Questões de Concurso Sobre comportamento suicida na psiquiatria em psiquiatria

Questões Discursivas

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Q4217312 Psiquiatria
Sobre o suicídio, conforme a obra “Emergências Psiquiátricas” de Quevedo e Carvalho, analise as afirmativas a seguir.

I. Intenção suicida é a expectativa subjetiva e o desejo que um ato autolesivo resulte em morte, enquanto ideação suicida inclui pensamentos de servir como agente de sua própria morte, podendo variar em gravidade, dependendo da especificidade de planos de suicídio e do grau de intenção suicida.
II. Apesar da incidência de tentativas de suicídio ser maior em mulheres, o desfecho letal é maior em homens numa proporção de (aproximadamente) 4:1, embora o método adotado para a tentativa não pareça ter relação com essa discrepância da letalidade.
III. Na estratificação do risco, pacientes de alto risco são aqueles que têm histórias de tentativas anteriores, idealizam nova tentativa com planos e meios de execução com caráter imediato. Esses pacientes normalmente devem ser encaminhados à internação.  

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4212370 Psiquiatria
Sobre a Escala Colúmbia de Avaliação do Risco de Suicídio (C-SSRS), assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q4179394 Psiquiatria
Sobre a avaliação do risco de suicídio, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4156610 Psiquiatria
A equipe de enfermagem deve estar preparada para identificar e manejar o paciente com risco de suicídio. De acordo com o Ministério da Saúde, dentre os fatores de risco de longo prazo para o suicídio, está(estão):
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Q4138096 Psiquiatria
Segundo Nardi e colaboradores (2022), o comportamento suicida, dentre as emergências psiquiátricas, é o que mais enseja dilemas éticos.
Nesse sentido, analise as afirmativas a seguir.
I. O imperativo médico para preservar a vida deve prevalecer sobre os princípios de respeito à autonomia e ao sigilo do paciente nestes casos, sendo impositiva a intervenção do psiquiatra nas tentativas de suicídio, tendo em vista o princípio da inviolabilidade da vida previsto na Constituição Federal de 1988.
II. O Código Penal dispõe que a intervenção médica pode ocorrer à revelia do paciente, sem que isso caracterize constrangimento ilegal em duas possibilidades: o ato médico realizado em caso de iminente risco de morte e a ação voltada para evitar o suicídio.
III. Na psiquiatria, a confidencialidade adquire importância ainda maior, sendo uma das grandes responsáveis pelo papel poderoso e íntimo dos psiquiatras na vida dos seus pacientes. Assim, o respeito à confidencialidade do paciente deve ser mantido de forma irrestrita, não sendo justificável a quebra de sigilo.
Está correto o que se afirma em  
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Q4138091 Psiquiatria
Maria Lúcia, 28 anos, busca atendimento quatro meses após ter sido vítima de um sequestro relâmpago. 
Ela relata que, desde o evento, sofre com pesadelos vívidos sobre o ocorrido e sente "ondas de pavor" quando ouve freadas de carros na rua. Queixa-se de não conseguir mais dirigir, pois evita qualquer situação que a lembre do trauma.
Seu marido nota que ela está "com os nervos à flor da pele o tempo todo", irritando-se por motivos fúteis e apresentando dificuldades de concentração. Além disso, ela afirma que não consegue se recordar de alguns detalhes específicos do momento em que foi abordada e sente-se "anestesiada" emocionalmente, incapaz de sentir carinho pelos filhos.
Ela tem história de transtorno do pânico diagnosticado e tratado no final da adolescência.
Sobre o caso clínico descrito, analise as afirmativas a seguir.
I. O diagnóstico mais provável é Transtorno de Estresse Pós traumático, manifestando fenômenos de intrusão com reatividade fisiológica/psicológica, evitação, alterações negativas de cognição e humor, dentre outros relevantes para o diagnóstico.
II. Apesar da gravidade da situação, nesses casos o risco de suicídio não é significativamente mais alto do que em outros transtornos mentais, uma vez que não há uma desorganização ideativa global do paciente, seu sofrimento está focado em um evento que pode ser evitado.
III. Conforme os critérios do DSM-5, o transtorno de Pânico é um diagnóstico diferencial a ser considerado, o qual deve manifestar pelo menos quatro dos seguintes sintomas: Palpitações, batimentos cardíacos acelerados ou taquicardia; Sudorese; Tremores ou abalos; Sensação de falta de ar ou sufocamento; Sensação de asfixia; Dor ou desconforto no peito; Náuseas ou desconforto abdominal; Sensação de tontura, instabilidade, vertigem ou desmaio; Calafrios ou sensação de calor; Parestesias (sensações de dormência ou formigamento); Desrealização (sensação de irrealidade) ou despersonalização (sensação de distanciamento de si mesmo); Medo de perder o controle ou “enlouquecer”; Medo de morrer.  
Está correto o que se afirma em
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Q4138081 Psiquiatria
Jorge Caldeira, 48 anos, perdeu sua empresa de transporte e todas suas reservas financeiras após sofrer um golpe do sócio que fugiu com a esposa de Jorge e o filho único do casal (de 6 anos) para o Pará há seis meses.
Desde então, Jorge começou a se afastar dos amigos e familiares e iniciou um padrão de uso de álcool nocivo e solitário (abuso em binge). Jorge não tem irmãos e seus pais são falecidos.
Por conselho de um colega, Jorge procurou um psiquiatra. O homem declarou ao médico que nada mais importava e a vida não tinha mais sentido. Porém, o paciente negou desejo de morte ou ideação suicida.
O psiquiatra diagnosticou uma síndrome depressiva reativa com transtorno de uso de álcool. Sobre esse contexto, analise as afirmativas a seguir.  
I. O psiquiatra deveria, conforme orientações da Associação Brasileira de Psiquiatria, contribuir para a constituição de uma rede de apoio afetivo emocional com amigos próximos, com o consentimento do paciente, para, entre outras razões, prevenir e monitorar o risco de suicídio mesmo que o paciente tenha negado desejo de morte ou ideação suicida, porque Jorge apresenta praticamente todos os fatores de risco (homem, meia-idade, solitário e com transtorno de uso de álcool).
II. O psiquiatra deveria encaminhar o paciente ao CAPS-AD para que possa ter atenção multidisciplinar de que necessita, dada a complexidade de seu caso (social, psicológica, clínica geral e psiquiátrica).
III. O psiquiatra deveria, dentre as abordagens farmacológicas, usar a naltrexona para redução do desejo pelo álcool (craving), monitorando as enzimas hepáticas devido ao risco de hepatotoxicidade intrínseca do fármaco, especialmente em pacientes com consumo prévio elevado de álcool.
Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4128467 Psiquiatria
Na avaliação de risco de suicídio em serviços de urgência ou acolhimento, o psicólogo deve distinguir fatores de risco estáticos (históricos) de sinais de perigo iminente (urgência). Embora o histórico de tentativas prévias seja o preditor estatístico mais forte para uma futura tentativa, exigindo intervenção diretiva imediata, como a quebra de sigilo ou internação involuntária, se necessário, é caracterizado pela tríade: 
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Q4120650 Psiquiatria

No que diz respeito aos transtornos de humor, julgue o item que se segue.


A presença de transtornos do humor, o uso abusivo de álcool e o histórico de tentativa prévia de suicídio são fatores de risco importantes para suicídio.

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Q4100294 Psiquiatria
Em casos de depressão resistente com risco de suicídio agudo, qual intervenção demonstrou eficácia robusta na redução rápida da ideação suicida em curto prazo?
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Q4099137 Psiquiatria
Uma adolescente de 15 anos é avaliada em pronto atendimento, após ingestão intencional de pequena quantidade de analgésicos, sem repercussão clínica significativa. Refere que o ato ocorreu após discussão familiar intensa. Durante a avaliação, nega ideação suicida atual, mas admite episódios recorrentes de desesperança nas últimas semanas. Relata história de automutilação prévia, (cortes superficiais), impulsividade e instabilidade afetiva. A família está presente, é colaborativa e consegue garantir supervisão contínua. Não há plano suicida estruturado no momento. Com base em evidências científicas atuais e diretrizes internacionais, indique a melhor conduta neste momento.
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Q4099136 Psiquiatria
Uma adolescente de 15 anos é diagnosticada com episódio depressivo maior moderado a grave, com duração de 3 meses, cursando com anedonia, ideação de morte sem plano estruturado, prejuízo acadêmico importante e insônia. Já realizou psicoterapia estruturada, por 10 semanas, com resposta parcial. Não há história de Transtorno Bipolar, uso de substâncias ou comorbidades clínicas relevantes. Considerando-se evidências de alta qualidade e diretrizes internacionais, (como American Academy of Child and Adolescent Psychiatry, National Institute for Health and Care Excellence e o DSM-5), qual é a melhor conduta farmacológica neste momento?
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Q4098577 Psiquiatria
Mulher de 25 anos comparece à consulta referindo sintomas há cerca de 8 semanas. Ela refere sensação de humor melancólico persistente, redução marcante do apetite, hipersonia, dificuldade para tomar decisões, sensação persistente de cansaço, choro fácil e anedonia. Devido à suspeita de transtorno depressivo, o clínico aplica o questionário PHQ9, obtendo uma pontuação de 13 pontos. A paciente nega pensamentos de autoextermínio, incluindo planejamento ou ideação. Seu exame do estado mental é normal, exceto um humor visivelmente hipotímico. Assinale a alternativa que apresenta a melhor interpretação do quadro dessa paciente, assim como a conduta mais adequada considerando a pontuação do PHQ9.
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Q4092440 Psiquiatria
As modalidades atuais de tratamento em saúde mental integram intervenções biológicas e psicológicas, sendo indicadas conforme a gravidade, o diagnóstico e a resposta terapêutica. De acordo com diretrizes recentes da American Psychiatric Association, quadros depressivos graves, com risco de suicídio ou refratariedade ao tratamento medicamentoso, podem ter indicação de uma intervenção biológica específica, com rápida resposta clínica. Trata-se de:
Alternativas
Q4090805 Psiquiatria
Gestante de 30 anos, 24 semanas, com diagnóstico de transtorno depressivo maior grave com sintomas psicóticos e ideação suicida persistente, apresentou resposta insuficiente a tratamento adequado com antidepressivos em dose plena e acompanhamento psiquiátrico. A equipe médica considera o uso de eletroconvulsoterapia (ECT). Sobre ECT na gestação, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4090799 Psiquiatria
Um homem de 42 anos é internado involuntariamente por quadro de depressão maior grave com sintomas psicóticos, ideação suicida e recusa alimentar importante. Após falha terapêutica medicamentosa e piora clínica, o psiquiatra indica ECT (Eletroconvulsoterapia). A equipe realiza as sessões com anestesia e monitorização adequadas, porém não é colhido Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) escrito, nem há registro detalhado, no prontuário, sobre riscos, objetivos do tratamento e motivo para ausência de consentimento formal. Após melhora parcial, o paciente e os familiares ajuízam ação alegando violação do dever de informação e autonomia. Diante do quadro clínico exposto, assinale a alternativa correta. 
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Q4090795 Psiquiatria
Uma estudante de ciências sociais, 24 anos, procura atendimento por se sentir muito triste há 8 semanas. Apresenta também perda de interesse por atividades antes prazerosas, insônia de manutenção, perda de 7 kg no período, fadiga, dificuldade de concentração em seus estudos e sentimento de inutilidade. Nega uso de substâncias e episódios compatíveis prévios de mania/hipomania. Nega também doenças clínicas prévias. Relata pensamentos de morte diários e diz ter pesquisado doses letais de antidepressivos tricíclicos. Ainda, admite ter guardado comprimidos da mãe “para usar se não melhorar”. Exame do estado mental com humor deprimido, sem alterações da sensopercepção, e ideação suicida com plano, insight e juízo crítico prejudicados. Assinale a alternativa que apresenta a conduta imediata mais apropriada diante desse quadro.
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Q4068281 Psiquiatria
Com base na Teoria da Vulnerabilidade Fluida do Suicídio, assinale a alternativa correta sobre a relação entre risco na linha de base e risco agudo. 
Alternativas
Q4063601 Psiquiatria
Sr. Carlos, 74 anos, viúvo há 8 meses, apresenta retraimento social, perda de interesse por atividades habituais, piora do sono, dor crônica, falas de desvalorização, organização de pertences e relato de pensamentos de morte, com ambivalência e evitação de permanecer sozinho.
Identifique abaixo as afirmativas verdadeiras ( V ) e falsas ( F ) considerando o manejo do risco de suicídio no SUS e os princípios éticos da atuação do psicólogo.
( ) A vivência de luto no idoso pode incluir tristeza intensa, retraimento e alterações do sono; contudo, a presença de pensamentos de morte, comportamentos preparatórios e ambivalência exige avaliação sistemática do risco de suicídio, sem que o quadro seja atribuído exclusivamente ao luto.
( ) A investigação direta e cuidadosa da ideação suicida é indicada mesmo em contextos de luto recente, pois contribui para avaliação do risco e não configura indução ao comportamento suicida.
( ) Em situações de risco relevante à vida, o sigilo profissional pode ser relativizado, permitindo compartilhamento de informações estritamente necessárias com equipe e familiares para proteção do usuário.
( ) Diante de luto recente associado a sofrimento psíquico, a conduta prioritária do psicólogo é aguardar a evolução natural do processo de luto antes de intervir ou articular cuidados no território.
( ) O acompanhamento psicológico do luto, isoladamente, é suficiente para manejo do risco de suicídio em idosos, sendo dispensável a construção de plano de segurança e articulação com a rede de atenção.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Alternativas
Q4060109 Psiquiatria
Em relação à epidemiologia dos transtornos mentais, políticas de saúde mental e aspectos de saúde pública, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
1: C
2: C
3: B
4: A
5: D
6: C
7: E
8: C
9: C
10: B
11: C
12: B
13: D
14: B
15: D
16: D
17: D
18: D
19: A
20: D