Questões de Concurso Sobre médico da família em medicina

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Q3937990 Medicina
Os princípios do atendimento clínico envolvem etapas fundamentais como anamnese, raciocínio diagnóstico e orientação ao paciente.
Considerando esses aspectos, assinale a opção CORRETA: 
Alternativas
Q3937981 Medicina
A identificação de situações de risco individual, familiar e coletivo é fundamental para o planejamento de ações em saúde, especialmente na atenção primária.
Analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para VERDADEIRO e (F) PARA FALSO:
( ) Situações de risco individual incluem condições clínicas, comportamentais e biológicas que aumentam a probabilidade de adoecimento.
( ) O risco familiar pode estar relacionado a fatores como vulnerabilidade social, dinâmica familiar e presença de doenças crônicas entre os membros.
( ) O risco coletivo refere-se exclusivamente à ocorrência de doenças transmissíveis em grandes populações.
( ) A identificação de riscos deve considerar determinantes sociais da saúde, como renda, escolaridade e condições de moradia.
Assinale a sequência CORRETA:
Alternativas
Q3923950 Medicina
Um adolescente de 15 anos com diagnóstico de asma desde a infância procura a unidade de saúde por piora do controle nos últimos três meses. Relata sintomas diurnos 4 vezes por semana, despertares noturnos semanais e uso de salbutamol de alívio quase diariamente. Nega internações recentes.
Em uso atual:
● Salbutamol spray sob demanda
● Budesonida inalatório em baixa dose irregular (refere esquecer doses)
Exame físico: sibilos expiratórios difusos, sem sinais de gravidade. Saturação 97% em ar ambiente.
Considerando as diretrizes atuais de manejo da asma em adolescentes, qual é a melhor estratégia terapêutica para controle da doença neste momento?
Alternativas
Q3923948 Medicina
Lucas, 10 anos, mora com a mãe e dois irmãos em uma comunidade urbana de baixa renda. A mãe, trabalhadora informal, relata rotina alimentar marcada por consumo elevado de alimentos ultraprocessados, devido à praticidade e ao preço mais acessível. Na escola, Lucas evita atividades físicas, prefere jogos eletrônicos e costuma consumir refrigerante diariamente. Na avaliação antropométrica: IMC > P97 para idade e sexo; PA no percentil 90. Exames laboratoriais mostram triglicerídeos e LDL-colesterol elevados.
Considerando os determinantes sociais da saúde, o Guia Alimentar da População Brasileira e as diretrizes da SBP, qual a conduta mais adequada para o manejo inicial deste paciente?
Alternativas
Q3923947 Medicina
Raimunda, 62 anos, costureira aposentada, é acompanhada pelo médico de família há 2 anos por dor crônica generalizada, sem diagnóstico definido. Fez múltiplas consultas com ortopedistas e neurologistas. Possui uma pasta com “todos os exames possíveis” — todos sem alterações relevantes. Relata que “a dor anda pelo corpo” e que os médicos anteriores “nunca acreditaram em mim”. Dorme mal, sente-se cansada e ansiosa, e expressa sentimento de desesperança. Atualmente, usa quatro medicações: relaxante muscular, analgésico, antidepressivo tricíclico e benzodiazepínico, todos prescritos por diferentes profissionais. Durante a consulta, solicita encaminhamento para “fazer uma ressonância da cabeça e coluna inteira, porque deve ter algo grave escondido”.
Considerando os princípios da Atenção Primária e da Prevenção Quaternária, a melhor conduta seria: 
Alternativas
Q3923946 Medicina
Ana, 16 anos, estudante do ensino médio, apresenta preocupação excessiva com o peso e o formato do corpo. Recentemente, começou a restringir alimentos, a se pesar várias vezes ao dia e a evitar refeições com familiares. Nas últimas semanas, perdeu cerca de 6 kg, está frequentemente cansada e apresenta irritabilidade. Sua mãe relata que Ana passa horas se exercitando e que já se recusou a comer em eventos sociais.
Qual abordagem inicial mais adequada para Ana na atenção primária à saúde? 
Alternativas
Q3923945 Medicina
Joana, 58 anos, agricultora, comparece à Unidade Básica de Saúde com queixa de dor lombar há 8 meses, sem trauma desencadeante. Refere piora ao esforço, sem irradiação, e leve melhora com repouso. Já fez uso intermitente de anti-inflamatórios, com alívio temporário. Nega sintomas neurológicos, perda de peso ou febre. Durante a consulta, relata tristeza, dificuldade para dormir e que “a dor tirou seu ânimo de viver e trabalhar”.
Ao exame: bom estado geral, sem sinais de alarme, força e sensibilidade preservadas, leve contratura paravertebral lombar.
Considerando os princípios da APS e a abordagem da dor crônica lombar inespecífica, a conduta mais adequada é:
Alternativas
Q3923943 Medicina
Dona Severina, 82 anos, portadora de doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) grave e insuficiência cardíaca congestiva, é acompanhada pela equipe de Saúde da Família. Em visita domiciliar, relata:
“Não quero ser entubada, doutor(a). Quero ficar em casa e partir com dignidade, se chegar a minha hora. Mas quero que tentem me aliviar, não quero morrer com dor.”
Dias depois, durante intercorrência respiratória aguda, o filho mais velho, muito emocionado, suplica:
