Questões de Concurso
Sobre currículo (teoria e prática) em pedagogia
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I. A definição do currículo de uma instituição de ensino não deve contemplar inovações tecnológicas úteis ao trabalho escolar. II. À luz da LDB, o Ensino Fundamental não admite a utilização de tecnologias de EaD.
Marque a alternativa CORRETA:
I. O currículo deve ser adaptado às necessidades dos alunos e não o inverso. As escolas devem, portanto, oferecer oportunidades curriculares que se adaptem a alunos com diferentes interesses, potencialidades e capacidades. II. Crianças com necessidades especiais decorrentes da deficiência física poderão precisar de cuidados e atenção ininterruptos em todos os dias de sua vida. Algumas podem, entretanto, superar as dificuldades iniciais, se forem bem estimuladas e bem acolhidas.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. A definição do currículo de uma instituição de ensino não deve contemplar inovações tecnológicas úteis ao trabalho escolar.
II. Desde o nascimento, a criança que não apresenta nenhum tipo de deficiência adquire conhecimentos por meio de contato e de manipulação do meio em que se desenvolve.
Marque a alternativa CORRETA:
I. A definição do currículo de uma instituição de ensino não deve contemplar inovações tecnológicas úteis ao trabalho escolar. II. A atenção à diversidade no ambiente escolar é um princípio comprometido com a equidade, ou seja, com o direito de todos os alunos realizarem as aprendizagens fundamentais para seu desenvolvimento e socialização.
Marque a alternativa CORRETA:
I. Favorecer a inserção do aluno no dia a dia das questões sociais marcantes e em um universo cultural maior. II. Propiciar o desenvolvimento de capacidades, de modo a favorecer a compreensão e a intervenção nos fenômenos sociais e culturais. III. Possibilitar aos alunos usufruir das manifestações culturais nacionais e universais.
Quais estão corretas?
Leia os textos a seguir para responder à questão.
(...) O foco do currículo para a escola e dos formuladores de currículo para os professores de disciplinas. Aqui, valho-me da obra do sociólogo e filósofo francês Bernard Chariot (2009). Ele inicia sua discussão estabelecendo o que é a escola e o tipo de lugar que a caracteriza. (...) As escolas são lugares onde o mundo é tratado como um “objeto de pensamento” e não como um “lugar de experiência”. Disciplinas como história, geografia e física são as ferramentas que os professores têm para ajudar os alunos a passarem da experiência ao que o psicólogo russo, Vygotsky, se referiu como “formas mais elevadas de pensamento”. As disciplinas reúnem “objetos de pensamento” como conjuntos de “conceitos” sistematicamente relacionados.
(...) O conhecimento da disciplina fornece aos professores a base de sua autoridade sobre os alunos. Para os alunos, passar de seu mundo cotidiano, no qual conceitos são desenvolvidos por experiência em relação a problemas que surgem em contextos específicos, para o mundo da escola, que trata o mundo como um objeto sobre o qual se pensa, pode ser uma experiência ameaçadora e mesmo estranha. O mundo cotidiano não é como a escola. Não se divide em matérias ou disciplinas. Esse papel gerador de identidade das disciplinas é particularmente importante para alunos de lares desfavorecidos e para seus professores. Muitos desses alunos chegarão à escola com pouca experiência de tratar o mundo como mais que um conjunto de experiências, em outras palavras, conceitualmente. As disciplinas, com suas fronteiras para separar aspectos do mundo que foram testados ao longo do tempo, não só oferecem a base para analisar e fazer perguntas sobre o mundo, como também oferecem aos estudantes uma base social para um novo conjunto de identidades como aprendizes. Com as novas identidades referentes às disciplinas, que os estudantes adquirem pelo currículo, acrescentadas àquelas com que vieram para a escola, eles têm mais probabilidades de serem capazes de resistir ao senso de alienação de suas vidas cotidianas fora da escola ou, ao menos, melhor lidar com ele. A escola pode promover tal capacidade.
YOUNG, Michael, F. D. O Futuro da educação em uma
sociedade de conhecimento: o argumento radical em
defesa de um currículo centrado em disciplinas. Revista
Brasileira de Educação, São Paulo, v. 16, n. 48, p. 609-
623, set./dez. 2011.
Considerando essa perspectiva de currículo no texto, avalie as afirmações a seguir.
I - Defende um currículo por resultados, instrumental e imediatista, ressaltando a necessidade de garantir acesso ao conhecimento, em especial para crianças e jovens dos grupos sociais da elite.
II - Defende que a escola não se afaste de sua tarefa específica, disponibilizando o conhecimento especializado, que não se acessa na vida cotidiana e que pode oferecer generalizações e base para se fazer julgamentos, fornecendo parâmetros de compreensão de mundo. Entende que, para o desenvolvimento dessa compreensão de mundo, é importante dispor de conhecimentos e formas de pensamento que permitam problematizar a prática social com base nos conhecimentos especializados, de forma a aprofundar o entendimento das múltiplas relações envolvidas nos fenômenos naturais e sociais.
III - Afirma a importância da produção das áreas de conhecimento, nas universidades e nos centros de pesquisa, como fonte para a seleção do conhecimento especializado que deverá compor o currículo, a ser recontextuaiizado nas disciplinas escolares. Afirma que estas representam, numa forma adequada à transmissão escolar, o mais próximo que se chegou até agora na tentativa de explicar o mundo natural e social. Destaca, nesse sentido, o caráter de incompletude desse conhecimento, sempre sujeito a revisões, o que identifica como o diferencial de sua perspectiva em relação a uma visão tradicional de currículo.
IV - Em contraste com a visão tradicional, as disciplinas não são vistas como parte de algum cânone fixo definido pela tradição, com conteúdos e métodos imutáveis. [...] Ao adquirirem conhecimentos das disciplinas, [os estudantes] estão ingressando naquelas “comunidades de especialistas”, cada uma com suas diferentes histórias, tradições e modos de trabalhar.
É correto apenas o que se afirma em:
Leia o trecho a seguir para responder à próxima questão.
O conceito de currículo em ação ou vivido aparece em diferentes autores no campo do currículo, no geral, se referindo, ao que ocorre nas escolas. A ideia de complementaridade em relação ao currículo prescrito também perpassa a maioria dos sentidos que ele vai assumindo na literatura, dando conta de a impossibilidade do currículo formal fazer jus às experiências imprevisíveis que ocorrem no dia a dia da sala de aula.
MACEDO, E. “A base é a base”. E o currículo o que é?.
In: AGUIAR, M. A. S.; DOURADO, L. F. (Org.). A BNCC na
contramão do PNE 2014-2024: avaliação e perspectivas.
Recife: ANPAE, 2018. p. 28-33.
I. O currículo escolar não deve ser uma construção colaborativa.
II. A educação escolar deverá vincular-se ao mundo do trabalho.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. O trabalho de orientação sexual na escola deve impedir o aluno de conhecer seu corpo.
II. Compreender os estágios de desenvolvimento da vida humana não ajuda o educador a elaborar o currículo.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. O pluralismo de ideias e concepções pedagógicas, na perspectiva da inter, multi e transdisciplinaridade, é um princípio que deve ser afastado da educação ambiental.
II. A garantia de padrão de qualidade é uma das bases da educação brasileira.
Marque a alternativa CORRETA:
Leia as afirmativas a seguir:
I. A construção do currículo escolar não deve levar em conta as necessidades dos alunos.
II. A pedagogia estuda os ideais de educação visando a reduzir o conhecimento das pessoas.
Marque a alternativa CORRETA:
Relacione a coluna da direita com a da esquerda:
1 Currículo Formal
2 Currículo Oculto
3 Currículo Real
( ) Expresso em normas curriculares desde seus objetivos até os conteúdos das áreas ou disciplinas de estudo.
( ) Ação educativa que, de fato, ocorre na sala de aula, em decorrência de um Projeto Pedagógico.
( ) Conjunto de princípios e valores que estão implícitos na ação escolar, não escritos nos documentos oficiais.
( ) O currículo que objetivamente acontece na escola, tanto saindo das ideias e das práticas dos professores, como o que fica na percepção dos alunos.
( ) Também chamado de currículo
oficial, é estabelecido pelos
sistemas de ensino ou instituição
educacional.
A opção que contém a sequência correta, de cima para baixo, é:
Numa perspectiva crítica e emancipadora, o processo de ensino e de aprendizagem na educação básica pressupõe a discussão acerca do que significa planejar currículo. Seguem algumas formulações acerca dessa discussão para que você identifique as que são verdadeiras ou falsas e, em seguida, assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) Currículo deve ser concebido, numa perspectiva mais abrangente, como o conjunto das atividades da escola que afetam direta e indiretamente o processo de transmissão-assimilação e produção do conhecimento.
( ) Pautado no controle e na racionalidade técnica, o planejamento de currículo é tratado a partir da especificidade da escola e da história dos seus sujeitos, distanciando-se diretamente do papel que a escola deve assumir perante os alunos, os educadores, os funcionários, os pais e a comunidade em seu todo.
( ) As atividades de currículo e ensino estão separadas da totalidade social e é por esse motivo que visam à transformação crítica e criativa do contexto escolar.
( ) Planejar currículo implica tomar decisões educacionais, implica compreender as concepções curriculares existentes que envolvem uma visão de sociedade, de educação e do homem que se pretende formar.
( ) É possível afirmar que o currículo é um instrumento de confronto de saberes: o saber sistematizado indispensável à compreensão crítica da realidade, e o saber de classe, que o aluno representa e que é o resultado das formas de sobrevivência que as camadas populares criam. Isso significa que o currículo valoriza o saber de classe e o coloca como ponto de partida para o trabalho educativo
I. As teorias críticas enfatizam aspectos como a ideologia, a reprodução cultural e social, as relações de poder. II. As teorias pós-críticas denunciam o multiculturalismo presente no currículo. III. As teorias tradicionais enfatizam o ensino, a aprendizagem, a avaliação, os procedimentos metodológicos, o planejamento etc. IV. As teorias tradicionais consideram-se neutras e desinteressadas. V. As teorias críticas argumentam que toda teoria implica relações de poder.
I. O pensamento curricular pós-estruturalista fundamenta-se na teoria foucaultiana e pressupõe uma formação, entre outros aspectos que considera as demandas imediatas dos indivíduos, das suas culturas e das suas relações de poder adstritas às estruturas de governamentabilidade. II. O pós-estruturalismo constitui-se em uma perspectiva que toma como referência psicológica as metanarrativas da escola de Vigotski e defende intransigentemente o fundamento ontológico e gnosiológico da atividade vital consciente da realidade objetiva como condição inexorável para o salto do ser natural para o ser social. III. A teoria curricular histórico-crítica fundamenta-se na pedagogia liberal e vincula-se às pedagogias aglutinadas em torno do lema “aprender a aprender” que também podem ser nominadas e pedagogias pós-modernas e são conhecidas como: pedagogia construtivista, pedagogia multiculturalista, pedagogia dos projetos, teoria do professor reflexivo e pedagogia das competências. IV. A teoria curricular histórico-crítica forma-se a partir dos trabalhos do teórico brasileiro Dermeval Saviani e toma como referência a filosofia dialética materialista e histórica, que defende o conhecimento como método de apropriação de realidade num caminho que vai da síncrese à síntese, pela mediação da análise e, por sua vez, propicia a genericidade humana em um processo de elevação que ocorre da anomia à autonomia, pela mediação da hetoronomia.
Marque a alternativa correta: