Questões de Concurso
Sobre teorias e práticas para o ensino de geografia em pedagogia
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A familiarização dos estudantes com os elementos cartográficos constitui um processo em que podemos estabelecer uma correlação, principalmente, entre a Geografia e o componente curricular
TEXTO I
Mapa dos sonhos
A guerra devastou nosso país. Os prédios ruíram, viraram pó. Perdemos tudo o que tínhamos e fugimos de mãos vazias.
Percorremos um longo caminho, rumo ao leste, e chegamos a um país de verões quentes e invernos gelados, a uma cidade cujas casas eram de barro, palha e estrume de camelo, rodeada por estepes poeirentas, abrasadas pelo sol.
Fomos morar num quartinho, com um casal que não conhecíamos. Dormíamos no chão de terra batida. Eu não tinha brinquedos nem livros. E o pior: a comida era pouca.
Um dia, meu pai foi ao mercado comprar pão. A tarde foi caindo, e ele não voltava. Minha mãe e eu o esperávamos, preocupados e famintos. Já estava escurecendo quando ele chegou, trazendo um rolo de papel embaixo do braço.
– Comprei um mapa – anunciou, triunfante.
– Onde está o pão? – minha mãe perguntou.
– Comprei um mapa – ele repetiu.
Mamãe e eu não dissemos nada.
– Meu dinheiro só dava para comprar um pedaço minúsculo de pão, que não mataria nossa fome – ele explicou, se desculpando.
– Não temos nada para comer – minha mãe disse, amargurada.
– Em compensação, temos um mapa.
Fiquei furioso. Achei que não ia conseguir perdoá-lo, e fui para a cama com fome, enquanto o casal que morava conosco comia seu jantar minguado.
O marido era escritor. Ele escrevia em silêncio, mas fazia um barulhão danado quando mastigava. Mastigava uma casquinha de pão com o maior entusiasmo, como se fosse a guloseima mais deliciosa do mundo. Senti inveja do pão dele. Quem dera eu pudesse mastigá-lo! Cobri a cabeça com o cobertor para não ouvi-lo estalar os lábios com aquela satisfação tão barulhenta.
No dia seguinte, meu pai pendurou o mapa. Ele ocupou a parede inteira! Nosso quartinho sem graça inundou-se de cores.
Fiquei fascinado pelo mapa e passei horas olhando para ele, examinando cada detalhe. E durante muitos dias eu o desenhei em cada pedacinho de papel que me aparecia pela frente.
Eu encontrava nomes desconhecidos naquele mapa. Lia-os em voz alta, me deliciando com seu som estranho e usando-os para compor quadrinhas rimadas:
Fukuoka Takaoka Omsk,
Fukuyama Nagayama Tomsk,
Okasaki Miyasaki Pinsk,
Pensilvânia Transilvânia Minsk!
Eu repetia esses versos como uma fórmula mágica, e, sem nunca sair do quarto, me transportava para longe.
Aterrissei em desertos abrasadores.
Percorri praias, sentindo a areia entre os dedos dos pés.
Escalei montanhas nevadas onde o vento gelado me lambia o rosto.
Vi templos maravilhosos com esculturas de pedra dançando nas paredes e pássaros de todas as cores cantando nos telhados.
Atravessei pomares cheios de frutas, comi mamões e mangas até me fartar.
Bebi água fresquinha e descansei à sombra de palmeiras.
Cheguei a uma cidade de arranha-céus e tentei contar suas janelas. Eram tantas que caí no sono antes de acabar.
E assim passei horas de encantamento longe da fome e da miséria.
E perdoei meu pai. Afinal, ele fez a coisa certa.
Nota do autor: Nasci em Varsóvia, na Polônia. O bombardeio de Varsóvia aconteceu em 1939, quando eu tinha 4 anos. Lembro-me das ruas afundando, dos edifícios queimados ou desmoronando, virando pó, e de uma bomba que caiu no vão da escada do nosso prédio. Pouco depois, fugi da Polônia com minha família. Durante seis anos moramos na União Soviética, a maior parte do tempo na Ásia Central, na cidade de Turquestão, onde hoje é o Casaquistão. Por fim chegamos a Paris, em 1947, e nos mudamos para Israel em 1949. Vim para os Estados Unidos em 1959. A história desse livro é de quando eu tinha quatro ou cinco anos, nos primeiros tempos de nossa permanência no Turquestão. O mapa original se perdeu há muito tempo.

QUINO. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 1999.
Para que os mapas ganhem sentido de representação geográfica, é preciso um cuidadoso trabalho com cartografia na escola. Sobre esse trabalho pedagógico, é possível afirmar que
Uma concepção socioconstrutivista entende o processo de conhecimento que ocorre no ensino como uma construção que envolve o aluno (sujeito) e o saber escolar (objeto), na qual ambos são ativos e estão em interação. Sendo assim, uma ação didática importante a ser desencadeada no ensino com vistas à construção de conceitos são as atividades dos alunos. Não se trata apenas de propiciar oportunidades para que os alunos fiquem em atividade física durante as aulas. Essas atividades externas são importantes, principalmente para os alunos mais jovens, mas sua importância é maior pela possibilidade de se transformarem, pela internalização e pela linguagem, em atividades internas, intelectuais, de pensamento.
