Questões de Concurso
Sobre pneumologia em medicina
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I - A cianose pode ser decorrente de vários tipos de doenças pulmonares ou cardíacas graves que reduzem os níveis de oxigênio no sangue.
II - A concentração de oxigênio no sangue pode ser estimada pela oximetria de pulso, na qual um sensor é colocado em um dedo ou um lobo da orelha, ou pode ser medida diretamente através da análise da gasometria arterial.
III - A oxignoterapia é geralmente o tratamento inicial, assim como em outros quadros clínicos nos quais o nível de oxigênio no sangue está baixo. Muitas malformações que causam desvios podem ser tratadas por cirurgia ou por outros procedimentos.
I - O estreitamento das vias aéreas geralmente é causado por sensibilidade anormal de receptores colinérgicos, que faz com que os músculos das vias aéreas se contraiam quando não deveriam. Certas células das vias respiratórias, particularmente os mastócitos, são tidas como responsáveis por iniciar a resposta. Mastócitos espalhados pelos brônquios liberam substâncias como histamina e leucotrienos.
II - Uma crise de asma pode começar subitamente com sibilos, tosse e falta de ar. Outras vezes, uma crise de asma pode surgir lentamente, com piora gradual dos sintomas. Em ambos os casos, as pessoas com asma, no geral, sentem inicialmente falta de ar, tosse e pressão no tórax. A crise pode durar apenas alguns minutos, horas ou dias. Coceira no tórax ou no pescoço pode ser um sintoma precoce, especialmente em crianças. Tosse seca durante a noite ou durante a prática de exercícios pode ser o único sintoma.
III - A forma mais grave de asma é chamada de estado de mal asmático. É um estreitamento grave, intenso e prolongado das vias aéreas, resistente ao tratamento. No estado de mal asmático, os pulmões não são mais capazes de fornecer oxigênio suficiente ao corpo nem de remover o dióxido de carbono de forma adequada.
I - É uma infecção do parênquima pulmonar, cujos agentes etiológicos mais comuns são: Streptococcus pneumoniae, Mycoplasma pneumoniae, Haemophilus influenzae e vírus (influenza, adenovírus).
II - A decisão de internar o paciente deve ser baseada em critérios de gravidade, tais como: idade, nível de consciência, frequência respiratória, pressão arterial e nível de ureia no sangue.
III - Chlamydia trachomatis pode ser o agente etiológico nos pacientes com história de criação de pássaros.
IV - A principal medida preventiva é a vacinação para influenza e para o pneumococo.
Quais estão corretas?
I - A avaliação funcional pulmonar completa, incluindo volumes e capacidades pulmonares, difusão pulmonar e curva fluxo-volume, deve ser realizada na presença de distúrbio ventilatória grave na espirometria, hipoxemia crônica ou ainda com manifestações clínicas desproporcionais ao grau de obstrução pela espirometria.
II - O diagnóstico diferencial no adulto inclui doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), bronquite aguda, fibrose cística, bronquiectasias, pneumonia eosinofílica, insuficiência cardíaca, obstrução de vias aéreas por corpo estranho ou tumor, doença do pânico, disfunção de prega vocal e síndrome de Churg-Strauss, entre outras.
III - Quanto à DPOC, é recomendada a diferenciação diagnóstica sempre que possível, uma vez que diferenças fisiopatológicas, clínicas e prognósticas entre as doenças influenciam a escolha de medicamentos e o seu tratamento em longo prazo.
IV - Para exclusão de outros diagnósticos conforme suspeita clínica pode ser indicado exame radiológico simples de tórax.
I - O diagnóstico de asma se dá mediante a identificação de critérios clínicos e funcionais, obtidos pela anamnese, exame físico e exames de função pulmonar (espirometria).
II - Em crianças até os cinco anos o diagnóstico é eminentemente clínico, pela dificuldade de realização de provas funcionais.
III - A espirometria é útil para diagnóstico, avaliação da gravidade, monitorização e avaliação da resposta ao tratamento. A espirometria deve ser utilizada a partir dos 5 anos.
I - A asma é uma doença inflamatória crônica das vias aéreas, cuja causa ainda não está completamente compreendida.
II - Asma não causa tosse, sibilos, dispnéia e opressão torácica.
III - As principais alterações anatomopatológicas incluem a presença de células inflamatórias nas vias aéreas, exsudação de plasma, edema, hipertrofia da musculatura lisa peribrônquica, tampões mucosos e desnudamento do epitélio brônquico.
Considere o caso a seguir, para responder à questão.
