Questões de Concurso
Sobre sepse grave e choque séptico em medicina
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Quase metade dos casos de sepse de início tardio é causada por Gram negativos e fungos.
Cerca de ¼ dos neonatos com sepse têm meningite, o que justifica a coleta do líquor em todo RN com infecção sistêmica.
RN com 6 dias de vida apresenta celularidade e proteína elevada no exame do liquor, e cultura de liquor negativa. Nessas circunstâncias, deve-se trocar o esquema terapêutico (antibióticos).
Na sepse tardia, a mortalidade varia de 15 a 21%, de acordo com o agente etiológico e o grau de comprometimento liquórico.
As infecções precoces no período neonatal estão mais relacionadas a meningites, enquanto as de início tardio estão mais associadas a pneumonias.
itens 64 e 65.
O uso de mais de 3 antibióticos, a permanência de mais de quatro dias em terapia intensiva, a presença de cateter central e o uso de nutrição parenteral são fatores relacionados à infecção fúngica sistêmica por Cândida spp.
As culturas do sítio de inserção de cateteres são altamente recomendadas para se fazer a vigilância da colonização local.
As culturas quantitativas e semiquantitativas são as mais indicadas para a detecção da pneumonia associada a ventilação mecânica (PAV), e achados superiores a 5% de microrganismos intracelulares em lavado broncoalveolar (LBA) centrifugado é altamente específico para o diagnóstico de PAV.
Em pacientes sépticos críticos, deve-se, obrigatoriamente, colher 3 hemoculturas, com intervalos entres elas, antes do início do uso de antimicrobianos.
Segundo o Surviving Sepsis Campaign, um consenso internacional para melhora do diagnóstico e mortalidade da sepse, deve-se obter hemoculturas de cateteres de rotina, independentemente de há quanto tempo estes foram instalados no paciente.
A dopamina é o vasopressor de primeira escolha para choques refratários a fluidoterapia. No caso de resistência a essa droga, recomenda-se o uso de noradrenalina e altas doses de epinefrina endovenosas contínuas.
A heparina de baixo peso molecular difere da heparina não fracionada por apresentar maior atividade contra o fator Xa.
Nas crianças, geralmente, o choque está associado à severa hipovolemia, e elas respondem bem a uma agressiva ressuscitação fluídica.
Nos casos de choque séptico pediátrico, a paralisia vasomotora é a principal causa de morte. Nesses casos, há também, disfunção miocárdica, manifestada pela diminuição da fração de ejeção, mas o débito cardíaco é mantido pelo aumento da frequência cardíaca e pela dilatação ventricular.
A incidência de choque séptico vem decrescendo a cada ano graças ao desenvolvimento de tecnologias e medicações que possibilitam tratamento mais eficiente do paciente.
I. Hipomagnesemia é incomum no paciente séptico.
II. A deficiência desse íon está associada a pior prognóstico.
III. O magnésio apresenta importante papel na função imunológica.
Assinale: