Questões de Concurso
Sobre doenças neurológicas em nutrição
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O plano alimentar para esta cidadã deve
I. Uma dieta hipoproteica deve ser recomendada quando se utiliza o fármaco levodopa, pois fármaco e aminoácidos competem pelo mesmo mecanismo de transporte ativo no trato gastrointestinal e na barreira hematoencefálica, de modo que refeições hiperproteicas associadas à ingestão do medicamento favorecem esta interação, ocasionando prejuízos de flutuações motoras ao paciente.
II. A recomendação de jejum de 30 minutos a 1 hora antes da administração da levodopa pode fazer com que haja baixa ingestão alimentar, uma vez que o fármaco é administrado em múltiplas doses ao longo do dia, aumentando o risco de desnutrição e perda de peso.
III. Com o uso da levodopa, recomenda-se o monitoramento dos níveis de homocisteína plasmática e das vitaminas B6, B9 e B12, sendo que folato e B12 podem necessitar de suplementação.
IV. A levodopa pode influenciar a ingestão alimentar causando efeitos adversos como náusea, vômito, dor e desconforto gastrointestinal, diarreia e sensação de sabor amargo. A indução de discinesias também é apontada como um efeito adverso da levodopa e pode aumentar o gasto energético e ainda prejudicar a mastigação, impactando a ingestão alimentar.
I. Na fase inicial da Doença de Alzheimer, o déficit de memória e a desorientação temporal e espacial, bem como os distúrbios da funcionalidade, podem interferir na habilidade de escolher alimentos, preparar e realizar as refeições.
II. Os pacientes cursam com hiporexia, dificuldade de mastigação, intolerância a certas consistências, disfagia e recusa alimentar, pois o paciente deixa de reconhecer o alimento.
III. Além dos fatores de risco não modificáveis, fatores ambientais, como estilo de vida, sedentarismo, maus hábitos alimentares e certas patologias, dentre elas a hipercolesterolemia, diabetes, hipertensão e obesidade, podem influenciar no risco para a doença.
IV. O estresse oxidativo e inflamação estão presentes na fisiopatologia da Doença de Alzheimer, causando alterações estruturais que comprometem o tecido cerebral. Além disso, a deficiência de micronutrientes, uma condição comumente encontrada nos idosos com estado nutricional comprometido, acelera o envelhecimento e a deterioração dos neurônios.
• Para estes pacientes, tem por objetivo a oferta de dieta cetogênica ou da Dieta de Atkins Modificada(DAM).
• Dieta com alto teor de gorduras, baixo teor de carboidratos e teor moderado de proteínas.
As características acima definem a dietoterapia para qual patologia?
Sobre o manejo nutricional da ELA, marque a afirmativa correta.
( ) No caso da cocaína e do crack — drogas estimulantes do sistema nervoso central —, os usuários têm seu apetite inibido e normalmente se apresentam emagrecidos. Muitas vezes, relatam náuseas e vômitos, o que pode também influenciar na ingestão alimentar. A atenção ao peso deve ser redobrada naqueles não abstinentes, uma vez que as oscilações de apetite podem levar a desnutrição, deficiência de vitamina B6, vitaminas antioxidantes (A, E e C), anemia, entre outros distúrbios metabólicos. ( ) As anfetaminas possuem efeitos semelhantes aos da cocaína e do crack, sendo estimulantes do sistema nervoso central, desencadeando efeitos eufóricos e inibindo o apetite. São utilizadas com frequência para o controle de peso, e seu uso crônico pode causar xerostomia, constipação, diarreia, redução plasmática de cálcio, problemas cardíacos, hipertensão e ranger de dentes. ( ) Os opioides, como a morfina e a heroína, costumam causar aumento de apetite, constipação e xerostomia. A perda de peso pode ocorrer, pois o metabolismo desses dependentes encontra-se desequilibrado e acelerado. Além disso, achados clínicos como úlceras gástricas, anemias, intolerância a glicose e distúrbios eletrolíticos (como hipercalemia) também são comuns.
Leia o caso seguir.
L.F., paciente de 60 anos, 96 kg, 1,65 m de altura, que foi recebido em uma unidade de internação, em fase aguda de acidente vascular cerebral.
De acordo com a Diretriz BRASPEN de Terapia Nutricional no Paciente com Doenças Neurodegenerativas (2022), qual é a recomendação de calorias e proteínas para esse paciente?
Paciente C.A.J., de 54 anos, do sexo masculino, apresentou um Acidente Vascular Cerebral. Após estabilização e 19 dias na unidade de terapia intensiva, foi transferido para a enfermaria de clínica médica, onde se encontra há 10 dias. No momento, permanece estável e sob ventilação mecânica.
De acordo com a Diretriz BRASPEN (Sociedade Brasileira de Nutrição Parenteral e Entera) de Terapia Nutricional no Paciente com Doenças Neurodegenerativas (Alves et al. 2022), a terapia nutricional recomendada para esse paciente é via
I.A dieta deve ser hipoglicídica (30%-40%VET), com o objetivo de melhorar a resistência insulínica e o perfil lipídico.
II.A dieta deve ser hipolipídica (15-20%VET), com o objetivo de evitar a sobrecarga hepática.
III.A dieta deve ser suplementada com Vitamina E (pacientes não diabéticos), com o objetivo de melhorar o perfil enzimático, bioquímico e histológico da fibrose hepática.
IV.A Ingestão calórica deve ser hipocalórica 22-25Kcal/Kg peso, com o objetivo de promover a adequação do peso (perda de peso 7% a 10% promove melhor prognóstico).
Está (ão) CORRETO (S), apenas: