Questões de Concurso
Sobre nutrição e cirurgia em nutrição
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I O aumento da densidade calórica pode ser necessário no tratamento de pacientes com câncer e inapetência. Para isso, podem-se utilizar óleos, como o azeite, ou alimentos ricos em proteína, como leite em pó e whey protein ou alimentos ricos em carboidrato, como o mel maltodextrina, ou, ainda, utilizar os próprios alimentos, como frutas bem maduras, para adoçar bebidas lácteas.
II Uma boa opção para pacientes com câncer que apresentem diarreia é o uso de suco de maçã cítrico, que leva polpa de maçã, limão e água de coco. Não se deve usar a casca da maçã, e o suco de limão deve ser coado, para eliminar as fibras insolúveis, mantendo-se somente a polpa da maçã, que contém pectina. A adição do limão proporciona sabor cítrico, que se contrapõe ao sabor levemente adocicado da maçã e da água de coco, além de auxiliar também na reposição do potássio.
III Para o tratamento da hipertensão, recomenda-se a redução da ingestão de sal. Ao se restringir a adição do sal no início do cozimento dos alimentos, deve-se acrescentar outros ingredientes, como ervas, para contribuir com o sabor da preparação. A adição de alimentos ricos em glutamato, como tomates e cogumelos, também ajuda a realçar o sabor.
Assinale a opção correta.
Giovanna di Cola, disponível em: https://www.sanarmed.com/nutricao-do-paciente- cirurgico-colunistas
Qual das seguintes afirmações é correta em relação aos objetivos da terapia nutricional no pré e pós-operatório?
I. Não é recomendado jejum superior a 8 horas para sólidos e entre 2 a 6 horas para líquidos claros.
II. Para casos de risco nutricional grave, recomenda-se o uso de terapia nutricional pré-operatória, por 7 a 14 dias, preferencialmente com imunonutrientes.
III. No pós-operatório, recomenda-se a introdução precoce, entre 12 a 24 horas, da alimentação enteral.
IV. No pós-operatório não é recomendado a administração de imunonutrientes.
Assinale a alternativa CORRETA.
(1) Deficiência de ferro. (2) Deficiência de tiamina (vitamina B1). (3) Deficiência de vitamina B12.
(_) É uma das deficiências mais comuns após a cirurgia de desvio gástrico. Ocorre em cerca de 1/3 dos pacientes após 1 ano de pós-cirúrgico, e existem vários mecanismos pelos quais os pacientes se tornam deficientes após o procedimento. Primeiramente, a quantidade de ácido e pepsina produzida na nova bolsa gástrica é inadequada para permitir sua liberação ligada a partir dos alimentos.
(_) É um dos déficits mais comuns após a cirurgia bariátrica, estimada em algo entre 30 e 50%. Esse déficit é particularmente prevalente nos pacientes após o procedimento secundário ao desvio de locais primários de absorção no duodeno e jejuno. A ingestão inadequada de substâncias alimentícias ricas nesse nutriente é também uma provável causa de deficiência.
(_) Sua deficiência sintomática é comum e pode ocorrer em até 18% dos pacientes após um desvio gástrico. O desenvolvimento de neuropatia periférica e encefalopatia de Wernicke secundária à sua deficiência tem sido relatado subsequentemente a todos os procedimentos bariátricos e parece ser mais comum em pacientes que apresentam vômito persistente ou perda de peso rápida após a cirurgia.
A alimentação após a colecistectomia inicia-se com dieta líquida ou leve, progredindo até dieta normal, conformeas condições do paciente. Deve-se considerar que existe uma adaptação do organismo que ocorrerá em cerca de dois meses após a cirurgia. Até este período de adaptação total, algumas orientações nutricionais devem ser seguidas, devendo-se evitar alguns alimentos. Assinale o alimento que deverá ser evitado neste período de adaptação.
Informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma sobre os cuidados dietéticos recomendados no pós-operatório de cirurgia bariátrica.
( ) O tempo de permanência em cada consistência de dieta varia de acordo com a tolerância individual.
( ) Açúcar de adição deve ser restrito para todos os pacientes que cursam com a Síndrome de Dumping.
( ) Dieta líquida restrita é a primeira dieta após jejum pós-operatório. Por conter apenas chás, refrescos e caldos de legumes, é inadequada em relação a praticamente todas as necessidades de nutrientes, devendo ser mantida por período de 7 a 10 dias.
( ) Dieta líquida completa é aconselhada por período de um mês, composta por alimentos liquidificados, em volumes que devem ser consumidos lentamente e de acordo com a capacidade gástrica.
( ) Dieta normal em fase final de adaptação pós-operatória não envolve qualquer restrição alimentar, exceto em casos de intolerâncias específicas individuais. Indicação para o uso de suplementos polivitamínicos e minerais somente em casos de deficiências identificadas em exames laboratoriais.
De acordo com as afirmações, a sequência correta é
Avalie as afirmativas sobre este tema.
I. Há um aumento significativo nas necessidades energéticas nos diversos tipos de trauma e o total de energia necessária deve ser fornecido imediatamente para prevenir catabolismo. II. A relação energia/grama de nitrogênio, recomendada para pacientes gravemente enfermos, conforme o nível de estresse, é de 80 a 100:1. III. A avaliação nutricional do paciente grave, utilizando a concentração da albumina sérica, em virtude das limitações da avaliação antropométrica, torna-se uma das principais ferramentas para o diagnóstico nutricional. IV. A terapia nutricional, enteral ou parenteral, deve ser iniciada o mais precocemente possível, 24 a 48 horas após a lesão, em condições hemodinâmicas favoráveis e com velocidade de infusão rápida. V. A avaliação da aceitação da nutrição enteral pode ser feita pela observação da tolerância gastrintestinal.
Estão CORRETAS
I. A expedição do laudo (para realização da cirurgia) pelo nutricionista é contraindicada nos casos em que a obesidade é decorrente de doenças endócrinas; em jovens em fase de crescimento; nos casos de pacientes com dificuldade de compreender riscos, benefícios, resultados esperados, alternativas de tratamento e mudanças no estilo de vida requeridas pela cirurgia, cuja liberação deverá ser, preferencialmente, conjunta com a equipe multiprofissional. II. Para emitir o laudo para a realização da cirurgia, o nutricionista deve limitar-se às informações provenientes do seu acompanhamento nutricional. E deve ainda conter dados que permitam a correta identificação do nutricionista, como nome completo, profissão, número de inscrição e respectiva jurisdição do CRN. III. O nutricionista deve evitar emitir laudo nutricional para cirurgia bariátrica com apenas uma consulta, tendo em vista a importância do acompanhamento nutricional prévio.