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Comentadas sobre endocrinologia em medicina
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Paciente do sexo feminino, 58 anos, comparece assintomática para consulta de retorno em unidade primária de saúde. Apresenta diagnóstico recente de diabetes mellitus, em uso de hipoglicemiante oral. Ao exame físico, apresenta uma pressão arterial de 150x95 mmHg, com índice tornozelo-braquial de 0,8. Traz a monitorização residencial da pressão arterial solicitada na primeira consulta evidenciando medidas de 145x90 mmHg.
A conduta indicada é a adoção de medidas não farmacológicas:
Mulher, 28 anos de idade, com queixa de adinamia há 6 meses, acompanhada de ganho de peso, constipação intestinal, pele e cabelos ressecados, sonolência, irregularidade menstrual nos últimos meses (ciclos a cada 40 dias). Nega uso de medicamentos. Na investigação laboratorial, apresenta o seguinte perfil hormonal:
TSH: 32 mg/mL (ref.: 0,45 a 4,5 mUI/L)
T4 livre: 0,4 ng/dL (ref.: 0,9 a 1,8 ng/dL)
Prolactina: 45 pg/mL (ref.: até 29 pg/mL)
Prolactina após precipitação com PEG (polietilenoglicol): 36 pg/mL
LH: 3,5 U/L (ref.: até 12 UI/L)
FSH: 12,5 UI/L (ref.: até 12 UI/L)
Estradiol: 4,3 ng/dL (ref.: 1,2 a 23,3 ng/dL)
Sobre o quadro clínico e laboratorial desta paciente, é correto afirmar:
( ) A acromegalia pode ocorrer em qualquer idade, porém é mais comum entre os 30 e 50 anos.
( ) O aumento dos níveis de IGF-l é o responsável pela maioria dos sinais e sintomas clínicos associados à acromegalia.
( ) A acromegalia é uma doença sistêmica com diversas comorbidades, tais como: hipertensão arterial, diabetes mellitus, apneia do sono, fraturas vertebrais e manifestações musculoesqueléticas, neoplasia colorretal e artropatia.
( ) Fatores associados a melhor prognóstico da acromegalia: mutação germinativa no gene AIP, adenomas esparsamente granulados e hipersinal em T2 na ressonância magnética de sela túrcica.
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?
I. Níveis elevados de anti-TPO (>100 UI/mL) têm alta sensibilidade para tireoidite de Hashimoto, mas sua presença isolada não confirma disfunção tireoidiana, podendo estar presentes em indivíduos eutireoidianos, especialmente em mulheres e em pacientes com outras doenças autoimunes.
II. A presença de rouquidão em bócio multinodular deve sempre ser considerada um achado de alarme, podendo indicar compressão do nervo laríngeo recorrente, mas ocorre em menos de 5% dos casos e sempre está associada a neoplasia maligna ou processo inflamatório invasivo.
III. O tabagismo aumenta tanto o risco quanto a gravidade da orbitopatia de Graves, e pacientes fumantes submetidos a radioiodoterapia apresentam maior risco de exacerbação da doença ocular.
IV. A dosagem de TRAb no terceiro trimestre está indicada mesmo em mulheres previamente tratadas com radioiodoterapia ou tireoidectomia, devido ao risco persistente de transmissão de anticorpos estimuladores ao feto.
V. A tireoglobulina não deve ser utilizada como marcador tumoral em carcinoma medular da tireoide; entretanto, pode ser falsamente elevada na presença de anticorpos antitireoglobulina, sendo o calcitonina basal e estimulada os principais marcadores de recorrência no CA medular.
A alternativa que contém todas as afirmativas corretas, é: