Questões de Concurso
Comentadas sobre teorias e práticas para o ensino de história em pedagogia
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I – A história regional valoriza as diferenças e a multiplicidade presentes nos processos históricos.
II – A historiografia nacional costuma enfatizar as semelhanças na formação do país.
III – A história regional impede o aprofundamento da história nacional, pois trata apenas de aspectos isolados.
Assinale a alternativa correta.
Assim, analise as afirmativas a seguir:
I.A noção de 'longa duração', desenvolvida por Fernand Braudel, refere-se ao tempo dos eventos políticos e militares (batalhas, reinados), que mudam rapidamente a sociedade e são o foco principal do ensino de História tradicional.
II.Trabalhar com a perspectiva do tempo histórico plural implica reconhecer que diferentes culturas (como as indígenas ou africanas) possuem concepções de tempo distintas da concepção linear ocidental, muitas vezes baseadas na circularidade ou no tempo mítico.
III.O estudo do cotidiano e da cultura material (como objetos, vestimentas, moradias) em sala de aula é uma metodologia eficaz para acessar as temporalidades de 'média duração' (conjunturas) e 'longa duração' (estruturas), percebendo as lentas transformações da vida social.
Está correto o que se afirma em:
(__)Tecnologias digitais facilitam o acesso a múltiplas fontes históricas.
(__)Recursos audiovisuais não contribuem para ampliar interpretações.
(__)Ambientes virtuais favorecem atividades colaborativas em História.
(__)O uso de tecnologias deve restringir o desenvolvimento de práticas investigativas.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
"A BNCC estabelece competências que articulam _____, incentivam _____ e orientam práticas que valorizam a diversidade."
Assinale a alternativa que preenche corretamente as lacunas do texto acima:
I.O pensamento crítico requer confronto entre diferentes interpretações históricas.
II.A reflexão histórica dispensa o uso de fontes, pois baseia-se apenas em opinião.
III.O debate argumentado contribui para construção de explicações fundamentadas.
IV.A análise crítica impede que o aluno desenvolva autonomia intelectual.
Está CORRETO o que se afirma em:
A resposta de François Hartog lança uma luz penetrante para reorganizarmos nossa maneira de estudar e de ensinar a História. Diz ele que precisamos nos basear em dois princípios:
1. edificar o próprio ponto de vista tão explicitamente quanto possível e
2. realizar sempre uma abordagem comparativa. Trata-se, portanto, de ensinar aos alunos não a contemplar o “edifício da História” como algo já pronto, mas de ensinar-lhes a edificar o próprio edifício.
(Rafael Ruiz, Novas formas de abordar o ensino de História. Em: Leandro Karnal, História na sala de aula: conceitos, práticas e propostas, 2015. Adaptado)
Segundo o artigo citado, ensinar a edificar o próprio ponto de vista histórico significa, entre outros pontos, ensinar a
Nos últimos anos, o ensino de História no Estado do Ceará passou por reformulações curriculares alinhadas à BNCC, buscando garantir uma formação crítica, plural e democrática. Esses referenciais orientam o trabalho pedagógico em municípios como Mauriti, reforçando a importância de práticas que valorizem a diversidade cultural, os movimentos históricos de populações afro-brasileiras e indígenas e as relações humanas no tempo e no espaço. Essas novas perspectivas favorecem que os estudantes compreendam sua territorialidade, sua corporeidade e as dimensões propositivas da sua identidade e inserção no meio, dialogando com realidades locais, regionais, nacionais e globais, e reconheçam as dinâmicas sociais como construções históricas atravessadas por disputas, resistências e transformações.
Considerando essas diretrizes e os princípios pedagógicos presentes no currículo estadual cearense, identifique a alternativa que expressa adequadamente uma competência específica do ensino de História no Ensino Fundamental:
Considerando esse objetivo, assinale a alternativa que expressa corretamente a função do ensino de História:
TROUILLOT, M.-R. Silenciando o passado: poder e a produção da história. Curitiba: Huya, 2016.
A Revolução do Haiti (1791-1804) é considerada a primeira rebelião vitoriosa de pessoas escravizadas nas Américas, culminando na emancipação do país e na extinção da escravidão. Sob a liderança de Toussaint Louverture, o movimento destacou-se pela atuação central dos africanos e afrodescendentes na formação de um Estado soberano. O historiador Michel-Rolph Trouillot investiga como as narrativas históricas eurocêntricas e coloniais frequentemente invisibilizam esse movimento, seus agentes e suas contribuições para a trajetória global. Em uma aula, o professor propôs um debate sobre a Revolução do Haiti. Com base no texto, ele solicitou aos estudantes uma reflexão sobre o teor das narrativas. Essa proposta didática objetivou