Embora se saiba que a maioria das doenças diarreicas provoca...

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Q2582506 Medicina

Embora se saiba que a maioria das doenças diarreicas provocam uma mistura de mecanismos fisiopatológicos, envolvendo componentes osmóticos e secretórios, é possível estimar qual desses componentes é mais importante em determinados casos por meio de duas maneiras. São elas:

Alternativas

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Tema central: O objetivo desta questão é avaliar seu conhecimento sobre métodos diagnósticos para diferenciar diarreia osmótica e diarreia secretória em Pediatria, algo fundamental para uma atuação clínica segura e alinhada com as melhores práticas.

Comentário da alternativa correta (A):
Determinação do hiato osmótico e pausa alimentar são os principais métodos para distinguir diarreia osmótica da secretória.

  • Hiato osmótico fecal: Calculado com a fórmula 290 - 2 x (Na+ + K+ fecais). Se o hiato estiver acima de 100 mOsm/kg, é sugestivo de diarreia osmótica. Se abaixo de 50 mOsm/kg, indica diarreia secretória.
  • Pausa alimentar (jejum): Na diarreia osmótica, há melhora dos sintomas durante o jejum. Já a diarreia secretória persiste independentemente do jejum, pois decorre de mecanismos de secreção ativa.
Segundo o Tratado de Pediatria (SBP, 2024, p. 2013): “A combinação da determinação do hiato osmótico com a avaliação da resposta ao jejum é o método mais informativo para separar a diarreia osmótica da secretória.”

Análise crítica das alternativas incorretas:

B) Dosagem fecal de sódio e peso fecal: A dosagem isolada de sódio não diferencia com precisão os tipos de diarreia, pois só integra o cálculo do hiato osmótico. O peso fecal não é um critério clinicamente relevante para esta diferenciação.

C) Medida de déficit de água corporal e pH fecal: Pegadinha! O déficit de água corporal avalia gravidade, não etiologia. O pH fecal baixo sugere má absorção de carboidratos (osmorática), mas não é critério isolado suficiente para diferenciar os tipos no contexto clínico.

D) Pesquisa de substâncias redutoras nas fezes e densidade fecal: Substâncias redutoras (ex: açúcares) indicam má absorção, porém não diferenciam todos os tipos. Densidade fecal não tem utilidade diagnóstica.

E) Osmolaridade plasmática e albumina fecal: Osmolaridade plasmática não se altera nessas formas de diarreia e albumina fecal tem uso limitado, sendo mais relacionada à avaliação de enteropatias com perda proteica.

Estratégia de prova: Atente-se à presença de termos clássicos em pediatria e busque sempre raciocinar em cima dos critérios fisiopatológicos fundamentais (sinais dinâmicos ao jejum e cálculos laboratoriais específicos), evitando distrações com exames menos específicos.

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