Questões de Concurso Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de língua portuguesa  em pedagogia

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Q3825713 Pedagogia
Texto 12A5-I

        Antigamente, certos tipos faziam negócios e ficavam a ver navios; outros eram pegos com a boca na botija, contavam tudo tintim por tintim e iam comer o pão que o diabo amassou, lá onde Judas perdeu as botas. Uns raros amarravam cachorro com linguiça. E alguns ouviam cantar o galo, mas não sabiam onde. As famílias faziam sortimento na venda, tinham conta no carniceiro e arrematavam qualquer quitanda que passasse à porta, desde que o moleque do tabuleiro, quase sempre um cabrito, não tivesse catinga. Acolhiam com satisfação a visita do cometa, que, andando por ceca e meca, trazia novidades de baixo, ou seja, da Corte do Rio de Janeiro. Ele vinha dar dois dedos de prosa e deixar de presente ao dono da casa um canivete roscofe. As donzelas punham carmim e chegavam à sacada para vê-lo apear do macho faceiro. Infelizmente, alguns eram mais do que velhacos: eram grandessíssimos tratantes.

Carlos Drummond Andrade. Quadrante (1962). In: Caminhos de João Brandão.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1970, p. 180. 
Considerando-se que, de acordo com as definições da BNCC, a fruição de cada configuração textual demanda competências específicas, é correto afirmar que a leitura do texto 12A5-I consiste em uma atividade adequada para
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Q3825712 Pedagogia
Texto 12A5-I

        Antigamente, certos tipos faziam negócios e ficavam a ver navios; outros eram pegos com a boca na botija, contavam tudo tintim por tintim e iam comer o pão que o diabo amassou, lá onde Judas perdeu as botas. Uns raros amarravam cachorro com linguiça. E alguns ouviam cantar o galo, mas não sabiam onde. As famílias faziam sortimento na venda, tinham conta no carniceiro e arrematavam qualquer quitanda que passasse à porta, desde que o moleque do tabuleiro, quase sempre um cabrito, não tivesse catinga. Acolhiam com satisfação a visita do cometa, que, andando por ceca e meca, trazia novidades de baixo, ou seja, da Corte do Rio de Janeiro. Ele vinha dar dois dedos de prosa e deixar de presente ao dono da casa um canivete roscofe. As donzelas punham carmim e chegavam à sacada para vê-lo apear do macho faceiro. Infelizmente, alguns eram mais do que velhacos: eram grandessíssimos tratantes.

Carlos Drummond Andrade. Quadrante (1962). In: Caminhos de João Brandão.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1970, p. 180. 
Por meio do uso da linguagem em sua multimodalidade, o professor pode propiciar o surgimento de um ambiente que favoreça a leitura de forma dinâmica e significativa para os educandos. Assim, para estimular uma leitura significativa do texto 12A5-I, seria adequado que o docente
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Q3818132 Pedagogia
As competências e habilidades da Língua Portuguesa no Ensino Fundamental, conforme orientações curriculares nacionais, estão voltadas ao desenvolvimento das práticas de linguagem em diferentes contextos de uso, integrando leitura, escrita, oralidade e análise linguística como formas de participação social e construção de sentidos (BRASIL, 2017. adaptado.)
De acordo com esse enfoque, assinale a alternativa correta.
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Q4233172 Pedagogia

As práticas de linguagem que envolvem a leitura, produção e análise de textos devem levar em conta a inserção desses textos em contextos reais de uso e circulação social. A perspectiva enunciativo-discursiva da linguagem propõe um processo de interlocução que se realiza nas práticas sociais existentes numa sociedade, nos distintos momentos de sua história.


Com base nessa perspectiva, assinale a alternativa correta: 

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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Pedagogia |
Q4148107 Pedagogia
Círio de Nazaré é declarado Patrimônio Cultural da Humanidade


O Círio de Nazaré foi incluído na lista de Patrimônio Cultural da Humanidade da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). A inclusão foi aprovada durante a Oitava Reunião Anual do Comitê Intergovernamental para a Salvaguarda do Patrimônio Imaterial, realizada na cidade de Baku, no Azerbaijão. Segundo a Unesco, com a inclusão do Círio, o Brasil passa a ter quatro bens imateriais inscritos: o Samba de Roda do Recôncavo Baiano, a Arte Kusiwa — pintura corporal e arte gráfica Wajãpi — e o Frevo. Durante a reunião, também será feito um balanço dos dez anos da Convenção para a Salvaguarda do Patrimônio Cultural Imaterial, que desempenha papel crucial na promoção da diversidade cultural em todo o mundo. O Círio de Nazaré é uma das maiores manifestações religiosas do mundo. A grande procissão da festividade é realizada sempre no segundo domingo do mês de outubro. Em 2013, a principal romaria reuniu 2 milhões e 100 mil devotos da Virgem Maria. Segundo a Secretaria de Estado de Turismo (Setur), o Círio de Nazaré é o principal evento turístico do Pará e atrai o maior quantitativo de visitantes. Em 2013, Belém recebeu 78 mil visitantes de outros estados, principalmente do Rio de Janeiro (RJ), de São Paulo (SP) e do Maranhão (MA). Desse total, 4 mil turistas são de outros países.

Disponível em: http://g1.globo.com. Acesso em: 18 maio 2025 (adaptado).
Visando promover o pensamento crítico sobre questões sociais e culturais do Brasil, um professor que atua nos Anos Iniciais utiliza o texto jornalístico sobre o Círio de Nazaré como recurso didático para o desenvolvimento da linguagem escrita em contextos significativos. Para alcançar esse objetivo, ele irá
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145135 Pedagogia
Ao componente Língua Portuguesa, cabe proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens.

As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir. As novas ferramentas de edição de textos, áudios, fotos e vídeos tornam acessíveis a qualquer um a produção e a disponibilização de textos multimodais nas redes sociais e em outros ambientes da web.

Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 18 maio 2025 (adaptado).


O trecho da BNCC apresenta uma concepção de linguagem sociointeracional, em função do(a) 
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145133 Pedagogia
Ao componente Língua Portuguesa, cabe proporcionar aos estudantes experiências que contribuam para a ampliação dos letramentos, de forma a possibilitar a participação significativa e crítica nas diversas práticas sociais permeadas/constituídas pela oralidade, pela escrita e por outras linguagens.

As práticas de linguagem contemporâneas não só envolvem novos gêneros e textos cada vez mais multissemióticos e multimidiáticos, como também novas formas de produzir, de configurar, de disponibilizar, de replicar e de interagir. As novas ferramentas de edição de textos, áudios, fotos e vídeos tornam acessíveis a qualquer um a produção e a disponibilização de textos multimodais nas redes sociais e em outros ambientes da web.

Base Nacional Comum Curricular (BNCC). Disponível em: https://basenacionalcomum.mec.gov.br. Acesso em: 18 maio 2025 (adaptado).


Qual alternativa apresenta um procedimento didático adequado à concepção de linguagem da BNCC? 
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Q4111961 Pedagogia
Na perspectiva dos estudos da linguagem e da alfabetização, a criança é concebida como sujeito que interpreta e reconstrói sistematicamente o funcionamento da língua, apoiando-se em sua inserção cultural, em experiências de oralidade e em interações com múltiplos gêneros e linguagens. As pesquisas de Ferreiro e Teberosky revelam que a construção da escrita não deriva de mera associação entre letras e sons, mas da elaboração ativa de hipóteses sobre o sistema alfabético e sobre a natureza da linguagem escrita na sociedade letrada.

