Questões de Concurso Sobre pediatria e neonatologia em medicina

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Q3819054 Medicina

Criança, 5 anos, sexo masculino, apresenta quadro de crises de tontura, tipo vertigem, que ocorrem sem fatores desencadeantes evidentes ou presença de inflamações/infecções, com duração de 30 minutos, resolução espontânea, sem história de perda de consciência. Durante os episódios, a mãe refere presença de nistagmo e palidez cutânea. Tem audiometria, pedida pelo pediatra, dentro dos limites da normalidade. A irmã mais velha, de 15 anos, tinha enxaqueca e os mesmos sintomas, que desapareceram após os 8 anos de idade.


Qual a principal hipótese diagnóstica?

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Q3819052 Medicina

Criança, 6 anos, sexo feminino, tem prurido nasal, obstrução nasal e coriza frequentes, que pioram em lugares empoeirados. As crises tem duração de 3 dias por semana, durando menos que 4 semanas. A mãe reclama que sua filha fica limpando o nariz e com fungação, constantemente, devido à rinorreia e fica sonolenta durante o dia. Tem RAST positivo para ácaros, poeira e epitélio de gatos.


Frente a esse quadro clínico, a doença é classificada como

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Q3818883 Medicina
Trata-se de contraindicação(ões) formal(is) à amamentação:
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Q3818870 Medicina
Recém-nascido, sexo masculino, idade gestacional de 38 semanas, parto vaginal, líquido amniótico claro. Ao nascimento, está hipoativo e não respira espontaneamente. É colocado em berço aquecido, secado e estimulado, sendo mantido padrão. São iniciados ventilação com pressão positiva e oxigênio em ar ambiente, e, após 30 segundos, apresenta frequência cardíaca de 80 bpm, SatO₂ pré-ductal 78%. O tórax expande-se adequadamente, e o posicionamento da máscara está adequado.

Qual é o próximo passo mais adequado segundo as diretrizes de reanimação neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP)?
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Q3818869 Medicina
Recém-nascido, sexo feminino, 2 dias de vida, foi transferido do alojamento conjunto para a uti neonatal devido a desconforto respiratório iniciado há poucas horas. Trata-se de criança nascida de termo (38 semanas), parto vaginal, Apgar 9/9, sem necessidade de manobras de reanimação.

Na avaliação atual, apresenta cianose central persistente (SatO₂ 82% em ar ambiente), sem desconforto respiratório. Ausculta cardíaca com sopro sistólico e pulsos normais. Saturação pré-ductal: 83%; pós-ductal: 80%.

Gasometria arterial: pO₂ 44 mmHg (referência: > 60 mmHg) após 10 min de oferta de oxigênio a 100%.

Radiografia de tórax: campos bem expandidos, área cardíaca normal.

Quais são o diagnóstico mais provável e a conduta inicial correspondente?
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Q3818868 Medicina
Recém-nascido, sexo masculino, 12 dias de vida, nascido a termo, aleitamento materno exclusivo, está em consulta de rotina. A mãe relata boa sucção e ganho de peso, sem queixas no momento. Mama a cada 3 horas, inclusive na madrugada. Relata diurese clara abundante e evacuações amareladas pastosas de 4 a 5 vezes ao dia.

Ao exame clínico, é notada icterícia visível até joelhos, sem outros achados relevantes.

Colhidos exames laboratoriais, com bilirrubina total: 13,8 mg/dL; bilirrubina indireta: 13,2 mg/dL; bilirrubina direta: 0,6 mg/dL; Coombs direto negativo; reticulócitos 2,0% (referência: 0,5–3%); TSH 2,5 µUI/mL (referência: 0,5–6,0 µUI/mL).

Peso atual 3.380 g (ao nascer 3.250 g).

