Questões de Concurso
Sobre distúrbios obsessivo-compulsivos em psiquiatria
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“Estima-se que, entre adultos, o TOC tenha uma prevalência atual em torno de 1,0% e de 2,0% a 2,5% ao longo da vida, em diferentes partes do mundo. Enquanto a maioria dos estudos epidemiológicos aponta uma ocorrência predominante em mulheres e de casos com apenas obsessões, nas amostras clínicas observa-se um número semelhante de homens e mulheres, e a maioria dos casos com obsessões e compulsões associadas. Assim, pacientes puramente obsessivos e do sexo feminino podem estar utilizando menos os serviços de saúde”.
(“Epidemiologia do transtorno obsessivo-compulsivo: uma revisão”. Em https://www.scielo.br/j/rbp/a/NrCQGY49QvLgFS YJTbNnqMr/)
Acerca do Transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), assinale a alternativa CORRETA.
“A ânsia para obter alguma forma de reconhecimento dos outros domina a maior parte do psiquismo, o que se expressa por meio de uma excessiva demanda por sucessivos reasseguramentos de que é uma pessoa amada, valorizada, desejada e etc.” (ZIMERMAN, D. 2004:315).
Sobre essa associação, assinale a alternativa correta.
Quase metade dos adultos que recebem tratamento para TOC responde bem ao tratamento convencional — consistente em terapia cognitivo-comportamental (TCC-ISRS) —, enquanto outros 50% são considerados responsivos parciais ou não responsivos.
O acréscimo do psicofármaco lamotrigina aos ISRS para o tratamento de TOC chegou a ser sugerido, no entanto estudos de caso recentes relataram que o uso desse medicamento, mesmo na dose de 100 a 200 mg/dia, associado a paroxetina ou clomipramina, não resultou em uma grande melhora nos escores da Y-BOCS para pacientes com sintomas refratários de longa duração.
A partir desse caso clínico hipotético, julgue o item que se segue.
O TOC descrito nesse caso clínico é considerado como TOC
resistente ao tratamento.
No transtorno de personalidade obsessivo-compulsiva, ocorrem pensamentos intrusivos recorrentes e egodistônicos que geram sofrimento.
C., mulher, 32 anos, solteira, estudante de enfermagem, feriu-se em acidente de punção quando tentava acesso venoso de um paciente morador de rua, no pronto socorro do Hospital em que estagiava. Ficou muito ansiosa, com medo de ter sido infectada por HIV. Fez todos os testes protocolares, com testagem inclusive do paciente. Todos os testes foram negativos, descartada a hipótese de infecção. Contudo, a partir de então, C. não conseguia mais frequentar seu estágio. Dizia que tinha certeza de estar infectada. Relatava que estava perdendo peso, dia após dia. Recusava realizar qualquer procedimento, passou a acusar os colegas de cumplicidade com o hospital, dizendo que seus exames foram falsificados. Acusou a faculdade de não lhe dar assistência. Acusou o hospital de ter lhe colocado aquele paciente com o propósito de infectá-la. Continuou seus estudos, por mais 12 meses, com restrições, pois nunca aceitara que não havia sido infectada. Chegou a tomar, por conta própria, antirretrovirais, que subtraia dos pacientes internados na ala de Infectologia.
O quadro psicopatológico apresentado por C. é compatível com
Considere o quadro clínico a seguir para responder à questão.
Um paciente, que não fora analisado,
reclamou, na primeira entrevista de que
sofria da necessidade de olhar para trás
constantemente, por medo de que
pudesse ter deixado algo importante
atrás dele. Essas ideias eram
predominantes. Ele podia ter deixado
uma moeda no chão; podia ter pisado em
um inseto; ou um inseto podia ter caído
de costas e precisado de ajuda. Também
tinha medo de tocar em tudo e, sempre
que tocava em um objeto, precisava se
convencer de que não o havia destruído.
Ele não tinha ocupação, pois essas
graves “manias” perturbavam todas as
suas atividades de trabalho; no entanto,
tinha uma paixão: limpar casas. Ele
gostava de visitar os vizinhos e limpar
suas casas, só por diversão.
I. Normalmente os estudos consideram como resposta ao tratamento, uma resposta de 25-35%.
II. A Terapia Cognitivo comportamental pode ser preferida a medicação em casos de TOC com sintomas leves a moderados.
III. A clomipramina não é considerada como primeira linha.
IV. Os ISRSs são considerados como primeira linha, normalmente em doses habituais e a resposta tende a ser mais gradual e mais demorada.
Assinale:
I. Houve aumento de peso? II. O paciente tem problema cardíaco? III. O paciente está com a boca seca e constipação intestinal?
São necessários os questionamentos sobre o paciente:
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.