Considerando essas discussões, assinale a alternativa que apresenta uma interpretação conceitualmente correta sobre as relações entre oralidade, escrita, aquisição da linguagem e psicogênese da língua escrita. 
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Q4111598 Pedagogia
As estratégias de leitura são fundamentais para a competência leitora. A distinção entre processamento 'Bottom-up' e 'Top-down' é clássica na literatura da área. Analise as proposições:
I.O processamento 'Bottom-up' baseia-se na decodificação das menores unidades linguísticas (letras, palavras, frases) para construir o significado do texto, sendo linear e dependente dos dados do texto.
II.O processamento 'Top-down' utiliza o conhecimento prévio do leitor (background knowledgeschemata) e suas expectativas para prever e inferir o sentido do texto, partindo do global para o específico.
III.O modelo interativo (Interactive Model) sugere que leitores proficientes utilizam exclusivamente o processamento 'Top-down', ignorando a decodificação de palavras desconhecidas para manter a fluidez.

Assinale a alternativa que apresenta somente a(s) proposição(ões) CORRETA(S): 
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Q4107859 Pedagogia

Considere o texto a seguir para responder à questão.



Texto 2


Série ‘A Mulher da Casa Abandonada’ ganha data

de estreia no streaming


Documentário chega ao Prime Video no segundo

semestre, trazendo luz ao caso que chocou o Brasil

em 2022


    Em junho deste ano, o Prime Video havia anunciado o lançamento da série documental A Mulher da Casa Abandonada, que conta a história completa de Margarida Bonetti, uma rica moradora de um casarão antigo no bairro Higienópolis, em São Paulo. O caso veio à tona em 2022 pelo podcast homônimo apresentado por Chico Felitti em plataformas de áudio como o Spotify. Agora, a produção ganha data de estreia no streaming da Amazon: 15 de agosto. A mansão suntuosa estava gasta e precisando de reparos e sua dona uma figura um tanto quanto peculiar frequentemente vista pela vizinhança usando um creme facial branco por todo o rosto discutia com agentes da prefeitura. O encontro de Margarida com Chico Felitti aconteceu enquanto a mulher tentava impedir a poda de uma árvore.


    Conforme Chico se aproximava da mulher e descobria mais sobre sua vida, ele descobriu que ela havia fugido dos Estados Unidos com o marido após manter uma pessoa em situação análoga a escravidão por 20 anos dentro de sua própria casa, trabalhando como empregada doméstica. O podcast é resultado da investigação de Felitti sobre a história bizarra da mulher, apelidada de “a mulher da casa abandonada”. Ao longo de três episódios, a série do Prime Video trará novos detalhes sobre o caso, bem como declarações do FBI e de novas testemunhas. Na época em que o caso repercutiu, Margarida Bonetti deixou a residência no Higienópolis, largando para trás dois cachorros de estimação, que posteriormente foram resgatados pela ativista Luisa Mell, que relatou a insalubridade do local após fazer o resgate.


Disponível em: https://veja.abril.com.br/coluna/tela-plana/serie-a-mulher-da-casa-abandonada-ganha-data-de-estreia-no-streaming/. Acesso em: 22 jul. 2025.

Considere o seguinte excerto da BNCC:
“Analisar, discutir, produzir e socializar, tendo em vista temas e acontecimentos de interesse local ou global, notícias, fotodenúncias, fotorreportagens, reportagens multimidiáticas, documentários, infográficos, podcasts noticiosos, artigos de opinião, críticas da mídia, vlogs de opinião, textos de apresentação e apreciação de produções culturais (resenhas, ensaios etc.) e outros gêneros próprios das formas de expressão das culturas juvenis (vlogs e podcasts culturais, gameplay etc.), em várias mídias, vivenciando de forma significativa o papel de repórter, analista, crítico, editorialista ou articulista, leitor, vlogueiro e booktuber, entre outros”.
Em uma aula, a proposta é a de realizar a adaptação de um podcast para um documentário, tal qual o tema da reportagem do Texto 2. Para tanto, essa transposição exige ressignificação dos recursos semióticos para diferentes linguagens midiáticas. Dito isso, a BNCC e Rojo (2013) destacam que a retextualização de gêneros midiáticos deve considerar as potencialidades de cada linguagem. Analise as seguintes alternativas e assinale aquela que melhor representa o processo de adaptação do podcast para o documentário, conforme esses referenciais.
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Q4107851 Pedagogia

Considere o texto a seguir para responder à questão.


