Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de geografia em pedagogia
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Todas as alternativas a seguir trazem assuntos importantes relacionados à teoria tectônica de placas. Identifique aquela em que a forma de apresentação do conteúdo traz, ao mesmo tempo, informações corretas, e linguagem adequada à 1a série do ensino médio.
MARTINS, Dadá et al. Geografia no cotidiano: ensino médio. 1o ano. Curitiba: Base Editorial, 2016, p. 144.
Tema comum nas aulas de geografia, o aquecimento global está na ordem do dia. Sabemos que, com frequência, hipóteses científicas são tratadas como certezas pelo senso comum.
Considerando a importância do rigor científico para o contexto escolar, assinale a alternativa a respeito do aquecimento global que poderia ser questionada.
HARVEY, David. O enigma do capital e as crises do capitalismo. São Paulo: Boitempo, 2011, p. 135.
O trecho acima lança luzes sobre a emergência do modelo de produção flexível, fortemente marcado pela fragmentação do processo produtivo e com consequências sensíveis na complexificação da Divisão Internacional do Trabalho (DIT).
Assinale a alternativa que expressa uma dualidade espacial inerente à atual configuração da DIT.
CRUZ, Valter do Carmo. “Geografia e pensamento descolonial: notas sobre um diálogo necessário para a renovação do pensamento crítico”. In: CRUZ, V. C.; OLIVEIRA, D. A. Geografia e giro descolonial: experiências, ideias e horizontes de renovação do pensamento crítico. Rio de Janeiro: Letra Capital, 2017, p. 16.
Geralmente colocada como uma herança superada com o fim do colonialismo, a experiência colonial constitui processos de colonialidade do poder, do saber, do ser e da natureza que marcam a nossa formação social.
Assinale, dentre as alternativas a seguir, extraídas das habilidades da BNCC do Ensino Fundamental (anos finais), aquela que evidencia a presença da colonialidade nos currículos escolares.
Duas características [...] são determinantes para que o Cerrado seja um dos mais importantes biomas do Brasil: a capacidade que suas plantas têm de captar o carbono do ambiente e a capacidade das raízes de captar e reter água. E essas duas características o transformam em uma verdadeira floresta invertida. Segundo o professor Altair Seles Barbosa, “de todas as formas de vegetação que existem, o Cerrado é a que mais limpa a atmosfera. Isso ocorre porque ele se alimenta basicamente do gás carbônico que está no ar, porque seu solo é oligotrófico”. Dele também nascem vários rios pequenos que vão formando as bacias hidrográficas. [...] Os aquíferos são outro ponto de extrema importância quando se fala em Cerrado: toda a água captada e distribuída pelos aquíferos garante a sobrevivência de grande parte da população brasileira. Se o Cerrado não for preservado, a sobrevivência de nossa própria espécie estará ameaçada.
COMISSÃO PASTORAL DA TERRA. Disponível em: www.cptnacional.org.br. Acesso em: 1 ago. 2018.
As assertivas a seguir trazem possíveis relações das temáticas tratadas no texto com assuntos trabalhados na geografia escolar.
I – Hidrologia: o comprometimento das reservas de aquíferos subterrâneos, em decorrência do avanço da agricultura de subsistência nas áreas centrais do país. II – Dinâmica econômica do Brasil: a relação entre os complexos regionais brasileiros e a interferência mútua das atividades agrárias e urbanas. III – Dinâmica climática do Brasil: a interferência da cobertura vegetal na formação de “rios voadores”, garantindo o regime de chuvas em regiões interioranas. IV – Formação territorial do Brasil: a importância das reservas indígenas como unidades de preservação ambiental e sociocultural. V – Poluição atmosférica: efeito da aceleração do processo de urbanização nas bordas mais setentrionais do país.
Tendo em vista a consistência teórica, assinale a alternativa em que estão presentes as assertivas com temas e conteúdos que podem ser explorados em sala de aula.
Era costume e, infelizmente, ainda é comum os pesquisadores (e planejadores) tomarem os níveis de análise da realidade como “dados”, quase da mesma maneira como observamos uma porção da superfície terrestre expressa em uma fotografia aérea ou imagem de satélite. [...] Em outras palavras, é como se esses níveis “estivessem sempre aí”, apenas à espera de alguém para “descobri-los” ou “usá-los” para elucidar a realidade.
SOUZA, Marcelo Lopes de. Os conceitos fundamentais da pesquisa socioespacial. 2. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2015, p. 187.
Pensando na inquietação apresentada pelo autor, pode-se apresentar como exemplo da inconsistência de se tomar o conceito de escala geográfica como um conjunto de recortes inatos e imutáveis, o uso da expressão

Fonte: CNPq. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br. Acesso em: 1 ago. 2018.
A análise da distribuição dos doutores no território brasileiro, disposta por macrorregiões da atual regionalização oficial do IBGE, aponta para um padrão espacial que remete a outra proposta de regionalização, qual seja, àquela feita
MONK, J.; HANSON, S. “Não excluam metade da humanidade da geografia humana”. In: SILVA, Joseli Maria; ORNAT, Marcio Jose; CHIMIN JR, Alcides Baptista (Org.). Geografias feministas e das sexualidades: encontros e diferenças. Ponta Grossa: Todapalavra, 2016, p. 48.
Assinale a alternativa que apresenta uma abordagem com cegueira de gênero na geografia escolar.
A familiarização dos estudantes com os elementos cartográficos constitui um processo em que podemos estabelecer uma correlação, principalmente, entre a Geografia e o componente curricular
TEXTO I
Mapa dos sonhos
A guerra devastou nosso país. Os prédios ruíram, viraram pó. Perdemos tudo o que tínhamos e fugimos de mãos vazias.
Percorremos um longo caminho, rumo ao leste, e chegamos a um país de verões quentes e invernos gelados, a uma cidade cujas casas eram de barro, palha e estrume de camelo, rodeada por estepes poeirentas, abrasadas pelo sol.
Fomos morar num quartinho, com um casal que não conhecíamos. Dormíamos no chão de terra batida. Eu não tinha brinquedos nem livros. E o pior: a comida era pouca.
Um dia, meu pai foi ao mercado comprar pão. A tarde foi caindo, e ele não voltava. Minha mãe e eu o esperávamos, preocupados e famintos. Já estava escurecendo quando ele chegou, trazendo um rolo de papel embaixo do braço.
– Comprei um mapa – anunciou, triunfante.
– Onde está o pão? – minha mãe perguntou.
– Comprei um mapa – ele repetiu.
Mamãe e eu não dissemos nada.
– Meu dinheiro só dava para comprar um pedaço minúsculo de pão, que não mataria nossa fome – ele explicou, se desculpando.
– Não temos nada para comer – minha mãe disse, amargurada.
– Em compensação, temos um mapa.
Fiquei furioso. Achei que não ia conseguir perdoá-lo, e fui para a cama com fome, enquanto o casal que morava conosco comia seu jantar minguado.
O marido era escritor. Ele escrevia em silêncio, mas fazia um barulhão danado quando mastigava. Mastigava uma casquinha de pão com o maior entusiasmo, como se fosse a guloseima mais deliciosa do mundo. Senti inveja do pão dele. Quem dera eu pudesse mastigá-lo! Cobri a cabeça com o cobertor para não ouvi-lo estalar os lábios com aquela satisfação tão barulhenta.
No dia seguinte, meu pai pendurou o mapa. Ele ocupou a parede inteira! Nosso quartinho sem graça inundou-se de cores.
Fiquei fascinado pelo mapa e passei horas olhando para ele, examinando cada detalhe. E durante muitos dias eu o desenhei em cada pedacinho de papel que me aparecia pela frente.
Eu encontrava nomes desconhecidos naquele mapa. Lia-os em voz alta, me deliciando com seu som estranho e usando-os para compor quadrinhas rimadas:
Fukuoka Takaoka Omsk,
Fukuyama Nagayama Tomsk,
Okasaki Miyasaki Pinsk,
Pensilvânia Transilvânia Minsk!
Eu repetia esses versos como uma fórmula mágica, e, sem nunca sair do quarto, me transportava para longe.
Aterrissei em desertos abrasadores.
Percorri praias, sentindo a areia entre os dedos dos pés.
