Questões de Concurso
Sobre papéis sociais e relações de gênero em psicologia
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Trata-se da fase conhecida como:
(CRUZ, Felipe. Você nunca fez nada errado. São Paulo: Monomito Editorial, 2018)
O excerto acima foi retirado do livro “Você nunca fez nada errado”, do escritor paraense Felipe Cruz. Nesta obra suas reflexões apontam para as discriminações vivenciadas em uma sociedade patriarcal e cisheteronormativa. Levando-se em conta o compromisso da psicologia no enfrentamento às discriminações de gênero, considere as afirmativas abaixo:
I. A orientação sexual não pode ser reduzida às variáveis biológicas e nem às indicações de algumas teorias psicológicas e pedagógicas, que induzem à conclusão de que esta seja natural e universal.
II. A reprodução sexual e do trabalho expressam-se nas relações de gênero. Assim, estabelecem as “diretrizes” das relações entre os homens e entre as mulheres, que, nas sociedades contemporâneas, propiciam o estabelecimento de relações assimétricas e desiguais.
III. Não há uma subjetividade, personalidade ou comportamento que seja isolado do contexto social.
IV. A(o) psicóloga(o) deve atuar de forma ativa na eliminação das violências, discriminações, opressões, dentre outras, indicando nitidamente que a postura ética da(do) profissional frente às LGBTFobias e aos preconceitos também muito atuantes na sociedade brasileira — como o racismo e o machismo — implica numa atitude ético-política de interdição, impedimento, bem como prevenção e intervenções educativas, na perspectiva de mudar concepções e preconceitos.
Considerando-se as afirmativas que são condizentes com as discussões realizadas e com as orientações das Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) nos Programas e Serviços de IST/HIV/aids é correto afirmar que
Na 4º série, eu voltava da escola andando e, um dia, algum amigo de meu pai me viu na rua segurandomeu material escolar contra o peito, com os dois braços cruzados à frente. Quando meu pai chegou emcasa, conversou comigo em tom de preocupação e um pouco de raiva ou impaciência. “Meninas”andavam daquele jeito. Não entendi. Eu não sabia o que eu tinha feito de errado (e quantos anos sepassariam até eu aventar a possibilidade de não haver nada errado da minha parte). Me achava tãocuidadoso por carregar meu material no colo, para que nada caísse no chão e se sujasse. Cada vezmais fui ouvindo coisas parecidas na escola. Nessa época, aprendi o que significava chamar um homemde “viado” ou “bicha” e foi assim que fui apresentado à tragédia da homossexualidade. O importante,para mim, era passar desapercebido, conseguir que ninguém me notasse, porque eu chamava aatenção pelos motivos errados. A fraternidade masculina de que tanto se fala, de que tanto se vangloriao patriarcado, é uma relíquia entregue apenas aos homens cujo comportamento corresponde a umamasculinidade de rigidez brutal (CRUZ, 2018, p. 80).
(CRUZ, Felipe. Você nunca fez nada errado. São Paulo: Monomito Editorial, 2018)
O excerto acima foi retirado do livro Você nunca fez nada errado, do escritor paraense Felipe Cruz.Nesta obra suas reflexões apontam para as discriminações vivenciadas em uma sociedade patriarcal ecisheteronormativa. Levando-se em conta o compromisso da psicologia no enfrentamento àsdiscriminações de gênero, considere as afirmativas abaixo:
I. A orientação sexual não pode ser reduzida às variáveis biológicas e nem às indicações de algumasteorias psicológicas e pedagógicas, que induzem à conclusão de que esta seja natural e universal.
II. A reprodução sexual e do trabalho expressam-se nas relações de gênero. Assim, estabelecem as“diretrizes” das relações entre os homens e entre as mulheres, que, nas sociedades contemporâneas,propiciam o estabelecimento de relações assimétricas e desiguais.
III. Não há uma subjetividade, personalidade ou comportamento que seja isolado do contexto social.
IV. A(o) psicóloga(o) deve atuar de forma ativa na eliminação das violências, discriminações, opressões,dentre outras, indicando nitidamente que a postura ética da(do) profissional frente às LGBTFobias e aospreconceitos também muito atuantes na sociedade brasileira — como o racismo e o machismo —implica numa atitude ético-política de interdição, impedimento, bem como prevenção e intervençõeseducativas, na perspectiva de mudar concepções e preconceitos.
Considerando-se as afirmativas que são condizentes com as discussões realizadas e com asorientações das Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) nos Programas e Serviços deIST/HIV/aids, é correto afirmar que:
Sobre as diferenças de gênero, analise as afirmativas a seguir:
I. Ao longo da história da psicologia social houve uma relativa Indiferença com relação a essas questões. Durante um curto período os papéis masculinos e femininos não eram absolutamente problematizados ou questionados pelos psicólogos sociais, uma vez que eram, de certa forma, aceitos como parte da natureza dos respectivos sexos. lI. Masculino e feminino, durante muito tempo, eram vistos como polos opostos de uma única dimensão, de tal forma que um indivíduo poderia apresentar atributos masculinos ou femininos, mas jamais ambos. A partir dos anos 70, a difusão do conceito de androginia levou a uma revisão de posturas, inclusive por parte dos psicólogos sociais, uma vez que atributos masculinos e femininos deixaram de se restringir aos sexos biológicos. Homens e mulheres puderam, então, não ser exclusivamente masculinos ou femininos, mas ambos. IlI. Os estereótipos de gênero são geralmente processados de forma automática e operam num nível implícito de consciência. O automatismo em que são acionados os esquemas que os constituem são responsáveis por sua influência sobre as atitudes e identidades de gênero, bem como por sua persistência ao longo do tempo, perpetuando todo um conjunto de ideias que são centrais aos sistemas de crenças de gênero.
É correto o que se afirma

Assédio refere-se a uma série de comportamentos
de natureza ofensiva que perturba ou importuna e
que acontece de forma recorrente. O tipo de
assédio representado na imagem é:
I. Para além do impacto advindo do diagnóstico, que traz à tona a possibilidade de morte, parece presentificar uma ameaça à preservação do corpo da mulher, ao pôr em xeque a sexualidade, a maternidade e a feminilidade.
II. A alteração vivida no corpo parece refletir perdas em outras áreas da vida, uma vez que é por meio dele que nos constituímos, estabelecemos laços e ocupamos lugares e funções.
III. A distorção da imagem compromete o prognóstico e a saúde mental, resultando no abandono do tratamento total.
IV. Mesmo diante de um tratamento tão radical, a simbolização é preservada e o sujeito consegue ancorar as certezas e elaborar o trauma.
Estão INCORRETAS