Texto 1

Nuvem não é nuvem, amigo não é amigo

[...]

Por Sérgio Rodrigues 


    Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?


    Deixemos de lado por ora as considerações morais. Restam questões bem objetivas: se a nuvem se situa nas profundezas da Terra, então incorremos em erro quando dizemos “baixar” um filme ao trazê-lo de alguma cinemateca virtual para nossa máquina. Deveríamos dizer “subir”. E vice-versa. No varejo, é evidente que nada disso faz muita diferença na vida de ninguém. No mundo pós-revolução digital, Alice já atravessou o espelho e nuvem não é nuvem, baixar é subir, subir é baixar – e daí?


    O problema se revela no atacado, na escala em que a linguagem digital reprogramou nossas palavras. A nuvem de dados é apenas uma das formas que ela tem de nos apresentar uma face familiar, sorridente, enquanto demole e reconstrói o edifício das relações sociais inteiro. De cima até embaixo. Se a nuvem não é nuvem, o amigo de rede social será mesmo amigo, quer dizer, amigo-amigo de verdade, amigo em qualquer sentido que vá além do figurado?


    Estamos no terreno da metáfora, claro. Força indomável da linguagem, criadora de novos sentidos por analogia, é ela que explica a página que não é página, a janela que não é janela, a navegação que não é navegação, o vírus que não é vírus, a reunião que não é reunião. Alguém pode argumentar que tudo isso é perfeitamente inofensivo, quem sabe até uma bênção: tratando-se de uma tecnologia que cria tanta coisa nova, é bom que ela se expresse assim em vez de poluir a paisagem com neologismos frios, não?


    O argumento é válido em tese, mas desconsidera algo fundamental: o quanto a metaforização digital ampla e irrestrita nos impede de compreender a profundidade da mudança em nossas vidas – e reagir com a cautela que o bom senso recomendaria. A comunidade online não é antropologicamente comparável a nada do que os seres humanos entendiam por “comunidade” desde que a palavra foi criada até... outro dia de manhã. Como esperar que as nossas democracias permaneçam as mesmas?


    Fazendo parecer familiar e seguro um meio de comunicação agressivamente dedicado a reconfigurar a paisagem social nos mínimos detalhes, a linguagem nos induz a um estado de negação. Se nossos filhos pequenos não estivessem apenas se divertindo entre “amigos”, navegando por instrutivas “páginas”, acessando “nuvens” bucólicas, será que os deixaríamos por tanto tempo sozinhos diante de telas, sem nenhuma supervisão?


Adaptado de: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/sergio-rodrigues/2025/06/nuvem-nao-e-nuvem-amigo-nao-e-amigo.shtml. Acesso em: 17 jul. 2025.

