Com relação a nódulos tireoidianos, é correto afirmar que:

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Q4039460 Medicina
Com relação a nódulos tireoidianos, é correto afirmar que:
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Gabarito: E

Fundamento decisivo: A questão é resolvida pelos preditores clínicos de maior risco para malignidade em nódulos tireoidianos: história familiar de câncer de tireoide, irradiação cervical prévia e nódulo com mais de 1 cm como achado de maior relevância investigativa. Esses elementos tornam a alternativa E a única compatível com a base médica.

Tema central: Risco em nódulos tireoidianos
Análise das alternativas
A
Errada
O erro está no critério usado para indicar PAAF. O antecedente familiar relevante é câncer de tireoide, não 'câncer cervical' genérico em sentido anatômico amplo. Além disso, a PAAF não decorre desse dado isoladamente; sua indicação depende do risco clínico associado principalmente às características ultrassonográficas e ao tamanho nodular. A alternativa mistura um fator familiar inadequado com uma conclusão indevida sobre punção.
B
Errada
TSH suprimido não indica ultrassonografia como rastreio. A ultrassonografia é exame morfológico central na avaliação do nódulo, mas a palavra 'rastreio' torna a afirmação errada. Quando há TSH baixo, o raciocínio correto é suspeitar de autonomia funcional e direcionar a propedêutica para avaliação funcional, e não propor rastreamento ultrassonográfico por esse motivo.
C
Errada
A ressonância magnética não é o melhor exame para avaliação geral dos nódulos tireoidianos. O exame de escolha é a ultrassonografia, porque é o método principal para detectar, caracterizar e estratificar o risco dos nódulos. A alternativa erra ao substituir o método padrão por um exame que não é o principal nessa situação.
D
Errada
A afirmação inverte o risco oncológico esperado. Nódulos autônomos ou hiperfuncionantes, em regra, têm menor probabilidade de malignidade do que os nódulos não funcionantes. Portanto, usá-los como marcador de maior risco está tecnicamente errado.
E
Certa
A alternativa E está correta porque traz os preditores clássicos de maior risco na avaliação inicial do nódulo tireoidiano. História familiar de câncer de tireoide e antecedente de irradiação cervical aumentam a suspeição de malignidade. Além disso, nódulos maiores que 1 cm entram no grupo de maior relevância clínica para investigação, sempre integrados ao contexto ultrassonográfico e clínico. O ponto decisivo não é dizer que esse tamanho diagnostica câncer, mas que ele torna o nódulo mais relevante para estratificação e investigação.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: trocar 'câncer de tireoide' por 'câncer cervical' para induzir erro na indicação de PAAF e usar o tamanho > 1 cm como se fosse marcador absoluto de malignidade, quando ele é critério de relevância investigativa dentro do contexto clínico e ultrassonográfico.
Dica para questões semelhantes
  • Em nódulo tireoidiano, se a alternativa disser que RM é o melhor exame geral, elimine: o método principal é a ultrassonografia.
  • TSH suprimido muda o eixo do raciocínio para funcionalidade nodular; isso não equivale a rastreamento por ultrassom.
  • História familiar de câncer de tireoide e irradiação cervical aumentam risco; antecedente oncológico cervical genérico não substitui esse critério.
  • Nódulo hiperfuncionante costuma ter menor risco de câncer; não confunda hiperfunção com maior malignidade.

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