Questões de Concurso Sobre pedagogia

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Q3709136 Pedagogia
Na história, há muitos exemplos de líderes religiosos comprometidos com o bem comum, sendo chamados de profetas e sendo encontrados em várias religiões, que são denominadas "proféticas", pois têm em sua origem e trajetória a figura de um profeta. São líderes de religiões proféticas:

I. Maomé.
II. Confúcio.
III. Jonas.
IV. Jesus Cristo.
V. Sidarta Gautama.

Quais estão corretos?
Alternativas
Q3709135 Pedagogia
Os ritos religiosos e sociais revelam a diversidade de práticas que marcam tanto o cotidiano quanto os momentos de maior importância na vida das pessoas. Na perspectiva da antropologia da religião, os ritos não se reduzem a gestos repetitivos, mas carregam significados que expressam identidades, valores e vínculos comunitários. Considerando o exposto e a análise antropológica dos ritos, assinale a alternativa correta.
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Q3709134 Pedagogia
Na perspectiva da psicologia das religiões, a fé é estudada como fenômeno humano que pode assumir diferentes funções na vida individual e coletiva. Considerando esse campo de investigação, assinale a alternativa que expressa adequadamente como a fé pode se manifestar segundo essa abordagem.
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Q3709133 Pedagogia
O Ensino Religioso, em sociedades contemporâneas marcadas pela secularização e pela pluralidade de crenças, enfrenta o desafio de se manter relevante sem perder seu caráter educativo e formativo. Nesse contexto, a função do Ensino Religioso escolar não é a de impor doutrinas, mas de contribuir para a compreensão crítica do fenômeno religioso, a convivência democrática e o respeito à diversidade cultural. Considerando essas perspectivas, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.

( ) A secularização elimina a necessidade de compreender tradições religiosas, uma vez que elas já não exercem influência significativa na vida social contemporânea.
( ) A pluralidade religiosa inviabiliza qualquer abordagem sistemática do fenômeno religioso, pois a multiplicidade de crenças torna impossível tratar do tema em um espaço escolar comum.
( ) Para garantir unidade formativa, o Ensino Religioso deve ser uniforme e dogmático, privilegiando uma tradição como referência normativa.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
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Q3709132 Pedagogia
O Bhagavad Gita, parte do épico indiano “Mahabharata", apresenta um diálogo entre Arjuna e Krishna em meio a um campo de batalha que simboliza os dilemas da existência humana. No texto, articulam-se reflexões filosóficas, religiosas e éticas, abordando tanto o papel da ação quanto os caminhos para a libertação espiritual. Considerando o conteúdo da obra, analise as assertivas abaixo:

I. O Bhagavad Gita tem como núcleo a descrição cosmogônica da criação do universo físico, constituindo um relato mítico da origem dos seres e do cosmos.
II. Aborda de modo central o conflito entre o dever (dharma) e o desejo individual, conduzindo à reflexão sobre como agir no mundo sem se deixar dominar pelo apego aos resultados.
III. O ensinamento maior do Bhagavad Gita é a anulação completa da ação, defendendo a inatividade como caminho único de libertação da alma.

Quais estão corretas? 
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Q3709131 Pedagogia
0 mito, especialmente em sua dimensão religiosa, desempenha papel fundamental na constituição cultural dos povos, oferecendo narrativas que buscam responder a questões existenciais, organizar valores e transmitir uma identidade comum. Considerando as funções do mito e suas especificidades no contexto religioso, assinale a alternativa correta.
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Q3709115 Pedagogia
O ensino de História no Brasil é orientado por legislações e documentos que definem conteúdos, metodologias e avaliação. A partir da legislação vigente, analise as assertivas abaixo:

I. A LDBEN (Lei nº 9.394/1996) estabelece que o ensino de História deve promover a formação crítica, o respeito à diversidade e a compreensão de processos.
II. A Lei nº 10.639/2003 e a Lei nº 11.645/2008 incluem conteúdos específicos sobre a história afro-brasileiro e indígena, devendo ser ministrados com prioridade no componente curricular de História do Brasil.
III. A BNCC propõe integração de diferentes linguagens, fontes históricas e tecnologias digitais para a aprendizagem significativa de História nos anos finais do Ensino Fundamental.

