Questões de Concurso
Sobre ginecologia e obstetrícia em medicina
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História clínica: Mulher de 28 anos, nuligesta, procura o consultório ginecológico com queixa de dor pélvica crônica, dismenorreia intensa que não melhora com antiinflamatórios comuns e dispareunia de profundidade há cerca de 2 anos. Relata também que está tentando engravidar há 18 meses, sem sucesso. Ao exame físico, apresenta dor à palpação de anexos e espessamento doloroso dos ligamentos utrossacrais. A ultrassonografia transvaginal com preparo intestinal revelou a presença de uma imagem cística, de conteúdo hipoecoico e homogêneo, medindo 4 cm no ovário esquerdo, além de focos de aderência na região retrocervical.
Com base no quadro clínico exposto e nas diretrizes atuais sobre o diagnóstico, fisiopatologia e tratamento da endometriose, assinale a alternativa INCORRETA:
História Clínica: Paciente, 54 anos, multípara (G3P3, todos partos vaginais, sendo o último fórceps devido à exaustão materna), na pós-menopausa há 4 anos, sem terapia de reposição hormonal. Procura atendimento ginecológico queixando-se de sensação de "bola na vagina" que piora ao final do dia ou após carregar peso, associada à perda involuntária de urina aos grandes esforços (como tossir e espirrar). Relata também funcionamento intestinal lentificado, necessitando, por vezes, realizar pressão digital na parede vaginal posterior para conseguir evacuar. Ao exame físico em posição ginecológica e sob manobra de Valsalva, observa-se protrusão da parede vaginal anterior e posterior que ultrapassa o hímen em cerca de 2 cm, além de hipermobilidade do colo vesical.
Com base no quadro clínico exposto e nos conhecimentos sobre os distúrbios do assoalho pélvico feminino, assinale a alternativa INCORRETA:
Uma mulher de 52 anos, G3P3 (três partos vaginais), vai ao consultório queixando-se de perda involuntária de urina há cerca de um ano. Ela relata que os episódios ocorrem principalmente ao tossir, espirrar e durante as aulas de pilates. Nega urgência miccional, noctúria ou sensação de esvaziamento incompleto da bexiga. Ao exame físico em posição ginecológica, sob manobra de Valsalva, observa-se perda de urina pelo meato uretral externo, associada a um cistocele discreto (estádio I de POP-Q). O diário miccional mostra frequência urinária normal e volume residual pós-miccional de 20 mL.
Com base no caso clínico acima e nas diretrizes atuais sobre incontinência urinária feminina, assinale a alternativa INCORRETA:
Uma jovem de 19 anos, nuligesta, comparece à consulta ginecológica queixando-se de dores pélvicas em cólica de forte intensidade, que iniciam um dia antes do fluxo menstrual e duram cerca de 48 horas. A paciente relata que os sintomas começaram aproximadamente um ano após a sua menarca (ocorrida aos 12 anos) e vêm piorando progressivamente, acompanhados de náuseas e cefaleia ocasioneis. Relata que a dor impacta significativamente suas atividades acadêmicas. Ao exame físico e ginecológico, não apresentam alterações; o desenvolvimento de caracteres sexuais secundários é normal para a idade. Uma ultrassonografia transvaginal recente evidenciou útero e anexos de tamanho e morfologia normais, sem massas ou coleções livres.
Com base no quadro clínico apresentado e nos conhecimentos atuais sobre o manejo e a fisiopatologia da dismenorreia, assinale a alternativa INCORRETA:
Uma mulher de 28 anos, nuligesta, comparece ao pronto-atendimento com queixa de dor pélvica em cólica de forte intensidade, com início há cerca de 12 horas, localizada principalmente em fossa ilíaca direita. Relata que a dor piora ao se movimentar e é acompanhada de náuseas e dois episódios de vômito. Nega febre, queixas urinárias ou alterações intestinais. Sua última menstruação ocorreu há 6 semanas, e ela possui ciclos menstruais irregulares. Ao exame físico, apresenta-se afebril (36,8 °C), hemodinamicamente estável, com dor importante à palpação profunda de fossa ilíaca direita, associada a sinal de descompressão brusca dolorosa (Blumberg positivo). O toque vaginal revela dor em anexo direito e à mobilização do colo uterino.
Considerando o caso clínico e as principais hipóteses diagnósticas para dor pélvica aguda em mulheres em idade fértil, assinale a alternativa INCORRETA:
Paciente, 28 anos, primigesta, com 26 semanas de gestação por ultrassonografia de primeiro trimestre. Queixa Principal: Dor em baixo ventre e sensação de "barriga dura" que melhora com o repouso. História da Doença Atual: Paciente relata que, há dois dias, vem apresentando episódios esporádicos de endurecimento uterino, com duração aproximada de 30 segundos, cerca de 3 a 4 vezes ao dia. As contrações são de fraca intensidade, localizadas principalmente no fundo uterino e sem irradiação para a região lombar. Nega perda de líquido amniótico, sangramento vaginal ou febre. Relata movimentação fetal preservada.
Exame Físico/Obstétrico:
- Sinais vitais normais (PA: 110/70 mmHg, FC: 78 bpm, Tax: 36,5 °C).
- Dinâmica uterina: Ausente durante o período de exame (10 minutos).
- Altura uterina: 24 cm.
- Batimentos cardiofetais (BCF): 144 bpm, rítmicos.
- Exame especular: Conteúdo vaginal fisiológico, sem sangramento ou saída de líquido pelo colo uterino.
- Toque vaginal: Colo posterior, grosso, fechado e com comprimento preservado.
Com base no quadro clínico exposto e nos conhecimentos sobre a contratilidade uterina na gestação, assinale a alternativa INCORRETA:
I.O pré-natal de baixo risco recomenda o início precoce do acompanhamento, preferencialmente no primeiro trimestre.
II.A suplementação de ácido fólico no período periconcepcional reduz o risco de defeitos do tubo neural.
III.A aferição da pressão arterial e da medida da altura uterina integra o acompanhamento de rotina do pré-natal.
Está correto o que se afirma em:
A conduta farmacológica inicial mais indicada é:
Assinale a alternativa correta para o diagnóstico de diabetes gestacional.
O método diagnóstico definitivo para essa condição é:
O diagnóstico mais provável é:
Assinale a alternativa correta em relação ao tema.
Assinale a alternativa correta com base na fisiologia hormonal desse sistema.
I.O rastreamento do diabetes gestacional utiliza o teste oral de tolerância à glicose com 75 gramas, com valores de corte próprios para a gestação.
II.O diagnóstico de diabetes gestacional exige a presença simultânea de glicemias alteradas no jejum e nas duas horas do teste de tolerância.
III.O controle glicêmico inadequado no diabetes gestacional associa-se a macrossomia fetal e a maior risco de complicações perinatais.
Está correto o que se afirma em: