Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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A educação para a diversidade é a realização de uma prática pedagógica que visa criar e executar estratégias com base em uma visão crítica sobre os diferentes grupos que constituem a história social, política, cultural e econômica do País.
Ao discutir questões relativas à diversidade, os professores devem evitar abordar as diferenças de orientação sexual.
O Currículo em Movimento, elaborado pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, é um documento que apresenta os temas que devem permear as atividades docentes, pois apontam os eixos norteadores de todos os conteúdos científicos a serem abordados em sala de aula. A respeito desse assunto, julgue o item que segue.
No documento em análise, a escola deve ser
compreendida como o espaço físico no qual se realizam
as atividades educativas.
O Currículo em Movimento, elaborado pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal, é um documento que apresenta os temas que devem permear as atividades docentes, pois apontam os eixos norteadores de todos os conteúdos científicos a serem abordados em sala de aula. A respeito desse assunto, julgue o item que segue.
O currículo da Secretaria de Estado de Educação do
Distrito Federal tem como pressupostos as teorias crítica
e pós‐crítica.
O conceito de currículo defendido pelo referido documento expressa a ideia de conjunto de matérias/disciplinas existentes na grade curricular.
A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional oferecem subsídios para a elaboração das normas para o sistema de ensino do Distrito Federal expressas na Resolução n.º 1/2012. Com base nessa Resolução e em suas alterações, julgue o item a seguir.
Os conteúdos de história e cultura afro‐brasileira e
indígena são obrigatórios apenas nos componentes
curriculares artes, literatura e história.
A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional oferecem subsídios para a elaboração das normas para o sistema de ensino do Distrito Federal expressas na Resolução nº 1/2012. Com base nessa Resolução e em suas alterações, julgue o item a seguir.
A educação física é um componente curricular da parte diversificada, por isso deve ser ofertada em anos/séries que a escola escolher, de acordo com sua proposta pedagógica.
A Constituição Federal e a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional oferecem subsídios para a elaboração das normas para o sistema de ensino do Distrito Federal expressas na Resolução n.º 1/2012. Com base nessa Resolução e em suas alterações, julgue o item a seguir.
Compete a cada escola determinar as disciplinas que
complementarão a parte diversificada do currículo, por
isso podem escolher em quais anos, ou séries anuais,
será ministrado o componente curricular arte.
Leia o texto abaixo.
No estudo “Medo da Violência e o Apoio ao Autoritarismo no Brasil” (2018), os pesquisadores do Fórum Nacional de Segurança Pública (FNSP) demonstraram uma correlação positiva entre escolaridade e posições mais democráticas: quanto maior o tempo de estudo, maior a aversão ao autoritarismo. Os autores apontam que o País precisa olhar a violência sob a perspectiva da prevenção, apostando em iniciativas combinadas com áreas como a Educação, para não cairmos em soluções artificiais e autoritárias em resposta à insegurança. Mas o que violência, democracia e Educação têm a ver umas com as outras? Tudo! A maneira como enxergamos o problema da violência em nossas casas, escolas, ruas e até mesmo a violência empregada pelo Estado tem tudo a ver com democracia. A Educação entra nessa equação como uma ferramenta preventiva. Nesse sentido, precisamos de uma escola que não apenas valorize o diálogo, como também prepare o aluno. Uma Educação que ensine as crianças desde pequenas a dialogar, ao mesmo tempo que lhes garanta a aprendizagem.
Fonte: https://blogs.oglobo.globo.com/todos-pela-educacao/post/ sociedade-que-queremos-comeca-nas-escolas-voce-nao-acha.html (adaptação)
Do texto acima, pode-se depreender que a Educação
necessária para os tempos atuais é uma Educação:
No Brasil, a política educacional do Ministério da Educação para os alunos identificados como portadores de Altas Habilidades e Talentos aponta para duas alternativas: programas de enriquecimento curricular e programas de aceleração dos estudos (LDB n° 9.394/96, art. 59º, inciso II), ou uma combinação de ambos.
A criança com altas habilidades/superdotação precisa de um programa específico, baseado em:
As contribuições da Sociolinguística, da Sociologia e da Antropologia para a compreensão do que acontece na escola e na sala de aula, intensificaram-se a partir da década de 1960, quando pesquisadores dessas áreas passaram a colaborar com as suas análises para a reflexão sobre o fracasso escolar de crianças pertencentes a classes sociais menos favorecidas.