“Por favor, leve minha mãe pro hospital e façam tudo o que for possível, mesmo que precise de aparelhos.”
A paciente encontra-se consciente, orientada, dispneica, mas comunicando suas preferências de forma consistente.
Nessa situação, com base nos fundamentos éticos e legais das diretivas antecipadas de vontade no Brasil, a conduta médica mais adequada é:
Alternativas
Q3923942 Medicina
A equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Souza, residente em uma comunidade urbana com alto índice de doenças crônicas e baixa adesão ao tratamento.
● Pai (68 anos): hipertenso há 15 anos, diabético tipo 2, insuficiência renal leve, faz uso diário de hidroclorotiazida, metformina, estatina e AAS; apresenta PA de 155/100 mmHg; relata esquecimento frequente da medicação e sintomas leves de hipotensão ocasional.
● Mãe (65 anos): hipertensa controlada com IECA, PA 140/80 mmHg, mas com histórico de tosse persistente e artrite, usando analgésicos esporadicamente.
● Filho (35 anos): saudável, mas envolvido no cuidado da família.
Durante visitas domiciliares, a equipe identifica:
● Uso simultâneo de múltiplos medicamentos (polifarmácia) com risco de interações e eventos adversos;
● Dificuldade da família em organizar horários e adesão às medicações;
●Necessidade de orientação sobre riscos, monitoramento e ajuste terapêutico, integrando MCCP, EPS e coordenação multiprofissional.
Considerando diretrizes atuais de tratamento da HAS, MCCP, abordagem familiar, EPS e polifarmácia na APS, qual deverá ser a conduta mais adequada para esta família? 
Alternativas
Q3923941 Medicina
José, 74 anos, portador de insuficiência cardíaca avançada (FEVE = 25%) e DPOC grave, é acompanhado pela equipe de Saúde da Família em regime de cuidado paliativo domiciliar. Nos últimos dias, evoluiu com dispneia intensa em repouso, edema de membros inferiores e insônia devido à falta de ar.
A esposa relata grande sofrimento emocional e pergunta à médica:
“Doutora, ele vai morrer sufocado? Não tem algo mais forte pra ele dormir tranquilo até o fim?”
Na consulta, o paciente encontra-se consciente, orientado, com FR = 25 irpm, saturação = 92% em ar ambiente, uso de musculatura acessória. Diz:
“Não quero mais ser internado, só quero descansar em casa.”
Considerando princípios éticos, clínicos e legais no cuidado paliativo domiciliar, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3923940 Medicina
A equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Ferreira, residente em uma comunidade urbana de alta vulnerabilidade social, marcada por alagamentos frequentes, acúmulo de lixo e casas com ventilação precária.
Durante visitas domiciliares, a equipe observa:
● Mãe (36 anos): tosse persistente há 2 semanas, febre baixa e cansaço;
● Filho adolescente (15 anos): febre, dor de cabeça e manchas vermelhas pelo corpo;
● Filha (10 anos): febre leve e dor muscular;
● Avó (65 anos): hipertensa, com histórico prévio de tuberculose tratada;
● Condições ambientais: água parada, lixo próximo às casas, risco de proliferação de roedores e mosquitos Aedes aegypti;
● Família: pouco conhecimento sobre prevenção, medo de doenças e dificuldades de adesão a tratamentos.
Considerando MCCP, abordagem familiar, Educação Popular em Saúde (EPS), vigilância em saúde e coordenação multiprofissional, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3923937 Medicina
Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha mulheres de uma comunidade urbana com baixa adesão a exames preventivos e barreiras socioeconômicas significativas, incluindo dificuldade de acesso a serviços de imagem. Durante consultas de rotina, a equipe percebe que algumas mulheres têm histórico familiar positivo para câncer de mama, enquanto outras apresentam fatores de risco como obesidade, tabagismo e uso prolongado de anticoncepcionais orais.
Considerando as diretrizes atuais de rastreamento do câncer de mama, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3923936 Medicina
Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Costa, residente em uma comunidade de baixa renda com histórico recente de surtos de dengue e diarreia, associada a condições precárias de saneamento e vulnerabilidade social:
● Mãe (30 anos): diabética tipo 2, gestante de 26 semanas, sobrecarga de cuidados familiares.
● Pai (33 anos): hipertenso, com baixa adesão ao tratamento.
● Filho (15 anos): obesidade e sintomas de ansiedade.
● Filha (12 anos): anemia ferropriva e baixa adesão a vacinação.
● Avó (62 anos): hipertensa, artrose avançada, mobilidade reduzida.
Durante visita domiciliar, a equipe identifica:
● Acúmulo de lixo e água parada, favorecendo proliferação do mosquito Aedes aegypti;
● Baixa compreensão da família sobre prevenção de doenças transmitidas por água e vetores;
● Conflitos familiares e sobrecarga da mãe;
● Dificuldade de adesão a tratamentos e hábitos preventivos;
● Vulnerabilidade socioeconômica severa, com insegurança alimentar.
Diante desse cenário, considerando MCCP, abordagem familiar, EPS, vigilância em saúde e coordenação multiprofissional, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3923935 Medicina

Responda à questão de acordo com o caso abaixo:

 

Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Silva:

 

● Mãe (35 anos): diabética tipo 2, gestante de 30 semanas, com sobrecarga de cuidados familiares.

● Pai (37 anos): hipertenso, ex-tabagista, baixa adesão ao tratamento.

● Filho adolescente (16 anos): obesidade e sintomas de ansiedade.

● Filha adolescente (14 anos): transtorno alimentar leve, baixa motivação para atividades escolares.

● Avó (62 anos): hipertensa, artrose avançada e mobilidade reduzida.

 

A família apresenta dificuldades socioeconômicas, insegurança alimentar e conflitos internos na divisão de tarefas. A equipe decide implementar uma intervenção integrada baseada em:

 

● Abordagem familiar

● Educação Popular em Saúde (EPS)

● Método clínico centrado na pessoa (MCCP)

● Coordenação multiprofissional do cuidado

Durante uma oficina de EPS com a família Silva, a equipe percebe que alguns membros acreditam que “profissionais de saúde sabem tudo e nós só precisamos obedecer”, enquanto outros querem discutir problemas reais do cotidiano.
Qual deverá ser a abordagem adequada para esta família pela equipe? 
Alternativas
Q3923934 Medicina

Responda à questão de acordo com o caso abaixo:

 

Uma equipe de Atenção Primária à Saúde acompanha a família Silva:

 

● Mãe (35 anos): diabética tipo 2, gestante de 30 semanas, com sobrecarga de cuidados familiares.

● Pai (37 anos): hipertenso, ex-tabagista, baixa adesão ao tratamento.

● Filho adolescente (16 anos): obesidade e sintomas de ansiedade.

● Filha adolescente (14 anos): transtorno alimentar leve, baixa motivação para atividades escolares.

