Um homem de 39 anos de idade vem, há três anos, em
tratamento ambulatorial para doença do refluxo
gastroesofágico (DRGE), em uso contínuo de inibidores de
bomba de prótons (IBP). Sempre que tenta fazer desmame dos
IBP, volta a apresentar graves sintomas da DRGE.
Esofagogastroduodenoscopia com biópsia realizada há dois
anos evidenciou esofagite, pequena hérnia de hiato (< 3 cm) e
estômago normal. O paciente interrompeu o uso de IBP há
quatro meses e, devido ao quadro de pirose e dor retroesternal,
foi submetido a nova endoscopia digestiva, que revelou
processo inflamatório grave e úlceras no terço distal do
esôfago. O estômago apresenta-se normal e o teste da urease é
positivo. Não foi visualizada hérnia hiatal. Devido ao intenso
processo inflamatório, não foi realizada biópsia. O paciente,
que não apresenta outras queixas ou co-morbidades, é etilista
social, tabagista (média de 1,5 maços/dia há 22 anos) e
apresenta obesidade leve. Não há outras alterações ao exame
físico.
O que deve ser feito para encaminhar corretamente o caso
acima descrito?