Questões de Concurso
Comentadas sobre nutrição e cirurgia em nutrição
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Um paciente de 68 anos, com câncer colorretal, será submetido a colectomia eletiva. Na avaliação nutricional, apresenta perda ponderal importante, redução da ingestão alimentar e Avaliação Subjetiva Global classificada como B. Com base nas recomendações atuais do Projeto ACERTO, dos protocolos ERAS e da ESPEN (2021), analise as afirmativas a seguir e julgue-as como verdadeiras (V) ou falsas (F).
( ) Fórmulas imunomoduladoras contendo arginina e nucleotídeos podem modular resposta inflamatória e imunológica, porém não devem conter ômega-3 devido ao aumento do risco de sangramento e complicações infecciosas pós operatórias.
( ) Pacientes classificados como Avaliação Subjetiva Global B devem receber imunonutrição por aproximadamente 5 a 7 dias antes da cirurgia eletiva, enquanto pacientes classificados como Avaliação Subjetiva Global C podem necessitar de terapia nutricional pré-operatória mais prolongada, frequentemente entre 7 e 14 dias, mantendo suporte nutricional no pós-operatório.
( ) Protocolos modernos de recuperação acelerada recomendam abreviação do jejum pré operatório, permitindo líquidos claros contendo carboidratos até cerca de 2 horas antes da cirurgia em pacientes selecionados.
( ) A realimentação precoce pós-operatória, geralmente iniciada nas primeiras 24 horas quando clinicamente possível, integra os protocolos de recuperação acelerada e associa se à melhor recuperação clínica.
( ) A terapia imunomoduladora perioperatória não substitui a adequação do suporte energético proteico do paciente oncológico cirúrgico.
Após análise, conclui-se que a sequência correta é:
Associe cada tipo de dieta oral hospitalar descrito na Coluna I à situação clínica que melhor representa sua indicação na Coluna II.
Coluna I
1.Dieta líquida restrita
2.Dieta líquida
3.Dieta branda
Coluna II
(___) Paciente em fase de reabilitação nutricional pós-internação prolongada por peritonite, com motilidade gastrointestinal restabelecida, capacidade mastigatória preservada e ausência de disfagia, tolerando preparações de consistência modificada, com restrição de preparações flatulentas, gordurosas e com excesso de fibras insolúveis, em progressão prevista para alimentação irrestrita.
(___) Paciente com disfagia orofaríngea moderada secundária a acidente vascular cerebral, com avaliação fonoaudiológica evidenciando capacidade deglutitória preservada para consistências viscosas e homogêneas, cuja prescrição admite preparações como vitaminas.
(___) Paciente em primeiro pós-operatório de cirurgia colorretal com anastomose, com retorno incompleto do trânsito intestinal, cuja prescrição visa proporcionar hidratação e estimulação mínima do lúmen intestinal, sendo o aporte calórico ofertado pela via oral insuficiente para o atendimento das necessidades energéticas totais do paciente.
Fonte: Waitzberg, Dan L. Nutrição oral, enteral e parenteral na prática clínica / Dan L. Waitzberg. -- 5. ed. - Rio de Janeiro : Atheneu, 2017.
A sequência CORRETA, de cima para baixo, é:
Qual é a complicação metabólica tardia mais provável nesse paciente e qual é a principal estratégia dietética para seu manejo?
Segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia, no Brasil, cerca de 1,4 a 1,8 milhão de pessoas apresentam Doença Renal Crônica (DRC); 70 mil estão em diálise (90% em hemodiálise e 10% em diálise peritoneal); e 25 mil são transplantados renais. Por ano, 3 mil pacientes são submetidos ao transplante renal, enquanto 33 mil esperam na fila por um enxerto. Sobre as alterações fisiológicas na fase de pós-transplante renal, analise as afirmativas a seguir.
I. A perda óssea é uma complicação importante em pacientes transplantados, sendo atribuída a vários fatores, como hiperparatireoidismo, acidose e glicocorticoides. A osteoporose induzida pelos glicocorticoides ocorre após o início da terapia, e grande parte da perda de massa óssea se dá nos primeiros meses após o transplante, quando as doses de glicocorticoides são altas.
II. A obesidade é extremamente frequente em pacientes transplantados renais e seu aparecimento é atribuído a diversos fatores, como maior liberdade na escolha de alimentos e aumento do apetite e, consequentemente, da ingestão calórica provocada pelo uso de corticoides. A síndrome metabólica está diretamente relacionada à diminuição da sobrevida do enxerto.
III. O hiperparatireoidismo terciário pode persistir após o transplante e levar à hipofosfatemia e hipocalcemia, comuns nas primeiras semanas após o transplante; isso ocorre devido à perda tubular renal de minerais causada pelos glicocorticoides.
Está correto o que se afirma em