Considere o excerto a seguir e a situação descrita adiante:
“Quantos anos você tinha quando descobriu que a nuvem que armazena seus documentos e suas fotos – a memória de sua vida inteira, pode confessar – não é bem uma nuvem? Estou brincando, claro: todo mundo sabe que a nuvem (de dados) não fica no céu. De todo modo, bem menos gente foi informada de que a tal nebulosa, chame-se ela Google, iCloud ou Tabajara, não só carece de parentesco com cúmulos e cirros como vai no sentido verticalmente oposto – se enterra no chão. Sim, é um fato: os servidores remotos que abrigam a nuvem, devoradores de recursos naturais, se alojam no subsolo do planeta. Deve haver uma mensagem secreta aí. Quer dizer que, em vez de céu, estamos falando do inferno?”.
Em uma turma do ensino médio com diversidade de perfis de aprendizagem, você percebe que parte dos alunos apresenta dificuldade em relacionar a linguagem metafórica com suas experiências midiáticas cotidianas. Considerando a Competência Específica 1 da BNCC de Língua Portuguesa, que prevê o uso crítico de diferentes linguagens para interpretação da realidade, avalie a seguinte proposta de intervenção pedagógica:
Sequência didática proposta:
1. etapa de sensibilização: exibição de memes e posts de redes sociais que utilizam cores como metáforas de sentimentos (ex.: “azul da melancolia”, “verde da inveja”);
2. etapa de produção: divisão da turma em grupos para criar artes para diferentes plataformas de mídias sociais, explorando como as metáforas expressam questões cotidianas. Tais artes devem mesclar: linguagem verbal, linguagem visual, linguagem sonora;
3. etapa de socialização: exibição das artes seguida de debate sobre como a adaptação para outras mídias altera a recepção do texto original. Multiletramentos mobilizados:
• digital: produção audiovisual e análise de mídias;
• artístico: uso de cores, música e composição visual;
• verbo-textual: interpretação do texto e roteiro das artes.  
No trabalho de leitura e produção de texto, mais especificamente no trabalho com os multiletramentos (ROJO, R. (Org.). Escola conectada: os multiletramentos e as TICs. São Paulo: Parábola, 2013.), a proposta apresentada é eficaz para desenvolver a Competência 1 da BNCC porque
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Q4092026 Pedagogia
Os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs) de Língua Portuguesa concebem a produção de textos como prática social. Assinale a alternativa que complementa essa visão de forma coerente com as diretrizes dos PCNs.
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Q3983198 Pedagogia
Segundo a Base Nacional Comum Curricular (BNCC), implementada em 2020 nas escolas, é necessário compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica, reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de subjetividades e identidades sociais e culturais.
Assinale a alternativa correta quanto à perspectiva enunciativo-discursiva da linguagem. 
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Q3983194 Pedagogia
Não é improvável que as lembranças das aulas de Língua Portuguesa sejam de muitas aulas de gramática e que, quando o assunto era redação, você tenha ouvido falar da estrutura da narração – situação inicial, conflito e desfecho – ou das partes da dissertação: introdução, desenvolvimento e conclusão. Como o ensino de Língua Portuguesa era baseado antes da década de 1990?
Assinale a alternativa correta:
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Q3826876 Pedagogia
Com relação aos tipos de gramática no ensino de Língua Portuguesa, assinale a afirmação que alinha finalidade e objeto de estudo.
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Q3810206 Pedagogia

"Ou se tem chuva e não se tem sol,

Ou se tem sol e não se tem chuva!

Ou se calça a luva e não se põe o anel,

Ou se põe o anel e não se calça a luva!

Quem sobe nos ares não fica no chão,

Quem fica no chão não sobe nos ares.

É uma grande pena que não se possa estar

Ao mesmo tempo nos dois lugares!

[...]

Ou isto ou aquilo: ou isto ou aquilo...

E vivo escolhendo o dia inteiro!"

(Fonte: Ou isto ou aquilo − Cecília Meireles.)

Com base no texto e nas orientações da BNCC sobre o trabalho com literatura e gêneros textuais nos anos iniciais, analise as afirmativas a seguir:


I.O texto citado é do gênero textual poético e possui função social de expressar sentimentos, emoções e reflexões sobre o mundo. 


II.O trabalho com poemas em sala de aula contribui para o desenvolvimento da competência leitora, ampliando o repertório cultural da criança.


III.A principal finalidade pedagógica da leitura desse poema é a identificação de substantivos e adjetivos, focando na linguagem e na sensibilidade cognitiva. 


É correto o que se afirma em:

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Q3810114 Pedagogia
A escolha do que será lido com os estudantes é determinante para a formação de sujeitos leitores. Ainda que haja um programa e prescrições oficiais, escolher os títulos e os autores é função do(a) professor(a). A respeito da leitura literária em sala de aula, analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) O(A) professor(a) é um sujeito leitor, portanto, tem sua própria leitura do texto. No contexto da sala de aula, cabe a ele(a) antecipar as dificuldades dos estudantes, mediar o compartilhamento das diversas leituras dos estudantes, incentivá-los a levantar hipóteses e a chegar a interpretações aceitáveis e coerentes, mas sem renunciar a particularidades de sua leitura pessoal, que deverá prevalecer na conclusão dos trabalhos.
(__) Na escolha das obras literárias, são reflexões importantes a serem feitas pelo(a) professor(a): a diversidade genérica das obras, transitando desde gêneros mais clássicos a gêneros mais novos; a diversidade histórica, escolhendo desde obras canônicas e clássicas da literatura até obras contemporâneas; a diversidade geográfica, oportunizando que os estudantes leiam obras nacionais e estrangeiras já consagradas, como também de autores locais, regionais, negros, indígenas, etc., e a diversidade temática.
(__) O contexto de leitura é importante para a formação de sujeitos leitores. Pensando no contexto da sala de aula, são mobilizados tanto domínios cognitivos quanto afetivos, logo, um ambiente acolhedor, em que há confiança, respeito e escuta mútuos, é crucial na formação leitora e humana desses sujeitos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
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Q3808572 Pedagogia
"Entendo aqui por humanização (já que tenho falado tanto nela) o processo que confirma no homem aqueles traços que reputamos essenciais como o exercício da reflexão, a aquisição do saber, a boa disposição para com o próximo, o afinamento das emoções, a capacidade de penetrar nos problemas da vida, o senso da beleza, a percepção a complexidade do mundo e dos seres, o cultivo do humor. A literatura desenvolve em nós a quota de humanidade na medida em que nos torna mais compreensivos e abertos para a natureza, a sociedade, o semelhante."
(Antonio Candido, O direito à literatura. In: Vários escritos. Rio de Janeiro: Ouro sobre Azul, 2011, p. 180.)
"[...] Minha mãe diz que comecei a ler aos dois anos de idade, embora eu ache que quatro deva estar mais próximo da verdade. Eu me tornei leitora cedo, e o que lia eram livros infantis britânicos e americanos.
Também me tornei escritora cedo. Quando comecei a escrever, lá pelos sete anos de idade — textos escritos a lápis com ilustrações feitas com giz de cera que minha pobre mãe era obrigada a ler —, escrevi exatamente o tipo de história que lia: todos os meus personagens eram brancos de olhos azuis, brincavam na neve, comiam maçãs e falavam muito sobre o tempo e sobre como era bom o sol ter saído.
Escrevia sobre isso apesar de eu morar na Nigéria. Eu nunca tinha saído do meu país. Lá, não tinha neve, comíamos mangas e nunca falávamos do tempo, porque não havia necessidade. Meus personagens também bebiam muita cerveja de gengibre, porque os personagens dos livros britânicos que eu lia bebiam cerveja de gengibre. Não importava que eu não fizesse ideia do que fosse cerveja de gengibre. [...]
Como eu só tinha lido livros nos quais os personagens eram estrangeiros, tinha ficado convencida de que os livros, por sua própria natureza, precisavam ter estrangeiros e ser sobre coisas com as quais eu não podia me identificar. Mas tudo mudou quando descobri os livros africanos. [...] Percebi que pessoas como eu, meninas com pele cor de chocolate, cujo cabelo crespo não formava um rabo de cavalo, também podiam existir na literatura. [...]
Eu amava aqueles livros americanos e britânicos que lia. Eles despertaram minha imaginação. Abriram mundos novos para mim, mas a consequência não prevista foi que eu não sabia que pessoas iguais a mim podiam existir na literatura. O que a descoberta de escritores africanos fez por mim foi isto: salvou-me de ter uma história única sobre o que são os livros. [...]