Escalei montanhas nevadas onde o vento gelado me lambia o rosto.
Vi templos maravilhosos com esculturas de pedra dançando nas paredes e pássaros de todas as cores cantando nos telhados.
Atravessei pomares cheios de frutas, comi mamões e mangas até me fartar.
Bebi água fresquinha e descansei à sombra de palmeiras.
Cheguei a uma cidade de arranha-céus e tentei contar suas janelas. Eram tantas que caí no sono antes de acabar.
E assim passei horas de encantamento longe da fome e da miséria.
E perdoei meu pai. Afinal, ele fez a coisa certa.
Nota do autor: Nasci em Varsóvia, na Polônia. O bombardeio de Varsóvia aconteceu em 1939, quando eu tinha 4 anos. Lembro-me das ruas afundando, dos edifícios queimados ou desmoronando, virando pó, e de uma bomba que caiu no vão da escada do nosso prédio. Pouco depois, fugi da Polônia com minha família. Durante seis anos moramos na União Soviética, a maior parte do tempo na Ásia Central, na cidade de Turquestão, onde hoje é o Casaquistão. Por fim chegamos a Paris, em 1947, e nos mudamos para Israel em 1949. Vim para os Estados Unidos em 1959. A história desse livro é de quando eu tinha quatro ou cinco anos, nos primeiros tempos de nossa permanência no Turquestão. O mapa original se perdeu há muito tempo.

QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
Para que os mapas ganhem sentido de representação geográfica, é preciso um cuidadoso trabalho com cartografia na escola. Sobre esse trabalho pedagógico, é possível afirmar que
Uma concepção socioconstrutivista entende o processo de conhecimento que ocorre no ensino como uma construção que envolve o aluno (sujeito) e o saber escolar (objeto), na qual ambos são ativos e estão em interação. Sendo assim, uma ação didática importante a ser desencadeada no ensino com vistas à construção de conceitos são as atividades dos alunos. Não se trata apenas de propiciar oportunidades para que os alunos fiquem em atividade física durante as aulas. Essas atividades externas são importantes, principalmente para os alunos mais jovens, mas sua importância é maior pela possibilidade de se transformarem, pela internalização e pela linguagem, em atividades internas, intelectuais, de pensamento.
Lana Cavalcanti. Geografia e construção de conhecimentos, Campinas: Papirus, 1998, p. 145.
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente.
O pensamento geográfico tem como objeto a espacialidade da
sociedade, estudada por meio de conceitos que apresentam
traços comuns, tais como os conceitos de espaço, lugar,
paisagem, região e território.
Uma concepção socioconstrutivista entende o processo de conhecimento que ocorre no ensino como uma construção que envolve o aluno (sujeito) e o saber escolar (objeto), na qual ambos são ativos e estão em interação. Sendo assim, uma ação didática importante a ser desencadeada no ensino com vistas à construção de conceitos são as atividades dos alunos. Não se trata apenas de propiciar oportunidades para que os alunos fiquem em atividade física durante as aulas. Essas atividades externas são importantes, principalmente para os alunos mais jovens, mas sua importância é maior pela possibilidade de se transformarem, pela internalização e pela linguagem, em atividades internas, intelectuais, de pensamento.
Lana Cavalcanti. Geografia e construção de conhecimentos, Campinas: Papirus, 1998, p. 145.
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente.
Paisagem e espaço são conceitos sinônimos, pois ambos se
referem às formas que exprimem heranças passadas somadas às
dinâmicas sociais que se desenvolvem em determinado local.
Uma concepção socioconstrutivista entende o processo de conhecimento que ocorre no ensino como uma construção que envolve o aluno (sujeito) e o saber escolar (objeto), na qual ambos são ativos e estão em interação. Sendo assim, uma ação didática importante a ser desencadeada no ensino com vistas à construção de conceitos são as atividades dos alunos. Não se trata apenas de propiciar oportunidades para que os alunos fiquem em atividade física durante as aulas. Essas atividades externas são importantes, principalmente para os alunos mais jovens, mas sua importância é maior pela possibilidade de se transformarem, pela internalização e pela linguagem, em atividades internas, intelectuais, de pensamento.