Quais estão corretas?
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Q3709103 Pedagogia
No ensino de Matemática, a referência à tradição grega é frequentemente usada para destacar a gênese do raciocínio dedutivo e da sistematização dos conhecimentos. Contudo, a historiografia atual reconhece que a matemática praticada no Egito, na Mesopotâmia, na Índia e no mundo árabe também exerceu papéis estruturantes.

Nesse sentido, considerar apenas a herança grega como fundante pode gerar que consequência pedagógica? 
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Q3709100 Pedagogia
A inserção de Inteligência Artificial (IA) e programação no ensino de Matemática levanta debates epistemológicos e pedagógicos. Nesse cenário, o professor precisa equilibrar a dimensão conceitual, histórica e cultural da Matemática com o uso de tecnologias emergentes.

Sobre esse assunto, assinale a alternativa correta. 
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709039 Pedagogia
Com o avanço das tecnologias digitais, a inteligência artificial (IA) vem sendo usada nas escolas como recurso pedagógico ou tema para reflexão filosófica. Capaz de gerar textos, imagens e simular interações, essa tecnologia chama atenção por seu potencial de personalização e pelas questões éticas que levanta ao produzir conteúdos enganosos. Na rede pública, dois professores de filosofia exploram abordagens distintas desse tópico. Uma professora de 9º ano do Ensino Fundamental emprega uma IA com recursos multissensoriais para adaptar conteúdos a uma turma com defasagem de aprendizagem, observando avanços na atenção e na participação. Na 3ª série do Ensino Médio, um professor apresenta casos de desinformação gerada por IA, relaciona o tema à pós-verdade e propõe o debate: em que medida podemos confiar no conhecimento produzido por tecnologias que não distinguem verdade de invenção?
Qual proposta, a seguir, representa uma intervenção pedagógica adequada para essa professora de 9º ano do Ensino Fundamental enfrentar as disparidades de aprendizagem?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709038 Pedagogia
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação afirma, no artigo 35-D, que a Base Nacional Comum Curricular do Ensino Médio estabelece direitos e objetivos de aprendizagem e denomina Ciências Humanas e Sociais Aplicadas (CHSA) a área integrada por Filosofia, Geografia, História e Sociologia, destacando habilidades e competências como elementos fundamentais. No entanto, pesquisas apontam que a implantação do Novo Ensino Médio (NEM) implicou a redução da carga horária destinada a esses componentes curriculares. Segundo o Jornal da Unesp, “entre o anos de 2020 e 2025, no estado de São Paulo, Filosofia e Sociologia perderam 62,9% da carga horária; Geografia, 25,9%. No total, as Ciências Humanas foram reduzidas em 35,1%”.
SAMPAIO, N. Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão Universitária critica
a redução da carga horária das disciplinas de Ciências Humanas para
estudantes paulistas. Jornal da Unesp, mar. 2025 (adaptado).

A integração da área CHSA presente no Novo Ensino Médio, além de contradizer as teorias do currículo que preconizam a disciplinaridade para que a (inter/trans)disciplinaridade ou a transversalidade seja efetivada, promove a redução da carga horária dos componentes curriculares que a compõe. Como a Filosofia foi afetada pelo Novo Ensino Médio (NEM)?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709037 Pedagogia
No planejamento de uma sequência didática para uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), um professor de filosofia necessita incluir dois estudantes surdos recém-integrados à escola. Com o apoio da intérprete de Libras, ele busca reorganizar suas estratégias de ensino, de modo a garantir a participação efetiva de todos os estudantes no processo de aprendizagem filosófica. Seu objetivo é possibilitar a apropriação conceitual do conhecimento filosófico por meio de estratégias que respeitem a diversidade linguística e cultural da turma, promovendo a autonomia e a valorização das experiências dos estudantes surdos. Em um dos encontros, propõe o tema da liberdade, considerando sua complexidade e pertinência para a realidade dos estudantes. Na aula seguinte, que tratou de Estética e Filosofia da Arte, o professor exibiu a pintura O naufrágio, de Wiliam Turner, como ponto de partida para uma discussão filosófica, articulando esse tema da liberdade à tensão entre a fragilidade humana e as forças da natureza.

  

 TURNER, W. O naufrágio. Óleo sobre tela, 171 × 240 cm.

Tate Gallery, Londres, 1805.

Disponível em: www.tate.org.uk. Acesso em: 25 maio 2025.
Em uma aula de Estética, considerando as especificidades de estudantes surdos em uma turma de EJA, a abordagem didática adequada para favorecer a compreensão conceitual e a participação no processo de ensino e de aprendizagem consiste em
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709036 Pedagogia
No planejamento de uma sequência didática para uma turma de Educação de Jovens e Adultos (EJA), um professor de filosofia necessita incluir dois estudantes surdos recém-integrados à escola. Com o apoio da intérprete de Libras, ele busca reorganizar suas estratégias de ensino, de modo a garantir a participação efetiva de todos os estudantes no processo de aprendizagem filosófica. Seu objetivo é possibilitar a apropriação conceitual do conhecimento filosófico por meio de estratégias que respeitem a diversidade linguística e cultural da turma, promovendo a autonomia e a valorização das experiências dos estudantes surdos. Em um dos encontros, propõe o tema da liberdade, considerando sua complexidade e pertinência para a realidade dos estudantes. Na aula seguinte, que tratou de Estética e Filosofia da Arte, o professor exibiu a pintura O naufrágio, de Wiliam Turner, como ponto de partida para uma discussão filosófica, articulando esse tema da liberdade à tensão entre a fragilidade humana e as forças da natureza.

  

 TURNER, W. O naufrágio. Óleo sobre tela, 171 × 240 cm.

Tate Gallery, Londres, 1805.

Disponível em: www.tate.org.uk. Acesso em: 25 maio 2025.
A inclusão dos estudantes surdos no processo de ensino e aprendizagem do conceito trabalhado nessa turma de EJA é promovida por meio do(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709032 Pedagogia
O conceito, criação racional, pode ser apreendido. Já o problema que mobiliza o pensamento, por ser sensível, pré-racional, não pode ser compreendido. A proposta contida neste capítulo é a de um “método regressivo”: a partir de um conceito ou conjunto de conceitos criados por um filósofo, regredir ao problema ou problemas que o levou(aram) a criá-lo. E, mediante a realização desse movimento regressivo com os estudantes, dar a eles o “direito a seus próprios problemas”, habilitando-os a fazerem eles mesmos o movimento de pensamento e criação de conceitos. Em outras palavras, propõe-se aqui um método para o ensino de filosofia que seja emancipador, que ofereça a cada um as ferramentas para pensar por si mesmo.

GALLO, S. Metodologia do ensino de Filosofia: uma didática para o Ensino Médio. São Paulo: Papirus, 2012.
A pedagogia histórico-crítica propõe um método no qual o estudante, com base em sua prática social, problematize-a, seja instruído com o saber sistematizado, promova a catarse e realize sua prática social sob nova condição. Há aspectos que dialogam com o movimento “regressivo”, proposto por Silvio Gallo, que parte da problematização (afetação) em direção à apropriação crítica do conhecimento filosófico, visando o desenvolvimento do pensar por si próprio. Qual procedimento pedagógico é coerente com o diálogo entre a pedagogia histórico-crítica e a pedagogia do conceito?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709024 Pedagogia
O professor-filósofo e seus estudantes-filósofos-potenciais conformam um espaço comum de recriação no qual as perguntas se convertem em problemas que olham duas direções: para a singularidade de cada um no perguntar-se (e a busca pessoal de respostas) e para a universalidade do perguntar filosófico (e as respostas que os filósofos se deram ao longo do tempo). Em um curso filosófico, essas direções confluem e se alimentam mutuamente. O resultado possível desse encontro é que ensinar Filosofia, então, nunca terá garantias de que alguém “aprenda” a ser “um filósofo”, ao menos do modo como o professor deseja. O que um bom professor tentará fazer é criar as condições para que talvez se dê um “amor”.
CERLETTI, A. O ensino de filosofia como problema filosófico. Belo Horizonte: Autêntica, 2009 (adaptado).

