Questões de Concurso
Comentadas sobre pediatria e neonatologia em medicina
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A anemia ferropriva é uma condição comum na faixa etária pediátrica. É a carência nutricional mais prevalente no mundo, acarretando prejuízos a curto e longo prazos no desenvolvimento neuropsicomotor e na aprendizagem, além de comprometimento na resposta do sistema imunológico. Sobre o ferro, é correto afirmar:
As convulsões em crianças podem ocorrer como eventos isolados ou recorrentes (epilepsia). A etiologia pode ser estrutural, genética, infecciosa, metabólica, imune ou desconhecida. Deve-se tentar identificar o (s) tipo (s) de epilepsia e a síndrome epiléptica reconhecendo-se um padrão de tipos de convulsões, as características clínicas, etiologias e as características do eletroencefalograma. É correto afirmar:
I. O tratamento irá variar dependendo da síndrome epiléptica. As opções incluem medicamentos anticonvulsivantes, dietas cetogênicas, estimulação do nervo vago e cirurgia, bem como consideração de fatores de estilo de vida.
II. Na investigação de um quadro convulsivo acompanhado por febre na infância devemos considerar três possibilidades: infecção de sistema nervoso central; estar diante de uma criança epiléptica na qual a crise é desencadeada pelo estresse da febre; e uma convulsão febril.
III. A maioria das convulsões febris simples são autolimitadas, mas exigem avaliação neurológica adicional, eletroencefalograma (EEG) e exames de imagem devem ser realizados para a avaliação de rotina de uma criança sadia com uma convulsão febril simples.
IV. Um primeiro episódio deve ser investigado especialmente na presença de anormalidades no exame neurológico. Lactentes abaixo de 18 meses devem ser submetidos a exame de imagem urgente na presença de crises convulsivas focais.
A alternativa correta é:
O tratamento de crianças com diabetes mellitus tipo 1 (DM1) envolve grandes desafios peculiares à faixa etária, como irregularidades no padrão de alimentação, do sono, da atividade física, necessidade de doses menores de insulina, maior risco de hipoglicemia noturna e maior variabilidade glicêmica. Além disso, crianças menores, nem sempre conseguem referir adequadamente os sintomas para auxiliar o tratamento realizado por seus cuidadores. É correto afirmar:
I. É recomendado que crianças com DM1, em todas as idades, utilizem insulinoterapia intensiva com múltiplas aplicações de insulina ao dia, para reduzir o risco de complicações microvasculares.
II. Deve ser considerado buscar a meta de HbA1c>7,0% em crianças com DM1 para reduzir os riscos da hiperglicemia crônica no desenvolvimento cognitivo. No entanto, esta meta somente deverá ser buscada quando houver acesso à tecnologia de monitorização, para evitar o aumento do risco de hiperglicemia.
III. É recomendado a utilização de seringas ou canetas com incrementos de meia unidade em crianças pequenas, e diluição da insulina quando o sistema de infusão contínua de insulina (SICI) não for disponível, para maior acurácia e menor risco de hipoglicemia.
IV. É recomendado a utilização do sistema de infusão contínua de insulina (SICI) como o método de preferência para crianças menores de 7 anos com DM1, por proporcionar melhor controle glicêmico e menor número de hipoglicemias graves.
A alternativa correta é:
Os benzodiazepínicos são os fármacos de primeira escolha para controlar crises convulsivas com duração maior que cinco minutos. Esses fármacos atuam inibindo a ação do neurotransmissor ácido gama-aminobutírico (GABA), têm ação rápida, meia vida curta e múltiplas vias de administração. Nem sempre é possível controlar as crises com essas medicações e o pediatra opta por outros anticonvulsivantes. Dessa forma, qual das drogas abaixo pode ser usada por via nasal?
Pré-adolescente apresenta queixas de obstrução nasal, dor facial e rinorreia há sete dias. Acrescenta que, desde o dia anterior, está com perda de olfato e febre. No exame físico, observa-se rinorreia purulenta, além das olheiras. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Genitora traz à consulta pediátrica dois irmãos, de 7 e 9 anos de idade, com queixa de prurido anal há quase duas semanas. Mãe conta que ambos vêm perdendo o sono, pois o prurido à noite é o que preocupa. Exame físico de ambos é normal. Qual pode ser o agente etiológico e uma opção de tratamento?
Em consulta ambulatorial, a genitora se queixa de que a filha de 6 anos apresenta fezes endurecidas e evacuação dolorosa e com esforço a cada seis dias. Informa incontinência fecal duas vezes por semana, em média. Para confirmar o diagnóstico de constipação funcional, necessita-se de:
A duração do aleitamento materno exclusivo ou complementado está diretamente relacionada à qualidade da assistência materno-infantil, e a OMS recomenda respectivamente 6 e 24 meses. A média brasileira está situada muito abaixo destes patamares. São fatores que contribuem para este baixo rendimento, EXCETO.
Estudos recentes têm demonstrado que o Mycoplasma pneumoniae está associado a 15 a 30% das pneumonias adquiridas na comunidade entre crianças maiores de 5 anos de idade. O esquema terapêutico indicado para estes casos é:
Assinale a alternativa que NÃO indica alteração causada pela deficiência de lisina na alimentação da criança:
W.M.A., 6 anos de idade, portador de asma persistente grave, faz uso de corticóide inalatório no período intercrise e de corticóide sistêmico (prednisona 1mg/kg/dia, duas vezes ao dia) durante as crises. O paciente procura o serviço de ambulatório geral para reavaliação de uma crise asmática ocorrida há 7 dias (no momento está assintomático), e a mãe indaga se pode suspender o corticóide sistêmico em uso. Sua resposta deve ser:
Paciente de 8 meses dá entrada na emergência com história de diarreia, há 3 dias e vômitos no primeiro dia de doença, acompanhados de febre intermitente. A mãe relata que vem usando soro caseiro desde o início dos sintomas, porém, nas últimas 12 horas, percebeu que o lactente está urinando bem menos que o habitual. Ao exame, apresenta olhos fundos, fontanela deprimida, mucosas secas, turgor pastoso e elasticidade da pele diminuída. Aparelho respiratório normal. Frequência cardíaca de 138 bpm. PA de 98x55 (>p50). Abdome semigloboso sem visceromegalias, com RHA hiperativos. Boa perfusão periférica e pulsos cheios. A conduta inicial CORRETA é:
Lactente de 9 meses, 10 Kg, previamente sadio, aparece com febre alta, e é medicado pela mãe com paracetamol. Quatro horas após, chorando muito e recusando a alimentação, a mãe nota aparecimento de erupção cutânea maculopapular de início no tronco e dorso. A febre não retorna mais, e a erupção desaparece em 24 horas. O exame físico é normal no segundo dia após a febre. Considerando a hipótese diagnóstica mais provável, o agente etiológico é:
Uma criança de três anos de idade, com peso para idade de 75% da média, altura para idade de 85% da média e peso para altura de 75%, pode ser classificada, segundo Waterlow, como:
Criança de 5 anos, com passado atópico e sibilância recorrente, evolui com rinorreia aquosa, clara, congestão nasal, prurido nasal e ocular e espirros em salva há uma semana. Os pais são alérgicos. O tratamento medicamentoso inicial indicado é:
Durante o período em que a mãe está amamentando, o leite materno estará formalmente contraindicado, enquanto ela fizer uso regular de:
Embora se saiba que a maioria das doenças diarreicas provocam uma mistura de mecanismos fisiopatológicos, envolvendo componentes osmóticos e secretórios, é possível estimar qual desses componentes é mais importante em determinados casos por meio de duas maneiras. São elas:
Criança de 2 anos é atendida na urgência por apresentar diarreia há três dias, sem febre. Apresenta-se inquieta, mucosas úmidas, pulsos normais, turgor da pele diminuído, pressão arterial normal e taquicardia. A conduta CORRETA deverá ser:
Criança de 6 anos queixa-se de dor abdominal, tipo cólica, há meses, com episódios diarreicos esporádicos com duração de, no máximo, dois dias e uma ou duas evacuações diárias, sem febre, sem muco ou sangue nas fezes. Nas últimas 48 horas, refere parada da eliminação de fezes e distensão abdominal. Baixas condições sócioeconômicas, diversas internações anteriores por doenças infecciosas e vacinação atualizada. Ao exame físico, apresenta aspecto emagrecido, toxêmica, distensão abdominal, com RHA presentes e hiperativos. Presença de massa móvel palpável em mesogástrio. Aparelho respiratório com subcrepitantes bolhosos esparsos. Pesa 12 Kg. Qual a principal hipótese diagnóstica?
Menino de 12 anos queixa-se de que há 12 horas está sentindo uma dor fina, constante de baixa intensidade na região periumbilical e que está com náuseas, tendo vomitado duas vezes nas últimas horas. Nega febre, alteração do hábito intestinal ou alterações urinárias. A conduta indicada neste caso é: