Questões de Concurso
Sobre clínica médica humana em medicina
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Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
J.M.A., 16 anos, deu entrada no Hospital com hematomas pelo corpo, e sangramento genital intenso. Relata que foi violentada pelo tio, irmão de sua genitora. Considerando o dever do médico assistente, pode-se afirmar que
I- o médico deve ater-se à assistência da menor, e proceder com notificação do caso de violência doméstica, comunicando às autoridades competentes o fato, posto que a Carta Magna brasileira se destaca por dar importância aos cuidados, deveres e responsabilidades do Estado, e no âmbito familiar, dos responsáveis legais primando pela defesa das crianças, adolescentes, além de idosos e da mulher.
II- o médico deve ater-se à assistência da menor, enquanto que cabe à família, que é a base da sociedade, tomar as medidas cabíveis comunicando o fato às autoridades competentes, visto que tem especial proteção do Estado.
III- o médico deve ater-se à assistência da menor, enquanto cabe ao Estado assegurar a assistência à família, na pessoa de cada um dos que a integram, criando mecanismos para coibir a violência no âmbito de suas relações. Portanto, trata-se de um caso de polícia.
IV- é dever do médico prestar a devida assistência à menor, e desde já notificar o caso de violência doméstica encaminhando-a para procedimentos legais, sob os cuidados das autoridades competentes, uma vez que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, a dignidade ao respeito, a liberdade e a convivência familiar e comunitária, além de colocá-los a salvo de toda forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão.
V- o médico está obrigado a atender a menor em caráter de urgência uma vez que sua omissão implicará em maiores danos biopsicossociais, ao tempo em que notifica o caso de violência doméstica, e comunica o fato às autoridades competentes. Ademais, a lei punirá severamente o abuso, a violência e a exploração sexual da criança e do adolescente, notório no caso em apreço.
Portanto, estão CORRETAS
A dor é a queixa principal na avaliação de um paciente com suspeita de abdômen agudo. Ou seja, a pesquisa da dor na anamnese deve se caracterizar pela necessidade de ser precisa. Disto se depreende que
I- a duração da dor, sua localização, como se iniciou e outras características como tipo de dor e evolução podem ajudar no diagnóstico diferencial. Enquanto que a dor visceral causada por distensão, inflamação ou isquemia é difusamente localizada na região mesogástrica.
II- doenças renais ou ureterais causam dor nos flancos. Por outro lado, sangue ou pus subdiafragmático à esquerda podem gerar dor no ombro esquerdo, doença biliar pode causar dor referida no ombro direito ou dorso.
III- doenças supradiafragmáticas, como uma pneumonia basal, podem causar dor referida no pescoço ou ombro. Enquanto que a dor abdominal no andar superior do abdômen sugere úlcera péptica, colecistite aguda ou pancreatite.
IV- cisto de ovário, diverticulite e abscessos tubo-ovarianos causam dor na porção inferior do abdômen. Enquanto que a obstrução do intestino delgado causa dor no mesogástrio, que, às vezes, é referida no dorso.
Portanto, estão CORRETAS
Acerca da adesão ao tratamento de saúde, julgue o item subsecutivo.
Profissionais de saúde que usam linguagem formal e científica
conseguem maior adesão do paciente ao tratamento do que
profissionais que usam linguagem popular, tipicamente
utilizada pelo próprio paciente e sua comunidade.
Acerca da adesão ao tratamento de saúde, julgue o item subsecutivo.
A baixa adesão ou não adesão ao tratamento medicamentoso
pode ocorrer por diferentes motivos, tais como: o paciente
estar assintomático; não ter recursos financeiros; ter de tomar
a medicação em horários que impliquem constrangimento
social; sentir efeitos colaterais ruins e não ter compreensão dos
efeitos do remédio.
Acerca da adesão ao tratamento de saúde, julgue o item subsecutivo.
A não adesão ao tratamento acontece apenas quando o paciente
se recusa a iniciar ou decide abandonar a medicação prescrita
pelo médico.
Acerca da adesão ao tratamento de saúde, julgue o item subsecutivo.
Em caso de condições graves, mesmo que assintomáticas,
como infecção por HIV, a adesão ao tratamento costuma ser
maior do que em outras condições menos graves,
principalmente quando a medicação é disponibilizada
gratuitamente.
Em um dia normal de trabalho, médicos de família e comunidade atendem a muitos casos diferentes. Certa manhã, determinado médico atendeu a quinze pacientes, entre os quais se encontravam os seguintes: (1) uma criança de cinco anos de idade com suspeita de abuso sexual, trazida pela mãe; (2) um idoso de sessenta e seis anos de idade, tabagista, com diabetes melito (DM) e hipertensão arterial sistêmica (HAS); (3) uma mulher de vinte e três anos de idade, estudante universitária, que não tomava banho havia uma semana; (4) um bebê de uma semana de vida (5) e sua mãe, puérpera, para consulta normal; (6) um adolescente de dezessete anos de idade, com rolha de cera; (7) uma idosa de setenta e um anos de idade, com diabetes melito (DM) e obesa, com úlcera no membro inferior esquerdo, (8) e sua filha, e cuidadora, de quarenta e nove anos de idade, que não dormia regularmente havia um mês.
Considerando esses casos clínicos, julgue o item a seguir.
Julgue o próximo item, relativo à síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS).
As variáveis com maior valor preditivo positivo para diagnóstico de SAOS são circunferência de pescoço, roncos e índice de massa corporal (IMC).
José, de cinquenta e cinco anos de idade, foi levado pelo SAMU ao pronto-socorro do Hospital de Base do Distrito Federal por apresentar sangramento nasal decorrente de um acidente de carro. Segundo um transeunte que testemunhou o fato, José dirigia o veículo a aproximadamente 40 km/h quando colidiu com um hidrante na descida de uma entrequadra do Plano Piloto. No hospital, o paciente não se lembrava de nada.
Com base no caso clínico apresentado, julgue o seguinte item.
Nesse caso, o SAMU deveria tê-lo levado ao hospital regional mais próximo.
Uma menina de dez anos de idade, moradora da periferia de uma grande cidade, foi atendida na emergência, apresentando, de acordo com relato da mãe, febre alta havia seis dias. A mãe informou, ainda, que, após quarenta e oito horas do início da febre, esta havia sido seguida por cefaleia, vômitos, diarreia e urina escura. No exame físico, o médico observou escleróticas ictéricas, dor abdominal e discreta hepatomegalia. A mãe da menina relatou que havia um surto de dengue na região onde moravam. Exames laboratoriais realizados no terceiro dia da evolução do quadro clínico apresentaram os seguintes resultados: TGO = 90 UI; TGP = 280 UI; anti-HVA IgM e IgG não reagentes; anti-HBs Ag reagente; HBs Ag, HBeAg, anti-HBeAg, anti-HB C IgM e IgG não reagentes; o exame de detecção para antígeno da dengue NS1 foi negativo.
Com referência ao caso clínico apresentado, julgue o item que se segue.
O diagnóstico de dengue está descartado, pois o exame de detecção para o antígeno viral NS1 foi negativo.
Uma menina de dez anos de idade, moradora da periferia de uma grande cidade, foi atendida na emergência, apresentando, de acordo com relato da mãe, febre alta havia seis dias. A mãe informou, ainda, que, após quarenta e oito horas do início da febre, esta havia sido seguida por cefaleia, vômitos, diarreia e urina escura. No exame físico, o médico observou escleróticas ictéricas, dor abdominal e discreta hepatomegalia. A mãe da menina relatou que havia um surto de dengue na região onde moravam. Exames laboratoriais realizados no terceiro dia da evolução do quadro clínico apresentaram os seguintes resultados: TGO = 90 UI; TGP = 280 UI; anti-HVA IgM e IgG não reagentes; anti-HBs Ag reagente; HBs Ag, HBeAg, anti-HBeAg, anti-HB C IgM e IgG não reagentes; o exame de detecção para antígeno da dengue NS1 foi negativo.
