Questões de Concurso
Sobre gastroenterologia em medicina
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A medida do gradiente Albumina soro-ascite (GASA) caracteriza melhor a ascite, de maneira que o GASA > 1,1g/dL sugere outras causas que não a decorrente de hipertensão portal, enquanto um GASA < 1,1g/dL é tipicamente encontrado em pacientes com hipertensão portal.
A retirada de até 5 litros de líquido ascítico através de paracentese é possível em pacientes com ascite tensa, resistente a diuréticos, sem necessidade de reposição volêmica com coloide.
A terapêutica de escolha para PBE é uma cefalosporina de 3ª geração, seja cefotaxima ou ceftriaxona. Quinolonas orais podem ser tão efetivas como a cefotaxima, desde que o paciente não tenha sinais de maior gravidade clínica como choque, encefalopatia hepática, creatinina sérica maior que 3,0mg/dL ou esteja com vômitos.
O tratamento com antibióticos, em pacientes portadores de ascite, com sinais de infecção e dor abdominal, deve ser instituído, mesmo que a citologia do líquido ascítico seja negativa para PBE, até que sejam obtidos os resultados das culturas do líquido.
O diagnóstico de peritonite bacteriana espontânea (PBE) é definido pela presença de mais de 10 leucócitos polimorfonucleares por mm3 no líquido ascítico.
Esses pacientes têm grande risco de desenvolver infecção e sepsis, sendo as infecções bacterianas as mais frequentes, causadas por estafilococos, estreptococos e enterobactérias. Ocasionalmente, encontra-se também Candida e Aspergilus.
Os distúrbios eletrolíticos mais encontrados são hiperpotassemia, hipocalcemia e hipomagnesiemia, devendo ser corrigidos prontamente quando diagnosticados.
Existe indicação formal de administração profilática de plasma fresco para essa patologia, visando prevenir uma hemorragia, o que melhora a mortalidade e diminui o edema cerebral.
A complicação com insuficiência renal aguda, de maneira geral, ocorre em 30 a 50% dos pacientes com insuficiência hepática aguda grave, podendo este percentual aumentar para mais de 70% dos casos, quando o fator causal é uma substância potencialmente nefrotóxica, como na intoxicação pelo paracetamol.
Medidas como uso de corticosteroides, hemoperfusão com carvão ativado, prostaglandina E, e insulina associada ao glucagon para produzir regeneração hepática, estão indicadas como tratamento nos casos mais graves.
Atrofia vilositária, infiltrado linfomonocitário e hipertrofia das criptas ocorrem na doença de Whipple causados por um distúrbio imunológico, relacionados a uma causa genética secundária à presença do antígeno de histocompatibilidade HLA-B27.
A colonoscopia, na doença celíaca, revelará úlceras aftoides ao nível do cólon esquerdo e transverso, com aspecto em mosaico, que se distribuem em pontos variados do intestino grosso.
A deficiência adquirida de lactase é a causa mais comum de má absorção seletiva de carboidratos, ocorrendo diminuição de sua síntese, deficiência no transporte celular e na glicolisação da lactose. Secundariamente, pode ocorrer diarreia osmótica por dificuldade na reabsorção de grandes quantidades de ácidos graxos de cadeia curta produzidos pela metabolização da lactose pelas bactérias intestinais.
Uma grande causa de má absorção nos países subdesenvolvidos é a infecção por Giardia intestinalis, anteriormente chamada de Giardia lamblia.
Os pacientes submetidos à gastrectomia parcial com reconstrução à Bilroth II podem ter a liberação de secreções biliares e pancreáticas distantes de onde o quimo chega ao jejuno, e este distúrbio pode ser classificado como distúrbio da mistura.