A questao refere-se ao texto 01
A incorporação de dados da Organização Mundial da Saúde e de exemplos internacionais, como políticas adotadas no Reino Unido e no Japão, permite inferir que o autor pretende:
Alternativas
Respostas
301: B
302: C
303: A
304: A
305: C
306: C
307: D
308: A
309: D
310: D
311: B
312: A
313: D
314: B
315: C
316: B
317: A
318: C
319: A
320: D