Questões de Concurso
Comentadas sobre gastroenterologia em medicina
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I - A sigmoidoscopia (um exame do cólon sigmoide utilizando um tubo de visualização flexível) confirma o diagnóstico de colite ulcerativa. Este procedimento permite que um médico observe diretamente a gravidade da inflamação, colete amostras de muco ou fezes para cultura, e remova amostras de tecido das áreas afetadas para exame ao microscópio (chamada biópsia). Mesmo durante os intervalos sem sintomas, o intestino raramente tem um aspecto totalmente normal e o exame ao microscópio das amostras de tecido coletadas geralmente mostra inflamação crônica. Geralmente, não é necessário colonoscopia, mas o médico pode precisar fazer uma, se a inflamação passar para além do alcance do sigmoidoscópio.
II - Exames de sangue confirmam o diagnóstico de colite ulcerativa, e podem revelar que a pessoa está com anemia, aumento do número de glóbulos brancos (ocorre com inflamação), um nível baixo da proteína albumina, velocidade de hemossedimentação (VHS) elevada ou nível elevado da proteína C-reativa, que também indicam a presença de inflamação ativa. Sendo possível que o médico também realize provas de função hepática para avaliar o comprometimento e o grau avançado da doença.
III - Radiografias abdominais realizadas após bário ser administrado por enema (chamado enema de bário) podem indicar a gravidade e a extensão da doença, mas não são feitas quando a doença está ativa, como durante uma crise, devido ao risco de estar causando uma perfuração. Outras radiografias abdominais também podem ser realizadas.
I - A colite fulminante (também chamada de colite tóxica) é uma complicação especialmente grave. Em quase 10% das pessoas que apresentam colite ulcerativa, um primeiro ataque rapidamente progressivo torna-se muito grave, com hemorragia intensa, ruptura (perfuração) do cólon ou infecção disseminada. Danos aos nervos e aos músculos da parede intestinal causam íleo paralítico (um quadro clínico no qual os movimentos de contração normais da parede intestinal param temporariamente) o que faz com que o conteúdo do intestino não transite adequadamente. Desenvolve-se uma expansão (distensão) abdominal.
II - O câncer de cólon começa a se tornar mais comum cerca de sete anos após o início da colite ulcerativa em pessoas com colite extensa. O risco de câncer de cólon é maior quando todo o intestino grosso é afetado e aumenta proporcionalmente ao tempo em que a colite ulcerativa está presente. Após 20 anos de doença, cerca de 7 a 10% das pessoas terão desenvolvido câncer, e após 35 anos de doença, até 30% das pessoas terão desenvolvido câncer. No entanto, as pessoas que apresentam ambas a doença intestinal inflamatória e a inflamação dos canais biliares (colangite esclerosante primária) estão em elevado risco de câncer de cólon, a partir do momento em que a colite é diagnosticada.
III - Aconselha-se a colonoscopia (exame do intestino grosso utilizando um tubo flexível para visualização) a cada um ou dois anos para pessoas que têm colite ulcerativa presente há mais de oito a dez anos ou que apresentam colangite esclerosante primária. Durante a colonoscopia, são coletadas amostras de tecido de áreas ao longo do intestino grosso para exame ao microscópio para detectar sinais precoces de câncer (displasia). Essa remoção e exame de tecido é chamada biópsia. Em um novo tipo de colonoscopia chamada cromoendoscopia, corantes são inseridos no cólon durante a colonoscopia para destacar áreas cancerosas (malignas) e pré-cancerosas e podem ajudar o médico a identificar áreas para biópsia.
I - O médico pode suspeitar da existência da doença de Crohn em uma pessoa com cólicas abdominais e diarreia recorrentes, sobretudo se houver antecedentes familiares de doença de Crohn ou antecedentes de problemas ao redor do ânus.
II - A doença de Crohn tem cura conhecida e é caracterizada por crises intermitentes de sintomas. As crises podem ser leves ou graves, raras ou frequentes. Com o tratamento adequado, a maioria das pessoas continuam a levar vidas produtivas. No entanto, cerca de 10% das pessoas ficam incapacitadas pela doença de Crohn e suas complicações.
III - Não há exames laboratoriais específicos para identificar a doença de Crohn, apesar de os exames de sangue poderem mostrar anemia, um número de leucócitos acima do comum, baixas concentrações de albumina e outros sinais de inflamação, como velocidade de hemossedimentação ou nível de proteína reativa C elevados. É possível que o médico também realize provas de função hepática.
I - Em crianças, dor abdominal e diarreia geralmente são os sintomas mais importantes e podem manifestar com frequência. Os sintomas principais, podem ser crescimento lento, inflamação das articulações (artrite), febre ou fraqueza e fadiga resultantes da anemia e perda ponderal por causa da diarreia apresentada.
II - Não se sabe o motivo pelo qual os sintomas aparecerem e desaparecerem ou o que desencadeia novas crises e determina a sua gravidade. A inflamação recorrente tende a aparecer na mesma região intestinal afetada, mas pode se disseminar a áreas adjacentes após a região afetada ter sido removida cirurgicamente.
III - Os sintomas da doença de Crohn podem durar dias ou semanas e podem se resolver sem tratamento. A recuperação completa e permanente depois de um único ataque é extremamente rara.
I- Questionário Cage; II- Teste AUDIT; III- Teste de Fagërstrom; IV- Inventário de Beck.
As afirmativas corretas são:
( ) Coproculturas devem ser realizadas rotineiramente em crianças com doença diarreica aguda.
( ) A diarreia causada pelo rotavírus predomina na faixa etária entre seis meses e dois anos. Nos Estados das regiões Sudoeste e Centro-Oeste, ocorre aumento na incidência do patógeno nos meses mais frios ou no período de seca.
( ) A Giardia, a Shigella e a Entamoeba podem ser transmitidas de pessoa para pessoa.
I. Presença de sangue nas fezes. II. Perda de peso não intencional. III. Início dos sintomas em pessoas com 50 anos ou mais.
Quais estão corretos?