Paciente de sexo masculino, 49 anos de idade, branco, bancário, natural e procedente de São Paulo. Refere que, há cerca de 14 dias, iniciou quadro com febre alta (39 – 40 ºC) com calafrios, mialgia, tosse produtiva com escassa expectoração mucosa e dispneia. Sem outras queixas. Tabagista de mais de 40 unidades-maço/ano, em uso a cerca de um mês e meio de corticoterapia oral por doença ocular, que não sabe especificar. Previamente hígido. Há cinco dias procurou pronto atendimento sendo medicado com anti-inflamatório não esteroide e cefalexina, que fez uso como indicado. Nega uso regular de outros medicamentos. Relata que, em novembro de 2019, realizou viagem com esposa em cruzeiro marítimo de Santos a Salvador com retorno 7 dias antes do início dos sintomas. Ao exame, encontra-se vigil, orientado, ansioso, frequência respiratória 32 irp/m. Murmúrio vesicular diminuído nos 2/3 inferiores do hemitórax esquerdo e 1/3 inferior direito, com estertores subcreptantes na base esquerda. Hemodinamicamente estável. A radiografia de tórax revelou opacidade heterogênea, de padrão granular, de limites imprecisos em 2/3 inferiores de hemitórax esquerdo. Os exames laboratoriais apresentaram leucocitose com neutrofilia sem desvio (L: 17800/mL, N: 95%), PCR 20 UI/mL, Ureia 63 mg/dL, Na: 133 mmol/L, AST 69 UI/L, PaO2 78,4 mmHg.
Considere o caso a seguir, para responder à questão.
Paciente de sexo masculino, 49 anos de idade, branco, bancário, natural e procedente de São Paulo. Refere que, há cerca de 14 dias, iniciou quadro com febre alta (39 – 40 ºC) com calafrios, mialgia, tosse produtiva com escassa expectoração mucosa e dispneia. Sem outras queixas. Tabagista de mais de 40 unidades-maço/ano, em uso a cerca de um mês e meio de corticoterapia oral por doença ocular, que não sabe especificar. Previamente hígido. Há cinco dias procurou pronto atendimento sendo medicado com anti-inflamatório não esteroide e cefalexina, que fez uso como indicado. Nega uso regular de outros medicamentos. Relata que, em novembro de 2019, realizou viagem com esposa em cruzeiro marítimo de Santos a Salvador com retorno 7 dias antes do início dos sintomas. Ao exame, encontra-se vigil, orientado, ansioso, frequência respiratória 32 irp/m. Murmúrio vesicular diminuído nos 2/3 inferiores do hemitórax esquerdo e 1/3 inferior direito, com estertores subcreptantes na base esquerda. Hemodinamicamente estável. A radiografia de tórax revelou opacidade heterogênea, de padrão granular, de limites imprecisos em 2/3 inferiores de hemitórax esquerdo. Os exames laboratoriais apresentaram leucocitose com neutrofilia sem desvio (L: 17800/mL, N: 95%), PCR 20 UI/mL, Ureia 63 mg/dL, Na: 133 mmol/L, AST 69 UI/L, PaO2 78,4 mmHg.
Um paciente que está sendo ventilado durante um estado asmático no modo pressão controlado apresenta melhora clínica gradual ao longo dos dias. De maneira concomitante, ocorre melhora na mecânica respiratória que pode ser também observada indiretamente pelas mudanças nos parâmetros ventilatórios e na mecânica pulmonar monitorada.
Assinale a alternativa que reflete essa melhora.
Paciente de 65 anos, sexo masculino, tabagista de 40 anos-maço, com diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica, relata piora intensa da dispneia aos esforços há 5 dias. Internado na enfermaria, é transferido para UTI após acionamento de código de emergência por rebaixamento do nível de oxigênio após instalação de máscara de nebulização com reservatório a 10 L/min devido à dissaturação de oxigênio.
Durante a avaliação, a alteração gasométrica arterial que deve ser encontrada é:
Mulher de 51 anos de idade, com histórico de asma há 3 anos, é avaliada no consultório após uma recente hospitalização por exacerbação da doença. Nega outras comorbidades e tabagismo. Ela trabalha em escritório sem ar condicionado, em função administrativa e já fez todas as medidas não farmacológicas recomendadas para asma em sua residência. Refere 3 outras hospitalizações no ano passado por exacerbações de asma, apesar do uso crônico de glicocorticoide oral. No momento, em uso correto de beclometasona/ salmeterol, montelucaste, tiotrópio, salbutamol e prednisona. Ao exame físico: sinais vitais normais; SatO2: 95%; tórax: sibilos expiratórios; restante do exame: normal. Exames séricos: leucograma: 9.890/ mm3 e diferencial com 650/mm3 eosinófilos; nível de IgE: 12 U/mL (normal: 0-90). O volume expiratório forçado de 1º segundo é de 56% do previsto. Radiografia de tórax: normal.
Nesse momento, a conduta correta é:
Homem de 57 anos de idade refere de dispneia aos esforços, lentamente progressiva, associado a sibilância intermitente e tosse que, ocasionalmente, é produtiva, e de expectoração clara, iniciados há cerca de 2 anos. Não há dor torácica, palpitações ou edema de membros inferiores. Ele tem uma história de tabagismo (40 maços- -ano), mas parou há 3 anos e doença arterial coronariana crônica. Atualmente, faz uso de atenolol, losartana, atorvastatina e aspirina em baixas doses. Ao exame físico: sinais vitais: normais; SatO2: 94% no ar ambiente; tórax: respiração com fase expiratória prolongada; restante do exame físico: NDN. Radiografia de tórax: pulmões limpos. Eletrocardiograma: normal. Exames laboratoriais: NDN.
Nesse momento, o próximo exame recomendado é