Questões de Concurso
Sobre diabetes em nutrição
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Mulher, 52 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há seis anos, hipercolesterolemia há quatro anos, apresenta, atualmente, índice de massa corporal de 36,1 kg/m². Relata que seu pai faleceu por problema cardíaco e sua mãe devido à diabetes mellitus tipo 2. Sabe-se que ela está em acompanhamento médico, sendo recomendada redução de peso; entretanto, a meta não foi atingida. A paciente tem apresentado aumento de 0,5 kg, em média, entre seus retornos. Apesar de uma pequena melhora dos níveis pressóricos e da colesterolemia (LDL-c), a glicemia de jejum e a hemoglobina glicada não atingiram os alvos desejados. A paciente procurou profissional nutricionista para melhora dos seus parâmetros. Diante do caso hipotético apresentado e, ainda, considerando as recomendações da Diretriz Brasileira de Dislipidemias e Prevenção da Aterosclerose, assim como da Diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, analise, a seguir, as orientações nutricionais sugeridas pela nutricionista para a paciente.
I. A dieta deve ser hipocalórica, com o objetivo de redução gradual do peso, a fim de não desestimular a paciente que possui obesidade grau II.
II. A dieta deve ser pobre em carboidratos simples, hipolipídica e hipossódica.
III. A dieta deve se restringir às gorduras saturadas (< 7% do valor calórico total) e excluir as gorduras trans.
Está correto o que se afirma em
Complete CORRETAMENTE as lacunas:
Paciente do sexo feminino, com 56 anos de idade e 1,65 m
de altura, pesando 67 kg e com pressão arterial aferida de
13 mmHg 9 mmHg, queixa-se de dor abdominal e cólica nas
últimas 48 horas. Também alega apresentar alergia a castanhas
em geral, mas nega ter consumido diretamente esses alimentos.
Relata ter o hábito de alimentar-se fora do lar diariamente.
Menciona que, para evitar aumento de peso, induz vômito
quando consome uma grande quantidade de alimentos. Em
exame clínico, foi evidenciada língua saburrosa. Em exames
laboratoriais em jejum, a paciente apresentou os seguintes
resultados: glicose 81, hemoglobina glicada 5,9, colesterol total
182, triglicerídeos 84, colesterol HDL 58, colesterol LDL 101,
colesterol não HDL 124.
A partir do caso clínico hipotético apresentado, julgue o item a seguir.
A paciente em apreço apresenta baixo risco para desenvolver diabetes melito tipo II.
I. A dietoterapia do indivíduo idoso com diabetes envolve a seguinte recomendação: carboidratos devem permanecer entre 55% das necessidades energéticas totais, 30% de lipídeos, 15% de proteínas (1,0 a 1,2g por kg/peso) e 14 g de fibras dietéticas/1000 Kcal ao dia.
II. A recomendação de ingestão proteica no paciente idoso oncológico deve ser baseada na condição clínica, estado nutricional e estadiamento da doença. Considerar sempre uma oferta proteica acima de 1,0 g/Kg/dia. Pacientes com algum grau de desnutrição, deve-se aumentar a oferta proteica para 1,2 a 1,5 g por Kg/dia.
III. Para a pessoa idosa com sarcopenia, a melhor fonte proteica para manter a massa muscular no idoso é aquela com maior digestibilidade e absorção e com maior disponibilidade de aminoácidos pós-prandial. A proteína do soro do leite preenche esses critérios e ainda, por ser rico em leucina, se torna um potente ativador da sinalização anabólica no músculo esquelético. Contudo, as proteínas ofertadas na forma líquida são menos eficientes que proteínas na forma sólida.
IV. As recomendações de ingestão energética e proteica para idosos obesos devem ser individualizadas, considerando o nível de atividade física, comorbidades associadas e tolerância. Recomenda-se utilizar 30 Kcal por kg/dia e aplicar redução calórica moderada de 1000 Kcal/dia, assegurando uma ingestão proteica de 1,2 a 2,0 g por kg de peso corporal ao dia.
Sobre essas complicações assinale a alternativa INCORRRETA.
I− Uma dieta rica em fibras e pobre em gorduras saturadas é recomendada para pacientes com doença cardiovascular, pois pode ajudar a reduzir os níveis de LDL colesterol e melhorar a saúde cardiovascular.
II − Para indivíduos com diabetes tipo 2, a dietoterapia enfatiza a importância de uma dieta rica em carboidratos simples e açúcares refinados para manter a estabilidade glicêmica.
III − No tratamento de alergias alimentares, a eliminação completa e permanente de alimentos potencialmente alergênicos da dieta do paciente é sempre necessária para evitar reações alérgicas.
IV − A inclusão de alimentos ricos em antioxidantes, como frutas e vegetais, é recomendada para pacientes com desequilíbrios metabólicos, visando combater o estresse oxidativo e promover a homeostase celular.
V − Em casos de síndrome do intestino irritável (SII), a dietoterapia pode incluir a adoção da dieta FODMAP, que restringe o consumo de certos carboidratos fermentáveis para diminuir os sintomas gastrointestinais.
É correto o que se afirma em:
I – A hipertensão arterial sistêmica (HAS), também chamada somente de hipertensão, é uma condição clínica multicausal caracterizada por elevação sustentada dos níveis de pressão arterial ≥ 140 mmHg (sistólica) e/ou 90 mmHg (diastólica). Com frequência, está associada a distúrbios metabólicos e alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo (rins, coração, encéfalo e vasos sanguíneos), podendo ser agravada pela presença de outros fatores de risco, como dislipidemias, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes melito.
II – O sobrepeso e a obesidade são fatores de risco para a hipertensão arterial sistêmica, principalmente com excesso de gordura na região abdominal. O excesso de gordura intra-abdominal ou visceral é considerado um fator de risco maior do que o excesso de peso corporal total para o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis.
III – O excesso de potássio e iodo elevam a pressão arterial por aumentar a volemia e, consequentemente, o débito cardíaco. Depois, por mecanismos de autorregulação, há aumento da resistência vascular periférica, mantendo elevados os níveis de pressão arterial.
A hipoglicemia é um fator limitante no controle glicêmico e é a complicação aguda mais frequente em indivíduos com DM1, podendo, entretanto, ser observada também naqueles com DM2 tratados com insulina.
Nesse contexto, o protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas de diabete melito tipo 2 (Ministério da Saúde, 2024) afirmam que indivíduos conscientes, com quadro de hipoglicemia nível 2, com valores de glicemia abaixo de 54 mg/dL, podem ser tratados por meio da ingestão de carboidratos na quantidade de
I. A investigação do padrão alimentar, em especial o consumo de alimentos com alto teor de açúcar e gordura saturada e o baixo consumo de fibras, frutas e vegetais, é uma ferramenta importante para a prevenção e o manejo do Diabete Melito (DM).
PORQUE
II. No caso de o controle glicêmico estar insatisfatório, é necessária uma abordagem mais específica na alimentação, principalmente quanto à ingestão de carboidratos, e uma investigação mais rigorosa quanto aos horários, qualidade e quantidade das refeições relacionadas com os horários da medicação oral e/ou utilização de insulina.
A respeito dessas asserções, assinale a alternativa correta.
( ) Para pessoas com DM2 que apresentem sobrepeso ou obesidade é recomendada a perda de, no mínimo, 15% do peso corporal inicial para melhora do controle glicêmico.
( ) Em relação à ingestão de gorduras, em pessoas com DM2, deve ser considerado priorizar o uso de ácidos graxos mono e poli-insaturados, por estarem associados à menor incidência de doenças cardiovasculares.
( ) Em adultos com DM2, é recomendado o uso de fibras dietéticas na quantidade 14 g/1000 kcal, com um mínimo de 15 g por dia, para melhorar o controle glicêmico e atenuar hiperglicemia pós-prandial.
( ) A utilização do índice glicêmico e da carga glicêmica para melhorar o controle glicêmico em pessoas com DM2 pode ser considerada, quando os alimentos forem consumidos de forma isolada.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é: