Questões de Concurso
Sobre papéis sociais e relações de gênero em psicologia
Foram encontradas 121 questões
Julgue o item a seguir.
Os estudos sobre deficiência não possuem importância como o estudo de gêneros para a psicologia, pois estudos dessa área não têm a capacidade de ampliar o horizonte ético na formação e atuação do psicólogo. Os estudos sobre deficiência, tampouco possuem a capacidade de ampliar diálogos interdisciplinares da psicologia, considerando o seu isolamento das ciências sociais em razão de sua histórica influência da saúde e do campo biomédico.
Trata-se da fase conhecida como:
No que tange à psicologia social, analise as seguintes proposições acerca do tema “gênero”:
I. O conceito de gênero abre uma brecha no conhecimento sobre a mulher e o homem, na qual torna possível uma compreensão renovadora e transformadora de suas diferenças e desigualdades. Para além das diferenças individuais, é importante salientar as interações sociais que influem nos resultados educativos e ocupacionais, entre outros tantos.
II. A construção cultural do gênero é evidente quando se verifica que ser homem ou ser mulher nem sempre supõe o mesmo em diferentes sociedades ou em diferentes épocas. Não existe um conteúdo universal para os papéis de gênero.
III. Os sociobiologistas, tais como Wilson (1981), atribuem a dominação masculina à seleção natural, em que os mais adaptados sobrevivem e se desenvolvem. Tentativas de alterar práticas sexistas, então, contradiriam as leis naturais, o que poderia levar, a longo prazo, a uma série de problemas.
Está correto o que se afirma em:
(CRUZ, Felipe. Você nunca fez nada errado. São Paulo: Monomito Editorial, 2018)
O excerto acima foi retirado do livro “Você nunca fez nada errado”, do escritor paraense Felipe Cruz. Nesta obra suas reflexões apontam para as discriminações vivenciadas em uma sociedade patriarcal e cisheteronormativa. Levando-se em conta o compromisso da psicologia no enfrentamento às discriminações de gênero, considere as afirmativas abaixo:
I. A orientação sexual não pode ser reduzida às variáveis biológicas e nem às indicações de algumas teorias psicológicas e pedagógicas, que induzem à conclusão de que esta seja natural e universal.
II. A reprodução sexual e do trabalho expressam-se nas relações de gênero. Assim, estabelecem as “diretrizes” das relações entre os homens e entre as mulheres, que, nas sociedades contemporâneas, propiciam o estabelecimento de relações assimétricas e desiguais.
III. Não há uma subjetividade, personalidade ou comportamento que seja isolado do contexto social.
IV. A(o) psicóloga(o) deve atuar de forma ativa na eliminação das violências, discriminações, opressões, dentre outras, indicando nitidamente que a postura ética da(do) profissional frente às LGBTFobias e aos preconceitos também muito atuantes na sociedade brasileira — como o racismo e o machismo — implica numa atitude ético-política de interdição, impedimento, bem como prevenção e intervenções educativas, na perspectiva de mudar concepções e preconceitos.
Considerando-se as afirmativas que são condizentes com as discussões realizadas e com as orientações das Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) nos Programas e Serviços de IST/HIV/aids é correto afirmar que
Na 4º série, eu voltava da escola andando e, um dia, algum amigo de meu pai me viu na rua segurandomeu material escolar contra o peito, com os dois braços cruzados à frente. Quando meu pai chegou emcasa, conversou comigo em tom de preocupação e um pouco de raiva ou impaciência. “Meninas”andavam daquele jeito. Não entendi. Eu não sabia o que eu tinha feito de errado (e quantos anos sepassariam até eu aventar a possibilidade de não haver nada errado da minha parte). Me achava tãocuidadoso por carregar meu material no colo, para que nada caísse no chão e se sujasse. Cada vezmais fui ouvindo coisas parecidas na escola. Nessa época, aprendi o que significava chamar um homemde “viado” ou “bicha” e foi assim que fui apresentado à tragédia da homossexualidade. O importante,para mim, era passar desapercebido, conseguir que ninguém me notasse, porque eu chamava aatenção pelos motivos errados. A fraternidade masculina de que tanto se fala, de que tanto se vangloriao patriarcado, é uma relíquia entregue apenas aos homens cujo comportamento corresponde a umamasculinidade de rigidez brutal (CRUZ, 2018, p. 80).
(CRUZ, Felipe. Você nunca fez nada errado. São Paulo: Monomito Editorial, 2018)
O excerto acima foi retirado do livro Você nunca fez nada errado, do escritor paraense Felipe Cruz.Nesta obra suas reflexões apontam para as discriminações vivenciadas em uma sociedade patriarcal ecisheteronormativa. Levando-se em conta o compromisso da psicologia no enfrentamento àsdiscriminações de gênero, considere as afirmativas abaixo:
I. A orientação sexual não pode ser reduzida às variáveis biológicas e nem às indicações de algumasteorias psicológicas e pedagógicas, que induzem à conclusão de que esta seja natural e universal.
II. A reprodução sexual e do trabalho expressam-se nas relações de gênero. Assim, estabelecem as“diretrizes” das relações entre os homens e entre as mulheres, que, nas sociedades contemporâneas,propiciam o estabelecimento de relações assimétricas e desiguais.
III. Não há uma subjetividade, personalidade ou comportamento que seja isolado do contexto social.
IV. A(o) psicóloga(o) deve atuar de forma ativa na eliminação das violências, discriminações, opressões,dentre outras, indicando nitidamente que a postura ética da(do) profissional frente às LGBTFobias e aospreconceitos também muito atuantes na sociedade brasileira — como o racismo e o machismo —implica numa atitude ético-política de interdição, impedimento, bem como prevenção e intervençõeseducativas, na perspectiva de mudar concepções e preconceitos.
Considerando-se as afirmativas que são condizentes com as discussões realizadas e com asorientações das Referências Técnicas para atuação de psicólogas(os) nos Programas e Serviços deIST/HIV/aids, é correto afirmar que: