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Questões de Concurso Comentadas sobre alfabetização e letramento em pedagogia

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.149 questões

Q2063703 Pedagogia
Em uma determinada escola de ensino fundamental, um garoto de 6 anos de idade está aprendendo a escrever. A professora pediu a ele que escrevesse a palavra “menino”, e ele escreveu UOA; ela pediu que escrevesse a palavra “caderno”, e ele escreveu VCU; ela pediu que escrevesse a palavra “borboleta”, e ele escreveu UUIQ.
Analisando a escrita desta criança e suas hipóteses, com base no documento A criança de 6 anos, a linguagem escrita e o Ensino Fundamental de nove anos, é correto afirmar que se trata de uma escrita
Alternativas
Q2063294 Pedagogia
A ________________ é uma construção conceitual, contínua, desenvolvida, simultaneamente, dentro e fora da sala de aula, em processo interativo, que acontece desde os primeiros contatos da criança com a escrita.
O ________________ é além de saber ler e escrever, entender o que se ler e se escreve, relacionando dessa forma com o contexto social, sua experiência cotidiana. É um conjunto de práticas que denotam a capacidade de uso de diferentes tipos de material escrita. Assinale a alternativa que completa, corretamente, as lacunas do texto.
Alternativas
Q2063285 Pedagogia
Analise as afirmativas, a seguir, sobre as etapas do processo de alfabetização, coloque V para verdadeiro e F para falso. Posteriormente, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta.
(__) Na fase silábica, a criança começa a compreender que as silabas possuem mais que uma letra (fará a transição de ora utilizar uma letra para cada sílaba, ora reconhecer os demais fonemas das palavras e passar a empregá-los). Mistura a lógica da frase anterior com a identificação de algumas sílabas.
(__) Na fase alfabética, a criança já consegue reproduzir, adequadamente, todos os fonemas de uma palavra caracterizando a escrita convencional. Domina, enfim, o valor das letras e sílabas.
(__) Na fase pré-silábica, a criança começa a perceber a correspondência entre as letras daquilo que é falado. Interpreta a letra a sua maneira, atribuindo valor de sílaba a cada uma, cada sílaba representa uma letra.
(__) Na fase silábica-alfabética, a criança começa a desenvolver a percepção de que as sílabas possuem mais de uma letra, mas ainda alterna representações como: BLA (“bola), JANLA (“janela). Geralmente, a primeira sílaba representará, corretamente, o som correspondente. 
Alternativas
Q2063221 Pedagogia
Na publicação “Ensino Fundamental De Nove Anos - Orientações Para A Inclusão Da Criança De Seis Anos De Idade” (BRASIL,2007) os autores consideram relevante a distinção feita entre alfabetização e letramento. Ao conceito de alfabetização entende-se:
Alternativas
Q2044817 Pedagogia
Os documentos Elementos Conceituais e Metodológicos para Definição dos Direitos de Aprendizagem e Desenvolvimento do Ciclo de Alfabetização (BRASIL, 2012) e Direitos de Aprendizagem dos Ciclos Interdisciplinar e Autoral (SÃO PAULO, 2016), apresentam os Direitos de Aprendizagem para os Ciclos de Alfabetização, Interdisciplinar e Autoral, no que se refere ao trabalho com Tecnologias.
Avalie se os Direitos de Aprendizagem para os Ciclos de Alfabetização, Interdisciplinar e Autoral, no que se refere ao trabalho com Tecnologias, incluem:
I. apreender tecnologias com equidade, utilizando diferentes linguagens/mídias;
II. explorar e experimentar diferentes tecnologias;
III. conhecer e apropriar-se das tecnologias para refletir e buscar soluções para desafios, com liberdade de escolha, tendo respeitadas as suas estratégias pessoais de aprendizado;
IV. utilizar as tecnologias como linguagens e modos de interação para pesquisar, selecionar, compartilhar, criar para interagir socialmente e tomar decisões éticas no cotidiano;
V. exercitar o diálogo, argumentar, analisar posições divergentes e respeitar decisões comuns, procurando ler o mundo e suas transformações.

Estão corretos os itens
Alternativas
Q2035213 Pedagogia
TEXTO para a questão.

[...] este estudo ajuda a quantificar uma das razões para a elevada desigualdade brasileira, a educacional, que alimenta a desigualdade de renda. Filhos de mães com baixa escolaridade apresentam maiores chances de terem dificuldades no uso das TICs, competência cada vez mais relevante no mercado de trabalho, e poucos deles conseguem obter altos níveis de letramento. Forma-se um ciclo vicioso, no qual o baixo letramento resulta em menores oportunidades de participação tanto no mercado de trabalho quanto em qualificação em programas para adultos, menor remuneração, piores indicadores de saúde e maior dependência de programas de assistência social. Além do custo social, o elevado contingente de pessoas com baixo letramento representa um elevado custo financeiro para a sociedade.

IPEA. Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. Nota Técnica n. 54. O peso do passado no futuro do trabalho: a transmissão intergeracional do Letramento. nov. 2019, p. 13.
O mundo do trabalho requer, como demostrou o documento do texto, pessoas letradas como forma de superar as desigualdades sociais no Brasil. A BNCC perpassa vários conceitos de letramento, respaldados em várias correntes teóricas.
Assinale a alternativa em que NÃO há um conceito possível para letramento.
Alternativas
Q2035212 Pedagogia
TEXTO para a questão.

“Como mostram vários estudos, a oralidade e letramento são atividades interativas e complementares no contexto das práticas sociais e culturais e por isso não devem ser tratadas de maneira estanque e dicotômica. Tal como pontua Marcuschi (2013), trata-se de uma relação em que as diferenças existentes se dão dentro de um contínuo tipológico das práticas sociais de produção textual, e não na relação dicotômica de dois polos opostos. Por essa razão, essas duas modalidades da língua devem ser trabalhadas de maneira integrada em sala de aula. Por exemplo, o professor pode mostrar que a carta pessoal se aproxima muito da conversação espontânea, pois, mediante as trocas de correspondência, os papéis de remetente e destinatário vão-se encadeando alternadamente num movimento que se assemelha aos grandes turnos de uma interação. Além dos movimentos de idas e vindas, vários são os índices que evidenciam o caráter dialogal da interação epistolar na superfície textual. [...]”

CAVALCANTE, M. C. B.; MELO, C. T. V. Oralidade no ensino médio: em busca de uma prática. In: In: BUZEN, Clécio; MENDONÇA, Márcia (orgs.). Português no ensino médio e formação do professor. São Paulo: Parábola, 2006, p. 193. 
A relação entre oralidade e letramento é evidente nos estudos da linguagem e deve ser um conteúdo a ser trabalhado em sala de aula. Marcuschi propõe o conceito de RETEXTUALIZAÇÃO como uma atividade comum das práticas de linguagem, com quatro processos: da fala para a escrita, da fala para a fala, da escrita para a fala, e da escrita para a escrita.
Assinale a alternativa que apresenta o conceito mais assertivo para retextualização.
Alternativas
Q4240713 Pedagogia
Atualmente a dimensão da literatura infanto-juvenil é muito mais ampla e importante, pois proporciona à criança e ao jovem um desenvolvimento emocional, social e cognitivo indiscutível.
Nesse sentido, julgue os itens a seguir em relação às contribuições da literatura infanto-juvenil:

I.O contato com a literatura infanto-juvenil estimula uma maior aptidão para a aprendizagem.
II.Contribui para o desenvolvimento da autonomia e da criatividade.
III.Desenvolve as habilidades de ler, interpretar e escrever textos.
IV.Acumula repertório significativo de leituras que contribuirá para a formação de argumentos e opiniões.

É CORRETO o que se afirma em: 
Alternativas
Q4240709 Pedagogia
Segundo Magda Soares (2009), na educação infantil, além das atividades lúdicas as crianças devem também ter acesso às atividades de introdução ao sistema alfabético e suas convenções, a alfabetização, bem como às práticas sociais de uso da leitura e da escrita, o letramento. Nesse sentido, é CORRETO afirmar em relação ao letramento: 
Alternativas
Q4217622 Pedagogia
A linguagem escrita é recurso da memória humana (LURIA, 2010) e instrumento de socialização de conhecimentos. Na Educação Infantil, a linguagem escrita pode ser desenvolvida por meio dos gêneros textuais. Sobre o trabalho com os gêneros textuais na escola, marque a opção INCORRETA:
Alternativas
Q4217608 Pedagogia
Mesmo que a finalidade precípua da Educação Infantil não seja a alfabetização das crianças, elas necessitam entrar em contato com a leitura e escrita mediante experiências de aprendizagens significativas, pois, como afirma Oliveira (2011), a questão colocada hoje para a Educação Infantil é como isso será feito. Nesse sentido, sobre a escrita alfabética, a partir da visão da Psicogênese, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4198734 Pedagogia
Pesquisas realizadas, nas últimas décadas, baseadas na análise de produções das crianças e das práticas correntes, têm apontado novas direções no que se refere ao ensino e à aprendizagem da linguagem oral e escrita, considerando a perspectiva da criança que aprende. Ao se considerar as crianças ativas na construção de conhecimentos e não receptoras passivas de informações há uma transformação substancial na forma de compreender como elas aprendem a falar, a ler e a escrever.
Sobre essa dimensão teórica, marque a alternativa com informação INCORRETA:
Alternativas
Q4117545 Pedagogia

O ensino de Língua Portuguesa dá continuidade às práticas de oralidade e escrita iniciadas na Educação Infantil no campo de experiências ___________. As aprendizagens deste campo de experiência na Educação Infantil demonstram que sua finalidade é inserir a criança no universo das culturas do escrito, não como antecipação de processos formais de alfabetização, mas visando ao reconhecimento da função social da escrita e da leitura como fonte de prazer e informação, e empregando a oralidade em diferentes situações como ponto de partida para o trabalho com a língua escrita, em um processo que pressupõe a transição para o Ensino Fundamental.

Disponível em:https://novaescola.org.br/conteudo/18165/enten da-como-a-bncc-aborda-a-lingua-portuguesa-no-fundamental

Assinale a alternativa que completa o excerto.
Alternativas
Q4115298 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Sobre os aspectos sociolinguísticos da alfabetização, analise as afirmativas a seguir.

I. A codificação e a descodificação garantem que a aquisição da leitura e da escrita seja significativa, no sentido de que partem da discussão da palavra geradora, através do diálogo e dos códigos que o alfabetizando já domina, e constituem- -se em fase necessária de exploração das potencialidades mentais do alfabetizando, por intermédio das linguagens que devem preceder a técnica de ler e escrever, e que o instrumentalizam para o desempenho social, tendo acesso ao poder de reivindicação, através das habilidades de discutir, tomar a palavra, expor e superar as formas contemplativas (ingênuas) de compreender o mundo.
II. Linguagem e realidade se prendem dinamicamente. A compreensão do texto a ser alcançada por sua leitura crítica implica a percepção das relações entre o texto e o contexto.
III. O diálogo entre professor e aluno é imprescindível, pois, através dele, o professor descobre a visão de mundo dos educandos para, no segundo passo, intervir, trazendo conhecimentos científicos que promovam a transformação da visão de mundo.
IV. A partir do momento em que o aluno tem a oportunidade de falar, e é ouvido pelo professor, sua postura se transforma em sala de aula e o respeito mútuo surge como elemento fundamental na construção da aprendizagem e da disciplina.

Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q4115297 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Considerando o desenvolvimento cognitivo da criança de maneira coerente e epistemológica relacionado à aquisição da leitura e escrita por meio dos processos de alfabetização e letramento, analise as afirmativas a seguir.

I. A criança no processo de alfabetização precisa estar em contato com diferentes suportes textuais; vale salientar que apenas o contato com gêneros diversificados não garante que o aluno se alfabetize, ou seja, não o fará leitor ou escritor, é necessária a participação em atividades que explorem seus usos e funções sociais de forma significativa e contextualizada no uso de práticas cotidianas.
II. O professor alfabetizador, sob a égide do alfabetizar letrando, poderá oportunizar ao educando um momento de discussão sobre o gênero recado e explicitar a sua função social de maneira contextualizada.
III. O ensino, pautado nas concepções do alfabetizar letrando, culminou em diferentes reflexões voltadas para a distinção entre os processos de alfabetização e letramento, embora sejam processos distintos e indissociáveis, caminham sempre juntos.

Está correto o que se afirma em
Alternativas
Q4115296 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Alfabetização e letramento são, no estado atual do conhecimento sobre a aprendizagem inicial da língua escrita, indissociáveis, simultâneos e interdependentes: a criança alfabetiza-se, constrói seu conhecimento do sistema alfabético e ortográfico da língua escrita, em situações de letramento, isto é, no contexto de e por meio da interação com material escrito real, e não artificialmente construído, e de sua participação em práticas sociais de leitura e escrita.
(Soares, 2004. Pág. 100.)

De acordo com as informações anteriores, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) É fundamental que o alfabetizador faça uso da leitura e da escrita, utilizando diversos portadores de textos, que contenham diferentes gêneros textuais, para que a criança possa interagir com o mundo letrado.
( ) Não é somente a escola que favorece as práticas de leitura e de escrita; o incentivo às crianças em casa, através do treinamento com situações reais, que envolvam leitura e escrita, é fundamental para adentrar no mundo letrado com mais facilidade.
( ) A criança precisa de estímulos para interagir com o mundo letrado, que pode emergir a partir de uma leitura deleite na qual pode se explorar não só a temática do texto, mas também o jogo de linguagem presente nele, conduzindo o educando a tentar ler sozinho, identificando palavras que já tem o conhecimento prévio e refletir sobre algumas delas.

A sequência está correta em
Alternativas
Q4115295 Pedagogia
A solidão amiga


A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão… O que mais você deseja é não estar em solidão…

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir música… Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa… Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão… A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro “A chama de uma vela”, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, “parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxuleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis”. A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: “Como se comporta a sua solidão?” Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: “Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você”. Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

(ALVES, Rubem. Correio Popular. Em: 30/06/2002. Adaptado.)
Os estudos de Emília Ferreiro e Ana Teberosky, bem como seus colaboradores, sobre a aquisição da escrita (ou sobre a psicogênese da escrita), fornecem uma excelente base para fundamentar discussões de natureza metodológica. Sobre o tema alfabetização e letramento, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4101340 Pedagogia
Qual das linguagens a seguir tem uma função essencial no desenvolvimento da criança, sendo o principal meio de comunicação das crianças, pois é por meio dela que a criança amplia seu contato com o mundo de pessoas e objetos que a rodeiam?
Alternativas
Q4086565 Pedagogia
A linguagem é muito importante para o desenvolvimento da criança e para a aprendizagem, assim como a fala é a base para o aprendizado da escrita e da leitura. Estudos demonstram que as habilidades de linguagem têm um impacto positivo na compreensão de leitura e que crianças que apresentam dificuldades na alfabetização podem ter um baixo desempenho de compreensão de linguagem. Além disso, o desenvolvimento da linguagem influencia na forma como a criança aprende a pensar, uma vez que pensamentos complexos envolvem palavras. No que se refere ao desenvolvimento da linguagem oral:
Alternativas
Q4086561 Pedagogia
O letramento está muito presente nos dias de hoje, até mesmo na educação infantil. Vivemos em uma sociedade letrada ou grafocêntrica, onde a escrita figura como centro de tudo e, para mantermos as relações sociais, há necessidade de cada vez mais estreitar a escrita como o principal vetor. Para que isto ocorra no processo de ensino-aprendizagem, devem aparecer desde as atividades do cotidiano do discente, passando pelas relações socioculturais e ambientais e do seu convívio familiar. Assim, não se trata de um processo sequencial, pois é preciso aprender simultaneamente a responder às demandas sociais de uso da escrita e, para isso, aprender a tecnologia da escrita. Sobre os conceitos imputados ao letramento, analise as afirmativas a seguir.

I. Domínio da representação que é a escrita alfabética e das normas ortográficas, habilidades motoras de uso dos instrumentos da escrita, aquisição de modos de escrever e de modos de ler.
II. Capacidades de uso da escrita que implicam várias habilidades, como: capacidade de ler ou escrever para atingir para interagir com outros, para interagir no imaginário, no estético, para ampliar conhecimentos, para seduzir ou induzir, para divertir-se.
III. Habilidade de interpretar e produzir diferentes tipos e gêneros de textos, habilidade de orientar-se pelas convenções de leitura que marcam o texto ou de lançar mão dessas convenções ao escrever.
IV. Atitudes de inserção efetiva no mundo da escrita, tendo interesse e prazer em ler e escrever, sabendo utilizar a escrita para encontrar ou fornecer informações e conhecimentos, escrevendo ou lendo de forma diferenciada,segundo as circunstâncias, os objetivos, o interlocutor.

Está correto o que se afirma apenas em
Alternativas
Respostas
1101: D
1102: A
1103: D
1104: C
1105: E
1106: B
1107: B
1108: A
1109: D
1110: B
1111: A
1112: C
1113: B
1114: A
1115: A
1116: A
1117: A
1118: D
1119: A
1120: D