Questões de Concurso
Sobre doenças infecto-parasitárias em medicina
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Ao exame, a paciente se encontrava emagrecida, hipocorada, desidratada, acianótica, anictérica, afebril, com dispneia e esforço respiratório. Candidíase oral e leões múltiplas por molusco contagioso em região genital. Diarreia. PA 90 x 55 mmHg, FC 110 bpm, FR 22 irpm, sat. O2 70. Gasometria revelou acidose metabólica. A paciente foi submetida à sedação, TOT e acoplada à VM. Toda medicação de suporte foi instituída, em especial a fenitoína venosa. Hemograma revelou anemia e linfopenia.
A imagem da tomografia de crânio com contraste revelou lesão anelar captante de contraste com edema perilesional e efeito de massa apagando parcialmente o ventrículo esquerdo e leve desvio da linha média.
O teste rápido para detecção do HIV foi reator. A mãe relatou que a paciente é alérgica à sulfa.
Baseado no relato, na imagem da tomografia computadorizada do crânio, e considerando a infecção oportunista neurológica grave mais comum na aids, assinale a opção que apresenta o diagnóstico e o tratamento específico mais indicado para o caso.
Dois dias após início da dor surgiu exantema com formação de vesículas em uma base eritematosa, febre, mal-estar, e sinais de infecção bacteriana superposta. Exames complementares revelaram leucocitose importante com desvio à esquerda (32.000 leucócitos 10% bastões). Creatinina 3,6 Ureia 142 (TFGe: 21.99mL/min). Cultura de swab da secreção mostrou Staphylococcus aureus sensível à amoxicilina+clavulanato. Foi firmado o diagnóstico de herpes zoster em ramo oftálmico. Optou-se por tratamento venoso com amoxicilina + clavulanato + sintomáticos.
Nesse caso, o tratamento específico mais indicado seria aciclovir venoso na dose 10 mg/kg a cada
Pacientes não tratados podem desenvolver insuficiência renal, icterícia, dificuldade ou insuficiência respiratória, insuficiência hepática e meningite. Recente revisão publicada estima que são registradas, por ano, cerca de 60.000 mortes no mundo.
Nos casos de leptospirose grave (Síndrome de Weil), o antibiótico de escolha é
Foi aventada a hipótese de febre de Katayama. A febre de Katayama foi descrita pela primeira vez em 1847, na região de Katayama (prefeitura de Hiroshima, Japão). O relato original foi feito por Yoshinao Fujii (também transliterado como Fujii Kōchoku), que documentou os sintomas clínicos em pessoas que trabalhavam em campos alagados, observando febre, coceira intensa e inchaço abdominal logo após contato com água doce.
O diagnóstico e a medicação específica mais indicada para o caso são
Foi admitido na emergência de um hospital com dor abdominal intensa devido ruptura espontânea do baço. Exames laboratoriais revelaram anemia grave, hipoglicemia, acidose metabólica, insuficiência renal e hiperlactatemia. Após esplenectomia, todos os cuidados e tratamentos de suporte indicados em unidade de terapia intensiva foram instituídos com melhora clínica. Na internação foi prescrito Artesunato por via endovenosa.
Nesse caso, o agente etiológico da doença é
A seguir, está a imagem da tomografia computadorizada realizada.
O laudo da tomografia computadorizada do tórax foi: derrame pleural laminar bilateralmente. Sinais de enfisema centrolobular Cavitações de paredes espessadas no pulmão direito, uma delas apresentando formação nodular com densidade de partes moles no seu interior, medindo cerca de 1,1 x 0,9 cm, de aspecto pouco específico. Múltiplas opacidades centrolobulares esparsas por ambos os pulmões, assumindo configuração com aspecto de árvore em brotamento bilateralmente, associados a opacidades em vidro fosco na sua adjacência. Dentre os diagnósticos diferenciais deve-se considerar a possibilidade de processo infeccioso específico em atividade Espessamento difuso das paredes brônquicas. Traqueia e brônquios-fonte pérvios. Linfonodos proeminentes mediastinais e hilares, muitos calcificados. Aorta de calibre preservado. Calcificações vasculares. Coração de dimensões aumentadas.
Com base nas informações acima, e considerando as doenças mais prevalentes na população de rua no Brasil, as principais hipóteses diagnósticas seriam
O exame clínico revelou um paciente desnutrido, com palidez, taquicardia, taquipneia, hepatomegalia (10 cm do rebordo costal direito), esplenomegalia (7 cm abaixo do rebordo costal esquerdo) e ascite. As avaliações laboratoriais mostraram hemoglobina de 8,6 g/dL (13,8-17,2 g/dL), contagem total de leucócitos de 1.200 por mm³ (4.000-10.000 por mm³), contagem de plaquetas de 9,9 x 10⁻³ por mm³ (15-45 x 10⁻³ por mm³), albumina de 1,7 g/dL (3,5-5,2 g/dL) e tempo de tromboplastina parcial ativada de 11,7 s (30-40 s), função renal preservada. Não havia evidência sorológica de hepatite B ou hepatite C. Sorologia para infecção pelo HIV foi reator, com contagem de linfócitos TCD4 146 células/mm3 e não havia histórico de doença hepática ou abuso de álcool.
O diagnóstico de Leishmaniose Visceral foi feito pela demonstração de parasitas compatíveis com Leishmania spp. em estágio amastigota no aspirado de medula óssea e na biópsia. A cultura do aspirado de medula óssea revelou formas promastigotas compatíveis com Leishmania spp.
Com relação ao caso acima descrito, para o tratamento de primeira linha (de acordo com o Ministério da Saúde Brasileiro), a droga de escolha é
Três horas após admissão hospitalar iniciou quadro de palidez cutânea, extremidades frias, hipotensão (60X40mmHg), taquipneia (32 irpm), dessaturação (Sat O2 89%), falta de ar e fraqueza. Gasometria revelou acidose metabólica com alcalose respiratória compensatória (PH 7,42 | PCO2 23 | PO2 102 | HCO3 14,6 | BE -8,7 | LAC 5,5 | SATO2 97%). Exames laboratoriais com os seguintes resultados: HB 9,4 | HT 28,6 | LEUCO 11.250 | PLAQ 182.000 | K 3.8 | NA 133 | CR 1,14 | U - | LDH 403 | PCR 10,4 | Ca 8,2.
Foi providenciado acesso venoso profundo, hidratação vigorosa, prescrição de bicarbonato, oxigênio sob máscara de alto fluxo. Houve evolução clínica satisfatória com estabilização dos sinais vitais. Nova gasometria foi realizada 6 horas após: PH 7,44 | PCO2 32,3 | PO2 106,4 | HCO3 21,6 | BE -2 | LAC 4,27 | SATO2 97,4%.
Telerradiografia e tomografia computadorizada do tórax revelaram as imagens a seguir.
Com relação à prescrição de antibioticoterapia, a conduta inicial nesse caso é
O cabotegravir e o lenacapavir fazem parte, respectivamente, das seguintes classes de medicamentos:
O ciclo destes parasitos segue a seguinte sequência: ovos não embrionados eliminados no escarro (quando engolido, nas fezes), ovos embrionados no ambiente, miracídeos, infecção de caracóis (onde passam pelos estágios de esporocisto, rédias e cercárias. As cercárias deixam os caracóis e infestam um segundo hospedeiro (crustáceos de água doce como caranguejos ou lagostins) onde se encistam como metacercárias, sendo este o estágio infeccioso para porcos, cães, felinos e o homem.
A infecção humana por P. westermani ocorre pela ingestão de caranguejo ou lagostim que abrigam metacercárias do parasita inadequadamente cozidos ou em conserva. Após a ingestão, as metacercárias se desencistam no intestino delgado e liberam larvas que penetram a parede duodenal e entram na cavidade peritoneal. As larvas migram por aproximadamente uma semana, penetram o diafragma, entram na cavidade pleural e migram diretamente pelo tecido pulmonar para atingir os brônquios, onde formam cavidades císticas e se desenvolvem em vermes adultos em 5 a 6 semanas. Os parasitas adultos são marrom-avermelhados e ovoides, medindo 7,5 a 12 mm por 4 a 6 mm.
Os vermes adultos induzem uma resposta inflamatória nos pulmões, gerando um cisto fibroso que contém uma efusão purulenta e sanguinolenta e ovos liberados pelos vermes são eliminados no ambiente por meio da expectoração ou podem ser engolidos e eliminados com as fezes, fechando o ciclo de vida do parasito.
Assim, a primeira manifestação é uma pneumonia hemorrágica provocada pela migração das larvas; os vermes adultos se encistam, podendo cavitar o parênquima. Clinicamente tem um curso crônico, sendo a hemoptise o sintoma mais comum e pelo qual é chamada de "hemoptise endêmica”.
O diagnóstico é feito pelo achado dos ovos característicos no escarro e nas fezes humanas, existem ainda testes sorológicos e o principal diagnóstico diferencial é principalmente com a tuberculose. O tratamento é feito com praziquantel ou triclabendazol.
Sabe-se que o tempo entre a infecção e a oviposição é de 65 a 90 dias.
Nesse caso, as infecções por esses trematódeos em humanos podem persistir por até
Em um hospital, foi montado um posto móvel de vacinação para funcionários. Um médico com 58 anos de idade e que teve sarampo aos 6 anos, trabalha na emergência atendendo adultos. Pergunta-se: Há indicação para que esse médico seja vacinado com a tríplice viral?
A resposta correta é:
Essa afecção decorre de infecção por
O teste para Zika vírus foi reagente. Procurou emergência de um hospital porque estava com fraqueza ascendente em membros inferiores, arreflexia e disautonomia. A eletroneuromiografia detectou diminuição da velocidade de condução nervosa e evidências de desmielinização segmentar (polirradiculopatia desmielinizante). LCR mostrou dissociação albuminocitológica (aumento de proteínas com contagem de leucócitos normal).
O diagnóstico mais provável e o tratamento indicado são:
Diante desse quadro, assinale a opção que apresenta a conduta imediata mais adequada, o mais provável diagnóstico e o agente etiológico envolvido.
Esses fungos respondem ao tratamento antimicrobianos antimetabólitos antagonistas do folato, especificamente uma associação de sulfonamida (sulfametoxazol) com inibidor da dihidrofolato redutase (trimetoprima). Entretanto, ao se iniciar o tratamento dos enfermos é frequente a piora paradoxal, com exacerbação dos sinais clínicos e agravamento do quadro.
Para evitarmos essa piora, deve-se associar ao tratamento antimicrobiano
A investigação demonstrou que o caso se vinculava à mordida de morcego hematófago. Após confirmação diagnóstica laboratorial, foi iniciado o protocolo de tratamento de Milwaukee adaptado à realidade brasileira, denominado Protocolo de Recife, Protocolo de Tratamento da Raiva Humana no Brasil (Brasil, 2011), resultando no primeiro registro de cura de raiva humana no País. Em 2017, ocorreu o segundo caso de cura com sequelas neurológicas: um adolescente com histórico de espoliação de morcego hematófago, morador de área ribeirinha, no estado do Amazonas, com diagnóstico laboratorial para raiva (Brasil, 2011). Esse Protocolo pode ser aplicado frente a casos confirmados da doença e sob orientação da Secretaria de Vigilância em Saúde e Ambiente do Ministério da Saúde (SVSA/MS).
O diagnóstico da raiva pode ser feito de diversas maneiras, entretanto, a técnica do RT‑hN-PCR (Reverse Transcription hemiNested PCR, ou em português: transcrição reversa seguida de PCR hemi-aninhada) foi aplicada em alguns estudos de diagnóstico ante‑mortem da raiva humana, aumentando em respectivamente 98% e 100% a sensibilidade e especificidade no diagnóstico.
A técnica funciona da seguinte maneira: primeiro, extrai-se RNA viral da amostra, e utiliza-se a enzima transcriptase reversa para convertê-lo em DNA complementar (cDNA) por RT-PCR. Este cDNA é amplificado com um par de primers externos por PCR. A seguir, o produto da primeira PCR é submetido a uma segunda rodada de PCR usando um par de primers, dos quais um é interno (aninhado) em relação aos originais (Hemi‑nested PCR), isso aumenta significativamente a especificidade e a sensibilidade da detecção. Esse protocolo – exatamente esse tipo de combinação – pode ser usado para detectar o vírus rábico, empregando RT‑PCR com primers voltados ao gene da glicoproteína (G) e RT‑PCR seguido de hemi‑nested PCR (hnRT‑PCR) com primers para o gene da nucleoproteína (N) do vírus da raiva
Nesse caso, o seguinte material biológico deve ser preferencialmente coletado e encaminhado ao laboratório:
A agressão pulmonar é bifásica: primeiro pico (uma a duas horas após aspiração), resultado do efeito cáustico direto na interface alvéolo-capilar. Posteriormente, ocorre o segundo pico (quatro a seis horas), associado a infiltrado de neutrófilos no alvéolo e interstício pulmonar, com achados histológicos característicos de inflamação aguda. Em 48 horas pode haver a formação de membrana hialina.
Uma paciente com 28 anos de idade, frequentadora de academia há 10 anos, sem histórico de doenças, foi realizar cirurgia de mamoplastia e apresentou engasgo seguido de dispneia rapidamente progressiva, cianose e perda de consciência devido broncoaspiração durante procedimento de intubação orotraqueal. Foi verificado que o procedimento foi conduzido por um R2 de cirurgia plástica que além de não sedar adequadamente para o procedimento não elaborou uma simples pergunta sobre o jejum à paciente. O mesmo foi suspenso pois tomou medida sem aval do Staff e do anestesista que não estavam na sala cirúrgica na hora do procedimento.
Felizmente a paciente recuperou rapidamente o estado de consciência após aspiração de vias aéreas, sendo verificada a eliminação de corpo estranho (restos alimentares) após crise de tosse. Ao exame físico, apresentava dispneia, sons respiratórios reduzidos associados a roncos e crepitações difusas. Obviamente a cirurgia foi suspensa. Foi iniciado tratamento de suporte com O2 suplementar e nebulização. A radiografia de tórax mostrou infiltrado intersticial de padrão nodular confluente. TC de tórax com imagem em vidro fosco e nódulos centrolobulares de contornos indefinidos bilateralmente em segmentos basais posteriores, não houve febre ou leucocitose.
O infectologista chamado para dar um parecer sobre o uso de antibióticos nesse caso indicou corretamente
Ao exame físico observou-se inflamação conjuntival, edema de mucosa nasal, eritema de arcos faríngeos e adenopatia discreta. Pulmão limpo na ausculta. O diagnóstico clinico foi o resfriado comum.
Assinale a opção que apresenta o agente mais frequentemente encontrado no resfriado comum e o principal tratamento indicado.
Dessa forma, a análise laboratorial do líquor de um paciente com doença do sistema nervoso central que mostrou contagem de polimorfonucleares acima de 10.000 células/mm3 , glicose 30 mg/dL, proteínas 140 mg/dL e pressão liquórica elevada é mais compatível com
Foi documentado que houve infecção pregressa por citomegalovírus. Receptores de alto risco, soropositivos para CMV que recebem transplante alogênicos são potencialmente susceptíveis e devem receber profilaxia até o dia 100 após o transplante.
O medicamento de primeira linha mais indicado é