Qual é a conduta mais adequada?
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Q3818867 Medicina
Recém-nascida, sexo feminino, 15 dias de vida, deu entrada no pronto-socorro por quadro de recusa alimentar, letargia e febre (38,4 °C) iniciados desde ontem. Trata-se de criança nascida a termo, parto vaginal, sem intercorrências perinatais. Ao exame clínico, criança em regular estado geral; descorada 1+/4+; FC: 176 bpm; FR: 58 irpm; SatO₂: 94% em ar ambiente; perfusão periférica lentificada. Observam-se vesículas eritematosas em região periocular e mucosa oral.

É prescrita expansão com 10 mL/kg de soro fisiológico e são colhidos exames complementares com os seguintes achados:  

-  Hemograma: Hb: 13,2 g/dL; Ht: 42%; leucócitos: 25.200/mm³ (8% de bastonetes e 68% de neutrófilos); plaquetas: 128.000/mm³.
-  AST (TGO): 185 U/L; ALT (TGP): 142 U/L; proteína C reativa: 38 mg/L.
-  Glicemia: 66 mg/dL; sódio: 137 mEq/L; potássio: 4,8 mEq/L.
-  Radiografia de tórax sem alterações.
-  Liquor é coletado, e aguarda-se o resultado.

Qual é a conduta mais adequada neste momento?
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Q3818864 Medicina
Escolar, sexo masculino, 9 anos de idade, está internado em enfermaria por pneumonia lobar direita, em uso de ceftriaxone endovenoso. No 3o dia de internação, já está afebril há 24 horas, mas evolui com letargia, cefaleia e vômitos.

Ao exame clínico, paciente em regular estado geral, corado, sem sinais de desidratação, mucosas úmidas e pulsos cheios. Sonolento, escala de coma de Glasgow: 14; PA: 90/55 mmHg; FC: 110 bpm; FR 22 irpm; SpO2 : 96% em ar ambiente. Ausculta pulmonar com discretos estertores em ápice direito, sem sinais de desconforto respiratório. 

Inicialmente, é repetida radiografia de tórax, que demonstra resolução parcial da pneumonia. São colhidos exames laboratoriais com Hb: 10,2 g/dL; Ht: 32%; leucócitos: 12.540; plaquetas: 320.000; proteína C reativa: 42 mg/L (anterior de 124 mg/L).

Sódio: 121 mEq/L; potássio: 4,4 mEq/L; ureia: 32 mg/L; creatinina: 0,52 mg/L.
Gasometria venosa com pH: 7,41; pCO2 : 41 mmHg; bicarbonato: 21 mEq/L.
Glicemia: 88 mg/dL.
Sódio urinário: 42 mEq/L (elevado).

Qual é a conduta hospitalar mais adequada neste momento?
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Q3818863 Medicina
Lactente, sexo feminino, 2 meses de idade, com antecedente de prematuridade de 34 semanas, está internada em enfermaria devido a quadro de bronquiolite, com painel respiratório positivo para vírus sincicial respiratório (VSR). Hoje, após 24 horas de internação, a mãe acha que a paciente está mais cansada. Ao exame clínico, paciente está em regular estado geral, letárgica e hipoativa. No exame pulmonar, apresenta sibilos difusos, tiragem subcostal intensa, com balanço de cabeça e gemência expiratória, frequência respiratória de 76 irpm e SatO₂ de 84% em ar ambiente.

É instalado cateter nasal de alto fluxo com 2 L/kg e FiO2 de 60%, com aumento da SatO₂ para 89%; contudo, nota-se que a paciente está fazendo pausas respiratórias de 10 a 15 segundos, com queda de saturação.

Qual é a conduta imediata mais indicada? 
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Q3818862 Medicina
Escolar, sexo masculino, 6 anos de idade, com antecedente de asma em uso de beclometasona inalatória continua, deu entrada no pronto-socorro com desconforto respiratório iniciado nas últimas 12 horas. Mãe administrou salbutamol 100 mcg, 2 puffs com espaçador a cada 6 horas, sem sinais de melhora. Na triagem, paciente hiporresponsivo, com FC: 52 bpm, SpO2 : 78% em ar ambiente. Levado imediatamente à sala de emergência, monitorizado, oferecido oxigênio em máscara não reinalante, evoluiu com inconsciência. Como paciente estava sem pulso palpável, foram iniciadas compressões torácicas de alta qualidade (frequência 100–120/min) associadas à ventilação com bolsa-válvula-máscara na relação de 15 compressões para duas ventilações. Após 2 minutos, a RCP é interrompida para a checagem de ritmo, e o monitor demonstra os seguintes parâmetros:

Q40.png (581×281)

Paciente segue sem pulso palpável.

Qual é a medida imediata nesse contexto?
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Q3818861 Medicina
Pré-escolar, sexo masculino, 3 anos e 8 meses de idade, previamente hígido, é levado ao pronto-socorro por episódio convulsivo tônico-clônico generalizado iniciado há poucos minutos. A mãe refere febre baixa notada desde hoje pela manhã, associada à sonolência e à recusa alimentar. Não há história familiar de epilepsia.

Na chegada, encontra-se em atividade convulsiva contínua, escala de coma de Glasgow: 10; SatO₂: 91% em ar ambiente; FC: 142 bpm; PA: 88/52 mmHg; temperatura: 38,3 °C; glicemia capilar: 88 mg/dL. É levado à sala de emergência, onde é obtido acesso venoso periférico, iniciada administração de oxigênio por máscara não reinalante e colocada monitorização cardíaca.

Qual deve ser a conduta imediata?
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Q3818860 Medicina
Pré-escolar, sexo feminino, 2 anos e 6 meses de idade, previamente hígida, chega ao pronto atendimento com quadro de febre de até 39,5 °C, tosse e coriza iniciados há 36 horas, com vômitos e hiporresponsividade nas últimas 3 horas. Ao exame clínico: regular estado geral; descorada 2+/4+; FC: 170 bpm; PA: 78/44 mmHg; FR: 42 irpm; SpO₂: 90% em ar ambiente; tempo de enchimento capilar: 4 segundos; extremidades frias; pulsos filiformes. Exame pulmonar com presença de tiragem subdiafragmática leve, ausculta com murmúrios vesiculares presentes bilateralmente com sopro tubário em ápice direito. Sem outras alterações relevantes. Administrado oxigênio em máscara não reinalante com aumento da SpO2 para 95% e resolução do desconforto respiratório. Após duas tentativas, obtém-se acesso venoso periférico, sendo também colhida hemocultura.

Entre as condutas listadas a seguir, qual é a primeira a ser realizada?
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Q3818857 Medicina
Escolar, sexo feminino, 7 anos e 4 meses de idade, previamente hígida, é trazida à consulta de rotina com relato que apresenta desenvolvimento mamário há 5 meses. Não apresenta outras queixas. Faz uso diário de vitamina D, 600 UI/dia, nega uso de qualquer outra medicação, seja sistêmica ou tópica.

Ao exame clínico, nota-se estágio puberal M2P1. Estatura acima do percentil 97 pelas curvas adequadas da OMS, peso entre percentil 85 e 97. Nota-se que houve ganho de 4 cm de estatura nos últimos 6 meses.

Realizada radiografia de punho esquerdo para determinação de idade óssea, laudo compatível com 10 anos.

Com base nesses achados, o diagnóstico mais provável é 
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Q3818856 Medicina
Pré-escolar, sexo feminino, 3 anos de idade, apresenta lesões eczematosas pruriginosas desde os 6 meses de vida, que geralmente pioram na época do inverno. Nas últimas duas semanas, surgiram pápulas eritematosas exsudativas com crostas melicéricas em fossas cubitais e poplíteas. Mãe relata prurido intenso, que piora após banho quente.

Ao exame clínico, apresenta áreas de liquenificação, escoriações e crostas amareladas em membros superiores e inferiores.

Com base no diagnóstico mais provável, a conduta adequada é
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Q3818855 Medicina
Lactente, sexo masculino, 1 ano e 3 meses de idade, está em consulta de puericultura. Mãe traz queixa que ele desperta 4 a 5 vezes por noite e só readormece mamando no seio materno. Durante o dia, permanece em creche em horário integral, onde cuidadores referem que ele faz 3 cochilos curtos, de aproximadamente 40 minutos, iniciando e encerrando o sono sem necessidade de ajuda. Em casa, após chegar da creche, a mãe diz que ele fica muito mais agitado, quer andar de um lado para o outro da casa, ela nota que ele fica mais ativo ao anoitecer. Tem dificuldade de oferecer o jantar e o leite noturno, só consegue colocando-o para assistir telas para acalmar. Também usa a estratégia da tela do celular para mantê-lo deitado no seu colo e conseguir fazê-lo dormir. Há noites em que ele dorme antes das 22 h, mas em outras noites passa da meia-noite.

Ao exame clínico, nenhuma alteração significativa. Crescimento e desenvolvimento compatíveis com a idade. A mãe solicita “alguma medicação para ajudá-lo a dormir”.

Qual é a conduta adequada?
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Q3818234 Medicina
O diagnóstico da doença de Kawasaki é baseado nos critérios estabelecidos pela American Heart Association (AHA) e pela European League Against Rheumatism/Pediatric Rheumatology European Society (EULAR/PRES). São características que fazem parte dos critérios diagnósticos da doença de Kawasaki, EXCETO: 
Alternativas
Q3818233 Medicina

De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde, a Vacina Oral contra o Rotavírus Humano (VORH) deve ser administrada com número de doses e faixas etárias bem definidas, respeitando limites máximos de idade para cada aplicação. Considerando essas diretrizes, assinale a alternativa que apresenta corretamente o esquema vacinal recomendado na rede pública.
Alternativas
Q3818232 Medicina
Durante a consulta de puericultura de um lactente com 1 mês de vida, o médico pediatra deve revisar a caderneta de vacinação para assegurar que as imunizações recomendadas até o momento estejam em dia. De acordo com o Calendário Nacional de Vacinação do Ministério da Saúde, quais vacinas devem ter sido administradas até 1 mês de vida?
Alternativas
Q3818231 Medicina
A pneumonia lipoide é uma condição pulmonar rara, caracterizada pela presença de lipídios nos alvéolos, resultando em uma inflamação crônica do parênquima pulmonar. Seu diagnóstico é desafiador, pois os sinais clínicos e os achados radiológicos podem mimetizar infecções pulmonares comuns, como pneumonia bacteriana ou tuberculose. A etiologia pode ser exógena – por aspiração de substâncias oleosas – ou endógena, associada a distúrbios do metabolismo lipídico. Considerando as alternativas a seguir, assinale aquela que apresenta o fármaco usado em constipação que, ao ser utilizado de forma crônica, especialmente em crianças, pode predispor à pneumonia lipoide exógena.
Alternativas
Q3818230 Medicina
O grau da apresentação clínica da insuficiência respiratória pode variar conforme a causa e a gravidade da doença subjacente. Em doenças respiratórias, os sinais de desconforto respiratório tendem a ser mais evidentes do que em condições cardíacas ou neurológicas, nas quais predominam a taquipneia, a irregularidade respiratória e a cianose. A evolução clínica da insuficiência respiratória pode ser avaliada pelo Boletim de Silverman-Andersen, o qual considera diversos sinais clínicos, entre os quais estão os seguintes, EXCETO:
Alternativas
Respostas
2581: E
2582: C
2583: D
2584: B
2585: A
2586: C
2587: D
2588: A
2589: D
2590: A
2591: B
2592: D
2593: B
2594: A
2595: D
2596: E
2597: C
2598: A
2599: A
2600: B