Uma professora da 2ª série do Ensino Médio, ao compreender que o estudante é um filósofo em potencial, organiza suas aulas adotando a aprendizagem baseada em problemas como metodologia de ensino. Ao selecionar o modo de avaliar os estudantes, ela opta por um sistema no qual
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709023 Pedagogia
A reflexão sobre o ensino de filosofia na Educação Básica envolve diferentes abordagens. Franklin Leopoldo e Silva, por exemplo, questiona se a História da Filosofia deve ser o centro ou apenas um referencial do currículo: como centro, organiza o conteúdo; como referencial, submete-se às questões filosóficas. Diante disso, pode-se considerar o desdobramento de três eixos curriculares: o histórico, que segue uma certa ordem centrada na produção das obras filosóficas, mas que pode se tornar enciclopédico; o temático, que aborda temas filosóficos próximos da vivência dos estudantes; e o problemático, que organiza o ensino em torno de problemas filosóficos, que, conforme Silvio Gallo, permite integrar tanto os temas quanto a História da Filosofia e convidar o estudante ao exercício de elaboração de conceitos filosóficos.

Conforme as propostas e diretrizes mais atuais do ensino de filosofia, espera-se que os estudantes se apropriem dos conteúdos desse componente curricular. Dessa forma, como parte dos processos de ensino e de aprendizagem, um tipo de avaliação pertinente é a
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709011 Pedagogia
TEXTO 1

A razão é que uma relativa intensificação das forças produtivas já não representa eo ipso um potencial excedente e com consequências emancipadoras, em virtude do qual entrem em colapso as legitimações de uma ordem de dominação vigente. Pois agora, a primeira força produtiva, a saber, o progresso técnico-científico submetido a controle, tornou-se o fundamento da legitimação. Esta nova forma de legitimação perdeu, sem dúvida, a velha forma de ideologia. A consciência tecnocrática é, por um lado, “menos ideológica” do que todas as ideologias precedentes; pois não tem o poder opaco de uma ofuscação que apenas sugere falsamente a realização dos interesses. Por outro lado, a ideologia de fundo, um tanto vítrea, hoje dominante, que faz da ciência um feitiço, e mais irresistível e de maior alcance do que as ideologias de tipo antigo, já que com a dissimulação das questões não só justifica o interesse parcial de dominação de uma determinada classe e reprime a necessidade parcial de emancipação por parte de outra classe, mas também afeta o interesse emancipador como tal do gênero humano.

HABERMAS, J. Técnica e ciência como ideologia.

Lisboa: Edições 70, 1968 (adaptado).


TEXTO 2 Há centenas de narrativas de povos que estão vivos, contam histórias, cantam, viajam, conversam e nos ensinam mais do que aprendemos nessa humanidade. Nós não somos as únicas pessoas interessantes no mundo, somos parte do todo. Isso talvez tire um pouco da vaidade dessa humanidade que nós pensamos ser, além de diminuir a falta de reverência que temos o tempo todo com as outras companhias que fazem essa viagem cósmica com a gente.

KRENAK, A. Ideias para adiar o fim do mundo.

São Paulo: Cia. das Letras, 2019
Em uma aula de filosofia para a 2ª série do Ensino Médio, uma professora apresentou algumas reflexões sobre o uso crescente de artefatos tecnológicos entre crianças, jovens e adultos. Com base nesses textos, qual atividade pedagógica é adequada para essa professora analisar o impacto da tecnologia na vida dos indivíduos?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709010 Pedagogia
Nas sociedades de controle, que cada vez mais parecem materializar-se diante de nossos olhos, a tônica dominante é, portanto, o controle permanente sobre os fluxos de informação, sobre os padrões de comportamento dos indivíduos, gerando relações de poder mais difusas e descentradas, mas, mesmo por isso, mais abrangentes e mais eficientes no processo de regulação social.
GALLO, S.; ASPIS, R. L. Ensino de filosofia e cidadania nas “sociedades de
controle”: resistência e linhas de fuga.
Pró-posições, n. 1, jan.-abr. 2010.

Com base no texto, uma intervenção pedagógica no contexto de sala de aula, como forma de resistência à sociedade de controle, deve estimular o(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3709000 Pedagogia
 Educação após Auschwitz


Qualquer debate acerca de metas educacionais carece de significado e importância frente a essa meta: que Auschwitz não se repita. Ela foi a barbárie contra a qual se dirige toda a educação. Fala-se da ameaça de uma regressão à barbárie. Mas não se trata de uma ameaça, pois Auschwitz foi a regressão; a barbárie continuará existindo enquanto persistirem no que têm de fundamental as condições que geram esta regressão. É isto que apavora. Apesar da não visibilidade atual dos infortúnios, a pressão social continua se impondo. Ela impele as pessoas em direção ao que é indescritível e que, nos termos da história mundial, culminaria em Auschwitz. Dentre os conhecimentos proporcionados por Freud, efetivamente relacionados inclusive à cultura e à sociologia, um dos mais perspicazes parece-me ser aquele de que a civilização, por seu turno, origina e fortalece progressivamente o que é anticivilizatório. 

ADORNO, T. W. Educação e emancipação. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 199
Em uma aula de filosofia para a 3ª série do Ensino Médio, o professor fez uma introdução ao pensamento de Theodor Adorno relacionando-o com o filme A onda (Die Welle, 2008). O filme retrata um experimento conduzido por um professor que, ao ensinar sobre autocracia, leva seus estudantes a vivenciarem um regime autoritário dentro da sala de aula. O grupo adota símbolos e comportamentos autoritários, mas o experimento sai do controle, revelando como o autoritarismo pode emergir em contextos democráticos. Alguns estudantes se identificaram com o filme e trouxeram relatos de comunidades das quais participam na internet, cujos discursos lembram os de grupos extremistas e radicais. Diante dessa situação, uma intervenção pedagógica vinculada ao pensamento de Adorno e que analise a adesão aos grupos extremistas é:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: PND Prova: INEP - 2025 - PND - FILOSOFIA - Licenciatura |
Q3708998 Pedagogia
TEXTO 1
Ser dialógico, para o humanismo verdadeiro, não é dizer-se descomprometidamente dialógico; é vivenciar o diálogo. Ser dialógico é não invadir, é não manipular, é não sloganizar. Ser dialógico é empenhar-se na transformação constante da realidade. Esta é a razão pela qual, sendo o diálogo o conteúdo da forma de ser própria à existência humana, está excluído de toda relação na qual alguns homens sejam transformados em “seres para outro” por homens que são falsos “seres para si”. O que se pretende com o diálogo, em qualquer hipótese (seja em torno de um conhecimento científico e técnico, seja de um conhecimento “ex-periencial”), é a problematização do próprio conhecimento em sua indiscutível reação com a realidade concreta na qual se gera e sobre a qual incide, para melhor compreendê-la, explicá-la, transformá-la.
FREIRE, P. Extensão ou comunicação? São Paulo: Paz e Terra, 2006.

TEXTO 2

Fato ou fake: como os criadores de fake news tentam enganar você?
Segundo os especialistas, as mensagens falsas são feitas para chamar a atenção das pessoas. Por isso, é comum que elas tenham teorias da conspiração, informações bombásticas (e improváveis) e muitos emojis e exclamações. “Estudos de como as coisas viralizam na internet são enfáticos ao falar que uma desinformação ou qualquer conteúdo que crie comoção ou uma reação emotiva tende a viralizar. Quando essa comoção é de medo, de angústia, de raiva, tende a viralizar com mais sucesso comparada com uma emoção positiva”, diz um professor da Universidade da Virgínia e pesquisador de Harvard, nos Estados Unidos.
VELASCO, C.; ROCHA, G.; DOMINGOS, R. Disponível em: https://g1.globo.com.
Acesso em: 28 maio 2025 (adaptado).

Ao promover um debate entre os estudantes sobre o uso abusivo de redes sociais digitais, um professor orienta que eles discutam sobre as consequências dessa dependência tecnológica e sistematizem os resultados desse debate na produção coletiva de um texto. Esse procedimento está em conformidade com as perspectivas de Paulo Freire, pois
Alternativas
Respostas
30201: C
30202: D
30203: C
30204: A
30205: B
30206: E
30207: D
30208: A
30209: C
30210: D
30211: C
30212: B
30213: A
30214: D
30215: B
30216: D
30217: B
30218: A
30219: D
30220: A