É assim que se cria uma história única: mostre um povo como uma coisa, uma coisa só, sem parar, e é isso que esse povo se torna."
(Chimamanda Ngozi Adichie, O perigo de uma história única. São Paulo: Companhia das Letras, 2009.)
A partir da leitura dos excertos e de seus conhecimentos a respeito de letramentos literários, do ensino de literatura e das legislações e documentos que estruturam a educação básica no Brasil, analise as sentenças a seguir:
I.O ensino de literatura deve organizar-se a partir das obras canônicas, uma vez que há, no cânone, uma presença diversa de autores contemplando a diversidade étnico-racial que compõe o país. Desse modo, tem-se representatividade na literatura afro-brasileira a partir de escritores consagrados, como Machado de Assis, Lima Barreto e o poeta catarinense Cruz e Souza.
II.O ensino de literatura tem papel relevante dentro do contexto multicultural que forma o Brasil. A experiência literária nos permite saber da vida por meio da experiência, do olhar e da cultura do outro, assim como vivenciar essa experiência, ou seja, por meio da literatura é possível encontrar olhares diversos sobre a sociedade, a cultura e o próprio indivíduo representado, corroborando a construção de uma sociedade organizada horizontalmente em valores que abrangem todas as camadas sociais culturais.
III.Enquanto objeto de estudo das aulas de literatura, é importante que a diversidade cultural seja vista sob uma ótica teórico-crítica, reconhecendo-a como um objeto de valor e não como uma produção excêntrica. Portanto, é preciso sair das produções sobre os negros e indígenas para uma produção dos negros e dos indígena.
 É correto o que se afirma em:
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Q3808564 Pedagogia
No processo ensino-aprendizagem de Língua Portuguesa, a partir da concepção enunciativo-discursiva e com foco no caráter dialógico da linguagem e de sua natureza sócio-histórica e ideológica, há quatro eixos de integração das práticas de linguagem, a saber: a leitura, a produção de textos, a oralidade e a prática de análise linguística/semiótica. Nesse sentido, o trabalho com a compreensão e a produção textual são centrais. Tendo isso como ponto de partida, analise as sentenças a seguir:
I.A leitura e a escuta precisam considerar as dimensões social e verbal dos gêneros do discurso, contemplando questões contextuais, em sentido mais amplo, tanto quanto aspectos referentes à materialidade textual, uma vez que a atenção do sujeito leitor para os recursos linguísticos empregados pelo autor do texto é fundamental na ampliação das vivências com o ato de ler. Isso reflete um movimento de autoria nos processos de compreensão.
II.Na produção textual, vinculada tanto à oralidade quanto à escrita, deve-se criar condições para que os sujeitos revelem aquilo que têm a dizer, a partir da sua realidade, projetando a relação entre o local e o global e possibilitando que assumam a posição de autores de seus próprios textos; são oportunidades, entre outras, de "dar voz", de os alunos assumirem posições, de ampliarem a atuação social, tendo em vista que isso potencializa uma inserção mais efetiva deles na diversidade de espaços sociais em que as práticas de linguagem têm papel central.
III.Tanto na compreensão quanto na produção, a oralidade deve ocupar um lugar secundário, ainda que seja uma prática que contribua efetivamente para a inserção dos estudantes nas diferentes interações sociais. Isso se deve ao fato de que, no ambiente escolar, há "diferentes vozes", mas nem todos os estudantes estão aptos ou confortáveis a se expor oralmente, produzindo textos de gêneros típicos da oralidade. Forçá-los não favorece sua constituição como sujeitos da cidadania.
É correto o que se afirma em: 
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Q3808082 Pedagogia
O ensino de Língua Portuguesa, Língua Estrangeira e Arte compartilha o objetivo de desenvolver competências expressivas e interpretativas que favoreçam:
Alternativas
Respostas
101: B
102: B
103: A
104: A
105: B
106: D
107: B
108: A
109: B
110: B
111: C
112: B
113: D
114: B
115: E
116: B
117: A
118: B
119: B
120: E