● Avó (62 anos): hipertensa, artrose avançada e mobilidade reduzida.

 

A família apresenta dificuldades socioeconômicas, insegurança alimentar e conflitos internos na divisão de tarefas. A equipe decide implementar uma intervenção integrada baseada em:

 

● Abordagem familiar

● Educação Popular em Saúde (EPS)

● Método clínico centrado na pessoa (MCCP)

● Coordenação multiprofissional do cuidado

Considerando os princípios do MCCP e abordagem familiar na APS, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3923932 Medicina
Uma família de cinco membros é acompanhada pela equipe de Atenção Primária à Saúde (APS). A mãe, 34 anos, apresenta diabetes tipo 2 e obesidade; o pai, 37 anos, hipertensão arterial e histórico de alcoolismo; uma filha adolescente apresenta transtorno alimentar leve; outro filho adolescente apresenta asma persistente mal controlada; e a avó, 62 anos, possui artrose avançada e mobilidade reduzida. Durante visitas domiciliares, a equipe identifica dificuldades financeiras, sobrecarga de cuidados sobre a mãe, conflitos de comunicação e baixa adesão ao tratamento de alguns membros. A equipe deve planejar intervenções de saúde, respeitando princípios da Medicina de Família e Comunidade e da APS.
Diante desse cenário, qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Q3923929 Medicina
Homem de 42 anos é atendido na Unidade Básica de Saúde por apresentar múltiplas lesões cutâneas hipocrômicas e eritematosas, mal delimitadas, com perda de sensibilidade térmica e dolorosa, além de espessamento do nervo ulnar bilateral. Ao exame dermatoneurológico, identificam-se mais de cinco lesões e comprometimento neural. A baciloscopia de raspado intradérmico encontra-se positiva.
Após a confirmação diagnóstica, a equipe da Atenção Primária qual seria o plano terapêutico mais adequado?
Alternativas
Q3923928 Medicina
Homem de 64 anos, ex-tabagista (45 maços/ano), procura a Unidade Básica de Saúde por dispneia progressiva aos esforços habituais, tosse crônica e expectoração matinal. Refere duas exacerbações no último ano, sendo uma com necessidade de internação hospitalar. Utiliza broncodilatador de curta duração sob demanda.
A espirometria pós-broncodilatador demonstra:
● VEF1/CVF = 0,62
● VEF1 = 48% do previsto
Na avaliação de sintomas, apresenta CAT = 18. Não há diagnóstico prévio de asma.
Qual deverá ser a conduta mais adequada para este paciente?
Alternativas
Q3923927 Medicina
Durante um surto regional de doenças exantemáticas, uma criança de 18 meses é atendida na Atenção Primária à Saúde com história de febre alta (39–40°C) há 3 dias, irritabilidade e redução do apetite. No terceiro dia de febre, ocorre defervescência abrupta, seguida do aparecimento de exantema maculopapular róseo, predominando em tronco e poupando face. Ao exame físico, não há conjuntivite, tosse ou coriza. O calendário vacinal está completo para a idade. No mesmo território, outra criança de 3 anos, não vacinada, apresenta febre alta há 4 dias, tosse, coriza, conjuntivite intensa e, no exame da mucosa oral, observam-se lesões esbranquiçadas puntiformes na mucosa jugal. Evolui com exantema maculopapular eritematoso de progressão craniocaudal. Qual deverá ser a conduta mais adequada na Atenção Primária à Saúde, para ambos os casos? 
Alternativas
Q3923926 Medicina
Uma mulher de 38 anos, trabalhadora de frigorífico, procura a APS com queixa de dor crônica em ombros e punhos, associada a parestesias e redução da força manual. Relata movimentos repetitivos, ritmo intenso de produção e pausas insuficientes. Após avaliação clínica, o médico considera a possibilidade de transtorno musculoesquelético relacionado ao trabalho. Qual a conduta mais adequada?
Alternativas
Respostas
221: C
222: C
223: A
224: B
225: D
226: A
227: D
228: D
229: C
230: D
231: A
232: A
233: B
234: C
235: B
236: C
237: A
238: B
239: C
240: B