Com referência ao caso clínico apresentado, julgue o item que se segue.
Após a cura clínica, a paciente deverá receber quatro doses da
vacina contra o HPV em um intervalo de seis meses, se ainda
não tiver sido vacinada.
Uma menina de dez anos de idade, moradora da periferia de uma grande cidade, foi atendida na emergência, apresentando, de acordo com relato da mãe, febre alta havia seis dias. A mãe informou, ainda, que, após quarenta e oito horas do início da febre, esta havia sido seguida por cefaleia, vômitos, diarreia e urina escura. No exame físico, o médico observou escleróticas ictéricas, dor abdominal e discreta hepatomegalia. A mãe da menina relatou que havia um surto de dengue na região onde moravam. Exames laboratoriais realizados no terceiro dia da evolução do quadro clínico apresentaram os seguintes resultados: TGO = 90 UI; TGP = 280 UI; anti-HVA IgM e IgG não reagentes; anti-HBs Ag reagente; HBs Ag, HBeAg, anti-HBeAg, anti-HB C IgM e IgG não reagentes; o exame de detecção para antígeno da dengue NS1 foi negativo.
Com referência ao caso clínico apresentado, julgue o item que se segue.
Ante as evidências sorológicas, o quadro clínico da paciente não deve ser atribuído à hepatite B.
Uma professora do ensino fundamental, de vinte e oito anos de idade, procurou atendimento médico por apresentar dispneia aos médios esforços. O exame físico cardiovascular revelou ictus cordis visível e palpável no 5.º espaço intercostal na linha medioclavicular esquerda; presença de hiperfonese; e desdobramento fisiológico da segunda bulha em foco pulmonar. Na ausculta do foco mitral, observaram-se hiperfonese da primeira bulha, estalido de abertura da mitral e sopro protomesodiastólico — grau III de Levine — associado a reforço pré-sistólico. No exame clínico, não foram observadas outras alterações significativas. Após avaliação clínica e laboratorial, o médico estabeleceu o diagnóstico de cardiopatia reumática crônica, tipo estenose mitral, de moderada intensidade.
Com referência a esse caso clínico, julgue o seguinte item.
Como a lesão valvar definitiva está plenamente instalada, a profilaxia secundária para febre reumática não é recomendada para a paciente em questão.
Um paciente de quarenta e oito anos de idade procurou atendimento médico queixando-se de sonolência diurna excessiva, ronco alto, pausas respiratórias testemunhadas, engasgos e sono agitado. O exame físico revelou pressão arterial de 150 mmHg × 100 mmHg; frequência cardíaca de 85 bpm; 1,70 m de altura; peso corporal de 118 kg; e palato ogival, sem outras alterações. O exame de polissonografia mostrou índice de apneia-hipopneia por hora (IAH) igual a 25 eventos/hora.
Tendo como referência esse caso clínico, julgue o item que se segue.
O principal diagnóstico para o paciente em questão é síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS).
Um paciente de quarenta e oito anos de idade procurou atendimento médico queixando-se de sonolência diurna excessiva, ronco alto, pausas respiratórias testemunhadas, engasgos e sono agitado. O exame físico revelou pressão arterial de 150 mmHg × 100 mmHg; frequência cardíaca de 85 bpm; 1,70 m de altura; peso corporal de 118 kg; e palato ogival, sem outras alterações. O exame de polissonografia mostrou índice de apneia-hipopneia por hora (IAH) igual a 25 eventos/hora.
Tendo como referência esse caso clínico, julgue o item que se segue.
No caso em consideração, recomenda-se, como principal tratamento, a realização de pressão positiva contínua nas vias respiratórias.