O sociólogo W. Hutmacher usou a expressão “familiaridade que provoca cegueira” para designar tudo o que acontece de maneira naturalizada na escola, tudo o que faz parte do funcionamento ‘normal’, do ‘sempre foi assim’, para se referir:
A organização curricular e sua devida operacionalização trazem diversas implicações, sendo uma delas, as chamadas implicações morais. Nesse sentido podemos considerar que todo professor é também professor “de moral”. Ao afirmamos isto, levamos em consideração o fato de que, ao interagir com os alunos, os professores emitem seus conceitos sobre o que é certo ou errado, justo e bom, adequado ou inadequado, disciplina e indisciplina. E sua forma de exigir “determinados comportamentos” em aula também revela suas opções, escolhas que se constroem em conjunto com o contexto sociocultural em que está inserido. Dessa maneira, não se ensina moral de forma direta, como conteúdo explícito da aula, embora haja momentos específicos nos quais o professor tenciona usar temas morais como conteúdo explícito em sua aula. [...] ao orientar como os alunos devem se comportar, o professor, ou qualquer outra pessoa envolvida no contexto educativo escolar, manifesta princípios construídos por si mesmo no contexto social.
PALMA, Angela Pereira Teixeira Victoria; OLIVEIRA, Amauri Aparecido Bassoli; PALMA, José Augusto Victoria. Educação Física e a organização curricular. 2 ed. Londrina: Eduel, 2010, p.194. Essas considerações se referem a aspectos presentes no currículo
O professor José está trabalhando o tema saúde e atividade física. Combinou com os estudantes que farão entrevistas para buscar informações sobre o assunto com os colegas de outras turmas. Para isso conversou com o professor de Língua Portuguesa, a fim de elaborar o roteiro das perguntas. A professora de Matemática ajudou com os dados e a elaboração de gráficos, e o professor de Ciências, com o funcionamento do corpo e as relações entre alimentação e gasto energético.
Assinale a alternativa que, de acordo com Darido e Rangel, em Educação Física na escola: implicações para a prática pedagógica (2005), corresponde a esse tipo de trabalho.
Os princípios de uma proposta de ensino em Educação Física estão relacionados ao fazer e ao conhecer. “Os professores, de uma maneira geral, têm muita dificuldade em sistematizar os conteúdos. Quando ensinar, o que ensinar e para que ensinar” (PALMA, OLIVEIRA e PALMA, 2010).
No ano letivo de 2019, você se tornou um(a) professor(a) de Educação Física do Colégio Pedro II e está lotado(a) em um campus onde, após longas discussões pedagógicas, foi construída uma sistematização de conteúdos desta disciplina. Especificamente para o 5º ano de escolaridade, tem-se:

Para elaboração do planejamento de um trimestre é necessária a construção de objetivos de ensino e de aprendizagem.
PALMA, Angela Pereira Teixeira Victoria; OLIVEIRA, Amauri Aparecido Bassoli; PALMA, José Augusto Victoria. Educação Física e a organização curricular. 2. ed. Londrina: Eduel, 2010, p. 51.
Assinale a alternativa que identifica o objetivo que se refere à ação docente.
Segundo Almeida, Oliveira e Bracht (2016) “ampliar a saúde não significa apenas aumentar o escopo de elementos que possam ser arregimentados como contribuintes da saúde, mas pensar como a própria intervenção pedagógica da EF na escola não se reduza à exercitação corporal abstrata e naturalizada das práticas corporais”.
ALMEIDA, Ueberson Ribeiro; OLIVEIRA, Victor José Machado de; BRACHT, Valter. “Educação Física escolar e o trato didático-pedagógico da saúde: desafios e perspectivas”. In: WACHS, Felipe; ALMEIDA Ueberson Ribeiro; BRANDÃO, Fabiana F. de Freitas (Org.). Educação física e saúde coletiva: cenários, experiências e artefatos culturais. Porto Alegre: Rede Unida, 2016, p. 106.
Assinale a alternativa correta, de acordo com os autores, em relação ao trato da saúde na Educação
Física escolar.
Para Fonseca (2017), todos os estudantes têm direito às aulas e devem ser ensinados; não é dever do professor decidir quem aprende e quem não aprende. A autora trata da dialética inclusão/exclusão e abre um campo de reflexão para se pensar a diferença não como um entrave, e sim como um desafio ao docente. Na Educação Física escolar, o processo de ensino e aprendizagem “abre uma brecha para a possibilidade de adotarmos estratégias onde as diferenças culturais possam coexistir democraticamente, mas não de forma ingênua”. A exclusão não precisa ser definitiva; mas é ingênuo pensar que ações inclusivas garantam que a inclusão aconteça para todos.
FONSECA, Michele Pereira de Souza da; RAMOS, Maitê Mello Russo. “Inclusão em movimento: discutindo a diversidade nas aulas de educação física escolar”. In: PONTES JR, José Airton de Freitas (Org.). Conhecimentos do professor de educação física escolar [livro eletrônico]. Fortaleza: EdUECE, 2017, p. 186.
Assinale a alternativa em que a autora aponta caminhos possíveis para práticas mais inclusivas nas
aulas de Educação Física.