Lana Cavalcanti. Geografia e construção de conhecimentos, Campinas: Papirus, 1998, p. 145.
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente.
O pensamento geográfico tem como objeto a espacialidade da
sociedade, estudada por meio de conceitos que apresentam
traços comuns, tais como os conceitos de espaço, lugar,
paisagem, região e território.
Uma concepção socioconstrutivista entende o processo de conhecimento que ocorre no ensino como uma construção que envolve o aluno (sujeito) e o saber escolar (objeto), na qual ambos são ativos e estão em interação. Sendo assim, uma ação didática importante a ser desencadeada no ensino com vistas à construção de conceitos são as atividades dos alunos. Não se trata apenas de propiciar oportunidades para que os alunos fiquem em atividade física durante as aulas. Essas atividades externas são importantes, principalmente para os alunos mais jovens, mas sua importância é maior pela possibilidade de se transformarem, pela internalização e pela linguagem, em atividades internas, intelectuais, de pensamento.
Lana Cavalcanti. Geografia e construção de conhecimentos, Campinas: Papirus, 1998, p. 145.
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente.
Paisagem e espaço são conceitos sinônimos, pois ambos se
referem às formas que exprimem heranças passadas somadas às
dinâmicas sociais que se desenvolvem em determinado local.
Uma concepção socioconstrutivista entende o processo de conhecimento que ocorre no ensino como uma construção que envolve o aluno (sujeito) e o saber escolar (objeto), na qual ambos são ativos e estão em interação. Sendo assim, uma ação didática importante a ser desencadeada no ensino com vistas à construção de conceitos são as atividades dos alunos. Não se trata apenas de propiciar oportunidades para que os alunos fiquem em atividade física durante as aulas. Essas atividades externas são importantes, principalmente para os alunos mais jovens, mas sua importância é maior pela possibilidade de se transformarem, pela internalização e pela linguagem, em atividades internas, intelectuais, de pensamento.
Lana Cavalcanti. Geografia e construção de conhecimentos, Campinas: Papirus, 1998, p. 145.
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente.
A percepção que os alunos têm do conceito de lugar
na geografia pode ser de grande utilidade para a localização
e o conhecimento de diferentes partes do mundo, sobretudo por
meio dos mapas temáticos.
Uma concepção socioconstrutivista entende o processo de conhecimento que ocorre no ensino como uma construção que envolve o aluno (sujeito) e o saber escolar (objeto), na qual ambos são ativos e estão em interação. Sendo assim, uma ação didática importante a ser desencadeada no ensino com vistas à construção de conceitos são as atividades dos alunos. Não se trata apenas de propiciar oportunidades para que os alunos fiquem em atividade física durante as aulas. Essas atividades externas são importantes, principalmente para os alunos mais jovens, mas sua importância é maior pela possibilidade de se transformarem, pela internalização e pela linguagem, em atividades internas, intelectuais, de pensamento.
Lana Cavalcanti. Geografia e construção de conhecimentos, Campinas: Papirus, 1998, p. 145.
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente.
O entendimento discente da totalidade do espaço como
objeto inicial de observação do saber geográfico é
consolidado conforme a condição sociocultural e o capital
cultural do aluno.
Uma concepção socioconstrutivista entende o processo de conhecimento que ocorre no ensino como uma construção que envolve o aluno (sujeito) e o saber escolar (objeto), na qual ambos são ativos e estão em interação. Sendo assim, uma ação didática importante a ser desencadeada no ensino com vistas à construção de conceitos são as atividades dos alunos. Não se trata apenas de propiciar oportunidades para que os alunos fiquem em atividade física durante as aulas. Essas atividades externas são importantes, principalmente para os alunos mais jovens, mas sua importância é maior pela possibilidade de se transformarem, pela internalização e pela linguagem, em atividades internas, intelectuais, de pensamento.
Lana Cavalcanti. Geografia e construção de conhecimentos, Campinas: Papirus, 1998, p. 145.
Tendo o fragmento de texto precedente como referência inicial, julgue o item subsequente.
No ensino da geografia, a atividade construtiva entre sujeito
e objeto está voltada aos aspectos avaliativos.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Em relação ao ensino da Geografia, analise as afirmativas abaixo:
I. A educação básica permite a compreensão de conteúdos de formação geral do estudante. O currículo de Geografia, por sua vez, tem a função de contribuir na compreensão dos espaços geográficos e dinâmica da natureza em suas múltiplas relações.
II. As noções de Cartografia devem ser inseridas no ensino fundamental desde as séries iniciais, para que o estudante possa compreender a linguagem cartográfica e a representação do espaço.
III. Mais que um processo mnésico, o ensino da Geografia deve contemplar situações didáticas que incentivem o conhecimento, a contextualização de conteúdos e a compreensão mais ampla e crítica da realidade.
IV. As atividades de campo podem ser uma importante ferramenta de aprendizagem, por permitirem a vivência dos conteúdos trabalhados em classe, o que possibilita ao estudante uma leitura do espaço, articulando-se teoria à prática.
Está(ão) CORRETA(S)
A geografia enquanto disciplina estuda a sociedade através da espacialidade das relações sociais e suas territorialidades, assim como as modificações que o homem imprime na natureza, no intuito de modificar a realidade que o cerca pela via de uma maior inserção social.
Geobau: caracteres sobre geografia e afins. Internet:<www.marcosbau.com.br> (com adaptações).
A partir do texto precedente, assinale a opção correta quanto aos métodos de avaliação da disciplina.
O território não é apenas o conjunto dos sistemas naturais e de sistemas de coisas superpostas. O território tem que ser entendido como o território usado, não o território em si. O território usado é o chão mais a identidade. A identidade é o sentimento de pertencer àquilo que nos pertence. O território é o fundamento do trabalho, o lugar da residência, das trocas materiais, culturais, espirituais e do exercício da vida. O território em si não é uma categoria de análise em disciplinas históricas, como a geografia. É o território usado que é uma categoria de análise.
Milton Santos. O dinheiro e o território. In: Geographia, Universidade de São Paulo, ano 1, n.º 1, 1999, p. 8 (com adaptações).
No ensino da geografia, é necessário, para o entendimento do território como referido por Milton Santos, tratar
No plano de uma aula de geografia para o ensino médio, o professor previu análise do seguinte texto pelos alunos.
Distribuídas em barracas de um campo de refugiados improvisado na cidade síria de al-Malikia, a cerca de uma hora de carro da fronteira com o Iraque, famílias árabes acusam os peshmergas (forças de combate do Curdistão iraquiano) de as impedirem de voltar para casa. Elas foram obrigadas a fugir quando o Estado Islâmico avançou sobre o norte do país, de maioria curda, onde viviam. “Fomos pegos de surpresa por uma ofensiva do daash (sigla árabe para o EI). Os peshmergas nos disseram para fugir, porque era muito perigoso ficar. Atravessamos para a Síria”, lembra Abd Khadar, de trinta anos de idade, que fugiu com a mulher, Itab Ali, e com os filhos Diaa, agora com um ano de idade, e Doha, de dois anos de idade. “Meses depois, eles conseguiram liberar nossa cidade, mas nos impedem de atravessar a fronteira com o Iraque. Só queremos voltar para casa”.
Adriana Carranca. Refugiados árabes querem voltar a áreas curdas. Internet:<www.oglobo.globo.com> (com adaptações).
Considerando essa situação hipotética e o texto apresentado, assinale a opção correta, acerca da abordagem teórica e metodológica a ser adotada pelo professor para ministrar a aula.
Texto 7A1AAA
Vidal de La Blache definiu o objeto da geografia como a relação do homem-natureza, na perspectiva da paisagem. Colocou o homem como um ser ativo, que sofre a influência do meio, mas que atua sobre ele, transformando-o. Observou que as necessidades humanas são condicionadas pela natureza, e que o homem busca as soluções para satisfazer tais necessidades nos materiais e nas condições oferecidas pelo meio.
Antonio Carlos Robert Moraes. Geografia: pequena história crítica. 20.ª ed. São Paulo: Annablume, 2005, p. 81 (com adaptações).
Tendo o texto 7A1AAA como referência e considerando o cenário
atual do ensino da geografia, assinale a opção correta.
Com base na Proposta Curricular de Santa Catarina (1998), quanto ao Ensino de Geografia, assinale a alternativa correta que preenche as lacunas das frases a seguir.
( __________ ) - instrumento fundamental, capaz de proporcionar as informações que se precisa e capaz, por outro lado, de fazer as representações que se pretende.
( __________ ) - diz respeito ao encadeamento de ações que se desenvolvem num espaço e tempo ligados à produção das relações sociais.
( __________ ) - representa a aparência do espaço construído.
( __________ ) - resultado da produção humana, num processo de construção social, que é dinâmico e contraditório.
O ensino da Geografia nos anos iniciais do Ensino Fundamental tem como papel fundamental promover a construção de conceitos, utilizando-se das informações da própria realidade, considerando o espaço vivenciado e visível pela e para a criança.
Fonte: SANTA CATARINA. Proposta Curricular de Santa Catarina: educação infantil, ensino fundamental e ensino médio: disciplinas curriculares. Florianópolis: COGEN, 1998, p.183.
Nesse sentido, assinale a alternativa correta que completa as lacunas da frase a seguir.
É no início da escolaridade o momento de concretizar e complexificar a busca da identidade do aluno e a sua
situação no mundo social. É o momento, também, de desenvolver as bases da ____________, realizando atividades
referentes a percursos, trajetos, incorporando as noções de escala, legenda e orientação. A __________ vivido pelo
aluno permite a ele ser um aprendiz do processo de construção e de leitura de __________, ao elaborá-los.