Lana Cavalcanti. Geografia e construção de conhecimentos, Campinas: Papirus, 1998, p. 145.
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente.
A percepção que os alunos têm do conceito de lugar
na geografia pode ser de grande utilidade para a localização
e o conhecimento de diferentes partes do mundo, sobretudo por
meio dos mapas temáticos.
Uma concepção socioconstrutivista entende o processo de conhecimento que ocorre no ensino como uma construção que envolve o aluno (sujeito) e o saber escolar (objeto), na qual ambos são ativos e estão em interação. Sendo assim, uma ação didática importante a ser desencadeada no ensino com vistas à construção de conceitos são as atividades dos alunos. Não se trata apenas de propiciar oportunidades para que os alunos fiquem em atividade física durante as aulas. Essas atividades externas são importantes, principalmente para os alunos mais jovens, mas sua importância é maior pela possibilidade de se transformarem, pela internalização e pela linguagem, em atividades internas, intelectuais, de pensamento.
Lana Cavalcanti. Geografia e construção de conhecimentos, Campinas: Papirus, 1998, p. 145.
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente.
O entendimento discente da totalidade do espaço como
objeto inicial de observação do saber geográfico é
consolidado conforme a condição sociocultural e o capital
cultural do aluno.
Uma concepção socioconstrutivista entende o processo de conhecimento que ocorre no ensino como uma construção que envolve o aluno (sujeito) e o saber escolar (objeto), na qual ambos são ativos e estão em interação. Sendo assim, uma ação didática importante a ser desencadeada no ensino com vistas à construção de conceitos são as atividades dos alunos. Não se trata apenas de propiciar oportunidades para que os alunos fiquem em atividade física durante as aulas. Essas atividades externas são importantes, principalmente para os alunos mais jovens, mas sua importância é maior pela possibilidade de se transformarem, pela internalização e pela linguagem, em atividades internas, intelectuais, de pensamento.
Lana Cavalcanti. Geografia e construção de conhecimentos, Campinas: Papirus, 1998, p. 145.
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente.
No ensino da geografia, a atividade construtiva entre sujeito
e objeto está voltada aos aspectos avaliativos.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Em relação ao ensino da Geografia, analise as afirmativas abaixo:
I. A educação básica permite a compreensão de conteúdos de formação geral do estudante. O currículo de Geografia, por sua vez, tem a função de contribuir na compreensão dos espaços geográficos e dinâmica da natureza em suas múltiplas relações.
II. As noções de Cartografia devem ser inseridas no ensino fundamental desde as séries iniciais, para que o estudante possa compreender a linguagem cartográfica e a representação do espaço.
III. Mais que um processo mnésico, o ensino da Geografia deve contemplar situações didáticas que incentivem o conhecimento, a contextualização de conteúdos e a compreensão mais ampla e crítica da realidade.
IV. As atividades de campo podem ser uma importante ferramenta de aprendizagem, por permitirem a vivência dos conteúdos trabalhados em classe, o que possibilita ao estudante uma leitura do espaço, articulando-se teoria à prática.
Está(ão) CORRETA(S)
A geografia enquanto disciplina estuda a sociedade através da espacialidade das relações sociais e suas territorialidades, assim como as modificações que o homem imprime na natureza, no intuito de modificar a realidade que o cerca pela via de uma maior inserção social.
Geobau: caracteres sobre geografia e afins. Internet:<www.marcosbau.com.br> (com adaptações).
A partir do texto precedente, assinale a opção correta quanto aos métodos de avaliação da disciplina.
O território não é apenas o conjunto dos sistemas naturais e de sistemas de coisas superpostas. O território tem que ser entendido como o território usado, não o território em si. O território usado é o chão mais a identidade. A identidade é o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence. O território é o fundamento do trabalho, o lugar da residência, das trocas materiais, culturais, espirituais e do exercício da vida. O território em si não é uma categoria de análise em disciplinas históricas, como a geografia. É o território usado que é uma categoria de análise.
Milton Santos. O dinheiro e o território. In: Geographia, Universidade de São Paulo, ano 1, n.º 1, 1999, p. 8 (com adaptações).
No ensino da geografia, é necessário, para o entendimento do território como referido por Milton Santos, tratar