Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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“Eles não estudam, mas por causa da globalização, são muito bem informados, sabem todos os direitos que têm.”
“A Escola não está oferecendo o que eles precisam, desejam; o mundo deles é outro, é o da internet; isso aqui não interessa!” (Geração Videoclipe. Miriam Leite, 2009)
As falas transcritas acima, de duas professoras de escola pública estadual, denotam que
A professora selecionou os livros de literatura a seguir para trabalhar em sua turma do 3º ano.

Tendo em vista que o planejamento curricular de História e
Geografia do 3º ano não previa o estudo sobre a África, a
professora foi questionada sobre o motivo dessa escolha.
Sobre a hipótese apresentada, considerando a legislação educacional vigente, assinale V para a afirmativa verdadeira e F para a falsa.
( ) A legislação considera que o interesse dos alunos é suficiente para a inclusão desse tema no planejamento.
( ) A legislação determina a escolha de um tema relacionado aos direitos humanos.
( ) A legislação obriga o ensino da História e da Cultura Afro-Brasileira no ensino fundamental.
As afirmativas são, respectivamente,
O currículo é um dos locais privilegiados onde se entrecruzam saber e poder, representação e domínio, discurso e regulação. É também no currículo que se condensam relações de poder que são cruciais para o processo de formação de subjetividades sociais. Em suma, currículo, poder e identidades sociais estão mutuamente implicados. O currículo corporifica relações sociais.
Assim, se vemos o currículo como o ponto onde se produzem, de forma positiva, capacidades e habilidades determinadas, ele deve construir uma frente privilegiada de luta de qualquer estratégia de intervenção cultural do processo de transformação. E esse processo de transformação não tem como referência qualquer utopia distante, qualquer destino histórico abstrato e longínquo, mas as relações de poder e subjugação inscritas na vida cotidiana.
SILVA, Tomaz Tadeu da. Territórios contestados: o currículo e os novos mapas políticos e culturais. Petrópolis – RJ: Vozes, 1995.
Tomaz Tadeu da Silva, ao trazer à baila a perspectiva contemporânea para o interior do debate sobre currículo, defende, com base no trecho acima, que:

Não esqueçamos que os padrões de funcionamento da escolarização tendem à homogeneização. A escola tem sido e é um mecanismo de normatização. [...] A escola tem-se configurado, em sua ideologia e em seus usos organizativos e pedagógicos, como um instrumento de homogeneização e de assimilação à cultura dominante.
SACRISTÁN, José Gimeno. Currículo e diversidade cultural, In:
Territórios contestados: o currículo e os novos mapas políticos
e culturais. Petrópolis: Vozes, 1995, p. 82-113. Adaptado.

Se um jovem sai de uma escola obrigatória, persuadido de que as moças, os negros ou os muçulmanos são categorias inferiores, pouco importa que saiba gramática, álgebra ou uma língua estrangeira. A escola terá falhado drasticamente.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar.
Porto Alegre: Artmed, 2000, p. 147.
“O currículo oculto é constituído por todos aqueles aspectos do ambiente escolar que, sem fazer parte do currículo oficial, explícito, contribuem, de forma implícita, para aprendizagens sociais relevantes.” (Tomaz Tadeu da Silva)
Numa perspectiva crítica, percebe-se que o que se aprende no currículo oculto são, fundamentalmente: