Questões de Concurso
Sobre neurologia em medicina
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( ) Os sintomas mais frequentes são decorrentes do acometimento encefálico, que é mais comum do que o acometimento meníngeo. Dentre esses sintomas, podemos citar distúrbios visuais, como diplopia, e alterações mentais, como confusão, distúrbios de personalidade e de memória.
( ) Uma das opções disponíveis para o diagnóstico laboratorial é o teste de fluxo lateral (LFA, lateral flow assay). A técnica de LFA é imunocromatográfica, já tendo sido aprovada pela ANVISA para uso em líquor e saliva, com alta sensibilidade e especificidade.
( ) Um aspecto importante no tratamento do paciente com neurocriptococose é o manejo da hipertensão intracraniana. Para pacientes com pressão intracraniana maior ou igual a 25 cm de H2O, é indicada punção liquórica de alívio.
( ) Para a fase inicial de tratamento, denominada como fase de indução, deve-se associar anfotericina B com fluconazol como primeira escolha de tratamento.
( ) A introdução dos antirretrovirais deve ser postergada nos pacientes com infecção pelo HIV/aids e com neurocriptococose até que haja evidência de resposta clínica em relação ao tratamento antifúngico devido ao risco de síndrome inflamatória da reconstituição imunológica, com aumento no risco de mortalidade.
I. É necessário avaliar os estados de comportamento, ou seja, ciclos de vigília e sono através de características base como, por exemplo, choro, abertura ocular, respiração etc.
II. A craniossinostose refere-se ao fechamento precoce de sutura craniana, pode afetar uma ou mais suturas.
III. Em prematuros acometidos com bossa serossanguínea, deve ser evitado a realização da medida do perímetro cefálico (PC).
IV. Em recém-nascidos não é indicado a avaliação dos nervos cranianos, pois não contribuem com a identificação de condutas relacionadas a assistência.
V. O RN acometido com hidrocefalia pode apresentar o sinal de Parinaud, ou sinal do “sol poente”, que se refere ao desvio de olhar para baixo.
VI. Dentre os reflexos primitivos está o reflexo de preensão palmar, onde o RN a termo apresenta reação flexora forte e duradoura dos dedos, com irradiação da resposta para todo o membro superior.
Sinais de alerta – Os achados a seguir são particularmente preocupantes:
I - Sinais e sintomas neurológicos (p. ex., alteração do estado mental, fraqueza, diplopia, papiledema, deficits neurológicos focais).
II - Hipertensão grave.
III - Imunossupressão ou câncer.
IV - Meningismo.
V - Início da cefaleia após os 30 anos.
VI - Cefaleia “em trovoada” (cefaleia intensa com pico em alguns segundos).
VII - Sintomas de arterite de células gigantes (p. ex., transtornos visuais, claudicação mandibular, febre, perda ponderal, sensibilidade na artéria temporal, mialgias proximais).
VIII - Sintomas sistêmicos (p. ex., febre, perda ponderal).
IX - Cefaleia sem agravamento progressivo.
X - Olhos sem alterações e halos ao redor das luzes.
Um paciente previamente hipertenso, foi encontrado desacordado em casa e trazido ao serviço de emergência de um hospital que dispõe de serviço de tomografia computadorizada 24h. O exame físico desse paciente evidenciou bradipneia, pupilas anisocóricas, Glasgow 7, pressão arterial 100/60 mmHg, frequência cardíaca 102 BPM e SatO2 90%.
Qual é a estratégia que proporciona melhor prognóstico para esse paciente?
I. Vertigem é definida como sensação de rotação do corpo em relação ao ambiente (subjetiva) ou rotação do próprio ambiente (objetiva). Pode estar associada às náuseas e aos vômitos. Na maioria das vezes, ela é resultado de alteração vestibular periférica ou de suas conexões centrais.
II. Quando o indivíduo exibe escurecimento visual e sensação de que desmaiará, mas sem perda de consciência, ocorre pré-síncope. Normalmente, está associada à isquemia difusa do SNC. Pode também ter associação aos distúrbios cardiovasculares, à hipotensão postural ou à hipoglicemia.
III. Nenhuma causa periférica justifica sintomas, como perda de consciência e convulsões, portanto, quando essas queixas estão associadas é necessária avaliação neurológica criteriosa.
IV. As arritmias cardíacas são outras etiologias frequentes de vertigens súbitas, rápidas e sem relação com movimento e geralmente vêm acompanhadas de escurecimento visual e desconforto torácico.
São corretas as afirmativas:
Leia o caso clínico a seguir.
J.G.P., do sexo masculino, de 70 anos, apresenta confusão mental, agitação psicomotora, disartria e paraparesia iniciadas de modo insidioso ao longo dos dois últimos dias. Familiares relatam queda da própria altura há 12 dias. Na sua avaliação objetiva, paciente apresenta abertura ocular espontânea, palavras inapropriadas e localiza estimulo doloroso. Na avaliação pupilar, nota-se que uma das pupilas não reage ao estímulo luminoso.
Nesse caso, qual a pontuação na escala de coma de Glasgow?
Leia o caso clínico a seguir.
M.C.D.S., do sexo feminino, de 42 anos, vítima de colisão automotiva, entre carro e moto, sem uso de capacete. Avaliação da equipe do SAMU descreve que paciente não responde adequadamente às perguntas feitas pela equipe, emitindo palavras incompreensíveis, abertura ocular aos estímulos dolorosos e retirada inespecífica do membro após o mesmo estímulo doloroso.
Nesse caso, considerando a reatividade pupilar preservada, qual é a pontuação na escala de coma de Glasgow?